Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Amor Latente
Houve um amor tĂŁo imenso
que fez do meu peito um santuĂĄrio
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um Ășnico abraço pode ressuscitar a alma.
Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.
Mas a verdade nĂŁo anuncia sua chegada.
Ela rompe o silĂȘncio como uma lĂąmina,
e o primeiro golpe sempre Ă© nos olhos.
Quando enfim despertei,
o paraĂso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusÔes.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.
EntĂŁo compreendi:
o amor e o Ăłdio jamais foram inimigos.
SĂŁo a mesma chama
condenada a mudar de cor.
O amor que um dia me deu fĂŽlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.
Hoje carrego apenas o silĂȘncio.
Porque nĂŁo existe escuridĂŁo mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.
As pessoas estĂŁo colocando dinheiro e carreira acima do amor. Trabalhar, nĂŁo trabalhar, ganhar mais ou menos deveria ser segundo plano, a prioridade deve ser casar por amar, por gostar da pessoa, por querer dividir a vida com ela, sem interesse de dinheiro ou status.
O amor dĂłi:
Deuses qual é o preço a pagar para não sentir o amor, pÎs amar dói e jå não quero mais sentir o amor.
Deuses de baixo por favor falam para mim, qual é o preço a pagar para não sentir, pÎs eu quero pagar para nunca mais sentir, e do amor se livrar.
Estou amaldiçoado no amor pelos deuses de baixo, pÎs zombam de mim em me fazer sentir, deuses qual é o valor a pagar para nunca mais voltar a sentir.
Deuses de baixo estou desesperado a pagar para a maldição quebrar, e do amor se livrar.
Deuses por que não aceitam o valor que estou disposto a pagar, para mim se livrar da maldição de amar, pÎs eu não quero nunca mais amar.
Os desuses de baixo nĂŁo querem receber nenhum valor, pĂŽs eles jĂĄ ganhĂŁo com o meu sofrimento de amor.
Estou amaldiçoado pelos deuses de baixo e não hå o que fazer apenas resta sofrer.
CĂrculo de amor
Eu vivo um amor no plural, na singularidade e na covarde eternidade,
A proximidade que arrepia, o olhar de ĂĄguia que atravessa pensamentos e aquele despertador que invade a alma gritando,
Curvas na estrada com neblina, vinho derramado após a quarta taça, sopro de um tal existir sem respirar,
O céu e o mar ficam sem vida no escuro até a lua aparecer mais uma vez,
A persistĂȘncia trouxe a vitĂłria, a coerĂȘncia tem regado as rosas e a reciprocidade acontece todos os dias depois do meu achado de uma entre muitas milhĂ”es.
Deus decreta, de eternidade a eternidade, que todos os que creem no Filho do Seu amor, devem se conformar Ă Sua imagem [...]. John Wesley - Sermons on Several Occasions (Nova Iorque: J. Emory e B. Waugh, para a Igreja Episcopal Metodista na Sede da ConferĂȘncia, 14 Crosby Street, 1831), vol. 2, p. 39.
Existe uma fĂ© movida pelo medo e outra sustentada pelo amor. A primeira se dissipa quando o perigo passa; a segunda permanece inabalĂĄvel, mesmo diante do silĂȘncio de Deus.
A ConsciĂȘncia Divina Ă© AMOR, essa Ă© a Origem da Realidade, seu propĂłsito final Ă© expressar isso.
NeoqJav
Estou com vocĂȘ
Estou com vocĂȘ,
estou bem aqui.
bem-aventurado este amor,
estarei com vocĂȘ pra onde quer que for.
HĂĄ algo especial em vocĂȘ
e sĂł eu consigo ver
um amor tĂŁo lindo,
vocĂȘ Ă© todo meu paraĂso,
pra ficar com vocĂȘ farei tudo o que Ă© preciso.
Estou com vocĂȘ
pro que der e vier
e venha o que vier
farei tudo o que vocĂȘ quiser.
HĂĄ um amor
HĂĄ um amor dentro de mim
Dentro de mim hĂĄ um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para nĂŁo morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenĂĄrio mĂĄgico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhĂŁ divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
Proporcionei conforto, dei meu colo, carinho, amor. Dei um lar para as horas vagas. Desliguei-me do mundo. Construà castelos de areia para agradar. Meus anos foram materializados para doação. Deixei meu mundo e vivi o mundo da matéria. Hoje, procuro resgatar o imaterial.
Que a nossa semana seja inteira. Inteira de amor, de dedicação, de respeito ao próximo, de energias positivas, de sonhos e de tantas outras virtudes. Que o inteiro nos preencha intensamente.
Perdidos estão o vento, o tempo e a vida. Perdidos de amor, de cor, de intensidade. Segure nas asas do tempo, pegue uma carona com a vida e corra na direção do vento para alcançar os sonhos idealizados.
Se preciso de amor? LĂłgico! O amor estĂĄ enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas â sĂmbolo de despertar, de alma e de espĂrito. Minhas mĂŁos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intençÔes.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
NĂŁo sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda nĂŁo foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato â e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se nĂŁo chegar ao destinatĂĄrio, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
