Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Se cale, o silĂȘncio gosta do privilegio de existir.

⁠Entre a luz e o escuro, eu me revejo,
Sem pressa, sem medo, encaro o que vejo.
Cada marca em mim é lição guardada,
Parte de uma jornada, ainda inacabada.

Não busco aplausos, nem perfeição,
Só a paz de ser eu, sem outra intenção.
Aqui, neste instante, deixo fluir,
Aceito quem sou, e escolho existir.

Quem nĂŁo me quer no verĂŁo, nĂŁo Ă© justo me ter no inverno!

⁠Mesmo vocĂȘ sendo o maior jardineiro do mundo... Eu ainda serei apenas uma rosa...

Eu nĂŁo quero saber do meu passado.
Afinal, vocĂȘ estĂĄ no meu presente e estamos preparando nosso futuro.

TODA VEZ QUE ME SENTO

Toda vez
me perco em pensamentos seus
que me lembram suas ondas me afogo em pensamentos
de tal amor que me sento e sinto e penso o que disso me traz tanta alegria e paixĂŁo.

⁠O tempo precisa de tempo para fazer o trabalho que só o tempo pode fazer.
O tempo estraga e piora tudo que nĂŁo depende do tempo para acontecer.

Sobre Sonhos e Concreto
⁠
Aprendi com uma grande mestre:
"Quando nĂŁo souber o que fazer,
não faça nada."
Mas confesso:
não sei se consigo — ou desejo — ser assim.
E assim, com esta minha inquietude,
nascem estas palavras.

Imagino que tuas liçÔes foram duras
e teus mestres, severos.
Professores silenciosos e exigentes,
ensinando firmeza e retidão com régua em riste
e com compasso de precisĂŁo.

Com habilidade incrĂ­vel,
Cumpre metas e prazos apertados,
traça linhas retas em terrenos irregulares
que muitas vezes nĂŁo sĂŁo seus.

VocĂȘ aprendeu a ser exata —
pontual, direta,
sem deixar margem para dĂșvidas
quanto ao que pensa.

Mas quantas e quantas dĂșvidas se abrem
quanto ao que sente?
Quantas emoçÔes foram postergadas,
tal como etapas de um projeto
ainda não autorizado para execução?
Certamente, incontĂĄveis.

O luto, que aqui jaz, Ă© meu...
mas talvez o teu ainda ecoe em silĂȘncio,
assim como obra que ainda falta o acabamento interno.
É habitável,
mas ainda nĂŁo Ă© o conforto de um lar.
Falta-lhe um canto para deixar as defesas,
um alguĂ©m que te ajude a sustentar as pilastras do teu silĂȘncio
sem cobrar respostas,
um olhar que te veja com ternura
e compreenda o que ainda nĂŁo foi dito.

Uma luz acesa, um cuidado, um lugar
onde teu coração, cansado após um dia de trabalho,
possa enfim repousar.

Minhas dores sĂŁo apenas minhas.
Meus desafios,
meu canteiro de obras.
Não te peço que carregue os pesos que me são inerentes e necessårios.
Mas te convido a acompanhar este projeto bem de perto.

Se quiser,
posso te oferecer ferramentas para me ajudar:
uma trena para medir distĂąncias seguras,
uma chave para abrir o que foi trancado,
um nĂ­vel para buscar equilĂ­brio,
uma marreta para romper o que jĂĄ nĂŁo serve,
e, sobretudo, um esquadro para alinhar alguns sonhos.

Peço que não esconda essas ferramentas
num depĂłsito escuro por medo de ferir-se ao manejĂĄ-los.
O risco Ă© parte do projeto — e vai acontecer.
Entretanto, a chance de solidez também.

Tenho a ciĂȘncia,
e queria compartilhar contigo:
sei me reconstruir sĂł,
como jĂĄ fiz tantas e tantas vezes...
mas não quero levantar estas fundaçÔes sozinho.

