Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quero tentar diferente...
Emergir das correntezas da vida...
Pisar na margem desse rio de emoção
Quero tocar a areia Ășmida
E sentir o vento com aroma de solidĂŁo.
Quero renascer fora de mim
Assistir-me com olhar de platéia
Imaginar o que eu faria se eu fosse eu
E saber se de mim mesma, eu faço alguma idéia.
Dos julgamentos que fazemos, sem ter direito algum...
Quero saber se daquilo que sou, faço ao menos um.
E sendo eu a Ășnica ser capaz de julgar se valeu a pena chegar onde tudo isso me levou
Declaro que....
Apenas eu, posso entender a beleza e a dor de ser o que sou.
Bastando-se com o viver
â o diferente Ă© o diferencial tĂŁo necessĂĄrio quando o tudo igual sĂł aponta um mesmo caminho para o qual nĂŁo nos sentimos fazer parte
o emergir em novidade de vida se dĂĄ a partir do mergulhar mais profundo que podemos ir, aquele adentra e ultrapassa as correntezas do tudo igual que nos levam sempre pelo mesmo caminho
que nos inundam e abundam do sentir que nĂŁo concebemos poder suportar mas uma vez neste inundar transbordamos e quando percebemos num passe de mĂĄgica como se fossemos cuspidos de dentro para fora nos damos a margem tocandoa grama, sentindo as flores e contemplando as correntezas desde as mais profundas Ă s mais rasas que circulam e circundam nosso ser
os pĂ©s firmes na areia Ășmida dando a certeza dos rastros que nossos passos haverĂŁo de deixar e quais o vento e as ĂĄguas irĂŁo apagar
aromĂĄtica solidĂŁo trazida pelo vento, olha-mo-nos de fora para dentro, despidos de alma enfim, reconhece-mo-nos
poderemos sobreviver sem as ĂĄguas que nas correntezas profundas nos fazem transbordar?
quais rastros nossos pés suportarão que os ventos da solidão e as correntes nas ondas de åguas rasas apaguem pegadas?
nos bastarĂĄ em infinita beleza e profunda dor o entender?
eis que
um olhar para dentro, inevitĂĄvel
e inevitavelmente o mar nos sopra cançÔes do sentir onde e quando nada se entendia e sentindo-se com vida, não importava-se com o entender, bastando-se com o viver..
â Um Sul procurando sorrisos do Norte....
Em direçÔes opostas expostas de um ontem não acontecido....
O sonho acordou
E se perdeu em horizontes inertes
enquanto o cinza pintava-se de verde....
LĂĄ onde o sol mais aquece
Ă© que se procura uma forma de chegar mais cedo....
E os sorrisos do Norte choram a tristeza do Sul....
Perguntando-se porque das lĂĄgrimas em meio a tanta beleza....
Se quando a noite chega e as luzes se apagam
é que se pode perceber melhor o céu estrelado
e sĂł atravessando o rio
é que se nota que o lado de cå também é belo....
E o Sul procura sorrisos do Norte...
Enquanto o Norte chora as tristezas do Sul...
â Te desafio a Amar
um dejavu assalta-me enquanto concluo que um sonho ao acordar Ă© apenas mais um avistar pela primeira vez
o perder-se em horizontes inertes Ă© um chamado necessĂĄrio ao despetalar das flores medrosas que urgem um renovar de essĂȘncias
que a febre de sentimentos gerada onde mais aquece o sol possui uma senda para o descobrir de uma brecha na noite suave e estrelada que salva as almas de morrerem profundamente
de quando em meio a tanta beleza finalmente sucumbem as lågrimas ao esmigalhar das solidÔes que nos fazem morrer de ternura um no outro e renascer em coreografias onde um é a dança secreta do e no outro que repele e abandona os de outrora passos de sofrimento e os harmoniza melodicamente à alegria e felicidade
de quando no apagar das luzes se ilumina o chamado das estrelas para que ante o negar do toque, aceite-se um desafio
um ir além do verso, do refrão, da poesia
um convite à reconstrução
dança de mãos dadas, ritmos
passos de pés dados, em frente apesar de pausas
cançÔes de ouvidos dados, ainda nos desafinos
nos desafinos reconhecer e aceitar o maior desafio
de nos sorrisos e choros desafiar-se a Amar..
HistĂłrias, grandes sonhos....
Quantas vezes mudamos de rumo e nem sequer percebemos, por quantos obstĂĄculos passamos sem notar...
