Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Negando Dizendo: "O tempo vai curar " Continuo mentindo Pra fazer eu sentir Que estou bem EntĂŁo vocĂȘ acredita Mesmo que eu te esqueci SĂ©rio ?
A graça de Deus, um favor imerecido, Ă© uma das coisas mais difĂceis de ser suportado por cristĂŁos contaminados pela religiosidade hipĂłcrita, pois para eles, nĂŁo Ă© fĂĄcil suportar a ideia de que uma pessoa deformada pelo pecado possa ser totalmente restaurada e tenha direito aos seus mesmos direitos diante de Deus.
Choro toda vez que entro em nosso quarto toda vez que olho no espelho toda vez que vejo seu retrato.
Quem muito te critica, no fundo te admira...
De todas as tempestades que jĂĄ passei na vida...
Eu sobrevivi!
à que existe uma força infinita dentro de mim
Que nĂŁo permite que qualquer ventania possa me derrubar...
A saudade é a memória do coração.
A saudade eterniza a presença de quem se foi.
AusĂȘncia fĂsica, ausĂȘncia da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficarĂĄ na lembrança e em algumas fotos.
A saudade é o revés de um parto.
Deus existe para tranquilizar a saudade...
Perto de ti, sinto tudo invertido! O calor se congela no instante em que me olhas e eu sei que vocĂȘ nunca vai me amar.
E tudo ficou tĂŁo diferente! A voz nĂŁo toca mais a alma, o olhar jĂĄ nĂŁo brilha, os lĂĄbios nĂŁo se desejam e os corpos nĂŁo se atraem.
A memĂłria nĂŁo apaga sua imagem dentro de mim e tudo que olho, enxergo vocĂȘ! Preciso odiĂĄ-lo para nĂŁo enlouquecer.
Porque simplesmente odeio o fato de ainda amĂĄ-lo! Tenho certeza que foi o que vocĂȘ viu em meu olhar e sentiu ao tocar em minhas mĂŁos.
Entendeu por que nĂŁo podes me tocar? Todo o amor ainda estĂĄ muito vivo dentro de mim, no entanto, nĂŁo sei mais amar.
Por estas razÔes, não posso me deixar envolver por sentimentos paradoxais que confundem minha alma, pois a vida é muito linda para viver com incertezas.
Coloquei uma carta numa velha garrafa,mais uma carta de solidão.Coloquei uma carta com pedido da alma,Salve meu coração.
Vejo seus olhos me observar
A cada passo que dou
Um desvio do teu olhar.
E quando num susto
DĂĄ-se o encontro do olhar
TĂŁo rĂĄpido os fecha,
tentando disfarçar.
Um Pouco de VocĂȘ
AlguĂ©m de repente se aproxima, e diz como quem confessasse: seus amigos de verdade amam vocĂȘ de qualquer jeito. Possa ser quem vocĂȘ for como realmente vocĂȘ Ă©; torto ou direito, com ou sem preconceitos, alguĂ©m hĂĄ de te amar de qualquer jeito. No entanto, se possĂvel dĂȘ um passo alĂ©m do presente para o futuro, arrisque, se empenhe coloque a sua frente seus prĂłs, e gerencie seus contras, este com determinado empenho, para que mais tarde vocĂȘ nĂŁo fique a ver navios, nem com ĂĄgua na boca desejando pra si seu bom-bocado.
O espĂrito da coisa sempre se ver atual, todos acham muito legal quando desprende espontaneamente de seu coração. Pois hĂĄ cada esquina, a gente encontra um amigo esperando para dar continuidade aos nossos feitos. Tenha sempre avista o que bem quer, mantenha o foco, e viva intensamente, e de espirito aberto.
Enfim, sabemos muito bem que a quantidade de pessoas que nos rodeiam passam pelas mesmas necessidades. Pois sabemos que na realidade nĂŁo estamos aqui sozinhos, existe alguĂ©m que apesar de passar pelas mesmas dificuldades ama vocĂȘ do jeito que vocĂȘ Ă©. Preto, branco, amarelo, tanto faz ser hetero, ou homo quem deverĂĄ escolher seus amigos serĂĄ vocĂȘ. Amor sem preconceito, amor por respeito.
Seja aquele que possa se referir a um irmĂŁo apenas com o coração a todo instante. Quando alguĂ©m gosta da gente, nada se vĂȘ diferente.
Ă de suma importĂąncia na nossa vida, e de certa forma faz vocĂȘ que muito me ensinou, a adentrar neste universo, donde me encontro; tanto que imagino vocĂȘ em meus escritos, me vendo de certo modo como hoje eu sou.
E sĂł para colorir, paulatinamente, a cada dia que eu pinto um quadro em que nele vocĂȘ se faz presente. Pois, seguindo mais adiante, recordo que seus comentĂĄrios me fizeram perceber, o quanto aprimoro onde se ver meu acrescer, e assim sinto-me, lisonjeado, doravante preparado a levar um pouco mais adiante , um pouco de vocĂȘ
Espero que o egoĂsmo nĂŁo tome conta das pessoas, que a falta de compreensĂŁo nĂŁo torne o ser cada vez mais desprezĂvel. As vezes nĂŁo conseguimos nos colocar no lugar do outro, nĂŁo paramos para entender a situação de outras pessoas. NĂŁo sabemos o quanto o outro sofre no dia a dia. NĂŁo sabemos, nĂŁo procuramos saber a essĂȘncia do outro.
Ainda nĂŁo sei o nome disso, qual o nome daquilo que a gente senti quando quer ficar e precisa ir? IndecisĂŁo? NĂŁo, nĂŁo Ă© indecisĂŁo porque eu sei o que eu quero, eu quero teu andar distraĂdo-apressado-troncho andando sempre a minha frente, eu quero teu sorriso despretensioso que te faz ser o cara mais bonito que qualquer protagonista de filme de super-herĂłi, eu quero essa sua mania de me querer de vez em quando que me faz te querer pra sempre. Mas eu nĂŁo posso querer vocĂȘ, eu nĂŁo posso me diluir em gotas toda vez que vocĂȘ escorrer pela minha porta, exausto de mim. Eu nĂŁo posso fingir que nĂŁo tĂŽ na sua pra depois chorar com saudades de vocĂȘ, sentada no banquinho do shopping tomando o quinto sorvete seguido da McDonaldâs. Eu nĂŁo posso, nĂŁo posso. Mas eu faço, eu finjo ser a menina mais centrada do mundo na sua frente mas minhas unhas estĂŁo todas ruĂdas de ansiedade, eu finjo ser a mulher mais descolada e liberal do universo pra vocĂȘ mas eu guardo no Ăntimo de mim um desejo bobo de que vocĂȘ me assuma, me leve pra um jogo de paintball e me apresente a seus amigos. Eu sei que eu nĂŁo podia querer demais, vocĂȘ veio com prazo de validade no rĂłtulo e eu agora tĂŽ aqui torcendo pra que vocĂȘ fique mais um pouquinho mesmo estragado, mesmo me causando nĂĄuseas. NinguĂ©m ama aquilo que tem na mĂŁo e vocĂȘ nunca esteve na minha, vocĂȘ canta pra mim e sorri pra moça parada na lanchonete, vocĂȘ liga pra mim e manda sms pra vizinha nova do seu primo, vocĂȘ Ă© livre demais pra mim, vocĂȘ Ă© um passarinho no universo e eu tĂŽ presa na gaiola do meu mundinho. Hoje pela milĂ©sima vez ensaiei meu pedido que vocĂȘ fique, listei minhas qualidades que vocĂȘ adora, e como a garota comportada que nunca fui me eximi dos meus erros corriqueiros numa forma esdrĂșxula de apelo. Mas deixei o papel em casa e fui te ver, feliz, realizada, fingindo ser a Ășnica a andar com vocĂȘ no banco passageiro do teu carro, te querendo como nunca.
VocĂȘ me mandou um poema por mensagem hoje, nenhum bom dia, nenhum interesse de como eu estou apenas o poema. VocĂȘ sempre soube da minha paixĂŁo por poesia e achei engraçado porque eu nunca contei isso a nenhum cara que me relacionei porque sempre achei que eles poderiam pensar que eu era uma âromĂąntica-nĂŁo-me-toqueâ, mas pra vocĂȘ eu disse, na primeira conversa longa que tivemos eu jĂĄ tava soltando todos os meus segredos numerados e infantis. VocĂȘ sempre conseguiu arrancar tudo de mim, minha melhor risada era sua, era tĂŁo sua que eu guardava as coisas engraçadas que eu ouvia pra contar pra vocĂȘ e rir com vocĂȘ e rir da sua gargalhada âsoluçanteâ, minha melhor dor era sua, porque na verdade tudo em vocĂȘ me doĂa, quando vocĂȘ tava longe me doĂa a saudade, quando vocĂȘ estava perto me doĂa o tanto que te queria e nunca poderia ter, porque eu queria teu sangue nas minhas veias, eu queria tua respiração ofegante sobre meus poros, eu queria teus sonhos derramados no meu cansaço e querer demais Ă© o caminho mais rĂĄpido para a frustração. Me assusta o modo que fico feliz quando vocĂȘ se lembra de mim, eu sei que de vez em quando vocĂȘ lembra, porque minha intensidade sempre foi o seu refĂșgio preferido quando vocĂȘ ta mergulhado na sua vida vazia. Eu com minhas manias vocĂȘ com suas certezas, eu te querendo pra agora, vocĂȘ me guardando no de vez em quando, eu te amando aos gritos, vocĂȘ me amando pelos cantos. VocĂȘ sempre duvidou da gente, me lembro do dia que vocĂȘ me disse âe se eu me apaixonar por vocĂȘ? caminho sem voltaâ, prendi o choro e abracei vocĂȘ: Eu te espero na volta. Li o poema e comecei a pensar em uma resposta, agradecimento pela lembrança mas depois me lembrei o quanto vocĂȘ sempre gostou da minha transparĂȘncia, de como sempre fui clara com vocĂȘ sobre tudo, se nĂŁo era clara com as palavras era com o olhar, eu nunca menti pra vocĂȘ e decidi nĂŁo responder, porque nada que eu falasse caberia no que eu queria dizer, porque nenhum agradecimento resumiria tudo que sinto em saber que vocĂȘ ta aqui, nĂŁo aqui, mas ao alcance, ao alcance de toda essa minha saudade.
EntĂŁo eu fico sentada em frente ao mar, ao nosso mar, aquele que por tantas vezes chamamos de nosso, que por tantas vezes testemunhou coisas tĂŁo nossas. Mas agora ele sĂł testemunha a minha solidĂŁo sem vocĂȘ, eu começo a pensar que talvez ele chore quando me vĂȘ aqui nessas pedras, lembrando que um dia dissemos âpra sempreâ olhando pra ele. Mas hoje essa imensidĂŁo nĂŁo me tortura, estĂĄ contemplando o universo sem vocĂȘ, essas estrelas que juntas formam algo que nunca iremos alcançar nĂŁo me deixa pela metade mais. Um dia vocĂȘ esteve aqui e o que vivemos foi tĂŁo real quanto esse vento que agora assanha meus cabelos. Um dia a gente falou que seria pra sempre mas quem disse que nĂŁo foi? Foi o nosso pra sempre, fomos honesto com o nosso amor quando o vivemos por completo e hoje nĂŁo resta nada de nosso nesse amor que Ă© tĂŁo meu. Ao meu redor vejo casais e me pergunto se eles sentem o que a gente sentiu, se jĂĄ se sentiram esmagados por um amor tĂŁo grande mas em contrapartida leves como uma pena ao vento. SerĂĄ que tudo que sentimos foi tĂŁo forte que a vida pĂŽs prazo de validade por ser tĂŁo injusto com quem nĂŁo viveu nem metade do que nĂłs? Eu nĂŁo deixo de pensar que nosso curto tempo deixou faĂscas que ainda me fazem rir do nada, que tudo que aprendi com vocĂȘ serĂŁo pontos luminosos na minha simples existĂȘncia, que talvez o meu sempre durou o tempo que nĂłs duramos. Um dia ouvi dizer que quando morremos revivemos nossos melhores momentos aqui na terra como se fosse um agrado do criador pela nossa passagem, nĂŁo demorei muito pra desejar viver minhas melhores alegrias e nĂŁo me surpreendeu ter a certeza que em todas elas vocĂȘ esteve lĂĄ.
DĂĄ pra fazer uma pausa entre essas coisas lindas que vocĂȘ me diz, deixa eu respirar todo o ar que me resta atĂ© eu desabar nos teus braços. NĂŁo me faz acreditar nesses teus clichĂȘs, porque faz tempo que tenho achado mĂł bobagem esse negĂłcio de amar. DaĂ vocĂȘ vem bagunçar essa perfeição que virou a minha vida, quando eu descobri que dĂĄ pra ser feliz sem criar expectativa de amar e/ou amar alguĂ©m. Se me quer de verdade me convence que vai valer a pena, porque eu nĂŁo tiro meu coração da gaveta por uma simples aventura mais. NĂŁo me olha desse jeito, porque eu nĂŁo sei desviar meus olhos dos teus, eu me desvio dos teus impulsos, dos teus convites mas o teu olhar pra mim Ă© covardia. VocĂȘ diz que tĂĄ cedo mas no meu coração jĂĄ passou da meia noite, vocĂȘ faz promessas para agora e o meu agora tĂĄ dormindo no berço do amanhĂŁ. NĂŁo me desperta porque minha alma Ă© um vulcĂŁo, menino vocĂȘ nĂŁo me conhece, quando eu acordo demoro pra pegar no sono e Ă© aĂ que tĂĄ o problema, aqui dentro ainda resta um pouco de ressaca do meu ultimo suspiro antes de adormecer. VocĂȘ Ă© tĂŁo lindo que passei a noite passada toda pensando em como trocaria boa parte das minhas paisagens diĂĄrias pra ficar vidrada olhando teu rosto. VocĂȘ Ă© tĂŁo lindo que eu me pego pedindo ao tempo que me traga vocĂȘ pra eu te olhar um pouquinho mesmo que eu nĂŁo me permita te ter nunca. Desde que vocĂȘ chegou as horas voltaram a ser minutos, as mĂșsicas de Los Hermanos voltaram a ter sentido, as noites sozinhas em casa voltaram a ter graça. Desde que vocĂȘ chegou e sĂł porque vocĂȘ chegou tenho pensado que amar nĂŁo Ă© tĂŁo bobo assim, que bobo mesmo sĂŁo teus olhos nos meus, teu andar distraĂdo querendo pegar carona na minha pressa, bobo mesmo Ă© essa mania de nĂŁo te querer que me faz te querer mais, pra mim, pra sempre.
Esse texto Ă© pra vocĂȘ. Ă pra vocĂȘ porque essa menina falante sua presença consegue deixar muda, Ă© pra vocĂȘ porque meu Ășnico refĂșgio Ă© escrever, escrever, diluir em palavras tudo que me bagunça por dentro. Tenho medo de te encarar, medo de te ouvir, medo porque vocĂȘ Ă© tĂŁo doce que te olhar amargo assim me dĂłi, dĂłi como nunca pensei que doeria. AĂ eu fico muda, eu tento rir na sua frente, tento fazer com que vocĂȘ me note, insisto pra vocĂȘ esquecer minhas bobagens, porque Ă© isso que eu sou uma boba que sĂł faz besteiras perto de quem ama. Eu te amo tanto, e eu sei que eu te amo porque eu nĂŁo consigo ser coerente com quem gosto, eu tento, analiso, mas sĂł consigo forçar correção, eu erro, erro, machuco mas pode ter certeza que quem sai mais machucada sou eu. E Ă© assim que eu to: machucada, rindo por fora e gritando por dentro, escutando mĂșsicas alegres pra confundir a Ăłpera dramĂĄtica que canta nos meus ouvidos. A gente Ă© tĂŁo parecido por isso que eu respeito tanto seu distanciamento, porque eu nĂŁo quero te invadir, porque eu sei que nĂŁo adianta mais eu dizer que nunca quis te machucar porque isso nĂŁo vai mudar a dor que jĂĄ se instalou. Eu nĂŁo sei onde isso vai parar, nĂŁo sei se algum dia vocĂȘ vai me olhar e querer rir comigo de uma besteira qualquer, mas a Ășnica coisa que eu queria e te peço se for mesmo o fim, se vocĂȘ realmente nĂŁo quiser pensar em mim como alguĂ©m que vai estĂĄ ao seu lado no futuro, lembra de mim de vez em quando, mas lembra das coisas boas, das nossas risadas exageradas, dos nossos cĂłdigos infantis, lembra de mim como alguĂ©m que daria a vida por um sorriso teu, se algum dia mesmo longe um do outro eu saber que Ă© dos nossos melhores momentos que vocĂȘ mais lembra eu vou sentir lĂĄ no fundo que pelo menos por algum tempo a gente valeu a pena.
