Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
I N V E N Ă Ă O
â Fui eu que inventei o amor,
Mesmo sem saber se era dor
Aquele ardor que se sente
Logo que se pronuncia
A palavra amor.
Senti-lo, Ă© bem pior
Do que praticĂĄ-lo?
Eu sei lĂĄ!
SĂł sei que o amor
Ă uma coisa
Que quase deixaram
De pronunciar
Com medo do bicho amor.
Afinal, nĂŁo fui eu
Que inventei o amor
E jamais
O inventarei.
(Carlos De Castro, in Poesia Num PaĂs Sem Censura, em 01-09-2022)
DIZ-ME NUM VĂMITO
Diz-me, porque estĂĄs triste ?
Amor rebelde, sem meu coração
Do sangue que pedias
Com a tua espada em riste,
Nessa mĂŁo,
Tremulando
Velhinha de emoção
Como a minha ficando
Apalpando o que nĂŁo existe.
Diz-me, porque estĂĄs triste ?
Assombramento meu,
Sempre ao cimo da minha cama
De penas,
TĂŁo apenas
Nas noites claras de breu,
Quando eu tinha medo de mim
Ao subir as escadas da cama musical
De bacanais infernal,
Que dizem ser ruim,
Até a do Orfeu.
Maldito seja eu
E quem me desafia
Em euforia,
Nesta noite tĂŁo sĂł, tĂŁo fria,
Em que vou, sem vir
Mais que tempo de ir
Sem pena
Nem pensar
De voltar.
Diz-me, porque estĂĄs triste?...
(Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, No Brasil, Sim", Em 06-09-2022)
â CRUEL DESTINO
Pedem-me amor
E eu nĂŁo sei o que isso Ă©;
Porque nunca o tive ao pé
De mim.
Assim,
NĂŁo sei se ele Ă© dor
Ou prazer do inĂcio ao fim.
Pedem-me poemas
E eu nĂŁo sei o que isso Ă©;
Porque, malditas as minhas penas:
Poemas, serå gente de fé?
NĂŁo quero nada,
Porque nada sei dar
Desde menino,
A nĂŁo ser meu cruel destino
De querer amar
No jĂĄ,
A quem nada me dĂĄ.
(Carlos De Castro, in HĂĄ Um Livro Por Escrever, em 08-11-2022)
â AMOR FUGIDIO
Luz que vieste do oculto
Luz que cega sem brilhar,
Que convida a mar de amar
Maré negra de outro vulto.
Por que andaste no ofusco
Do meu sol de companhia,
Quando eu somente te pedia,
Essa coisa do amor que busco.
Fugiste. Eu vi, eu sei,
Porque por ela me dei,
Na noite longa que dormia.
Um sono de olhos abertos,
Como que a fixar a luz,
A tua, dos olhos incertos.
(Carlos De Castro, in HĂĄ Um Livro Por Escrever, em 06-01-2023)
FOTOGRAFIAS
Ă linda musa das minhas fotografias,
Por onde andas agora, amor silvestre?
Bati em ti tantos flashs de alegrias,
Mesmo quando na objetiva me bateste.
Lembras-te quando do Ăąngulo me fugias,
A correr atrĂĄs da cansada borboleta?
Nem notavas que eu depois por outras vias,
Batia a cĂąmara a captar melhor careta.
E neste vai e vem de fotos de gaveta,
SĂł me lembrei de ti, infeliz, ao ver-te
A chorar, em nova, com cara de pateta.
Se do mundo ainda fores um ser vivente,
E te restar alguma faĂșlha de vergonha,
Lembra-te de mim, sempre, mulher peçonha.
(Carlos De Castro, in HĂĄ Um Livro Por Escrever, em 09-01-2023)â
CARTA A UM AMOR IMPOSSĂVEL
Escrevi-lhe uma carta, numa tarde de verĂŁo,
E meti-a no correio pela minha prĂłpria mĂŁo.
Esperei,
Desesperei
E quase endoideci
Por nĂŁo obter resposta.
Em mim, fez-se depressĂŁo.
Comecei a ter vida de inferno,
Quando me entregaram na mĂŁo
Numa manhĂŁ fria de inverno,
A carta que eu tinha
TĂŁo perfeitinha,
Escrito numa tarde de verĂŁo...
Vinha, ainda por abrir,
Suja, enrugada,
JĂĄ de cor amarelada
Como filha prĂłdiga a vir.
No verso, no lado contrĂĄrio,
Li, em letras garrafais,
Que foram para mim fatais:
"Desconhecida no destinatĂĄrioâ.
(Carlos De Castro, In HĂĄ Um Livro Por Escrever, em 11-02-2023)
â
MULHER SEM SER
â Chorava.
Era mulher
Sofrida
Sem cor
Ou amor
Pela vida.
