Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

⁠Todas lågrimas que derramo por ti,
Toda tristeza que causa a mim,
Toda dor que me faz sentir.

Das lĂĄgrimas guarde trĂȘs ao menos,
Da tristeza guarde trĂȘs argumentos,
Da dor guarde trĂȘs dos motivos.

Forme teu tesouro do que guardar,
Serão essas as pérolas que servirão de livramentos para a tua alma!

Prender alguém não faz essa pessoa ser tua. Ingenuidade pensar assim.
VocĂȘ aprisiona o fĂ­sico, mas nunca vai conseguir ‘domar’ coração e mente.

Foi entĂŁo que recebemos dois mandamentos iniciais, que acabam sendo a base de todos os outros: Ame Deus sobre todas as coisas e ao prĂłximo como a ti mesmo. A incapacidade de cumpri-los sĂł atesta do que somos feitos: um amor-prĂłprio doentio, que nos impede de ter açÔes desinteressadas. Fruto do pecado. Nenhum movimento seu e meu Ă© feito sem que haja uma busca por prazer. Mesmo aqueles que se autopunem. Quem disse que nĂŁo existe prazer na sofrĂȘncia nĂŁo Ă© ou nĂŁo conhece um melancĂłlico.

É essa natureza egocĂȘntrica que nos impulsiona a ignorar a existĂȘncia de Deus no dia a dia (ou apenas se lembrar em momentos de extrema necessidade). E Ă© esse pecado que nos faz encher as mĂŁos de pedras e ter prazer em apedrejar o prĂłximo, quase como um hobby. O que chama atenção nĂŁo Ă© apenas a crueldade nos atos e palavras, mas a atitude de se achar em condiçÔes de bombardear o outro, ignorando as prĂłprias falhas.

Amor? O ser humano ama sim. Ama odiar. Seja um parente, um concorrente, um personagem ou um participante de reality show. Em nossas confortĂĄveis cadeiras de juizes, verbalizamos impressĂ”es pessoais e soltamos vereditos. E na nossa constituição nĂŁo existem palavras como recomeço, perdĂŁo, empatia, arrependimento, mudança. Mas existe um conceito tendencioso de “justiça”.

Seria muito inocente achar que os valores mudaram e hoje nos tornamos piores que ontem. Sempre fomos. O mundo dá voltas sim... em círculos. Não tem como ignorar os coros de “crucifica-o” dos dias atuais. A internet apenas nos colocou em um palanque.

Maldita serpente. Ficamos cegos. Ficamos secos. Perdemos o rumo da verdadeira felicidade. Vagueamos em busca de prazer e nunca estamos satisfeitos. Nada satisfaz. Nada preenche por completo. Vivemos de paleativos. NĂŁo conseguimos mais, por conta prĂłpria, enxergar A Fonte. Estamos nos afogando em nĂłs mesmos.

⁠Repetidamente, o coração se depara com as feridas da existĂȘncia. SerĂĄ possĂ­vel, em algum momento, encontrar alguĂ©m destinado a curar e acalentar suas cicatrizes?

⁠VocĂȘ veio pela metade,
como um dia nublado,
nĂŁo sabia se fazia sol ou se chovia.
Meio sem querer,
Igual um entorpecente,
Fixado em meu ser,
Tornando-me dependente
dessa tua meia vida.

E ao partir,
levou consigo um pedaço de mim.
Agora, anseio por ir atĂ© vocĂȘ,
extrair uma porção de ti,
trazĂȘ-la para dentro de mim
readquirindo o que levou daqui.

Nesse desencontro sem despedida,
busco curar essa saudade,
do que poderia vir a ser,
daquilo que a gente nĂŁo viveu.

Em cada linha nĂŁo escrita,
guardo um suspiro, uma vontade
de reescrever a nossa histĂłria,
mesmo que seja apenas de uma hora.

VocĂȘ soltou minha mĂŁo quando mais precisei de uma para segurar. Um gesto tĂŁo simples, mas que trazia um conforto em meio ao meu tormento. Era apenas uma mĂŁo.

Condenação
(Marcel Sena)

Desperto embalando o sono da morte,
Vagando num vale de sonhos desfeitos e escuridĂŁo,
A penumbra iluminando os gélidos passos,
Para os sombrios campos de desmoralização.

Em teus Ășltimos suspiros. O Herege de joelhos cai.
Com a cabeça erguida para a morte, lagrimas lhe cairão.
Num ímpeto de coragem, branda a voz do coração:

Jaz aqui estarei, num momento de solidĂŁo,
Pecador somente serei pela fala da multidĂŁo.
Sentimentos oprimidos, deles livre serei.
Se na morte encontro paz, com a morte me encontrarei.