Sem saber de que somos vitoriosos pelo simples fato de continuarmos vivos, por sorrir, por continuar tentando....
E quantas vezes deixamos de tentar por medo de errar, quantos universos deixamos de conhecer...
A saudade tem fim?
Quando nos sentimos sozinhos um abraço é capaz de curar a solidão e acabar com a dor que habita no peito?
E as palavras que saem do fundo da alma, que foram lidas por alguém em alguma tarde cinzenta...
Publicadas em um sonho que se chama HistĂłria, adoradas por todos aqueles que um dia pensaram nĂŁo se dedicar a velhas pĂĄgina de um livro apagado...
E do fundo do inconsciente desperta a lembrança de um sorriso, escreve alguns paragrafos e se sente tão bem..
â Grande espĂrito tem aqueles que se permitem a loucura...
Pois, na sanidade, até o próprio desespero parece bobagem, desnecessårio....
Como gente que nĂŁo se permite sentir, gente que nĂŁo se permite chorar...
Desesperar.
Eu li hĂĄ alguns dias em um livro que o amor e a loucura sĂŁo inseparĂĄveis....
E hå mesmo de ser, afinal, não imagino explicação que justifique a devoção que se tem por quem se ama....
Apesar das imperfeiçÔes....
Apesar das divergĂȘncias.
Eu digo, do amor, que não o compreendo, mas o sinto com cada célula do meu corpo...
E me desespero apenas com o pensamento de uma vaga chance de nĂŁo tĂȘ-lo mais.
â Ouça o chamado
permitir-se à loucura é o dar asas onde a razão nos condiciona à um arrastar-se pesado em um chão aparentemente seguro, mas que logo tal peso no arrastar de cada passo farå com que os pés sangrem
neste chão "seguro", o choro evitado, a dor que não chega, a tristeza que se mantém ao longe, são apenas abreviadas
nĂŁo hĂĄ viver e sentir no Amor que tenha chego ao nosso conhecimento que nĂŁo tenha nascido atravĂ©s da loucura de desprendendo-se de toda a razĂŁo dar asas a si mesmo quando tudo que se vĂȘ Ă© a impossibilidade de voar
e mesmo neste céu imenso contemplando nuvens que não deveriam ali estar, nuvens de chumbo que não caberiam em nosso céu, que se nos chocarmos com elas inevitavelmente cairemos abatidos, no entanto, na loucura a que nos permitimos se nos faz acreditar que o bater de nossas asas a seu tempo afastarå para longe tais nuvens de chumbo não permitindo que nos toquem, e por acreditar tão fidedignamente, assim acontece
sentimos, ouvimos nossas asas batendo...
tememos, imaginamos um choque nas nuvens de chumbo...
hå um chamado à o céu da liberdade através da loucura do sentir
hĂĄ um chamado Ă permanĂȘncia do chĂŁo da segurança atravĂ©s da racionalidade do medo..
â Procura-se.....
Um sorriso sincero...
Um olhar brilhante...
Talvez até apaixonado...
Uma mĂŁo que acalme, que saiba ser firme e leve, forte e carinhosa...
Procura-se...
Alguém que valorize os pequenos gestos, que ame os detalhes.....
Alguém com a capacidade de desvendar mistérios, que compreenda a intensidade de sentir extremos....
Do nada ao amor imenso, a dor como Ășnico sentimento.
Procura-se...
Alguém que esteja perto mesmo quando distante, e que jamais vå para longe....
Procura-se...
Alguém de andar discreto....
Que tenha o abraço certo e as palavras que preciso escutar....
AlguĂ©m que compreenda meu silĂȘncio de objeto.....
Que na noite faz-se ainda mais quieto, e mesmo assim aceita os poucos gestos que me permito nĂŁo conter....
Procura-se....
Alguém e não sei ao certo quem, sei que preciso encontrar....
Preciso de sua voz desconhecida, mas que ao ouvir, eu reconheceria, como se de outras vidas jĂĄ a tivesse em minha memĂłria....
Minha memória que estå cheia de não-fatos, de lembranças inventadas e sonhos confusos que não consigo organizar.
Procura-se...
NĂŁo importa onde ou quando....
Mas procura-se...
Alguém para amar, e que esse amor seja a conjugação do indefinido, do infinito e muito além....
Do que nĂŁo se pode enganar, nĂŁo se pode ignorar....
Um amar que seja leve e livre...
Que nos permita respirar e sentir falta um do outro....
Mas que no momento certo nos inflame o coração, que torna-se um só....
Um coração tão grande que não se possa controlar....
