Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

As declaraçÔes de amor contribuem para a construção de um relacionamento, mas o verdadeiro operårio que soloidifica o que foi construído, se chama ato.

Eu quero um amor que nĂŁo seja covarde. E nĂŁo falo de guerras, herĂłis ou moinhos, falo do amor que nĂŁo foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silĂȘncio, segura a mĂŁo sem medo do tĂ©dio. O amor corajoso nĂŁo Ă© o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas tambĂ©m partir com dignidade, sem transformar distĂąncia em castigo. O que confia, mesmo quando nĂŁo entende. O que nĂŁo precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, Ă© permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.

Às vezes nĂŁo Ă© falta de amor. É excesso de ausĂȘncia.

O amor começa onde a projeção termina.

A Casa do Pai


​O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que vocĂȘ esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, Ă© remĂ©dio, Ă© puro afeto e calor.
​Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pĂŁo,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
​Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
​Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina Ă© leveza, Ă© mĂŁo estendida.
Quem ama de verdade nĂŁo apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.

Sensato Coração
(Amor pela Vida)

A vida nos ensina å fazer coisas loucas, nos ensina å andar por caminhos diferentes todos os dias; nos ensina å amar, chorar, sorrir, cair, levantar, nos ensina ås mais diversas emoçÔes.
A vida Ă© para ser vivida das mais diversas formas que existe; nĂŁo Ă© difĂ­cil viver, nĂŁo Ă© impossĂ­vel achar a vida bela; abra os olhos, sinta a vida, junto com a primavera.
Quando Deus criou tudo isso, foi por um propósito, foi para mostrar que a vida é divertida de viver, para mostrar que a Criação não foi em vão e que a natureza é uma das coisas mais linda que Ele criou.
Oh, sensato coração, nunca me deixes na mão, eu preciso aprender a viver, eu preciso aprender å amar, preciso olhar å vida, como uma forma de Amor, preciso aprender a perdoar. Oh, sensato coração, porque tem que ser assim? Porque forçamos sentimentos, sem eles existir? Porque maltratamos nosso próximo? Porque julgamos se sabemos que isso é permitido apenas para Deus? Oh, sensato coração, me ensinar a viver a vida melhor, me ensina a amar o meu próximo. Oh, sensato coração.

Amor de InfĂąncia
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com vocĂȘ todos os dias, vocĂȘ era a Ășnica pessoa que eu queria. O tempo passou e vocĂȘ foi embora levou com vocĂȘ a nossa histĂłria, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazĂ­amos na nossa infĂąncia.
Eu nĂŁo sabia o que dizer, eu nĂŁo sabia o que falar simplesmente aconteceu vocĂȘ na minha vida, eu nĂŁo sei se era o certo, eu nĂŁo sei se era assim, mas o nosso amor de infĂąncia nunca terĂĄ, nunca terĂĄ um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderå nos separa, nada nunca irå nos fazer chorar, pois o nosso amor de infùncia para sempre vai durar.

O Primeiro Amor


Cresci escutando que o primeiro amor da vida de uma menina Ă© o pai. Nunca ouvi tanta mentira caber em tĂŁo poucas palavras.


Porque o primeiro amor de um filho nĂŁo deveria ser definido pelo gĂȘnero, mas pelo vĂ­nculo, pelo cuidado, pelo lugar onde o coração encontra o primeiro abrigo. E, para mim, esse primeiro amor sempre foi a mĂŁe.


É nela que encontramos conforto, Ă© no colo dela que descobrimos aconchego, Ă© na voz dela que encontramos calma quando ainda nem sabemos explicar o que sentimos. É atravĂ©s dela que a vida começa, Ă© dentro dela que, antes mesmo de conhecermos o mundo, jĂĄ somos existĂȘncia, jĂĄ somos parte de alguĂ©m.


Antes de aprender a amar qualquer outra pessoa, aprendemos o amor através dela. Antes de conhecer qualquer paixão, conhecemos o calor de um colo. Antes de entender o significado de pertencimento, jå pertencemos a alguém.


Talvez o primeiro amor nĂŁo seja aquele que nos ensina a amar romanticamente. Talvez seja aquele que nos ensina, pela primeira vez, o que significa ser amado.


E Ă© por isso que nunca consegui enxergar verdade nessa frase que colocaram tantas vezes como regra. Porque amor nĂŁo Ă© uma fĂłrmula, nĂŁo Ă© uma sentença pronta e muito menos uma definição baseada em gĂȘnero.


O primeiro amor Ă© aquele que nos acolhe quando ainda somos pequenos demais para compreender o mundo. É aquele que nos reconhece antes mesmo de sabermos quem somos. É aquele que nos oferece abrigo quando tudo ao redor ainda Ă© desconhecido.


E, para mim, esse amor tem nome: mĂŁe.


Porque antes de qualquer romance, antes de qualquer paixão, antes de qualquer pessoa que um dia possa chegar e ocupar espaço no coração, existe aquela que nos ensinou, mesmo sem palavras, que amar também é cuidar, proteger, acolher e permanecer.


