Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
A tĂtulo do que o caos pode criar e em suma força levar, fez-te mundo a um universo oriundo de respostas, fez-te mudo de certezas como a morte a aqueles que tem sorte mais que isso foi questĂŁo primordial, tempo desigual severo e fatal...
68 - Ygor Mattenhauer
E entĂŁo foi-te revelado teu derradeiro pecado, o saber, nĂŁo que jĂĄ nĂŁo se jugaste culpado, mas queria nĂŁo estar ciente do presente que lhe foi dado, este quase sempre um fardo...
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
Vale de Sentimentos
Enquanto mestre das palavras e escriba sei que nada sei, ante a mim ou ao mundo imundo e as palavras que me faltam sĂŁo as que nĂŁo ouso dizer, pois somente tolos gritam ao mar morto de sentimentos teus prĂłprios ressentimentos, sim se a ti Ă© quem amo nunca saberes de vero, nĂŁo Ă© que nĂŁo seja sincero Ă© apenas que nĂŁo vale escarnecer aos mortos o brando sentimento dos vivos tais como meu coração e teus ouvidos, ambos mortos inĂłspitos e a falta de juĂzo como jazigo.
Ygor Mattenhauer
O pecado dos jovens humanos Ă© acharem que sĂŁo imortais, o pecado dos imortais Ă© acharem que sĂŁo finitos. Talvez ambos desejem a mesma coisa, apenas ter um eterno Ășltimo momento...
O segredo do Vento - Ygor Mattenhauer
Cigarro
A vida é como um cigarro que se esvai aos tragos, tão docemente amargos estes as vezes divididos as vezes levados pelo vento, ainda a aqueles que são jogados fora seja por pressão alheia ou por pressa corriqueira, tem os das manhãs e os das noites que não desejam ter fim, os ansiosos do que a por vir, os que ajudam a refletir, a os que são curtos e logo acabam deixando somente o vicio presente, os que começam ao meio e os que se apagam sem razão aparente.
Ygor Mattenhauer
Preso a mim
Hoje me peguei rendido por ideias
Amordaçado pelas minhas próprias palavras
Descrente a vestes de novas sagas
Por mais venustas e sérias
Ante do desejo de eternas férias
Fiquei atado em promessas e ideais
Tudo tĂŁo fatĂdico em sumas fatais
Quanto suas crĂticas morais
Leves e levianas Ăąnsias humanas
Vide perspectivas mundanas
Tardias e resolutas flamulas
Ora perdido em pensamento
De um brando sentimento
Ora feito de um terno esquecimento
Ygor Mattenhauer
Se acha que nĂŁo te prezo, verĂĄs quando teu destino se cumprir e trĂȘs moedas de ouro lhe der para em silĂȘncio partir, cada uma para tapar lhe um dos olhos...
A vontade do fogo - Ygor Mattenhauer
Vejo te partir sem destino certo
Nas curvas a rir com o fim zunindo
Aos mares de revolta fingindo
Que ainda caminhas reto
Pelo fato de estar farto
De tantos tombos esperançosos que levaste
Em meio a este contraste
A paz encontraste desperto
E desta nunca desfrutaste
Como em um desastre
SĂł pode calar-te e afastaste
Ygor Mattenhauer
Perguntas
Porque sois indiferente a mim?
Porque nĂŁo queres estar a sentir?
Porque choras ao invés de vir?
Porque és fria assim?
Porque és intolerante ao toque?
Porque tens medo de rir?
Porque estĂĄs sempre a partir?
Porque tens a mente em desfoque?
Porque nunca vens a discutir?
Porque estĂĄs sempre a assentir?
Ygor Mattenhauer
Resposta
Porque nĂŁo representas nada
Porque a muito jĂĄ morri
Porque deverias abandonar meu silĂȘncio por ti?
Porque a dor Ă© minha amada
Porque nĂŁo fui feita para o deleite
Porque a esse nunca aprendi
Porque nĂŁo hĂĄ lugar que entendi
Porque em sonhos estĂĄ a morada de repente
Porque haveria
Porque mais seria?
Ygor Mattenhauer
Em minha repetida Ăąnsia pelo novo
Surge uma repentina forma de transtorno
Obsessivo compulsivo e tardio
Repulsivo aos alheios de tom frio
Que as margens de um rio
Taciturno regurgitam palavras
De infortĂșnio sombrio e de tĂŁo amargas
Trazem me arrepio
Ygor Mattenhauer
A pequena nuvem observa seu mestre em devaneio e pergunta
- No que estĂĄ pensando, mestre? E esse responde:
- hĂĄ cachorros que fazem grandes truques a troco de pequenas recompensas, outros os fazem para que nĂŁo sofram as terrĂveis consequĂȘncias, mas o que todos nĂŁo percebem Ă© que fazem grandes truques a troco de coisas pequenas e terrĂveis.
