Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
MĂŁes nĂŁo tem obrigação de falar nada. Descobri hoje pensando nas coisas difĂceis que a vida traz. Pensando o quĂŁo cruel Ă© pedir para ouvir a voz sĂĄbia de uma mĂŁe e mais cruel ainda nĂŁo poder ouvir. Se vocĂȘ soubesse como Ă© cruel nĂŁo poder ouvi-la.
Douglas Melo
Uma palavra tĂŁo pequena
Um significado tĂŁo pesado
Aqui dizemos adeus
A um maravilhoso passado
Faremos agora
O que pode ser alcançado
Anular a relevĂąncia dos nossos erros
E relevar a do que foi acertado
Assim, a passagem do tempo nĂŁo tirarĂĄ de nĂłs
A lembrança
Daquilo que um dia fez parte dos pensamentos
E que
AtĂ© os Ășltimos lamentos
Se manterĂĄ dentro de duas pessoas
As Ășnicas
Que jĂĄ souberam o valor
Daquele sentimento por eles cultivado
Amigos nĂŁo sĂŁo colecionĂĄveis. NĂŁo se pode abandonĂĄ-los em sua prateleira, e sĂł de vez em quando passar um pano para tirar a poeira.
Sinceridade, as vezes Ă© o melhor modo de expressar a realidade, e demonstrar o que realmente o que se sente, mais talvez nao seja a forma mais viĂĄvel.
"Sim, o passado não volta mais, portanto, o passado nem existe, é uma criação da mente para manter o controle sobre nós por meio das crenças pessoais."
"Quando se considera o caminho mais importante que o destino, presta-se atenção nas flores na beira da estrada e toda sua riqueza e beleza."
Talvez ela não saiba, mas no dia em que dei rosas vermelhas, eu não tinha tempo, não tinha dinheiro e não tinha a opinião de ninguém, tudo o que eu tinha era a certeza de que ela era a mulher da minha vida. Foi quando eu descobri que eu estava amando...
Hoje um beijo no cinema,
para esquecer problemas.
Pipoca com abraço,
para por fim ao cansaço.
Beijo no sofa,
e bastante namorar.
Apenas te olhar
e ver a solidĂŁo se evaporar.
Juntos em um sorriso,
somente isso que preciso!
Sergio Fornasari
Dos lagos na chuva, a alegria nos pingos.
Dos milhos nos bicos, a satisfação dos pintos.
Na despedida o amor, o olhar que voltou.
Na proximidade dos lĂĄbios, o beijo respirou...
(...)
Ă a certeza da vida, nos detalhes que se nĂŁo notou!
Olharam juntos,
Olhares vistos,
Olhares sentidos,
Olhares quase vistos,
Dois coraçÔes acelerados,
Um beijo quase dado
Porém låbios nunca tocados.
Lembro-me de quando a vida
me acertou a primeira rasteira,
a morte de alguém importante.
Que coisa mais irritante,
andar de bar em bar
tentando encontrar
um pouco de quem partiu
em goles lentos e objetivos.
Que coisa mais incoerente,
tentar sanar um enorme buraco,
abrindo outro maior ainda.
Ă aĂ que as coisas costumam
sair do controle e a correnteza
começa a te empurrar
contra as rochas, te seduzir ao fundo
com promessas de lindas donzelas
que provavelmente nunca existiram.
Roney Rodrigues em "O laço da confusão"
Por tanto tempo
eu olhei suas fotografias.
Acariciei a pele do papel,
colei sua foto no meu travesseiro
na esperança inserir vocĂȘ em meus sonhos.
A eternidade que passei aqui
fez meus olhos arderem
e desregulou meu coração.
Segurei suas fotos junto ao meu peito
como uma criança faminta
segura um prato de refeição,
como um astronauta aposentado
admirando de longe a lua
que um dia lhe pertenceu.
Roney Rodrigues em "CĂąmara escura"
Meu bem,
nĂŁo deposite suas fichas
em mim.
Sou feito
das mesmas matérias
desse solo,
e corro o risco de ceder
com a chegada
do mau tempo.
Roney Rodrigues em "Deslizamento"
PĂĄssaro preso
nĂŁo canta, lamenta.
Coração acorrentado,
nĂŁo bate, sĂł vibra.
Roney Rodrigues em "Cativeiro"
Meu passo torto e trĂȘmulo,
minha camisa mal passada,
meu tĂȘnis sujo,
pedaços de vidro
chovendo do céu,
tudo Ă© tĂŁo ruim,
quando nĂŁo me visto
de vocĂȘ.
Roney Rodrigues em "Intempérie"
A rosa jĂĄ murcha
perdeu sua voz de clarim.
Pétalas derramadas,
vestida de espinhos,
caiu bem longe do jardim.
O aroma se foi,
a tormenta alcançou a mente.
Ela implorou por carinho,
mendigou pra muita gente.
A sujeira grudou na roupa,
na mente e no coração.
A rosa descobriu aos poucos:
a beleza Ă© nada
além de aflição.
Roney Rodrigues em "Alameda das Rosas"
