Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Por voce eu cultivo um amor doce,por vezes apimentado,quero te mostrar o sabor que tem viver ao meu lado.
O amor Ă© como um campo de roseiras. Ă visualmente bonito, uma bela paisagem; mas deitar nele, machuca.
As fronteiras entre o Amor e o Ădio
sĂŁo imperceptĂveis
Sem esperar
O Odiado se ama e o Amado se odeia
NĂŁo por descuido
mas pelos caminhos percorridos
na tentativa de se viver plenamente
Cada um desses sentimentos
Se eu lembro daquele dia? Perfeitamente! Eu vi o amor, senti a quĂmica, meu coração bateu mais forte como nunca havia batido antes. Pena que vocĂȘ se foi. Acho que o melhor remĂ©dio para te esquecer Ă© procurar uma outra pessoa, poderei viver um novo amor,ou uma nova dor, mas se doer, tentarei de novo.
Eu estou cansada dessas mĂșsicas de amor, Ă© tudo pura ilusĂŁo, elas nĂŁo falam do buraco que vocĂȘ deixou dentro do meu coração.
Dinheiro ou amor
Qual dos dois tem mais valor?
O dinheiro compra tudo
O amor nos torna puro
O dinheiro te torna mais famoso
O amor te torna mais carinhoso
O dinheiro Ă© iluzĂŁo
O amor Ă© a mais pura paixĂŁo
O dinheiro depois de morto vc terĂĄ que esquecer
O amor depois de morto sempre estarĂĄ com vocĂȘ
NA TUA COBIĂA
Ah, o imenso amor que vocĂȘ tem
Se ele fosse por mim também
QuĂŁo perfeito seria...
NĂŁo existiria a dor, e o desamor
Em nĂłs, seria apenas poesia.
Eu andei por tantos caminhos
Busquei novos rumos, outros sabores...
Mas em desalinhos
Me fiz apenas se perder.
Se em vocĂȘ eu pudesse acender
A chama que queima os amores
Eu não mais seria um alguém
A procurar por um destino
Que a vida, oh, meu bem, nĂŁo me reservou.
O meu amor errou a estrada
Que eu tinha pra seguir...
Agora, eu sĂł procuro uma alvorada
Pra me luzir outra jornada
Onde a minha alma possa ir.
Ah, se nela eu pudesse te encontrar
E se vocĂȘ tambĂ©m nesta hora
Estivesse a jogar tudo fora
Procurando outro alguém pra amar...
POR TODA A VIDA
Pela estrada vou andando ao destino
Em busca do amor que me prometeu!
Viverei pela vida... Por um desatino
Que os anjos almejaram entre tu e eu...
Sou por ti um viajante, um peregrino
Que a lua diverge, pois nĂŁo me deu
A paixĂŁo por acercar um amor divino
Sob a luz que te brilha, e em ti viveu!
A buscar-te por todo o tempo sagrado,
Por todo o sonho virdes ao meu lado
A saber, que não existe outro alguém!
Mas, amor, onde cruzar o teu caminho?
SerĂĄ que quando eu estiver bem velhinho
O fim da vida me trarĂĄ vocĂȘ tambĂ©m?
SONETO DO AMOR PERDIDO
Desejo-te toda a felicidade dos meus dias,
Para que enfeites a tua vida com amores...
SĂł nĂŁo te desejo as minhas loucas utopias
Que sĂŁo quentes, Ă s vezes vĂŁs, e sem cores!
Por onde andar espalhe as minhas alegrias
Porque sĂŁo divinas, sem regras e sem dores...
Mas não se esqueça, amor, das melancolias,
Que a dor me fere, em fragrĂąncia de flores...
A minha alma se despede do teu mundo
Alegre, mas com um sentimento profundo
Porque jĂĄ nĂŁo sou, amor, a sua realidade...
Eu tremo, estou em prantos, mas sou forte
Para enfrentar o momento triste da morte,
De um amor, que em mim jurou eternidade!
CASTIDADE
Fizeste de mim um arrebol bendito,
Do meu amor um feitiço imaculado...
Da minhâalma de crença o pecado
Fez-se de paixĂŁo um cerne erudito...
Fizeste de meu corpo teu bem restrito
Abrasado ao perfume de seu andado...
E do meu sentimento, conspirado,
Notou-me em versos teu feito infinito...
O meu espĂrito se mantĂ©m aceso,
Desde outrora ao notado em que nasci,
Desde que eu vivo a desventurar...
Que sol que nasce, em que sol avesso,
Em que casto tempo, em qual vivi,
Em qual vida, amor, vou te encontrar...
A LUZ DE OIRO
Quando a vi, tudo a despertou. O dia
que, aos teus sussurros de amor
sob os espĂritos brancos que subia,
acordei de tua ausĂȘncia e fulgente fulgor.
Era extinta, e jĂĄ nĂŁo breve... Primor
esplĂȘndido que jĂĄ nĂŁo se via
em brocados curtos. Um anjo esplendor
que nĂtida aos meus olhos surgia...
Uma essĂȘncia divina! Nobre, majestosa
que nĂŁo se findais em ilusĂŁo
como as cantigas brandas odiosas.
Quando a vi, Ăł meu amor, e iluminada
na tua aparĂȘncia e cintilante razĂŁo,
fez-se seu amor a minha luz edificada.
DESEJO MUDO
Deixa que a dor da vida enfim cante
O amor que Ă© teu sol maior que tudo!
Nada Ă© tĂŁo mais perdido, contudo,
Deixa que se perca teu corpo infante!
Deixa que aos astros teu amor levante
Na insanidade do teu prazer agudo!
E, infame, ao teu desejo mudo,
Mostra de insano teu coração amante!
Deixa em mim o teu luar mais cheio
Além do querer em que te vivo e canto,
Longe dos versos que te vivo e leio...
Deixa o teu amor tĂŁo sem dor enfim...
Pois, se te amar Ă© doer, Ă© tanto,
Que perca e que seja essa dor em mim!
AO VENTO
A noite vem chegando, meu amor,
Cantas-me baixinho a tua canção...
E os meus ouvidos em solidĂŁo,
Deixa-os embriagar ao seu primor...
Cantas minhâalma ao seu esplendor,
Deixas que pulse o meu coração...
E no meu ilusivo Ă devassidĂŁo,
Cantas-me baixinho a minha dor...
HĂĄ gargalhadas que nĂŁo sĂŁo sorrir,
HĂĄ ventos que nĂŁo sĂŁo cantigas
E hĂĄ lĂĄgrimas que nĂŁo sĂŁo chorar...
A minha dor na noite, se passa a rir
Em cantos inquietos, que antigas,
Foras os dias por meu amor cantar...
AMOR SEM DOR
Todo o desejo que existe em mim,
Toda a paixĂŁo que em ti levanta,
à por tua graça que não vejo o fim
Deste anseio que se ergue e canta...
Por teu amor Ă© que tanto venero...
Por tuâalma que o verso encanto...
E de cada instante o fulgor esmero
A cada canção que te vivo e canto...
Pois se és de mim por tanto querer,
Ao espanto Ă© grandioso amor,
De corpo insano mais que prazer...
Tenho-te intenso o coração humano
Por todo amor a doer sem dor,
E deste amor meu eterno engano...