Parece que hĂĄ uma guerra silenciosa em ti,
entre o sentir que pulsa e movimenta,
e o plano que traçaste.
Teu coração esboça grandes pontes,
mas tua razĂŁo levanta muralhas altas,
nĂŁo admitindo construtores iniciantes e inexperientes.
AliĂĄs, sĂŁo necessĂĄrios trabalhadores resilientes para tocar essa obra.

Se teus muros e fortalezas forem largos e sĂłlidos,
me ofereço para caminhar contigo sobre eles —
e podemos usĂĄ-los como pontes.

Num dia,
me convidas a viver em teu mundo —
e a construirmos juntos uma edificação majestosa e colossal.
Noutro,
me dizes que nĂŁo caibo nele,
ou, pelo menos, nĂŁo tanto quanto imaginei, me deixando um contrato temporĂĄrio como consolo, sem grandes expectativas de ser efetivado.

Ter trabalho leve
nĂŁo Ă© deixar tudo ao acaso e Ă  revelia.
É calcular bem a carga,
providenciar o material necessĂĄrio
para permitir portas e janelas abertas para deixar o ar circular.
É aceitar que nem tudo cabe na planta,
mas que se pode deixar os cĂŽmodos amplos e bem iluminados.

É entender que, entre um ajuste e outro, tão necessário,
entre o escopo e projeto,
não importa o tamanho da estrutura que está no esboço —
podemos fazer tudo caber dentro do coração.

Eis-me aqui:
com planos, alicerces e esperanças,
de coração aberto, mãos firmes
e algumas ferramentas empoeiradas - bem da verdade.

Mesmo com medo de que a obra nĂŁo siga exatamente o projeto original,
sigo disposto a (re)construir o que for necessĂĄrio,
mesmo sabendo que trata-se de obra arrojada e de longo prazo.

Tijolo a tijolo.
Peça por peça.
Com cuidado e carinho

Te convido a ser a arquiteta e a engenheira.
Se alternar entre a mestre de obras e a construtora.
a dosar técnica com intuição, prumo com afeto.

Às vezes Ă© necessĂĄrio ser lĂ­der.
Às vezes Ă© necessĂĄrio se colocar no lugar de trabalhador.
Às vezes Ă© necessĂĄrio somente estar.

Minha obra inacabada
Nunca precisou de ajuda
A tua, tampouco...
Mas por que nĂŁo permitir auxĂ­lio,
misturar os desenhos para,
juntos, erguer algo novo?

Se achar que posso trabalhar bem,
me efetive.
Pois conheço bem o tamanho do desafio
que é reconstruir um coração.

Estou aqui,
com minhas luvas e capacete
para prevenir qualquer acidente.
HĂĄ ferramentas, equipamentos e material
todos a disposição
Para começar a trabalhar ao teu lado.

Entretanto,
se não caibo em tuas concepçÔes,
em teu plano de trabalho,
sigo adiante —

Compreendo que nem toda planta comporta tudo o que planejamos,
e nem todo terreno estå apto para fundaçÔes tão profundas.

Sem mĂĄgoas no canteiro,
apenas a esperança e o desejo profundo de que tua obra avance
com segurança,
com beleza,
e, quem sabe, com amor.

E eu, com minhas ferramentas,
seguirei estrada a fora,
tentando erguer,
com calma e coragem,
um abrigo verdadeiro —
sĂłlido o bastante para me acolher
e leve o suficiente para sonhar.

Complexa essa nossa reação,
Mistura de desejo, carinho
 e raiva.
Mendigar tua atenção, teu carinho, teu respeito,
Muda por completo a perspectiva da nossa relação.

Confuso esse nosso gostar:
Hora Ă© amor,
Hora Ă© desejo,
Hora Ă© fĂșria.

Medimos palavras, ocultamos pensamentos,
Escondemos o que realmente sentimos um pelo outro.
É complexo,
É confuso,
Esse nosso querer.

Tudo que faço te leva a pensar o contrårio do que sinto.
Tudo que digo Ă© mal interpretado,
E na tua histĂłria,
Sou sempre o vilĂŁo.

Atitudes bobas da minha parte me tornam suspeito.
E por mais que eu tente explicar,
Por mais que me justifique,
Acabo sempre me afundando
Na "certeza" de que sou culpado.

