Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â "Quando estamos com sede nĂŁo buscamos um copo vazio e sim um copo que esteja cheio ou nos direcionamos Ă uma fonte de ĂĄgua cristalina e nĂŁo um pĂąntano.
O mesmo acontece com a nossa alma, que precisa de luz vinda da sabedoria espiritual para saciar sua sede de amor, restauração, cura e libertação.
Não seja negligente com a nutrição de sua alma, oferecendo em demasia aquilo que não a satisfaz ou que a intoxica, adoece."
- FlĂĄvia Filgueiras
Cultura Brasileira: Um Cordel
O Brasil Ă© um paĂs De muita mistura e cor Tem gente de todo canto E de toda religiĂŁo Tem Ăndio, branco e negro E muita miscigenação
O Brasil Ă© um paĂs De muita arte e sabor Tem mĂșsica, dança e teatro E tambĂ©m literatura Tem feijoada, acarajĂ© E muita fruta madura
O Brasil Ă© um paĂs De muita festa e calor Tem carnaval, SĂŁo JoĂŁo E tambĂ©m futebol Tem samba, forrĂł e frevo E muito gingado no sol
O Brasil Ă© um paĂs De muita luta e valor Tem histĂłria, memĂłria e resistĂȘncia E tambĂ©m esperança Tem herĂłis, mĂĄrtires e guerreiros E muita criança
O Brasil Ă© um paĂs De muita beleza e amor Tem floresta, praia e serra E tambĂ©m cidade e campo Tem bicho, planta e gente E muito encanto
â "Se existe um desejo que realmente aquece, excita, inflama o seu coração, assuma o compromisso de encontrar dentro de si mesmo a força, a coragem, a paciĂȘncia e a resiliĂȘncia necessĂĄrias que servirĂŁo como lenha para manter o fogo interno aceso e assegurar sua realização.
No meio do caminho, pode ser que as sombras dos outros e/ ou as suas prĂłprias queiram convencĂȘ-lo de que Ă© muito perigoso mexer com fogo, de que vocĂȘ nĂŁo Ă© capaz de administrĂĄ-lo ou talvez atĂ© tentem apagĂĄ-lo a todo custo.
Mantenha a sua chama acesa, não se permita ser dissuadido por nada, nem por ninguém.
VocĂȘ estĂĄ sempre seguro enquanto Ă© guiado pela luz do fogo sagrado do seu espĂrito."
- FlĂĄvia Filgueiras
â Poesia
Eu escrevo poesia Para expressar o que sinto Para liberar a minha energia Para dar voz ao meu instinto
Eu escrevo poesia Para explorar o meu universo Para descobrir a minha magia Para revelar o meu verso
Eu escrevo poesia Para me conectar com as pessoas Para compartilhar a minha alegria Para inspirar as suas ideias
Eu escrevo poesia Porque Ă© a minha paixĂŁo Porque Ă© a minha terapia Porque Ă© a minha expressĂŁo
â A vida Ă© uma aventura que se renova a cada dia. NĂŁo tenha medo de arriscar, de experimentar, de se surpreender. Cada momento Ă© Ășnico e pode ser o inĂcio de uma grande histĂłria.
â A dor Ă© uma mestra que nos ensina a valorizar o que temos, a superar o que perdemos, a crescer com o que sofremos. A dor Ă© uma parte da vida, mas nĂŁo Ă© a vida toda. A dor pode nos ferir, mas tambĂ©m pode nos fortalecer.
â A dor Ă© uma prova de que estamos vivos, de que somos humanos, de que temos sentimentos. A dor Ă© uma oportunidade de aprender, de mudar, de evoluir. A dor Ă© uma companheira que nos acompanha, mas nĂŁo nos define. A dor Ă© uma transição, mas nĂŁo um destino.