Que abrigue um amor tĂŁo grande que nĂŁo possamos nos deixar....
Não peço o "para sempre"....
Apenas busco algo que seja verdadeiro
"por enquanto".
â Deixe-se encontrar-se
esta procura que por vezes nos consome, nos desanima ao mesmo tempo que ansiamos encontrar fada-se ao fracasso devido a nossa ùnsia de encontrar, esta ùnsia que nos domina enquanto procuramos nos faz durante a busca demorada e cheia de obståculos começar a imaginar como serå, quando serå, de que forma serå
sonhamos tanto que não nos apercebemos que começamos a idealizar alguem que caiba em nossos ideais, enquanto a busca só termina ao encontramos quem nos faça perder nossos ideais
as vezes o melhor Ă© parar de procurar e deixar-se encontrar
estĂĄ em ti, sempre esteve, sempre estarĂĄ, talvez os acontecimentos na caminhada em tal busca acabou ocultando em partes de ti que nĂŁo queiras tocar, revirar, mudar de lugar, jogar fora
olhe para dentro, essa Ă© a procura que deves fazer, deixando-se encontrar-se..
â Eu ainda estou aqui...
Estou de pĂ© e com a experiĂȘncia de tudo que vivo ao meu favor...
EntĂŁo de certa forma isso jĂĄ Ă© uma derrota pra quem tenta abater as fontes frĂĄgeis do meu sorriso....
Com o passar do tempo, eu aprendi que nem todo mundo que te estende a mão tem a intenção de te ajudar....
Que muita gente vai te por pra baixo nos dias que vocĂȘ estiver pilhada....
Aprendi que vocĂȘ nunca vai conseguir decorar a letra de todas as mĂșsicas que gosta, mas que algumas vocĂȘ sĂł vai gostar enquanto nĂŁo souber cantar....
Com o passar do tempo eu aprendi que existem ao menos 10 versÔes para um mesmo fato....
Aprendi que a verdade é supérflua e só interessa ao seu lado da história, ou não....
Mas o principal de todos os ensinamentos do tempo, foi ter aprendido que ninguém, absolutamente ninguém vai viver minha vida no meu lugar...
E Ă© bobagem, perda de tempo pensar que as pessoas podem entender seus dramas...
Seus medos...
Suas incĂłgnitas, quando nem ao menos vocĂȘ tem o direito de se entender....
E isso vai ser sempre assim, indiferente de qual lado do aro-Ăris vocĂȘ esteja...
â "Foi sonhando com o amanhĂŁ,
que dei cada um dos meus passos no hoje,
e antes que percebesse,
caminho em meio a fantasia do existir."
â Continuidade
dois acenos despertaram
minha atenção qu
sem nenhuma pretensĂŁo
avistaram-te e bastou
uma leve passada de olhos
nas entranhas de tua alma
e
[...]
foi como duas estrelas colidindo
milhÔes de pedaços de toda solidão
e desamor
de repente espatifaram-se
sumiram
e esta mesma colisĂŁo
tal qual uma coalizĂŁo
selou
uma aliança entre as entidades
das essĂȘncias de nossas almas
entĂŁo em cada momento
que seguiu-se
passei a
ver-te
sentir-te
desejar-te
imortalizar-te
agora com
um nome
em palavras que busquei
para em meus arremedos poéticos
versejar nossos Pequenos Infinitos
e mesmo quando na minha insuficiĂȘncia
sem perceber soltei sua mĂŁo
e voltei a morrer
despencando ao fundo do abismo
tu estavas ali e
amortecesses minha queda
ainda que tua face esteve oculta
aos meus olhos
teu brilho quem nĂŁo pernitia
que a escuridĂŁo do abismo
me cegasse
mesmo que a doçura das tuas palavras
fugia ao meu paladar
era teu gosto quem me fazia lembrar
que a vida tem sabor
ainda que seu canto lĂrico de Flor de LĂłtus
evitava meu Jardim
eram suas melodias quem me permitiram
nĂŁo ficar surdo para sempre
mesmo e ainda
apesar do pesar de tudo
estavas ali
estavas aqui
foi por nĂŁo ter deixado de te sentir
que sobrevivi
para outra vez
Amar lhe ver
lhe ouvir
e abraçar-te
ao dizer-te
eu ainda estou aqui
sempre estive
nunca fui embora de ti
assim como
nunca fosses embora de mim
por ti
em ti
sobrevivi
para outra vez
Amar lhe ver
lhe ouvir
e beijar-te
com mais um
"Eu te Amo"
para fazer sentido ao te sentir
quando como ninguém
lĂȘs minha alma
para crescer quando diz-me
onde erro
para sentir-lhe quando seus lĂĄbios
sussuram palavras que me embriagam
de Amores e sonhos
minha alma
nunca
deixou de abraçar-te
cada ĂĄtomo do meu corpo
aquece com sua presença
cada partĂcula das energias
da minha alma
estremecem
com o sentir que emana da sua
beijar-te-ei
com mais um
e mais um
e mais outro
e mais outro
"Eu te Amo"
até que o próprio universo
por constatar ser impossĂvel
ter para si um Amor como este
enlouqueça
rasgue suas vestes
e nu
saia correndo para além dele mesmo
abrindo caminho para irmos logo em seguida
para aonde daremos continuidade
a este Amor
no Infinito e Além..