Não enxergas além das minhas falas,
Não compreendes o valor das minhas boas açÔes.
Julgas-me mal,
Deduzes sempre o pior.

Triste,
Doloroso,
Complexo esse nosso confiar.

Dormimos com os olhos abertos,
Sempre na expectativa de que algo ruim venha do outro.
Talvez a distñncia

Seja realmente necessĂĄria,
Ou até mesmo fundamental.

Complexo,
Triste

Esse nosso amar.

⁠“NĂŁo Ă© porque uma alma ainda sangra que ela nĂŁo Ă© capaz de curar. Quem atravessa a dor com coragem aprende a reconhecer e acolher a dor do outro — e isso Ă© força, nĂŁo fraqueza.”

⁠Agradeço

Agradeço por ter tido a coragem de me dizer tudo que disse.
Às vezes a gente sĂł se lembra de partes que a gente tambĂ©m Ă© quando alguĂ©m aponta.
E eu jå tinha me esquecido de algumas versÔes minhas que gosto de ser.

⁠Bom dia!
Quem aquieta o
coração é capaz de
dar largos passos
e percorrer longas
distĂąncias.

Ah! Fico sentindo a fragrĂąncia das flores, que vem nas asas do vento
Me ponho a pensar,
Se eu tivesse o poder de voltar lĂĄ naquele momento, interferir no tempo,
Influenciar os acontecimentos!

— Ah! se eu pudesse voltar no tempo
— Protegeria nosso amor, evitaria tanta dor.

— Foi vocĂȘ que me ensinou que afeto Ă© flerte, romance, poesia e euforia, portadores de alegria

A sina

— Viver na solidão,
maltratando o coração,
Ă© tanta desilusĂŁo,
que veio com a separação
— Crueldade, enfrentar essa saudade,
viver tĂŁo distante da felicidade,

Vivemos muitas coisas...
— Juntos desamarramos as amarras, emaranhadas que o tempo traz
desfizemos nĂł
Éramos dois,
vivendo como um sĂł
— Andávamos contentes lado a lado, nenhum ficava pra trás

— De repente vocĂȘ partiu, outro rumo seguiu, sem muita explicação, sĂł me disse que nĂŁo poderia ficar,
— Que o mesmo caminho, já não íamos juntos trilhar

E agora, o que eu faço?
Com tantos lamentos, sĂŁo muitos os conflitos, palavras sangradas, mal faladas

Recordo e sinto saudade
VocĂȘ foi meu amor da mocidade!
EntendĂ­amos atravĂ©s do olhar, mesmo em silĂȘncio conseguĂ­amos nos comunicar!

Ah!, se eu pudesse no tempo voltar!

Rosely Meirelles

“Poesia nas estaçÔes”

— Sou feita de PRIMAVERA, que
desabrocha a luz do luar
— Recorro à solidão para poetizar!
— Sonho poder congelar o tempo para resguardar e perpetuar o momento!
— Me encanto com jardins floridos, um convite ao colibri!
— Visto o melhor sorriso, e saio por aí,
a espalhar ternura, e assim
fechar brechas e fendas, do rancor e da amargura!

— Sou feita de VERÃO, raios de sol, à embelezar!
 bronzear!
 poetizar!

— Feito a água do mar beijando areia
— Feito o frescor da brisa, numa
noite de lua cheia, embelezando o céu estrelado,
em um momento de ilusĂŁo,
penso até ter visto uma sereia!

— Sou feita de OUTONO, que enxerga a beleza na natureza, das folhas secas pairando no ar, que voam pra lá e pra cá,
acredito que elas sĂŁo amantes dos poetas, e os seduzem a poetizar!

— Sou feita de INVERNO, a estação dos abraços prolongados!
— Do vento que assovia tinindo, pra todo (lado)
— Da chuva mansinha, da garoa fria que chega plácida.
— Quando o frio se pĂ”e entediante, poetizamos, para tornĂĄ-lo interessante!