Ofereci-lhe um flor.
Do monte,
Rebelde como a liberdade
Da sua idade
Proibida,
Insentida,
Naquele corpo franzino,
Sem fulgor,
Nem horizonte,
Que mora mesmo defronte
Ă fronteira da dor
Por demais consentida.
Ela, aceitou a minha flor.
Por ser do monte
E do monte sĂł
Porque tinha a frescura
Que tem a ĂĄgua da fonte
E lhe matava a sede dura.
E para me nĂŁo meter mais dĂł,
Ou compaixĂŁo no olhar,
Pediu-me que a deixasse sĂł,
Para que nĂŁo a visse chorar.
(Carlos De Castro, In HĂĄ Um Livro Por Escrever, em 10-03-2023)
â AMOR DE SALVAĂĂO
Vem, amor de salvação - ao nosso ninho
Que construimos no chĂŁo - de mansinho,
De penas, musgo, paixĂŁo - tĂŁo maciinho,
Como pĂĄssaros doidos sem perdĂŁo.
Vem, amor de salvação, alivia então
Esta dor saudosa e assaz magoada,
Faz do nosso ninho
JĂĄ velhinho ,
A nossa cama, a nossa morada,
Com rodas de algodĂŁo
Para percorrer a estrada,
Rumo ao planeta da ficção.
E se as rodas
TĂŁo melindrosas,
Furarem pelo caminho,
NĂŁo faz mal:
Ficaremos sempre no nosso ninho,
Esse destino fatal!
Vem, amor de salvação!
(Carlos De Castro, in HĂĄ um Livro Por Escrever, em 03-10-2023)
â E me pediu mil vezes,
Molde meu coração
SĂł para ti
E com amor, adorne no fim
E eu serei tua enquanto ainda estiver aqui.
Mas infelizmente
O cara aqui, quebrou a santa
Hå cacos até nas lembranças
Hå lågrimas até nas palavras
E nĂŁo posso voltar a ver luz
Porque pisei na mina, GAME OVER.
â Autocuidado propĂcia amor-prĂłprio, amor-prĂłprio gera mais autoaceitação, autoaceitação gera mais autoconhecimento, se conhecer mais gera decisĂ”es mais congruentes com nossas necessidades psico-emocional, e tomar decisĂ”es mais acertadas com quem somos nos possibilita prazer existencial, e prazer existencial nos possibilita paz interior, e paz interior nos possibilita força para superar desafios, e força para superar desafios nos torna mais competente no lidar com o mundo, e lidando melhor com o mundo nos tornamos mais sĂĄbios, e nos tornando mais sĂĄbios, nos cuidamos mais.
Escrita para viver.
VocĂȘ serĂĄ como uma folha seca, se nĂŁo tiver o amor de Deus!!
Busque a Deus todos os momentos de sua vida e verĂĄ as grandes maravilhas!!
O amor emprestou-me o seu céu "por instantes" para que eu pudesse trovejar a minha alegria, mas isso foi o suficiente para que eu pudesse eleva-lo ao quadrado e multiplica-lo pelo eterno.
O verdadeiro amor chega sem aviso, bate Ă nossa porta e se o convidarmos a entrar, ele nos proporciona um incĂȘndio de fatos e flores, sorrisos e cores que perdurarĂŁo para todo sempre.
o verdadeiro amor nĂŁo teme terrenos rochosos ou montanhas escarpadas, aceita o teste e suporta a jornada.
"Ah o amor e o amante, o cigarro e o fumante... O fumante pelo hĂĄbito de fumar morre de enfisema, aquele que mesmo hoje em dia ainda se atreve a amar, pra escapar da morte escreve um poema."â
â "QuĂŁo pequeno Ă© o amor quando se pode medi-lo com palavras, quĂŁo fĂștil e passageira Ă© a beleza que se pode enxergar.
Sentimentos sĂŁo complexos, quase incompreensĂveis pela vĂŁ filosofia, Ă© difĂcil sentir a plenitude de um sentimento quando se pensa, pois sentir Ă© instintivo e irracional, nĂŁo Ă© possĂvel pensar uma dor sem antes jĂĄ tĂȘ-la sentido na prĂłpria carne ou na alma, nĂŁo Ă© possĂvel amar verdadeiramente sem antes jĂĄ ter sentido o amor.
Palavras sĂŁo meras expressĂ”es justificadas pelo raciocĂnio, jĂĄ sentir Ă© espiritual, Ă© dom da alma. EntĂŁo antes de dizer sinta, pois a racionalidade se torna traidora e os olhos enganadores quando o assunto Ă© amor."
â O amor
Ă© como a paisagem
dos seus sonhos em um quadro
VocĂȘ nunca cansa de olhar
e tem acerteza
que ali Ă© o seu lugar
