Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
"" A fĂ© Ă© um momento mĂĄgico de uma pessoa, aquele que a faz acreditar algo que supostamente Ă© impossĂvel...""
"" A liberdade Ă© o maior bem que uma pessoa pode possuir, nada valerĂĄ a pena se estiver aprisionada, assim quando o vento tocar seu rosto lembre-se: VocĂȘ chegou atĂ© aqui e irĂĄ atĂ© onde teu desejo te levar...""
"" Que a morte não leve os sonhos, realizaçÔes, nem a sabedoria de valorizar o hoje como a maior herança deixada por quem jå se foi...""
"" Como um sonho que viaja ao infinito,
solto meu grito,querendo te encontrar,
então me lanço em mares nunca navegados
e encontro em ti, porto seguro pra ancorar...""
"" Esse negĂłcio de pobre e rico jĂĄ Ă© em si um preconceito. Somos pessoas e cada um cumpre livremente seu papel...""
"" O segredo da felicidade Ă© contentar com o que se tem, correr atrĂĄs do que se quer e sonhar um pouco de cada vez ...""
ââ Abrem-se as cortinas do futuro
Num jogo duro, de cartas marcadas.
Mas sempre com densa harmonia
Segue a trama, dia a dia
.
Mergulham rosas em eternos espinhos
Aromas e cores desfilam nesses caminhos
SĂŁo apenas sĂłis a nos alentar
Entre tantas noites, queremos sonhar.
.
Roucos privilégios, de ùmbar levado
Acima do poço, hå um pouco cerrado.
LamentaçÔes. veneram a alma
Acalma, emudece, palidez fria.
.
Sinceramente penso em nĂłs
Noutroras que temos ainda
E finda a mĂĄgica do tempo
Quando de repente jĂĄ Ă© amanhĂŁ..ââ
"" A ginga estapafĂșrdia confundia atĂ© a si mesma
Quando moldava sua eira silenciosa
Malandragem simbĂłlica
Ou astĂșcia descomunal
Controvérsias destilam a poesia
Do esmo a se revelar
Seria um caso de autofagia
Ou mĂĄgica a moldar
NĂŁo sei o quanto te resta
Mas Ă© Ăłbvio que nĂŁo se tratam de sombras
Ainda mais nessa fresta
De onde ouço o insano falar.
Por ruelas estreitas e pagĂŁs
Anjos circulam livremente
Seus sinais vindos do espaço
Marcam o compasso da mĂșsica a tocar...""
O bĂȘbado
"" Chegou assim do nada e mandou
Mais uma. Mais outra e nunca a saideira.
Jå foi acusado de tudo, até passar a bebedeira.
Nem presta, nem morre.
SĂł fala besteira
Cambaleando nas rimas da boĂȘmia
Como reza, religiĂŁo
Isso faz , todo santo dia
Sua eterna trama, sua paixĂŁo
E trabalhar nunca foi principio de maneira
Nem caminha por onde pudesse se ajudar
Mas sobe lado a lado a ladeira
Nas mĂŁos a garrafa, afasta
O que por amor
Perdeu a vida inteira
Mas ainda hĂĄ tempo de sair
Dessa banheira
E lavar na alma
O mérito da zombeteira
Traduzindo o gosto amargo
Num final de sexta feira...""
Estréia.
Ele estava lĂĄ me esperando
Como um encontro marcado
Cheguei de nada e aos seus pés tremi
O palco agora opaco e frio me convidava a subir
Um pensamento, dois. E os pés, degrau por degrau subiam
Uma angustia de estréia tomou conta e subitamente pensei em desistir
Mas estava sĂł... Quem seria testemunha de meu fracasso ou sucesso?
E continuei firme como quem quisesse conquistar algo mais.
No meio do palco o microfone desligado e a platéia de bancos vazios e silenciosos, parecia dormir.
EntĂŁo o recitador emulou a primeira palavra e num ato seguinte toda penumbra se fez poema, ditando um dilema...Pra quem?
A euforia tomou conta do espetĂĄculo e silenciosamente os versos foram a todos os cantos e como num encanto.
Nos bancos as almas solitĂĄrias e emocionadas se levantaram
e aplaudiram em pé.
"" Quanto tempo perdido com coisas que nĂŁo podem mudar a vida para melhor.
Quantas vezes ainda vou tentar?
Talvez todas que o tempo me deixar...""
""NĂŁo acredito que ficar sĂł seja um castigo...Castigo Ă© ficar preso a quem nĂŁo se ama de verdade...""
Cada pingo na janela
Traduz no eco a voz bela
Do vento a tocar a flor
Cada gota feito lĂĄgrima
Cada gesto cada amor
Amanhece e jĂĄ Ă© dia
De sonhar em euforia
Toda sorte que chegar
Serenatas rotineiras
De pardais nas cantoneiras
Nos levantam trabalhar.
E assim se faz a vida
Como ondas a rondar
Nesse breve calafrio
Ou no lume versejar
Cada curva traz montanha
Onde a alma livre assanha
Querendo encontrar
Um azul que jĂĄ nem sei
Quem é o céu ou é o mar.