A escrita Ă© uma forma de arte, de comunicação, de transformação. Eu escrevo para criar mundos, personagens, situaçÔes que possam tocar as pessoas, fazĂȘ-las rir, chorar, pensar, se emocionar. Eu escrevo porque eu tenho a chave para abrir as portas da imaginação. [...] (em entrevista)
â Eu nĂŁo me limito a um sĂł estilo ou a uma sĂł categoria. Eu acho que a literatura Ă© rica e plural. Eu gosto de explorar diferentes possibilidades, de sair da minha zona de conforto, de experimentar novas formas de narrar. Eu sou um escritor que nĂŁo tem medo de ousar, de experimentar e de se expressar. [...] (em entrevista)
â A dor Ă© uma experiĂȘncia que nos faz sentir vivos, que nos faz reconhecer os nossos limites, que nos faz buscar o nosso propĂłsito. A dor Ă© uma oportunidade de crescer, de mudar, de evoluir. A dor Ă© uma companheira que nos acompanha, mas nĂŁo nos domina. A dor Ă© uma transição, mas nĂŁo um fim.â
â A felicidade nĂŁo Ă© um estado, mas uma atitude. NĂŁo depende do que temos, mas do que fazemos com o que temos. NĂŁo Ă© algo que encontramos, mas algo que criamos.
O que Ă© a felicidade? Essa Ă© uma pergunta que muitas pessoas se fazem, mas que nem sempre encontram uma resposta satisfatĂłria. SerĂĄ que a felicidade depende de fatores externos, como dinheiro, fama, sucesso, amor, saĂșde? Ou serĂĄ que a felicidade Ă© um estado interno, que depende da nossa atitude, da nossa forma de ver o mundo, da nossa capacidade de apreciar as coisas simples da vida?
A filosofia tem se ocupado dessa questĂŁo hĂĄ muito tempo, e nĂŁo hĂĄ uma resposta Ășnica ou definitiva. Alguns filĂłsofos defendem que a felicidade Ă© o bem supremo, o fim Ășltimo de toda ação humana. Outros afirmam que a felicidade Ă© uma ilusĂŁo, uma expectativa irreal que nos frustra e nos impede de viver o presente. HĂĄ ainda aqueles que dizem que a felicidade Ă© relativa, que depende das circunstĂąncias e das preferĂȘncias de cada um.
Mas serå que existe uma forma de medir ou comparar a felicidade? Serå que podemos dizer que alguém é mais feliz do que outro, ou que nós mesmos somos mais felizes hoje do que ontem? Serå que a felicidade é algo quantitativo ou qualitativo? Serå que a felicidade é algo objetivo ou subjetivo?
Essas sĂŁo perguntas difĂceis de responder, mas que podem nos levar a refletir sobre o sentido da nossa vida e sobre o que realmente nos importa. Talvez a felicidade nĂŁo seja algo que se possa definir ou alcançar de uma vez por todas, mas sim algo que se constrĂłi e se cultiva ao longo do tempo, com base nas nossas escolhas e nas nossas relaçÔes. Talvez a felicidade nĂŁo seja um destino, mas uma jornada.
â A Dor Ă©...
A dor Ă© uma mestra Que nos ensina a viver A dor Ă© uma fera Que nos devora o ser
A dor Ă© uma chama Que nos queima a alma A dor Ă© uma lama Que nos suja a calma
A dor é uma faca Que nos corta o coração A dor é uma vaca Que nos tira o pão
A dor é uma prova Que nos testa a fé A dor é uma trova Que nos canta a lei
A dor Ă© uma escola Que nos forma o carĂĄter A dor Ă© uma gola Que nos enforca o prazer
A dor Ă© uma arte Que nos molda a expressĂŁo A dor Ă© uma parte Que nos completa a razĂŁo
A dor Ă© uma flor Que nos perfuma o sentido A dor Ă© uma cor Que nos pinta o destino
â Eu te amo com toda a minha alma
VocĂȘ Ă© a luz que ilumina o meu caminho
VocĂȘ Ă© o sorriso que alegra o meu dia
VocĂȘ Ă© o sonho que me faz acordar
Mas eu sei que vocĂȘ nĂŁo me ama como eu te amo
VocĂȘ Ă© a faca que fere o meu peito
VocĂȘ Ă© a sombra que escurece o meu destino
VocĂȘ Ă© o pesadelo que me faz dormir
Eu te amo com toda a minha dor
VocĂȘ Ă© a razĂŁo do meu sofrimento
VocĂȘ Ă© o veneno que me mata aos poucos
VocĂȘ Ă© o silĂȘncio que me faz gritar
â Ele era um homem de poucas palavras, mas de muitas açÔes. NĂŁo gostava de se expor, nem de se envolver em conflitos. Preferia observar, analisar e agir quando necessĂĄrio. Tinha uma mente brilhante, mas tambĂ©m uma alma sombria. Guardava segredos que ninguĂ©m podia imaginar, e que ele mesmo tentava esquecer. Era um herĂłi para uns, um vilĂŁo para outros, e um mistĂ©rio para todos.