- Mestre sobre o que estĂĄ falando?
- Sobre tudo menos sobre cachorros...
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
JĂĄ me diverti sendo importante, agora tento o mesmo sendo irrelevante. Acho que isso faz parte de envelhecer ou crescer...
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
JĂĄ me joguei nos braços da morte tantas vezes quanto ela me recusou, mas sei que minha persistĂȘncia serĂĄ recompensada como tudo que a ela foi almejada. Se disser que nĂŁo a deseja tambĂ©m quer dizer que nĂŁo gosta de evoluir mudar ou aceitar limitaçÔes ou seja nĂŁo gosta de viver, talvez seja confuso esse paradigma mas a razĂŁo da vida Ă© a morte e vice-versa...
Aos que acreditam que temos sĂł uma vida e que deverĂamos cuidar somente dela os desminto, essa verdade sĂł cabe aos egoĂstas se assim prefere ser. Somos silhĂ”es de formas de vidas e cores de igual importĂąncia e em si ressonĂąncia da qual me Certifico de fazer parte. A minha verdade Ă© que tenho varias vidas e que devo cuidar de todas elas, cada minima coisa que fazemos atinge o prĂłximo na cadeia entĂŁo porque nĂŁo fazer tudo de forma ordeira? Aos que sofrem e perdem a esperança desejo-lhes sorte pois sĂł com algo impreciso assim podem conviver chame de deus entĂŁo vocĂȘs que a fĂ© possuem eu prefiro o chamar de existĂȘncia, que a tudo tem em sua essĂȘncia.
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
Enegreço meu coração para mais uma vez servir a razão a qual sou avesso, desculpe se te entristeço ao insistir em arrancar esses pregos de velhos dogmas, mas ao infligir e mascarar esses novos egos recordas que de fato sou o mal insensato...
O segredo do vento - Ygor Mattenhauer
A aprendiz curiosa pergunta: "Mestre que tipo de criatura Ă© essa? Parece ser tĂŁo frĂĄgil e simples..." Em um suspiro o mestre interrompe e diz: "Elas tiveram muitos nomes e feitos atribuĂdos pelos bravos homens que a natureza dobram a sua mera vontade, os marinheiros, solitĂĄrios guerreiros do mar a chamavam de sereias, capazes de atraĂ-los para um profundo oceano de confusos sentimentos, usando apenas simples palavras, os herĂłis que a todos os perigos venciam a chamavam de gĂłrgonas, capazes de petrificĂĄ-los e silenciĂĄ-los para sempre com um simples olhar, os clĂ©rigos defensores da fĂ© as chamavam de Succubus, capazes de seduzir atĂ© o mais puro dos homens, em resumo dentre todos os nomes e feitos que obtiveram eu gosto de chamĂĄ-las de mulher, capazes de dominar o mundo sem sequer perceber, elas foram as responsĂĄveis por tudo que existe, sĂŁo mĂŁes e amantes dos homens, possuem mais segredos do que eu, o prĂłprio vento ou qualquer outro dos cinco senhores, sĂŁo as verdadeiras senhoras do universo e ainda assim acha que sĂŁo frĂĄgeis e simples, minha pequena nuvem?"
Farinha do mesmo fato
NĂŁo sei quando virei arauto da loucura
DiscĂłrdia da verdade nua
Existe sempre outro jeito
De realizar o que estĂĄ feito
Agora vejo o verso do inverso
Que fica submerso
Em mentiras intrigantes
Criando algumas constantes
Trajadas com o manto de seda ruflante
InexorĂĄvel a vontade alheia
IntragĂĄvel ao mesmo semblante
Que espuma a louca sabedoria feia
De um mago da polĂtica
Governante errante da escolha que fica
Ygor Mattenhauer
IgnorĂąncia Ă© um prato cheio de pensamentos, frequĂȘncias, sentimentos, atitudes e julgamentos tĂłxicos. Tem gente que adora se alimentar disso. As vezes por pura falta de capacidade de perceber o mundo do outro. As vezes porque nĂŁo tiveram a capacidade de aprender de outra forma e respeitar as diferenças.