VocĂȘ vai embora e eu vou ficar por um tempo ouvindo a mesma mĂșsica alternando com momentos de silĂȘncio profundo. Vou assistir pela milĂ©sima vez o concerto ao vivo da sua banda predileta nĂŁo por gostar dela mas por saber que em algum lugar vocĂȘ poderĂĄ estĂĄ assistindo tambĂ©m. Vou ir ao cinema sozinha, dormir no domingo a tarde, aprender a jogar pĂŽquer sĂł pra dizer a mim mesma que eu consigo fazer coisas que vocĂȘ dizia que eu nĂŁo nasci pra fazer. VocĂȘ vai embora e eu vou aprender francĂȘs, viajar pra SuĂça, vou aprender a fazer frango xadrez. Vou virar vegetariana, vou fazer ioga, vou encontrar alguĂ©m. VocĂȘ vai embora e eu vou aprender uma nova mĂșsica, comprar uma meia calça roxa, vou casar. VocĂȘ vai embora e eu vou viver, vou amar, vou florescer. NĂŁo hoje, nĂŁo agora mas um dia eu irei, eu sei que irei.
A gente poderia se conhecer numa churrascaria, numa noite chuvosa de segunda feira, aniversĂĄrio de um amigo em comum. VocĂȘ poderia sentar atrĂĄs de mim numa prova qualquer de concurso pĂșblico, me achar familiar e com um pouco de vergonha me perguntar as horas e se nĂŁo nos conhecemos de algum lugar. Eu poderia visitar a igreja que vocĂȘ frequenta, eu te olharia de lado, acharia vocĂȘ bonito e perguntaria pra minha amiga quem vocĂȘ era. VocĂȘ poderia vim assim sem nenhuma pretensĂŁo, numa terça a tarde na sorveteria da esquina, numa festinha de criança na escolinha do meu sobrinho. A gente poderia ser fĂŁ da mesma banda e colecionar a mesma sĂ©rie de livros. Meu pai e vocĂȘ torceriam para o mesmo time, a sua gargalhada seria meu motivo de gozação e meu jeito manteiga derretida seria o seu. Minha camiseta preferida poderia ser uma que vocĂȘ me presenteou pra se desculpar da nossa primeira briga, a sua camisa mais bonita poderia ser a que vocĂȘ usou no nosso primeiro encontro. A gente poderia discutir sobre o destino de nossa primeira viagem, sobre o brinde de uma compra na internet, sobre a justiça do ĂĄrbitro num jogo qualquer. Eu poderia convidar vocĂȘ pra ver a lua na beira da praia a noite, vocĂȘ poderia me convidar pra uma exposição no museu de arte. VocĂȘ poderia ser o primeiro a me dar um anel de compromisso e eu a primeira a te dar a coleção de todas as temporadas de Friends. Meu irmĂŁo implicaria com seu cabelo e sua mĂŁe adoraria meus anĂ©is. A gente dormiria todo domingo depois do almoço no tapete da sala da sua casa e elegerĂamos a segunda feira como o dia doânĂłsâ. VocĂȘ seria meu admirador declarado e eu seria a sua fĂŁ enrustida. Nossos olhares brilhariam na visĂŁo um do outro, e o final de um dia enfadonho de trabalho ainda teria cor, porque passarĂamos a noite na minha casa arrumando tudo para a festa de aniversĂĄrio de casamento dos meus pais. VocĂȘ poderia chegar amanhĂŁ, mĂȘs que vĂȘm, daqui hĂĄ alguns anos, mas vĂȘ se nĂŁo demora tanto, vĂȘ se nĂŁo se perde com essas meninas-patricinhas-vazias, vĂȘ se nĂŁo viaja pra longe de mim ou vĂȘ se vem morar na minha rua, mas nĂŁo deixa eu perder a esperança de acreditar que vocĂȘ vai vir, nĂŁo deixa eu encontrar um meio amor qualquer e perder de viver uma grande histĂłria, a nossa histĂłria.