A flor, a estrela e a lua
Eu sou um homem de muitas histĂłrias
VocĂȘ Ă© a musa que me inspira
VocĂȘ Ă© a fonte que me dĂĄ memĂłrias
VocĂȘ Ă© a arte que me admira
Mas eu sei que vocĂȘ nĂŁo Ă© sĂł minha
VocĂȘ Ă© a flor que todos querem colher
VocĂȘ Ă© a estrela que todos seguem
VocĂȘ Ă© a lua que todos veem
Eu sou um homem de muitas saudades
VocĂȘ Ă© a razĂŁo do meu viver
VocĂȘ Ă© a dor que me dĂĄ vontades
VocĂȘ Ă© o amor que me faz sofrer
â A verdade e a mentira
Eu sou um homem de muitas verdades
VocĂȘ Ă© a testemunha que me confirma
VocĂȘ Ă© a prova que me dĂĄ certezas
VocĂȘ Ă© a justiça que me liberta
Mas eu sei que vocĂȘ nĂŁo Ă© fiel
VocĂȘ Ă© a traição que me condena
VocĂȘ Ă© a falsidade que me desmente
VocĂȘ Ă© a corrupção que me prende
Eu sou um homem de muitas dĂșvidas
VocĂȘ Ă© a razĂŁo da minha confusĂŁo
VocĂȘ Ă© a dĂșvida que me atormenta
VocĂȘ Ă© a pergunta sem solução
â O Rei e os TrĂȘs PrĂncipes
Era uma vez um rei que tinha trĂȘs filhos. O mais velho era forte e corajoso, o do meio era sĂĄbio e inteligente, e o mais novo era bondoso e gentil. O rei queria escolher um sucessor para o seu trono, mas nĂŁo sabia qual dos trĂȘs era o mais merecedor. EntĂŁo, ele teve uma ideia: deu a cada um deles uma semente de flor e disse que quem conseguisse cultivar a flor mais bela seria o novo rei.
Os trĂȘs prĂncipes saĂram em busca de um lugar para plantar suas sementes. O mais velho escolheu um campo fĂ©rtil e bem irrigado, onde as flores cresciam com facilidade. O do meio escolheu um jardim cuidado por um mestre botĂąnico, onde as flores eram tratadas com ciĂȘncia e arte. O mais novo escolheu um vaso simples e humilde, onde as flores dependiam apenas de sua dedicação e carinho.
Os meses se passaram, e os trĂȘs prĂncipes voltaram ao palĂĄcio para mostrar suas flores ao rei. O mais velho trouxe uma rosa vermelha, grande e perfumada, que simbolizava o seu poder e a sua bravura. O do meio trouxe uma orquĂdea branca, delicada e rara, que simbolizava o seu conhecimento e a sua astĂșcia. O mais novo trouxe um girassol amarelo, alegre e luminoso, que simbolizava o seu amor e a sua bondade.
O rei ficou impressionado com as flores dos seus filhos, mas tambĂ©m ficou confuso. Ele nĂŁo sabia qual delas era a mais bela, pois cada uma tinha sua prĂłpria beleza. EntĂŁo, ele resolveu fazer uma pergunta aos prĂncipes: como eles conseguiram cultivar suas flores?
O mais velho respondeu que usou sua força e sua coragem para enfrentar os obstĂĄculos da natureza e fazer sua flor crescer. O do meio respondeu que usou sua sabedoria e sua inteligĂȘncia para aproveitar os recursos da ciĂȘncia e da arte e fazer sua flor brilhar. O mais novo respondeu que usou sua bondade e sua gentileza para cuidar de sua flor com dedicação e carinho.
