Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quer ser herĂłi? Largue essa droga de sanidade de lado e parta para a loucura da vida. Tanto a sociedade como o governo e os plangentes jornalistas sensacionalistas bajularĂŁo vocĂȘ e te manterĂŁo como um memorial exemplar desta execrĂĄvel nação.
â Tem muito manezinho que reclama do trĂĄfico, da violĂȘncia e da impotĂȘncia deste governo corrupto frente Ă desgraça que se encontram muitos de nossos jovens, mas dizem âna prĂĄticaâ: que se lasque a juventude de nosso Brasil, â ao alimentar o trĂĄfico, comprando um simples baseado.
â Enquanto o seu Marco Archer estĂĄ a caminho da execução na IndonĂ©sia, âmobilizandoâ o governo e a atenção desta sociedade combalida, centenas de pequenos brasileiros morrem todos os dias por causa destes bandidos. Sou contra a pena de morte, mas sou a favor de leis mais duras contra esses safados.
â Manaus Ă© uma cidade maravilhosa, que merece ser amada e protegida. NĂŁo podemos permitir que a criminalidade e a corrupção a destruam. Ă hora de agir, de denunciar e de lutar por uma cidade mais segura e justa para todos.
â Enquanto houver pessoas dispostas a lutar por um futuro melhor, hĂĄ sempre esperança. E Ă© com essa esperança que continuo minha jornada, rumo a um destino incerto, mas cheio de possibilidades.
â Ă hora de despertarmos para a realidade e assumirmos nossa responsabilidade como cidadĂŁos. NĂŁo podemos mais permitir que nossa cidade seja abandonada por aqueles que deveriam zelar por ela. Manaus merece uma liderança comprometida com o bem-estar de todos os seus habitantes.
â Somos nĂłs, cidadĂŁos, que temos o poder de decisĂŁo, mas frequentemente nos deixamos levar pela apatia e pela indiferença. Permitimos que a corrupção e a incompetĂȘncia corroam as estruturas do Estado, enquanto fingimos que nada estĂĄ acontecendo.
â Ă desolador constatar que muitos desses polĂticos sĂŁo eleitos por cidadĂŁos desinformados e desiludidos, que se deixam seduzir por promessas irrealizĂĄveis. A democracia se torna um jogo de interesses, onde o povo muitas vezes Ă© deixado Ă margem, enquanto os polĂticos disputam o poder.
â O livre pensamento gera de forma gradativa uma sociedade justa e apta Ă s mudanças necessĂĄrias para a coexistĂȘncia.
â Somente atravĂ©s de um regime democrĂĄtico, onde uma determinada crença na verdade Ă© apresentada sem imposição, a paz poderĂĄ ser celebrada. O fanatismo religioso, a intolerĂąncia, a força motriz de um regime nĂŁo democrĂĄtico Ă© uma severa tentativa de imposição da verdade, no qual jamais devemos aceitar de bom grado. Pois a sua, a minha, as nossas crenças na verdade, seja ela fruto de um idealismo exacerbado ou nĂŁo, devem ser apresentadas, nĂŁo impostas.
â Como Como cristĂŁo, claramente eu creio em uma verdade absoluta. Contudo, serĂĄ que minhas crenças me dĂŁo o direito de infringir a liberdade de escolha do outro? Ă certo que nĂŁo! Querer impor a verdade Ă© a principal causa dos conflitos entre os ideais.
â Tornamo-nos especialistas em esquadrinhar as desgraças, e isso com um Ășnico objetivo, estranho e controverso, mas com a capacidade espĂșria de uma sociedade mĂłrbida apta a fazer de um copo dÂŽĂĄgua a maior tempestade possĂvel. Desde que seja no brioco dos outros!
â A verdadeira justiça deve buscar a reabilitação e o crescimento pessoal, nĂŁo a ruĂna pