Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
MALDADE
Se em alguma circunstĂąncia se questionar sobre a maldade, eis aqui uma possibilidade.
AusĂȘncia de amor,
Tanto a si, quanto ao prĂłximo,
E talvez, um pouco de dor,
Causada por um malfeitor
IlusĂŁo de que o material
Vale mais do que o espiritual,
Escassez de altruĂsmo,
E em resposta, o individualismo
Desmemoria de valores e ideais
Buscam o que almejam feitos canibais
Enxergam o preço de tudo
Perdem de vista o valor do nada
Desconhecimento de que apenas perpetua a alma
O que Ă© feito para tal,
à Céus, esquecem que a maldade
Pode ser letal.
EstĂĄ faltando vocĂȘ
No clareado do dia quando vem chegando o sol
Arrastando a passarada sonolenta das copas das ĂĄrvores
Que despreguiçam ao soprado leve e lento do vento
ApĂłs o relento da noite triste
EstĂĄ faltando vocĂȘ
No banco do meu velho carro sujo e de maresia
Tocando a sua canção preferida no toca-fita
Querendo me ensinar um pouco mais
De MĂșsica Popular Brasileira
EstĂĄ faltando vocĂȘ
Sua risada mais gostosa perfurando o silĂȘncio
Que agora paira no ar do meu quarto escuro
Onde perduro acordado evocando sua presença
Numa prece longa de fé
EstĂĄ faltando vocĂȘ
Aqui agora do meu lado me dizendo que este poema
Ă mais belo do que na verdade parece ser
E que meu jeito de escrever Ă© encantador e curador
Da vida efĂȘmera que temos
EstĂĄ faltando vocĂȘ
Nessa estrada longa que a vida traçou no mapa dos meus dias
Longos e interminĂĄveis de saudade infindĂĄveis
Que vem trazendo com Ă tarde a noite alarmando a hora de ir
Para minha cama na qual estĂĄ faltando vocĂȘ.
O sapo encantado
Era uma vez um prĂncipe, que vivia num reino onde tudo era belo. LĂĄ havia as mais belas flores, as mais belas ĂĄrvores e os mais saborosos frutos. Havia tambĂ©m belĂssimos cavalos com suas carruagens banhadas de ouro e prata. Seu castelo era o maior de todos do planeta Terra, circundado de ĂĄgua com vĂĄrios tipos de pedras e algas coloridas.
O prĂncipe vivia cercado dos mais ilustres senhores da corte, outros viam de longe para saudar o dignĂssimo jovem herdeiro de todo o reino milenar. E que por isso, todas as noites eram noites de festas com as mais maviosas orquestras de toda a redondeza.
Outras tantas åvidas moças as cortejavam e de relance sorriam entre elas. Todas desejavam domar o coração do majestoso moço dono de tantas riquezas.
Mas algo havia de errado no olhar daquele prĂncipe. Quase nĂŁo sorria, e por mais que o bobo da corte pulasse, gritasse, caĂsse, tropeçasse e fizesse folia... o prĂncipe nĂŁo sorria.
Certa tarde, cansado de tudo, foi passear a sĂłs na floresta e se atirou Ă sombra de uma ĂĄrvore Ă beira do rio e se pĂŽs a chorar. Ele nĂŁo entedia porque nĂŁo sentia tanta satisfação em ter tudo o que tinha e porque o valor de um homem consistia exclusivamente na quantidade de bens que possuĂa.
Ninguém nunca procurou saber se o coração dele tinha tantas riquezas quanto o que tinha envolta daquele rapaz tão belo e poderoso.
E de tanto chorar ouviu uma voz levemente feminina:
- Porque choras pequeno jovem?
Sem entender o prĂncipe tratou de enxugar suas lĂĄgrimas e refazer sua postura digna de um imperador e disse procurando:
- Quem me dirige tais palavras?
- Sou eu â disse uma sapa na beira do rio.
Impressionado, o rapaz tratou de responder:
- NĂŁo choro, pois sou prĂncipe respeitado por todos e poderoso... apenas havia caĂdo um pequeno cisco em meu olho.
E a sapa sorrindo retrucou:
- Ah! Quer dizer que vocĂȘ Ă© um prĂncipe respeitado, poderoso e MENTIROSO? HĂĄ, hĂĄ, hĂĄ...
O prĂncipe entĂŁo ficou alarmado com a situação, pois nunca, nunca mesmo ninguĂ©m havia debochado dele. Mas, no entanto, pela primeira vez na vida tinha achado graça de alguma coisa e pĂŽs-se a sorrir incontrolavelmente junto com aquela anfĂbia ...
Sua gargalhada chamou a atenção de vårios outros bichos que passavam por ali, påssaros, macacos, tamanduås, raposas, onças, peixes.... Todos ficaram admirados com tanta alegria.
E assim, o prĂncipe passou o resto daquela tarde com a bicharada. O macaco fazia graça e de novo o prĂncipe sorria. E os pĂĄssaros voavam ao redor do jovem fazendo mais cĂłcegas ainda... A onça entĂŁo, o empurrou no rio e o peixe lhe mostrou a beleza das ĂĄguas.
Satisfeito por aquele momento, olhou para sapa e disse:
- Muito obrigado, se nĂŁo a tivesse encontrado talvez estaria chorando atĂ© agora e nĂŁo haveria de ter o dia mais especial da minha vida. Como posso agradecĂȘ-la?
A sapa logo respondeu:
- Não precisa agradecer meu bom moço. Só gostaria de lhe dar um beijo.
Atendendo prontamente ao pedido, o prĂncipe apanhou a sapa com as mĂŁos oferecendo-lhe a face para o beijo e zap!!! O prĂncipe acabara de virar um sapo encantado.
DaĂ entĂŁo o prĂncipe, ou melhor, o sapo passou a viver ali na floresta com toda a sua turma de bichos e apaixonou-se com a sapa com a qual viveu feliz para sempre.
FIM
Amo estar ao seu lado, amo seu jeito de me tratar. Seu carinho, seu cuidado comigo são pequenos gestos que fazem toda a diferença. Me fazem sentir muito mais feliz!
Santos, eu nĂŁo vivo sem vocĂȘ,
Santos é a minha devoção
Santos, vou te amar até morrer
Santos, meu eterno campeĂŁo
Nasci em 1912, meu aniversĂĄrio Ă© dia 14 de abril, em 2012 completarei 100 anos, conquistei milhares de torcedores durante minha gloriosa e vitoriosa vida, ganhei jogos, humilhei rivais, fiz mais de 11.700 gols, sou respeitado por todos os times mundo afora, meus torcedores sĂŁo os mais felizes, pois daqui surgiram reis e prĂncipes do futebol brasileiro e mundial. Sou um gigante com a alma e a ousadia de um garoto. Odiado por alguns, amado por muitos e respeitado por todos. Diante de minha casa, fiz grandes jogadores se renderem ao talento dos meus atletas; Diante de minha casa, fiz eles se ajoelharem e pedir Ă Deus para que saĂssem de lĂĄ com vida. Isso Ă© o verdadeiro orgulho que nem todos podem ter, o espĂrito e a garra do torcedor santista, que honra acima de tudo o meu manto, as minhas cores e meu hino de glĂłria. Prazer, meu nome Ă© Santos Futebol Clube.
E a triste partida aconteceu. NĂŁo me era justo viver mais daquela maneira. Estava cercada de medos, angustias e algo que nĂŁo sabia bem ao certo o que era. Sabia que nĂŁo me fazia bem, que eu nĂŁo estava bem e que eu precisava admitir antes que fosse tarde para tal ocasiĂŁo. Meus valores tinham mudado, minha saĂșde tinha evaporado. Tudo havia fugido pela culatra e a Ășnica coisa que me restava era esta carne que aqui vos escreve estas palavras frouxas, sem nexo, sem vinculo nenhum mais com a palavra, na verdade nĂŁo queria mais nem ouvi-la tĂŁo cedo.
Aquela menina ria para todos que vivia que amava a felicidade tinha trocado de rumo e experimentado o que estĂĄ com alguĂ©m, o que dedicar-se a alguĂ©m, criticar alguĂ©m e percebeu que algo jĂĄ nĂŁo estava mais ali: sua alta confiança. E quem poderia fazer algo por ela? SerĂĄ que havia saĂda para tudo aquilo? O que seria isto? Amor?Apego?Dor?
Lamentação tinha-se bastante, força quase mais não se existia, mas enfim ela ouviu a voz que tanto a alertava... Enfrente os seus medos.
Beleza em ti que lhe sobra
Vontade que se repÔe a cada momento
Me perco em suas curvas que mais parecem ondas sobre o vento
Fissura que eu tenho em nĂŁo querer me encontrar
Sua pele morena cheirando a desejo
E sempre que te vejo
Almejo sua boca
A beijar-te sem parar
NĂŁo te quero agora,nem amanhĂŁ e nem depois
Meu desejo Ă© atemporal
Te quero apenas o suficiente
O suficiente para preencher a alma e a minha mente
VocĂȘ disse muitas besteiras atĂ© hoje, e todas eu nem precisava pensar muito pra perdoar com facilidade, mesmo que sempre me fizessem vĂĄrios machucados, eu nunca liguei. Mas hoje, eu senti que vc precisava que eu fizesse algum machucado maior em vc, alguma besteira que vc nao fosse perdoar, alguma coisa que te ajuda-se a esquecer tudo... bom, eu consegui. E Ă© isso.
A arte de perdoar é uma dådiva gloriosa, reconhecer os nossos erros, nos perdoarmos e posteriormente pedirmos perdão é algo milagroso. O perdão não se herda, se aprende, se alimenta e se faz acontecer. Somos falhos, não hå perfeiçÔes em nosso modo de viver por e isso existe o perdão, este sim é perfeito, pois requer humildade que acende dentro dos nossos coraçÔes.
Largue as armas do orgulho, o Ășnico caminho que ele nos leva Ă© o da solidĂŁo, podemos estar rodeados de pessoas mas com um vazio imenso em nossa alma. NĂŁo hĂĄ vergonha em se redimir, vergonha Ă© alimentar o Ăłdio pelo simples prazer de se achar superior Ă alguĂ©m, superioridade alcançada apenas por Deus e ninguĂ©m mais. Ă preciso sentir mais amor e adquirir menos orgulho.
As crianças vivem brincando e algumas vezes acabam brigando, mas sempre voltam a brincar juntas! Por que os adultos brigam e param de se falar ? Criam rancor em seus coraçÔes, mågoas na sua alma e até ódio um dos outros ? Por que não são como as crianças que brigam e voltam a brincar ? Simplesmente porque as crianças tem um coração bom para perdoar! Não guardam mågoas ou rancor!
Crianças são felizes por saber amar.
O que é a saudade senão uma infinidade de espaços incompletos quando tudo o que a gente quer é estar perto, mas esse tudo que preenche espaços não estå presente.
Talvez a culpa seja da distùncia, causada por quilométricas expansÔes geogråficas.
Talvez a culpa seja do tal orgulho.
Talvez a culpa seja da vida que dĂĄ e depois tira.
Talvez nĂŁo exista culpado, nem inocente.
Talvez saudade seja apenas a dor do ausente.
NĂŁo consigo acreditar o quanto as pessoas ficaram cada vez mais sem coração , e o quanto um Ășnico sorriso pode esconder todo o seu sofrimento e dor.