Sociedade julgadora enviada para lĂĄ sereis.
Ame este ame esta, importante Ă© que amei.
Para o inferno sĂł vĂłs ireis, pois de amor eu me criei.

CuiabĂĄ, 15 de setembro de 2016

⁠Conversa de almas

Em meio aos silĂȘncios que decidimos trocar,
Nossas almas conversam em outro plano, bem longe daqui.
Nossas almas se encontram,
Se entrelaçam, se beijam,
Se cuidam... e a gente sĂł sente um queimar...
No mais profundo do nosso coração.
Em meio ao abismo que existe entre nĂłs,
As nossas chamas gĂȘmeas construĂ­ram seu prĂłprio ninho
Em um lugar que Ă© sĂł delas...
Sinto a telepatia perfeita ocorrendo entre eu e vocĂȘ.
As palavras que nunca foram ditas,
Os beijos que nunca foram dados...
Os abraços que nunca foram trocados.
O filme que a gente nunca terminou de ver,
O passeio de mĂŁos dadas que nunca fizemos...
As promessas que nunca cumprimos.
Nossas almas jĂĄ estavam lĂĄ,
Antes mesmo de desistirmos de estar.
Elas passearam pelos parques, praias, e ruas desertas
No jardim, elas leram o livro que eu ia te entregar,
Se beijaram, e se abraçaram
Se sentiram, e se falaram
Ouviram mĂșsica,
Assistiram todos os filmes (Titanic, The Thruman Show),
Conversaram sobre tudo, discutiram as cenas,
Deitaram-se abraçadas,
Fizeram carinhos nos cabelos uma da outra.
Contaram como foi o dia,
Os medos, os anseios e os segredos.
Elas se despediram com um até logo,
Mesmo que a gente nĂŁo tenha feito isso...
E elas se reencontram em outra dimensĂŁo.
Cada vez que oro por vocĂȘ,
Que sinto um arrepio subindo em mim...
Eu sinto... sinto que a gente se encontra,
Mas nĂŁo neste plano.
Eu sei que vocĂȘ tambĂ©m sente...
VocĂȘ tambĂ©m pensa.
VocĂȘ tambĂ©m procura
Entre as fotos do seu aplicativo,
Mas nĂŁo encontra uma que seja igual.
NĂŁo com o mesmo sorriso,
Não com o mesmo mistério,
Com o mesmo jeitinho de andar,
De falar, e de ser.
VocĂȘ tenta encontrar uma que se encaixe,
Mas sempre faltarå uma peça neste quebra-cabeças.
Eu sei que vocĂȘ se pergunta
Por que disse nĂŁo querendo dizer sim...
E eu também me pergunto o mesmo.
A gente se encontrou duas vezes,
NĂŁo se tocou, nĂŁo se beijou,
Mas as almas faziam a sua própria dança,
E tinham o seu prĂłprio encontro,
Com tudo o que era para ter sido neste plano,
Mas nĂŁo foi.
Eu sei que vocĂȘ imagina como teria sido
Se tivesse se permitido ir ao nosso Ășltimo encontro.
Talvez fosse o Ășltimo,
Talvez fosse o primeiro.
E se a gente se apaixonasse, de vez?
E se o beijo fosse tão perfeito que mal iríamos sentir os pés tocarem o chão?
Teria sido mais difĂ­cil partir?
Teria sido mais difĂ­cil ficar?
NĂŁo tenho coragem de assistir o final daquele filme...
NĂŁo tenho coragem de te deletar do meu celular,
E nem da minha vida.
NĂŁo tenho coragem de ir ao parque sozinha...
NĂŁo tenho coragem suficiente para te falar
Tudo que sinto no meu peito.
Dizer que tenho saudades de tudo,
Do que passou, e do que nunca aconteceu...
Que me arrependo de nĂŁo ter
Olhado para vocĂȘ mais uma vez...
Que me arrependo de nĂŁo ter dado aquele beijo,
De nĂŁo ter ouvido aquilo que vocĂȘ estava tentando me dizer
Naquela conversa meio maluca que a gente teve.
Me arrependo de nĂŁo ter visto que vocĂȘ ia pisar
Em alguma coisa que poderia ser um cocĂŽ de cachorro.
Me arrependo de nĂŁo ter confiado em vocĂȘ,
E subido no elevador, para tomar aquele chĂĄ.
Me arrependo de nĂŁo ter te perguntado para onde vocĂȘ estava indo,
De nĂŁo ter pedido para vocĂȘ vir me ver e eu ter te entregado o livro.
Me arrependo de tanta coisa...
De nĂŁo ter saĂ­do com vocĂȘ naquela quinta-feira que vocĂȘ estava livre.
De nĂŁo ter pedido para vocĂȘ me ensinar Mandarim.
De nĂŁo ter deixado a minha mĂŁo se demorar embaixo da sua...
Quando vocĂȘ ousou tocar em mim.
Me arrependo de ter tido tanto medo,
Mesmo que vocĂȘ nĂŁo oferecesse nenhum perigo.
Me arrependo de parecer fria e distante,
De ter passado a impressĂŁo de que nĂŁo te queria.
Eu queria, sim... ter vivido tudo com vocĂȘ.
Eu queria ter te mostrado a frente da igreja,
Queria lembrar da cor da camisa que vocĂȘ estava vestindo,
De como era o seu queixo, e o seu cheiro
Queria ter te falado dos meus arrependimentos,
Queria ter te perguntado se vocĂȘ gostava de mim,
Tanto assim, como eu gostava de vocĂȘ.
Eu ainda gosto de vocĂȘ...
Eu sei que vocĂȘ nem sonha que eu goste tanto de vocĂȘ, assim.
E eu tenho medo de te dizer,
E vocĂȘ achar que sou meio maluca.
Mas a nossa histĂłria foi meio maluca, enfim,
Sem começo, sem meio e sem fim,
Mas, ao mesmo tempo, foi tĂŁo intensa
E tĂŁo Ășnica para mim.
SĂł queria saber,
Se vocĂȘ tambĂ©m se sente assim.
Se vocĂȘ sentiu o mesmo que eu senti,
Se vocĂȘ tambĂ©m tem vontade de conversar comigo,
Se sente este vazio que eu sinto longe de vocĂȘ.
Queria saber se vocĂȘ torce por mim,
Se me vĂȘ online no aplicativo
E sente vontade de dizer olĂĄ...
Eu fico aqui sentindo
Que o que sinto por vocĂȘ nĂŁo Ă© correspondido.
SerĂĄ que vocĂȘ tambĂ©m pensa o mesmo, que nĂŁo foi recĂ­proco?
Enquanto isso, nossas almas seguem abraçadas...
Tenho centenas de conversas no aplicativo,
E a Ășnica que eu espero Ă© a sua...
Neste mesmo aplicativo que nos encontramos pela primeira vez...
É onde a gente se reencontra todos os dias...
Mas nĂŁo dizemos nada um para o outro.
Eu vejo a sua bolinha verde,
E me sinto mais perto de vocĂȘ.
2439 pessoas querendo conversar comigo,
7 bilhÔes de pessoas no mundo,
E eu sĂł quero uma Ășnica pessoa: vocĂȘ.
As nossas histĂłrias sĂŁo diferentes,
Mas as nossas almas... ah, sĂŁo tĂŁo parecidas.
Almas livres... que sonham alto.
Almas que nĂŁo se prendem em qualquer lugar,
E sempre buscam saber mais e mais.
Almas que nĂŁo sabem direito como conciliar
FamĂ­lia e liberdade.
Pés no chão e sonhos...
Que idealizam uma relação,
E sĂŁo seguras de si,
Apesar de parecer que nĂŁo,
Elas sabem muito bem quem sĂŁo,
E o que querem.
Eu, como um labirinto que sou,
Como guardiĂŁ de um tesouro,
Como um oceano volĂșvel e misterioso,
Reconheço quando estou diante de outro labirinto,
Outro guardiĂŁo, tĂŁo oceano quanto.
Nossa histĂłria parece aquele filme antigo,
A HistĂłria sem Fim...
Inclusive, lançado no ano em que vocĂȘ nasceu.
SerĂĄ que nossas almas vĂŁo trabalhar
Para que nossos corpos possam, um dia, se reencontrar?
SerĂĄ que um de nĂłs terĂĄ coragem suficiente para dizer um olĂĄ?
Serå que, hoje em dia, faço parte da sua lista de esquecidos?
Nenhum dos dois disse adeus, nem se desfez dos nĂșmeros...
A gente vai sufocar o sentimento, até ele não existir mais?
Eu oro a Deus, todos os dias, por sua vida... por sua felicidade.
Eu escrevi a nossa histĂłria, com cada detalhe possĂ­vel, para nĂŁo me esquecer.
Eu tenho medo de nunca me esquecer, mas tenho mais medo ainda de me esquecer
De tudo o que vivemos, de tudo o que vocĂȘ significou para mim.
Se um dia vocĂȘ sair do aplicativo, se um dia mudar o nĂșmero do celular...
Se um dia...
NĂŁo sei como isso tudo vai terminar,
VocĂȘ viajou por milhas e milhas,
Atravessou o mar, e foi navegar em outro lugar
E eu fiquei aqui, com todas as lembranças,
Com todos os lugares a preencher
com nossa presença Ășnica.
Às vezes, penso que vocĂȘ nunca ficou, realmente, disponĂ­vel para se apaixonar.
VocĂȘ evitou muitos vĂ­nculos para nĂŁo criar intimidade.
Eu acho que vocĂȘ se protegeu de amar.
E eu... eu nĂŁo. Eu me deixei levar, eu me deixei pensar,
Eu fiquei livre para sentir o que viesse.
VocĂȘ sabia que, cedo ou tarde, iria partir.
Mas serĂĄ que vocĂȘ conseguiu nĂŁo pensar em mim?
Eu sei que nossa conexĂŁo foi real.
SĂł nĂŁo sei ainda, qual serĂĄ o nosso grande final...
Mas as nossas almas...
As nossas almas... ah, eu tenho absoluta certeza que elas se amam.
E que este amor Ă© incondicional.

