Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O que acontece quando ...
Paro de agradar a todos;
Deixo de romantizar a vida e seus relacionamentos;
Torno-me mais empĂĄtico;
Entendo o que Ă© amar;
Amo meu corpo;
Amo meu jeito;
Vivo no meu tempo;
Paro de me comparar;
NĂŁo crio expectativas
Paro de pensar no pensamento alheio;
Me torno eu.
Quem nunca olhou-se no espelho
NĂŁo saberĂĄ sua aparĂȘncia
Quem nĂŁo reconhece se perder
Nunca serĂĄ achado
Estas palavras são de alguém que diz adeus
Alguém que não suportou a pressão do mundo real
Alguém que de tanto chorar, secou-se
Este alguém, desta vez, terå coragem e ousadia
Ao menos desta vez
Este serĂĄ livre
As vezes, assim penso, vivo
Um monĂłlogo diĂĄrio
Atravessando as vielas
Sem atalhos
Em frente ao mar
Dedico-lhes meus devaneios
Discorro sobre tudo
Sem, ao menos, um pingo de receio
O mar atento
Se comunica através de suas ondas
Mergulhante, deslizante e ascendente
Cabe a interpretação daqueles que mantém os olhos bem abertos
â Deixe que meu vento te assopre
E carregue toda poeira
Que lhe traga boas energias
Que o vento frio se afaste
E o sol possa voltar a brilhar
Feche os seus olhos
Sinta o cheiro de tudo que lhe cerca
Permita-se viver
â Do Vazio, Transbordo
Do vazio, preencho-me,
como tela que se pinta sozinha,
colorido com as mais belas cores
de uma paleta que nem escolhi.
Sou arte que se faz sem intenção,
um quadro que respira
e dança com os tons
que o acaso me deu.
Do vazio, transbordo,
como rio que se perde
entre margens inconstantes,
a fluidez de um sĂł
corpo que se desenha
com as tintas do improvĂĄvel,
na liberdade de ser
mais que apenas vazio.
Quando a vida me cobre
com véus de incerteza,
esboço-me em traços largos
e deixo que o tempo
pincele meus contornos.
NĂŁo sei se sou obra completa
ou fragmento em constante mudança,
mas aceito o caos
como parte da criação.
Sou o intervalo entre
a matéria e o conceito,
o pulsar do imprevisto
na estrutura que se rompe.
Quando me olho de fora,
percebo que sou mais
do que a soma de escolhas,
sou o reflexo que escapa
entre as fendas da razĂŁo.
HĂĄ beleza no que escorre
sem forma definida,
no gesto que se faz
pela inquietação do existir.
Sou composição inacabada,
mas inteira naquilo
que jamais cessa de se criar.
E assim,
de um espaço que era nada,
sou cor, sou movimento,
um corpo que nĂŁo cabe
em linhas retas
nem em molduras fixas.
Sou a contradança
entre o vazio e o transbordar,
a essĂȘncia que se molda
na ausĂȘncia de certezas,
como verso que se escreve
no tempo que passa
sem pedir licença.
E se ao final
me perguntarem o que sou,
direi que sou fluido,
transição que se esparrama
entre o ser e o deixar de ser.
Um conceito escorrendo da mente
que, ao tocar o chĂŁo,
se torna rio que nĂŁo desiste
de encontrar o mar.
Porque ser é também desaguar
em possibilidades infinitas,
é não temer a dissolução
e encontrar na própria mudança
a raiz que jamais se fixa.
Sou processo que se faz
enquanto a vida se move,
uma arte sem moldura,
uma verdade sem contorno,
transbordando de mim
no vazio que me acolhe.
E se por acaso
me perguntarem novamente,
nĂŁo direi mais que sou completo,
nem que estou pronto.
Direi que sou como a ĂĄgua,
que ao abraçar a terra,
transfigura-se em rio,
em mar, em chuva,
mas nunca deixa de ser
essencialmente lĂquida,
livre para se moldar
e expandir,
pois mesmo quando se evapora,
não deixa de ser presença,
nĂŁo deixa de ser vida.
A boca, o cheiro, a quĂmica...
Naufragar em teus beijos Ă© um prazer.
As peles marcadas pelo desejo...
Como explicar?
Algo que nĂŁo se mensura ou ao
Menos se vĂȘ...
PaixĂŁo, amor, desejo...
Ahh...o amor...sentimento que arrebata!
Nada Ă© tĂŁo poderoso quanto o amor!
Haja forças para este furacão...
Amar-te Ă© tudo isso e muito mais!
Amar Ă© cuidar, Ă© querer estar, Ă© saber doar, amar Ă© intangĂvel, Ă© quĂmica, Ă© tato, Ă© olfato e pele.
E tanta tantas outras coisas que nĂŁo se descreve.
Esquecer...
Esquecer... Como esquecer?...
Sabe o que Ă© difĂcil?... DifĂcil mesmo Ă© esquecer!
Esquecer o cheiro... O beijo... O toque da pele... Os cabelos... Quem se ama... AlguĂ©m que se deseja... A quĂmica que estiga e arrepia... AlguĂ©m que habita em seus pensamentos por todo o dia...
Como esquecer? Ă© a pergunta que nĂŁo cala....
Esquecer Ă© algo difĂcil de se fazer.
Meu coração petrificado por desilusĂ”es, de repente se vĂȘ amolecido por amar vocĂȘ... agora ele vive um dilema... voltar a petrificar ou continuar a pulsar por vocĂȘ....
Cheguei ao limite entre amĂĄ-la ou esquecĂȘ-la agora me encontro em uma encruzilhada onde ego e orgulho gritam...
Mas quer saber? Prefiro ser guiado pela emoção, entĂŁo que se dane!, nĂŁo me importo, pois continuo amando vocĂȘ...
O segredo Ă© entender que melhor que dividir Ă© compartilhar mas para isso se desprender do ego Ă© imprescindĂvel.
(Caio Camara Cesar).
Muitas pessoas passam por nossas vidas e muitas delas passam despercebidas e outras sĂŁo como bĂȘnçãos, anjos que nos enviam para nos salvaguardar e vocĂȘ Ă© assim um anjo que foi enviado para iluminar minha vida e a de muitas outras pessoas e merece tudo o que hĂĄ de melhor na vida!
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