Rosely Meirelles

“Olhar”

— Ah, esse teu olhar, consegue me fazer sonhar
— Quando seu olhar invade o meu, sinto uma conexão, uma ligação!
— É como mergulhar no mar, e sentir o seu frescor
— É conseguir agitar o amor, sem pudor, na mais pura sedução

— Quando o amor se confessa, fica inebriado de sentimentos, abobalhado, no mais puro contentamento
— Não sabe bem como se expressar, fica meio perdido sem palavras para pronunciar
— Se falar, parece duvidoso
— Se silenciar, parece não se importar

— Se pĂ”e a pensar
Ah, mas se o outro adivinhasse,
— Se pudesse enxergar atravĂ©s do olhar, o que o coração quer declarar, pra explicar que estĂĄ a amar!
— Sem medos, desvendar segredos
— Conseguir enxergar o infinito, e deslumbrar do quĂŁo Ă© bonito
— Ah, se pudesse clarificar atravĂ©s do olhar
— ‘Que o bom da vida Ă© se apaixonar e amar’

— Mas posso lhe elucidar
— Mesmo que o amor se perder, e se por ventura vier a sofrer, se prantos derramar, e em lágrimas banhar, já valeu a pena existir, simplesmente por amar!

Rosely Meirelles

MartĂ­rio

— Insînia vem me visitar
— Saudade, me leva a passear
— pensamentos alçam voo, flutuam livremente
— Lembranças de um tempo que me fazia contente, difícil não recordar!

— Tem sentimentos que, estranhamente, maltratam a gente,
pegam pra judiar
— Chegam sorrateiros, nos fazem sofrer, nos pondo a padecer
— Sentimentos esses, que se agigantam, se instalam, enraízam, fica nos consumindo
— Nos surrando,
constantemente nos afligindo

Martírio!
 Sofrer de saudade!
Relembrando de um tempo de ingenuidade!

Saudade! É como semear felicidade em terra árida, plantar e não colher
— Ter o coração sangrando e mesmo assim, sorrir, chorando!

— Essas lembranças, às vezes rompe uma cascata de lágrimas, que não dá pra estancar!

— Tenho aqui instalado na memória, guardados especiais, que não esqueço jamais
— Velhas histórias, ocultas em imagens tão reais.
— Hoje só resta recordar, de um tempo que ficou pra trás, e não vai mais voltar!

Rosely Meirelles
đŸŒč

Juntos novamente...

Talvez amanhĂŁ ou depois, a gente
Volte a conversar sobre nĂłs dois,
Precisamos dar um tempo, e refletir
Tranquilamente sobre a gente.

Onde estarĂĄ vocĂȘ neste momento
— Pensativa sobre o fato decadente,
Que levou a nossa separação, por
Pessoas de mĂĄ Ă­ndole inconsequentes.

Às vezes penso que estou ficando louco
Quando me pego conversando com vocĂȘ
De repente volto a realidade, olho pros
Lados e nĂŁo consigo mais te ver.

Saio pra rua procurando em outros rostos
Pra ver se encontro um pouquinho de vocĂȘ,
Mas que tolice, sĂŁo apenas rostos estranhos,
É mais um dia que eu passo sem te ver.

Sei que vocĂȘ estĂĄ sozinha atualmente,
Uma fonte inteligente me informou,
Que estĂĄ de volta e desta vez Ă© pra ficar
Pois nĂŁo consegue esquecer o que passou.

Chega de dar um tempo
Acabou o sofrimento,
Agora Ă© sĂł love, amor
O que jĂĄ passou, passou
Enfim, juntos novamente.

Tu tens o brilho dos astros,
-Tem o perfume da flor,
Contigo eu sempre sonhava,
E hoje contigo estou.

Renovando-me a cada dia
Encontro em mim o meu eu.
Busco em meus sonhos,
Teus sonhos.
O começo
do meu eu e do teu.

⁠A vida Ă© tĂŁo simples, e bela, e tem gente que perde tempo trocando farpas. Lembre-se, tiro trocado nĂŁo resolve nada, apenas causa, hemorragias irreparĂĄveis