Isso Ja Nao me Pertence mais

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Jamais use pessoas de trampolim para subir na vida mais rápido de elevador. Subir de escadas é desafiador mais é enobrecedor.

As obras mais grandiosas, os melhores livros, filmes, séries, pesquisas científicas, artigos e revisões de excelência começaram sempre na simplicidade de um primeiro passo.

Quando a maturidade chega, um gostar muito sincero e verdadeiro pode valer mais do que um eu te amo falso.

O prestígio faz professores pós-doutores escreverem duas teses ou mais, mesmo recebendo um salário igual ao de docentes doutores. Leva pesquisadores a desenvolverem pesquisas de excelência, fazendo escritores criarem frases, pensamentos e livros de renome.

Dinheiro é algo necessário à sobrevivência, mas é o prestígio que vale mais que o ouro ou o nióbio.

Os professores pós-doutores têm mais prestígio que os professores doutores, pois escrevem duas ou mais teses. Embora ambos possuam salários iguais, o docente pós-doutor é mais prestigiado na comunidade acadêmica.

A musicoterapia e outras formas de arte podem promover um cuidado mais humano e holístico na assistência em saúde de pacientes com transtornos e doenças mentais e para pacientes internados em unidades de terapia intensiva.

Psicopatas narcisistas têm autoconfiança e autoestima elevadas ao extremo, podendo se achar mais bonitos e inteligentes que os outros. Se você conhece alguém assim, pule fora urgentemente.

Na escravidão moderna no século XXI, as mulheres e as meninas se apresentam mais vulneráveis ao tráfico humano, por isso as cotas para mulheres cis e trans, negras e brancas, são necessárias nos concursos públicos, nos vestibulares, nas polícias e nas forças armadas. Por isso, plebiscitos e referendos devem ocorrer com maior frequência em governos democráticos.

O TEMPO E NÓS.
O tempo é o tempero da existência. Envolve-nos tanto nos atos mais simples quanto naqueles de extrema relevância. É o grande transformador das almas, fazendo do aflito um ser esperançoso no porvir, demonstrando que tudo está intimamente ligado às mudanças expressivas e inevitáveis no grande altar da humanidade.
Mesmo sob o véu que, por ora, desce sobre os nossos sentimentos, sejam eles aliados ao bem ou comprometidos com a ausência dele, o tempo abre-nos as perspectivas das inúmeras existências já vividas, as quais se sucedem como uma imensa catadupa lançada na eternidade, revelando-nos que somos Espíritos imortais.
Aquele que se beneficia do bom aproveitamento do tempo permite-se transformar, perdoando e também perdoando a si mesmo, pois urge a necessidade de um novo recomeço, que se renova a cada instante em que se busca alcançar a mansuetude do amor.
Contudo, não raras vezes, para não nos comprometermos conosco mesmos, esperamos que o Evangelho faça a sua parte sem a nossa participação. Suas palavras permanecem escritas, mas ainda não vividas. Entretanto, o perfume dessa Boa Nova, que repousa implicitamente em nosso íntimo, cedo ou tarde transforma-se em espinho na carne, nas circunstâncias que o próprio tempo, soberano educador, coloca diante de nós.
O valoroso instante em que passamos a enxergar, naquele a quem antes chamávamos de algoz, um irmão de jornada, possui a extraordinária capacidade de transformar a inimizade em fraternidade, permitindo que aquele que outrora nos feria seja, agora, a mão amiga que nos acompanha na caminhada existencial.
O tempo, no universo, não aceita desertores, porque ninguém está desprovido dele em sua expansão infinita. Carregamo-lo em nós mesmos, comprometidos para sempre com as consequências de nossas ações e reações. Cada um é protagonista da própria vida, mas é necessário permitir que outros também participem dela, para completar a grande película da história, que jamais se cansa de registrar os passos da humanidade.
Por isso, meus amigos e meus irmãos, saibamos compreender o tempo. É impossível afastar-se daquilo que pertence intimamente a cada um de nós e que, ao mesmo tempo, nos une a todos.
Somos irmãos.
Deus é o Autor da vida.
O tempo é o instrumento que Ele nos empresta durante a existência corporal, para que nos tornemos agentes conscientes do aprendizado e do aperfeiçoamento moral, unidos pela certeza de que somos aqueles que abraçam o tempo para, sem o término da alma, alçarem voo, plenificados em um só amor, de volta à Casa Celeste.

"Muita Paz!"

"Catarina Labouré"

“A humildade é a flor rara que cresce no jardim daqueles que descobriram que a alma vale mais que todas as conquistas do mundo.”

“Há silêncios que dizem mais que palavras, porque neles a alma conversa diretamente com o infinito.”