⁠Conexão.
Uma palavra tanto quanto ambĂ­gua nos dias atuais.
Estar conectado nas redes sociais e estar conectado com as pessoas Ă  sua volta, tudo ao mesmo tempo, Ă© praticamente impossĂ­vel.
Conectar-se pessoalmente a alguĂ©m significa estar totalmente presente e disponĂ­vel naquele momento vigente, de corpo, de mente, de coração, de sentimento, acessĂ­vel energeticamente, possibilitando o vĂ­nculo da conexĂŁo fĂ­sica, mental e psĂ­quica. A conexĂŁo ocorre pela qualidade do tempo oferecido, e Ă© percebida pelos que escolheram estar ali, naquele instante de sua curta existĂȘncia.
Um encontro acontece quando hå uma vontade unùnime de todas as partes envolvidas em sintonizar um momento no tempo, no espaço e no coração, para dar e receber. Ás vezes, acolher, ås vezes, ser acolhido. Um encontro é um presente incomparåvel, pois não hå nada mais valioso do que o tempo que alguém dedica a outro alguém. Um encontro é, além de reunião de corpos, uma junção de almas.
Conectar-se a alguĂ©m virtualmente significa deixar de estar presente pessoalmente, para estar “interligado” em uma rede de ausentes, porĂ©m, urgentes. É, portanto, escolher estar em outro lugar que nĂŁo aqui, e tambĂ©m que nĂŁo lĂĄ. É proporcionar o afastamento do real, da vida que estĂĄ acontecendo no tangĂ­vel, para divagar no intangĂ­vel do virtual.

⁠Por favor, quero que me odeie. Eu nĂŁo quero que me ame. Procure por algo mais verdadeiro. Por favor, quero que siga em frente. Eu quero me curar sozinho. Por favor, quero que me apague de suas memĂłrias. Eu nĂŁo quero fazer parte delas. Este Ă© o momento perfeito para vocĂȘ partir.
Espere, por favor, nĂŁo faça nada do que eu disse. É mentira. NĂŁo posso seguir em frente sem vocĂȘ. Sou incapaz de deixĂĄ-lo para trĂĄs. Sou incapaz de lidar com isso. Sou incapaz de abrir meu coração para outra pessoa. Espere, por favor, eu sei que a nossa histĂłria começou errada, mas podemos consertar. Espere, por favor, nĂŁo quero que vocĂȘ seja sĂł mais um capĂ­tulo da minha histĂłria.

⁠O 'quase' é uma mentira que inventamos para proteger o nosso ego. Não queremos aceitar que fomos rejeitados e, por isso, criamos vårios 'quases' ao longo de nossa vida

⁠Os sentimentos de outra pessoa são impossíveis de medir, e o que quero dizer com isso é que devemos aceitar que, em uma relação, sempre haverå um lado que amarå mais do que o outro.

Se eu fosse vocĂȘ eu nĂŁo ia embora. Ficava comigo que Ă© a melhor companhia. Porque vocĂȘ acha que amo ficar sozinha, aqui com minha solidĂŁo?

Eu sei que parece meio estranho esse jeito de te amar tanto assim... Confesso que eu te amo só de vez em quando ou de vez em muito talvez!! Mas a verdade é que meu coração pertence primeiramente a mim mesma!!

Amar a si mesmo; é criar na realidade um espaço que caiba qualquer sonho.

E ela com sua sede infinita, ao beber minhas chuvas, me seca sem ter toalhas nas mĂŁos.

Ei moça, se não fosse a distùncia,
e a proibição em me locomover,
saia daqui correndo...
SĂł pra te dar o resto de mim,
meu coração jå é seu.

Às vezes
nĂŁo Ă© um livro.
É só uma janela
no mundo que vocĂȘ
pode carregar na sua bolsa.

Às vezes vocĂȘ precisa ter fome de se cuidar.

Às
vezes
nĂŁo Ă© poeta.
É só uma pessoa
com a capacidade de tocar
os acordes mais profundos do coração
com palavras simples mais de beleza infinita.