O primeiro amor não é necessariamente quem um dia farå o coração bater mais forte.


É quem, um dia, ensinou esse coração a bater.

O Pecado de Escolher a Paz


Eu nunca compreendi como um grande amor,
que ontem era abrigo, hoje vira rancor;
como quem adormece envolto em carinho
desperta odiando quem andou no seu caminho.


Por que a ternura se torna vingança?
Por que destruir aquilo que um dia foi esperança?
Ciclos se encerram, caminhos se desfazem,
amores se transformam, pessoas se afastam.


Mas por que transformar um adeus em prisĂŁo?
Por que fazer da partida uma condenação?
Só porque alguém não coube na expectativa,
merece carregar uma culpa tĂŁo viva?


Eu também jå esperei de quem não correspondeu,
jĂĄ amei quem nĂŁo foi aquilo que prometeu.
Nem por isso fiz do ressentimento uma arma,
nem transformei despedida em guerra ou desgraça.


EntĂŁo por que fazem comigo aquilo que nĂŁo fiz?
Por que me chamam de monstro, se eu sĂł quis ser feliz?
Ninguém viu minhas noites, ninguém viu minha dor,
ninguém sabe quantas vezes calei por amor.


Eu nĂŁo quis destruir, eu sĂł quis respirar;
nĂŁo quis ferir, sĂł precisava me encontrar.
E se partir de onde eu jĂĄ nĂŁo podia florescer
me fez parecer cruel, então que seja —
eu escolhi viver.


Não quero tua queda, não quero vingança,
não quero transformar mågoa em lembrança.
O que um dia foi amor nĂŁo precisa ser guerra,
nem todo adeus precisa incendiar a terra.


Talvez um dia vocĂȘ consiga entender:
eu nĂŁo fui embora porque deixei de querer.
Fui embora porque, para continuar ao teu lado,
eu precisava deixar de ser quem eu sou — e isso seria errado.


E se me chamarem de vilĂŁ, deixarei o tempo falar:
hĂĄ verdades que sĂł o silĂȘncio consegue revelar.


Porque, no fim, aprendi a duras penas:


nem todo amor nasceu para permanecer,
nem todo adeus precisa fazer alguém sofrer.
E escolher a prĂłpria paz, depois de tanto padecer,
nĂŁo Ă© crueldade — Ă© finalmente escolher viver.

"O amor sozinho nĂŁo sustenta uma rotina quando o respeito e a liberdade deixam de existir."

O amor mais puro é aquele que acolhe as fragilidades do outro e constrói um espaço seguro para a esperança.

Amor
Gosto muito de mim, gosto tanto que estou acabando por me consumir a mim prĂłprio.

Quando a inteligĂȘncia artificial serve ao amor ao prĂłximo, cada clique e cada visualização se convertem em impacto social real.

E para
as demais conclusÔes:
NĂŁo tem
mais nada,
negro amor.

Pequenos detalhes


o amor se revela no simples,
numa flor, num calor, numa nuance,
porque quase tudo que importa
cabe no pouco
antes que o medo alcance.


amar nunca me pareceu complexo.
complexo Ă© interpretar silĂȘncio,
prever ausĂȘncia,
conjugar o futuro
antes de aprender o presente.


o medo tem essa mania
de transformar ponto em reticĂȘncia,
carinho em hipĂłtese,
e qualquer demora
em evidĂȘncia.


quero te amar, e amar, e amar,
até gastar o verbo
de tanto o conjugar.


sem procurar antĂ­tese no afeto,
sem fazer do erro um pressĂĄgio,
sem transformar cada detalhe
num argumento contrĂĄrio.


quero ser frĂĄgil sem ser pouco,
vulnerĂĄvel sem pedir garantia,
deixar que vocĂȘ conheça
o que eu escondo até de mim
nos dias de covardia.


quero errar sem fazer do erro
uma profecia do final,
porque jĂĄ perdi coisas bonitas
tentando encontrar perigo
em todo ato banal.

O amor puro nĂŁo exige nada em troca nem busca possuir; Ă© como a luz do sol, que simplesmente brilha para aquecer e iluminar a vida do outro, guardando em sua essĂȘncia a mais sincera pureza.

O amor verdadeiro e puro nĂŁo busca prender nem mudar o caminho de ninguĂ©m; ele apenas deseja, em silĂȘncio, que o outro seja plenamente feliz.

O amor em sua forma mais pura Ă© aquele que deseja a felicidade do outro, de forma serena e desinteressada, sem pedir reciprocidade ou posse.

Amor Ă© dar, nĂŁo receber;

Quem quer receber tem interesse em receber;
Quem quer dar nĂŁo tem interesse em dar.

Que interesse haveria em dar algo sem exigir nada em troca?

Exigir receber Ă© interesse;
Dar Ă© amor.

A maior prova de que amor Ă© dar estĂĄ na morte...

Quando morremos, não levamos nada do que recebemos, apenas deixamos o amor no coração das pessoas que conhecemos, com quem compartilhamos e que amamos.

" Do nosso amor só restaram mais papéis que memórias, nem låpis ou gotas estranhas. "