LIVRO: A ESPIRITUALIDADE DE LÉON DENIS.

Mais do que uma biografia, esta obra é uma aproximação à alma de um dos grandes continuadores do pensamento espírita após Allan Kardec.

Léon Denis (1846–1927) dedicou sua existência ao estudo, à divulgação e à vivência dos princípios espíritas, desenvolvendo uma reflexão profundamente marcada pela imortalidade da alma, pela lei do progresso, pela responsabilidade moral e pela esperança diante das provas da existência. Sua trajetória, atravessada por limitações físicas, dificuldades e intenso trabalho intelectual, revela um homem que procurou transformar a convicção espírita em experiência interior e compromisso com o bem.

Em A Espiritualidade de Léon Denis, Marcelo Caetano Monteiro percorre esse universo espiritual e filosófico, destacando não apenas o escritor, conferencista e estudioso, mas sobretudo o homem que fez da própria existência um testemunho de perseverança, fé raciocinada e dedicação à Doutrina Espírita.

Entre o pensamento de Kardec, as grandes questões da alma e as próprias experiências de Denis, o leitor é conduzido por temas como a sobrevivência do Espírito, a dor, o destino, o progresso, a prece, a fraternidade, a responsabilidade individual e a busca incessante pela verdade.

É também um convite para compreender por que Denis se tornou uma referência tão marcante na expansão do Espiritismo e por que sua obra continua encontrando ressonância entre aqueles que procuram conciliar razão, sentimento e espiritualidade.

Este livro não pretende apenas falar sobre Léon Denis. Procura aproximar o leitor da espiritualidade que animou Léon Denis, aquela que transforma conhecimento em consciência, sofrimento em aprendizado e fé em caminho de renovação.

Uma homenagem a um homem que, depois de Kardec, ajudou a manter acesa a chama do pensamento espírita, fazendo de sua própria vida uma longa caminhada em direção à luz.
Marcelo Caetano Monteiro.
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Um coração confuso, uma mente alucinada
E eu querendo a ti cada vez mais e mais.
Chamo a ti, e nem assim me espia.
E a solidão se torna minha companhia.

A noite cai, a escuridão me envolve,
e a tua ausência me judia.
Tento esquecer, mas não consigo deixar de pensar em ti.

Me perco em sonhos, me encontro em teus olhos, mas ao acordar, a realidade me golpeia
e a dor da saudade me açoita,

A espera é longa, o tempo não para,
e a esperança se esvai, como areia na mão.
Mas mesmo assim, eu te quero, eu te espero,
e a tua falta é um vazio que não some, não enche.
(Saul Beleza)

É ali na tempestade que a palavra sai mais crua, Sem filtro.
O peito aperta, a cabeça ferve, e de repente vira verso pra não virar grito.

Na tempestade a gente escreve com a alma na mão.
Cada raio ilumina uma coisa que estava escondida,
cada trovão arranca uma verdade que no silêncio ficava calada.

Só precisamos tomar cuidado.
Poeta também precisa de porto seguro.
Porque se for só tempestade, uma hora a gente afunda.
(Saul Beleza)

*Poema maluco do cotidiano*

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais planos na minha gaveta
do que coragem na segunda-feira.

Existem mais "depois eu vejo" no WhatsApp
do que respostas na hora.
Existem mais metas em janeiro
do que academia em fevereiro.

Existem mais café esfriando na mesa
do que tempo pra terminar ele.
Existem mais prints que nunca mando
do que conversas que realmente começo.

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais sonhos pousados na gente
do que gente pousando nos próprios sonhos.
(Saul Beleza)

*BOLERO NUNCA MAIS*

Bolero contigo nunca mais.
Bolero é colado demais,
é promessa demais,
é peito com peito fingindo que é pra sempre.
Contigo, nunca mais.
Um tango talvez,
na hora da despedida.
Tango pode.
Tango é bonito pra quem já vai embora.
Tem drama, tem perna, tem queda,
mas todo mundo já sabe que termina quando a música acaba.
Então guarda o bolero.
Bolero é pra quem fica.
Pra gente?
Deixa o tango.
Uma última dança,
bem pisada,
sem sorriso,
sem volta.
Depois cada um pro seu lado da rua.
Sem porta encostada.
Sem travesseiro.
Só o eco do salto no salão vazio.
(Saul Beleza)

"Muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus."


Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

"Aprendamos, pois, a buscar menos o bem-estar ilusório e mais o estar bem verdadeiro, cultivando a alma, praticando o bem e iluminando nossa consciência."
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

O CÉU E O INFERNO — SEGUNDA PARTE. AUGUSTE MICHEL.
Há neste episódio uma das mais densas ilustrações da psicologia espiritual delineada pela O Céu e o Inferno. Não se trata apenas de um relato mediúnico, mas de um documento experimental daquilo que a doutrina denomina de persistência vibratória do apego e da simbiose fluídica entre o Espírito e os despojos corporais.
Auguste Michel, homem entregue aos prazeres sensoriais e à exterioridade mundana, construiu durante a vida uma estrutura psíquica fortemente ancorada na matéria. Não havia nele perversidade deliberada, mas uma esterilidade moral que, sob a ótica espírita, é igualmente grave. Sua consciência permaneceu inativa diante das finalidades superiores da existência, o que produziu, após a morte, um fenômeno clássico descrito na literatura kardeciana: a perturbação espiritual prolongada.
O que se observa em suas comunicações é a incapacidade de dissociação imediata entre o perispírito e o corpo físico. A morte orgânica não implicou libertação automática. Ao contrário, o Espírito permaneceu em estado de aderência psíquica ao cadáver, como se este ainda fosse o seu eixo de identidade. Essa condição não é simbólica, mas efetivamente real no plano fluídico. O perispírito, impregnado de hábitos materiais, conserva impressões sensoriais que o fazem experimentar uma espécie de eco da dor física, ainda que o corpo já esteja inerte.
A frase “ainda estou preso ao meu corpo” não deve ser compreendida como metáfora. Trata-se de uma ligação vibratória sustentada por afinidade. Quanto mais o indivíduo vive exclusivamente para o corpo, mais densos se tornam os laços que o prendem a ele após a morte. A matéria não o retém por força própria, mas pela sintonia que o próprio Espírito cultivou durante a existência.
Essa simbiose revela um princípio fundamental da filosofia espírita: o Espírito não abandona instantaneamente aquilo com que se identificou profundamente. O corpo torna-se, por assim dizer, um polo de atração psíquica. O túmulo, nesse contexto, converte-se em um ponto de fixação mental, um centro de gravidade fluídica para o Espírito perturbado.
É nesse cenário que se evidencia o papel da prece.
A insistência de Auguste Michel para que se orasse junto ao local onde seu corpo jazia não era um capricho, mas uma necessidade vibratória. A prece, segundo a doutrina, não é apenas um ato devocional, mas uma emissão de forças psíquicas organizadas, capazes de atuar sobre o perispírito. Quando realizada nas proximidades do corpo, essa ação torna-se mais incisiva, pois incide diretamente sobre o foco de ligação entre Espírito e matéria.
A observação doutrinária é clara ao sugerir uma ação de natureza quase magnética. A prece eleva o padrão vibratório do ambiente e, simultaneamente, enfraquece os liames inferiores que mantêm o Espírito aprisionado. Há, portanto, uma dupla eficácia. Moral, porque desperta no Espírito o arrependimento e a lucidez. Material, porque atua sobre os fluidos que sustentam a ligação ao corpo.
Quando finalmente o médium atende ao apelo e ora junto ao túmulo, o resultado torna-se evidente. O Espírito relata alívio, maior clareza e início do desligamento. Com o tempo, ele declara-se livre da cadeia que o prendia, embora ainda sujeito às consequências morais de sua vida estéril.
Este ponto é crucial. A libertação do corpo não equivale à redenção espiritual. O sofrimento subsequente não é mais físico nem fluídico, mas moral. Surge então a consciência do tempo perdido, da inutilidade das faculdades desperdiçadas, da ausência de obras meritórias. É o despertar da responsabilidade.
MORAL DO ACONTECIDO
A narrativa demonstra, com rigor filosófico e psicológico, três princípios fundamentais.
Primeiro. O apego à matéria densifica o Espírito e prolonga sua perturbação após a morte. Viver exclusivamente para o corpo é preparar para si mesmo uma libertação dolorosa e lenta.
Segundo. A prece possui eficácia real. Não é um gesto vazio, mas uma intervenção ativa no campo espiritual. Pode aliviar, esclarecer e até mesmo acelerar o processo de desligamento do Espírito, sobretudo quando associada à caridade sincera.
Terceiro. A ausência de mal não equivale à prática do bem. A neutralidade moral gera estagnação, e esta, por sua vez, conduz ao sofrimento pela consciência do vazio existencial.
Há, portanto, uma advertência silenciosa neste caso. A vida não deve ser apenas evitadora do erro, mas produtora do bem. O Espírito que não constrói valores superiores permanece, após a morte, desorientado, sem referências elevadas que o sustentem.
E assim se conclui que a morte não transforma o homem, apenas revela aquilo que ele fez de si mesmo.
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