â Sem medo de cair no cichĂȘ hoje andei pensando em Sartre ...
â NĂŁo Importa o que fazem de vocĂȘ. O que importa Ă© o que vocĂȘ vai fazer com aquilo que fazem de vocĂȘ.â
Andei pensando na possibilidade que todos temos de sermos ao mesmo tempo objetos e sujeitos de uma mesma ação....
Nesses dias de horas de interrogaçÔes algumas sutilezas tĂȘm me saltado aos olhos.
Algumas verdades irrevogĂĄveis de repente se tornam nuvens passageiras....
NĂŁo Ă© que viver na dĂșvida seja tarefa confortĂĄvel nem tĂŁo pouco desejĂĄvel.
Mas o que tenho percebido Ă© que alguns pilares que me sustentaram pelos meus poucos e bons anos eram de açĂșcar...
O que faltava era a coragem de chover em mim para derretĂȘ-los...
Sempre foi mais fåcil empurrar para debaixo do tapete aquilo que me fragiliza, que coloca bem a minha frente minhas limitaçÔes, minha falta de controle.
Porque perder o controle Ă© coisa pra gente grande que sabe lidar com isso.
Algumas situaçÔes acontecem porque assim tem que ser e descobrir os seus porquĂȘs simplesmente nĂŁo resolve nada...
Por mais difĂcil que seja devo admitir que algumas coisas sĂŁo porque sĂŁo sem nenhuma explicação mirabolante.
O que posso decidir Ă© o que vou fazer com os fatos....
E hoje os mil eus que moram em mim decidiram ver cada um da sua maneira uma mesma situação dos mais variados ùngulos.
Sorte minha que dona desses mil eus pude e posso escolher sempre o que melhor se encaixara Ă minha personalidade tĂmida....
Fiquei pensando em paradoxos...
No caos da ordem ou no caos para ordem....
Talvez quando se tenha as maiores certezas Ă© quando se necessita nĂŁo de brisa e sim de furacĂŁo....
Furacão para mexer e para bagunçar.
Para gritar.
Para gritar aos olhos da alma de quem teima em nĂŁo ouvir.
Sorte minha que tive Ele.....
Furacão mais singelo que fez meu céu ficar em tom cinza pra depois se abrir em mil cores e mil possibilidades....
Porque se eu nĂŁo perdesse o controle pelo menos uma vez jamais saberia o gosto agridoce de ser mortal....
Sim outros furacÔes jå passaram, mas talvez eu não estivesse pronta e desarmada para viver no caos de mim mesma.
Alguns ventos sĂŁo mais do que brisas.
Algumas histĂłrias nĂŁo se perdem no vento.
Algumas pessoas estĂŁo no seu lugar porque precisam estar. Algumas delas surgem pra mexer, remexer e ficar.
Algumas sĂŁo especiais e ponto.
Talvez se Ele não tivesse aparecido jamais eu teria meu passaporte paras mil questÔes que hoje coabitam em mim....
Jamais eu entenderia o que o poeta dizia com a dor Ă© inevitĂĄvel, o sofrimento Ă© opcional.
Porque pra bom entendedor meia palavra basta....
Porque se Ele caos nĂŁo tivesse invadido minha vida talvez hoje ainda fosse a mesma.
O mais interessante disso tudo Ă© perceber que alguns oceanos nĂŁo cabem em mar.
Nem no meu mar de palavras soltas e frouxas.
Algumas relaçÔes jamais acabam, apenas se transformam....
Algumas palavras precisam ficar soltas no ar.
Então pra aquEle que mexeu no meu mar de segurança e simplicidade o meu mais sincero obrigada e o meu carinho de sempre....