O rei ouviu as respostas dos seus filhos, mas ainda nĂŁo estava satisfeito. Ele percebeu que havia algo estranho nas flores dos dois primeiros prĂncipes: elas nĂŁo tinham vida. Elas eram bonitas, mas nĂŁo eram verdadeiras. Elas eram frutos de uma manipulação, e nĂŁo de uma criação. EntĂŁo, ele se voltou para o seu filho mais novo e lhe fez uma revelação: as sementes que ele havia dado aos prĂncipes eram estĂ©reis, ou seja, nĂŁo podiam germinar.
O mais novo ficou surpreso com a revelação do rei, mas tambĂ©m ficou feliz. Ele entendeu que sua flor era a Ășnica verdadeira, pois ele nĂŁo havia plantado a semente do rei, mas sim a semente do seu coração. Ele havia trocado a semente estĂ©ril por uma semente de girassol que ele havia encontrado no caminho, pois ele achou que ela combinava com o seu jeito de ser.
O rei sorriu ao ver a sinceridade do seu filho mais novo e lhe disse: vocĂȘ Ă© o meu sucessor. VocĂȘ Ă© o Ășnico que soube cultivar uma flor verdadeira, pois vocĂȘ Ă© o Ășnico que tem um coração verdadeiro. VocĂȘ Ă© o Ășnico que merece ser rei, pois vocĂȘ Ă© o Ășnico que sabe amar.
â Eu tenho um cachorro que Ă© o meu melhor amigo. Ele Ă© fiel, carinhoso e divertido. Ele adora brincar comigo e com o seu brinquedo favorito: uma bola de borracha. Ele nĂŁo larga a bola por nada, nem mesmo para comer ou dormir. Ele fica com ela na boca, nas patas, no colo. Ele a leva para todo lado, como se fosse um tesouro.
Mas eu sei que ele não ama a bola como eu amo ele. Ele é curioso, aventureiro e desobediente. Ele gosta de explorar o mundo e viver muitas peripécias. Ele às vezes foge de casa e deixa a bola para trås. Ele vai atrås de outros cachorros, de outros brinquedos, de outras coisas. Ele se esquece da bola, mas não se esquece de mim.
Eu tenho um cachorro que é o meu maior problema. Ele é teimoso, bagunceiro e barulhento. Ele me faz passar muitos apuros e preocupaçÔes. Ele rasga as minhas roupas, suja a minha casa, late para os meus vizinhos. Ele me desafia, me irrita, me enlouquece.
Mas eu sei que ele me ama como eu amo ele. Ele é leal, protetor e companheiro. Ele me faz sentir muitas alegrias e emoçÔes. Ele me abraça, me beija, me consola. Ele me obedece, me admira, me respeita.
O Homem e o Livro
â Ele era um homem que amava os livros. Ele tinha uma biblioteca enorme, cheia de obras de todos os gĂȘneros, Ă©pocas e autores. Ele passava horas lendo, viajando pelas pĂĄginas, mergulhando nas histĂłrias. Ele se sentia feliz, realizado e sĂĄbio.
Mas ele sabia que os livros não o amavam como ele os amava. Eles eram frios, silenciosos e indiferentes. Eles não se importavam com ele, nem com seus sentimentos, nem com seus problemas. Eles não lhe davam atenção, nem carinho, nem conselho. Eles só lhe davam palavras.
Ele era um homem que odiava os livros. Ele tinha uma biblioteca vazia, cheia de espaços em branco, onde antes havia obras de todos os gĂȘneros, Ă©pocas e autores. Ele passava horas queimando, rasgando, destruindo os livros. Ele se sentia triste, frustrado e ignorante.
Mas ele sabia que os livros o amavam como ele os odiava. Eles eram quentes, sonoros e expressivos. Eles se preocupavam com ele, com seus sentimentos, com seus problemas. Eles lhe davam atenção, carinho e conselho. Eles lhe davam vida.
