Interior
O viajante, vendo o entardecer; achou-se, uma jovem,
então perguntou-lhe: qual apanágios de sua atenção?
Ela respondeu: me encanto com a beleza da modéstia.
Sempre é mais fácil falar de outras coisas e de outras pessoas do que encarar a dura realidade daquilo que vivemos em nosso interior.
O grande problema do "cristianismo" hoje, é se preocupar com mudanças exteriores, enquanto que, o interior, nunca foi mudado.
Muitos de nós, conseguimos tocar a vida aparentemente "de boa", mas a verdade é que escondemos debaixo de "sete chaves" o nosso sofrimento interior que pulsa todos os dias.
A Pior coisa na vida do homem é querer retirar um cisco do olho do outro quando no seu há uma trave. Não assumir o orgulho que se esconde no seu interior talvez seja a pior trave.
A pior doença em nossos dias é a superficialidade. Somos voltados para as coisas externas e nos escondemos do nosso interior, pois somos incapazes de suportarmos o silêncio e os questionamentos do nosso eu.
A mudança verdadeira não é no comportamento, mas no coração. Toda mudança verdadeira acontece de dentro para fora.
Há dias que o sol brilha, mas o coração está sem luz. Apesar do calor externo, há um frio congelante no interior.
O que acontece dentro de nós é mais poderoso do que qualquer coisa que possamos ver do lado de fora. Portanto, se desejamos um milagre no visível, primeiro devemos abrir espaço para o milagre invisível que Jesus pode operar dentro de nós.
Uma mente reprogramada não apenas enfrenta os desafios da vida com confiança, mas também transforma cada dificuldade em uma chance de evolução.
Dentro de nós reside os maiores problemas: nossos demônios, as dores da alma, os sentimentos de impotência diante da imensidão da vida cósmica. Buscamos nos outros e fora de nós, nos fenômenos espirituais e nas mensagens dos equipamentos tecnológicos, por que temos medos de mergulhar na escuridão do silêncio interior , e nos compreender, nos aceitar e nos perdoar. Ignoramos feridas, falhas e muitas vezes não nos perdoamos por orgulho e rigidez. E o tempo cobra esta negligência que praticamos contra nos mesmo, de modo que depois não sabemos como reparar, e é aí que notamos não sermos autossuficiente, ao ponto de compreender que precisamos de outras pessoas.
VOCÊ TEM MEDO DO NÃO, MAS ELE JÁ É SEU
Por Diane Leite
A maioria das pessoas vive dizendo:
“A culpa é do outro.”
“A culpa é do trauma.”
“A culpa é da situação.”
A culpa é sempre de fora. Nunca é delas.
Mas eu te digo:
A responsabilidade é sua. Sempre foi. Sempre será.
Porque tudo o que você quer — de verdade — já é seu por direito divino.
Tudo o que você sonha, também sonha com você.
Só que você trava.
Congela.
Fica parado.
E aí se engana dizendo que é por causa do medo.
Medo de quê?
Do não?
O “não” você já tem. Você já acorda com ele.
O “não” é garantido.
Mas o “sim”?
O “sim” só vem pra quem arrisca, pra quem age, pra quem tenta, mesmo tremendo.
E tem mais:
Todo dia você recebe um milagre disfarçado.
Uma página em branco.
Com uma caneta invisível na mão.
Você pode escrever o melhor capítulo da sua vida — ou repetir o mesmo rascunho de sempre.
O presente é tudo o que você tem.
Não existe passado que volte.
Não existe futuro garantido.
Existe o agora.
As pessoas querem felicidade, sucesso, amor, dinheiro.
Mas não querem fazer as pazes com a própria história.
Ficam presas a quem não as amou.
Presas ao que não deu certo.
Presas a feridas que já sangraram tudo o que podiam.
Solta. Perdoa. Liberta. Segue.
Se alguém não te amou como você merecia…
Se alguém te diminuiu, te traiu, te ignorou…
Ok. Foi dolorido.
Mas já foi.
A cena acabou. Você pode sair do palco.
Pare de dar palco pra quem não te aplaudiu.
Pare de dar poder pra quem só te feriu.
Você quer algo valioso?
Então entenda:
o que é raro não é constante.
É por isso que vale tanto.
A dor te prepara. A queda te fortalece. A ausência te ensina.
Só quem já perdeu tudo sabe o valor de conquistar algo.
Hoje, você tem um novo dia.
Uma nova chance.
Uma nova escolha.
Levanta.
Escreve.
Tenta.
Arrisca.
Vence.
Porque o “não” você já tem.
Mas e se, dessa vez, for “sim”?
A esperança é uma febre que não queima, mas arde em silêncio, uma promessa que nunca foi feita, mas que insistimos em acreditar. É como deitar em um gramado úmido ao entardecer, sentir a terra fria contra as costas e a brisa carregando um cheiro de coisas esquecidas — da infância, talvez, ou de um sonho que nunca aconteceu.
E nesse momento, enquanto o vento invade os pulmões como se quisesse torná-los eternos, você percebe que a paz não é uma conquista, mas uma entrega. É um instante roubado do caos, um suspiro entre a tempestade.
As palavras para descrevê-la, se é que existem, são frágeis como fios de teia ao sol. Elas não dizem, mas insinuam. Porque a paz, quando vem, não se explica: apenas invade. Talvez seja isso que Clarice quis dizer tantas vezes — que há um mundo dentro de nós, maior do que qualquer compreensão. E nesse mundo, a esperança floresce como uma erva daninha teimosa, rachando até o concreto da nossa dureza.
Por quê não posso? O que me impede? A vida é curta, é breve, acaba num sopro! A qualquer momento simplesmente falta o fôlego. Vivo o hoje, vivo o agora, vivo o instante porque amanhã pode nem chegar! E se houver? E se a Felicidade chegar? E se for pra durar? Só dá pra saber se tentar! Então sejas meu, aceita que seja tua, eternamente, enquanto dure! O tempo pouco importa, importa, na verdade, a intensidade! Importa sobretudo a verdade! A verdade do sentir, do sentido, do sentimento! E o que há de vir? Lamento, mas não darei ouvidos aos questionamentos, porque só tenho ouvidos para os meus sentimentos. Ouço apenas a voz que vem aqui de dentro, me dizendo: "Vai, filha, vai ser feliz! Só por hoje, este é o teu momento!"