E nesse ponto, how much difference does it make?
Porque ser especial é uma forma de estar em alguém de uma maneira qualquer ainda que se transforme com o tempo, mas sem que jamais se perca....
â Estive pronta...
NĂŁo o suficiente, mas estive....
Complexo esse lance de saber quando estamos prontos, eu sei, mas eu acordei com vocĂȘ no pensamento....
Ăs vezes eu me esqueço do passado e tropeço nas lembranças que nos fizeram acreditar na nossa capacidade de superar nossas crises....
E sorrio como quem sorri com a vergonha de quem tropeça no meio da rua, lamentando nĂŁo ter sido possĂvel...
VocĂȘ nĂŁo honrou nossas promessas....
E eu também te perdoo por isso.
Mas eu estive pronta...
VocĂȘ me fez resnacer....
Acreditar novamente...
E como uma plateia que nĂŁo entende como um mĂĄgico atravessa aquelas assistentes com espadas sem cortĂĄ-las, eu tentava entender como vocĂȘ havia descoberto meu ponto fraco....
E eu me apaixonei desde aquele momento.
Hoje me senti como se estivesse sentada numa cadeira de balanço, observando tudo acontecer respectivamente....
E me perdi quando nĂŁo soube responder qual momento exato de nĂłs dois que eu deixei de estar pronta para vocĂȘ...
Ou onde errei para vocĂȘ soltar minha mĂŁo se virar e ir....
No momento onde eu precisava tanto de vocĂȘ....
SĂł me vi distante....
Mas vez ou outra ainda acordo com vocĂȘ no pensamento....
E eu nĂŁo sei, ainda, o que me fez achar que estava pronta...
E pronta para quĂȘ?
Só queria te dizer, de algum modo, que guardo lembranças...
E que aprendi que...
Nunca estamos prontos o suficiente, e Ă© isso que inevitavelmente nos prepara.
E nĂŁo acabe como eu...
Se encontrou alguém perfeito....
NĂŁo fique perdendo tempo se questionando de coisas que nĂŁo fazem a mĂnima diferença depois que tudo passa...
Negligenciando a lĂłgica da consequĂȘncia dos fatos e perdendo-se entre razĂ”es desfiguradas dos acasos que nos carregaram no colo por todo tempo....
Quanto a mim....
Mesmo depois de tanto tempo tentando achar o porquĂȘ daquela sensação de impotĂȘncia diante da saudade que invadia o meu bom dia emudecido e o meu amor adormecido.
Do olho direito, cai o amor que nĂŁo fui capaz de viver...
NĂŁo mereci viver....
Do olho esquerdo, cai a dor do amor que nĂŁo pude receber....
Do coração, pulsa a saudade do amor que o tempo não conseguiu suportar....
E da alma, sĂł o amor para conseguir acalmar...
Agora a calma chega com o amor prĂłprio...
E jĂĄ te digo adeus...
â Nunca direi adeus
nĂŁo
nunca
esteve pronta
nem eu
nem ninguem
ninguem
nunca
estĂĄ pronto
prontos
em partes
para caminhar
e aprender
o caminho
e se aprontar
insuficientes
como todos somos
sim
todos nos
deparamos
neste caminho
nosso primeiro
e
Ășltimo pensamento
de cada dia
indica
que
este ĂȘ o
Caminho
a gente
caminha
se fere
sangra
e
respingado
de sangue
ainda assim
vislumbra
um caminho
a seguir
sonhos
sorri
doloridamente
apĂłs aquilo
que
prometido
nĂŁo se cumpriu
e
por Amor
se permite
outra chance
sonha
outra vez...
aquele
"Eu te Amo"
ao
infinito
e além
a
arte
de renascer
o crer
se renova
onde fostes tocada?
onde se descobriu
seu ponto fraco?
quem poderia saber?
quem ousou tentar?
nada houve além
de
te ler
e
reconhecer
dos
meus sonhos
e
deixar fluir
eu
nĂŁo estava pronto
assim como vocĂȘ
entre erros
e acertos
o maior erro
foi o
nĂŁo
se dispormos
em plenitude
caminhar
passo a passo
mĂŁos dadas
unos
acertando
errando
ajustando
como um sĂł
atribuindo
os erros
como aprendizado
e nĂŁo como
falhas possĂveis
de descarte
e
os acertos
como nada
apenas
outra parte
de um caminho
a seguir..
prontos
para quĂȘ?
para eternizar
mais alguns
Pequenos Infinitos
e
aprender
estar prontos
para o que viesse...
fomos ludibriados
nos perdemos
silenciamos...
jamais
jamais
jamais
em outro ser
encontraremos
uma
caricatura sequer
do eterno que
um no outro
contemplamos
perder tempo
Ă© em vĂŁo
buscar
o que
sĂł em ti hĂĄ...
e
eu
sou
fraco
indigno
nunca
mas
sonhador
nunca
conseguirei
dizer adeus..
