Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O Amor Ă© a desculpa dos desocupados. Antes que me julguem, digo ao vento: "Desocupados" sĂŁo aqueles que prezam menos pelo compromisso e mais pelo momento.
Eu nĂŁo sinto amor, sinto dor. E me acostumei.
Parece-me que a civilização tem uma forte tendĂȘncia a se acostumar ao comodismo fĂĄcil. NĂŁo amar Ă© um exemplo do que mencionei.
Sempre haverå um sol além do horizonte, coisas bonitas, abraços, sorrisos e um amor a sua espera. Hå uma coisinha chamada fé, que deve ser cultivada e renovada diariamente. Te desejo uma fé enorme em suas caminhadas.
Tudo que eu precisava naquela hora era de uma dose de solidão e um pouco de amor bem lå no fundo. Garçom: Mais uma dose, por favor!
Só quero que esse nó não desate no fim. Só quero um amor verdadeiro. Quero tudo que soe além de uma tentativa, de uma possibilidade.
-Eu te amo!
-Ama?
-Sim!
- E o que vocĂȘ ama em mim?
- O amor que existe ai dentro, interiormente. Esse sentimento que nĂŁo se vĂȘ, nem se toca, mas a gente sente e, vive louca e intensamente.
HĂĄ coisas que talvez vocĂȘ nĂŁo entenda. Uma delas: O amor! EntĂŁo, nĂŁo me peça mais reticĂȘncias, continuidade, Ponto final dĂłi. Eu sei. Mas, Ă© ponto final!
O amor Ă© isso! Uma tresloucada vontade de ter o outro, de viver o outro, ser o outro. Ser o riso o abraço, o afago, o pensamento mais sĂłrdido, a vontade mais louca e o sonho mais insano. Ă ser saudade, memĂłria, lembrança e presença constante, mesmo ausente. O amor. Ah! O amor! Quem dera vivĂȘssemos ao menos uma vez o amor nu e cru na sua essĂȘncia, ir ao fundo, bem ao fundo desse poço.
Era o amor dos sonhos de qualquer mulher. Era um sonho e nĂŁo passou de um doce sonho. E como todo sonho era bonito, enquanto sonho.
Porque todo amor Ă© eterno em sua passagem. O que troca sĂŁo os corpos, o superficial. O amor, o profundo, esse nĂŁo muda na sua essĂȘncia.
HĂĄ coisas na vida que pedem bis. E o amor Ă© uma delas. Que seja amor. Que seja doce. Extremamente doce. Um bis, por favor!
-De vez em quando penso nele!
-Em quem?
- Nele!
- No amor?
- Sim. Era mais que amor!
-Era o que entĂŁo?
- Um vĂcio, pois embriagava a alma de tanta felicidade. E quase sempre causava uma ressaca danada. Que quase passava. Quase sempre!
Hoje sĂł quero mĂșsica, chocolate, pipoca caramelada, um bom filme e um amor desses de cinema em 3D.
-Amor ta chovendo!
-O que?
-Ta chovendo lĂĄ fora!
- Ta?
-Sim.
- E onde desĂĄguam minhas lĂĄgrimas nessa tempestade?
Por incrĂvel que pareça ainda cultivo uma fĂ© enorme nas pessoas e no amor, apesar de as situaçÔes e relaçÔes e fins tentarem me provar o contrĂĄrio. Ă que existe uma palavrinha mĂĄgica que torna tudo mais leve chamada ciclo. E todo fim, nos possibilita um novo inĂcio, um novo ciclo, um novo giro, um novo rodopio e talvez dessa vez eu tenha sorte. E vou ter sorte. Porque Ă© preciso ter sorte de vez em quando.
Ăs vezes Ă© amor, por vezes ternura, em outras saudades e nada mais. Tenho cultivado um carinho enorme por tudo que um dia foi.