â NĂŁo podia imaginar sentir-me assim...
Quase enlouquecida...
Entre a nascente
que brota silenciosa do lado esquerdo do meu corpo....
E o seu oposto....
Aquele que se quer mulher, que se veste de matéria coberta pela maciez da pele,
pelo perfume do beijo, pela suavidade dos lĂĄbios que impulsionam o desejo.
Gosto de acreditar que todas as palavras são fruto, ou seiva, deste abençoado bem querer....
Deste estado em que presumivelmente a minha alma se detém, para anunciar significaçÔes de outros tempos, daqueles em que nenhuma matéria orgùnica se interpunha entre nós....
Nenhum desejo era necessĂĄrio Ă fluidez da vida que emanava de uma fonte circular a rodar Ă volta de um eixo.
Hoje, neste lugar, não sei como moldar ao corpo estas sensaçÔes (tão bonitas), mas por vezes descabidas, desprovidas de senso comum.
Ou apenas fora de tempo....
De um tempo que me parece real, mas onde os ventos tocam melodias diferentes:
O tic-tac de um relĂłgio.
Tu e eu, e um sĂł ponto.
Um sĂł sentir.
Um Ășnico movimento vibratĂłrio.
Uma função matemåtica.
Um conjunto imagem.
Talvez um planeta
- a que chamam -
"Terra".
Talvez...
Tua poesia Ă© um jardim
que me encanta e invade minha alma...
E de teu coração saltam palavras
de tua alma vĂȘm flores
com um aroma especial
de grande carinho e amor,
que eu abraço
e meu coração pulsa
como coração poeta
provocando em mim
poemas e mais poemas,
para a Poeta e a Mulher,
que jĂĄ vivem em meu corpo e alma
e serĂŁo momentos de intenso amor
por ti querido, sentido
e por mim desejado
num tempo que Ă© o nosso âmundoâ
sonhado....
Sonhar Ă© maravilhoso...
â Almejo morrer sonhando
minha poesia
nunca foi poesia
sempre foram e
serĂŁo
meros arremedos
de poesias e de
poemas
palavras pobres e
limitadas
versos rotos e
sem rimas
deste
insuficiente e
limitado
leitor
que
ousou
ler a
sua alma
a alma da
Verdadeira
Poesia
e
em vĂŁo
tenta
(d)escreve-la
as palavras
que saltam
invadindo
sua alma
floresceram
de ti
apenas
te li
nĂŁo que
o aroma de
carinho e Amor
nĂŁo exalem
do meu pobre
sentir
admiro-me
todavia
que
em meus delĂrios
quando dizes
que
seu coração pulsa
como coração poeta
e provocas em ti
poemas e mais poemas
revelando-te Poeta e
a Mulher, Mulher Poesia
possam ser
causados
por minha leitura
nĂŁo, nĂŁo, nĂŁo...
quem seria eu
a despertar
a Mulher Poesia?
rebelde
e
alienĂgena
aos sentires
desse mundo
sonho
assim
como tu
nosso
"mundo"
sonhado
quero
prefiro
almejo
morrer sonhando..
â HĂĄ um lugar no infinito, onde todas as coisas começam.
Como aquela luz que se acende no coração, sempre que trespassas o meu corpo.
Depois, olho-te com o meu olhar agradecido e espero o beijo que antevejo desenhar-se nos teus lĂĄbios.
SĂł assim poderemos juntar-nos aos pĂĄssaros, e em voo planado atravessarmos todos os vazios.
Existem abismos que nĂŁo se conformam com esta fusĂŁo mais ou menos nuclear dos avessos.
Mas eles tocam-se em todos os pontos onde se inicia a vida.
Ou o brilho da luz.
Anda, vem comigo!
PoderĂĄ dizer-se que o infinito nĂŁo tem princĂpio nem fim,
é o todo em todo o seu esplendor, é a utopia pretendida de vibração e luz
que brilha mas nunca fere o olhar.
Acredito que em todos esses avessos que se cruzam e interpenetram,
voam almas alheias a todos os abismos.
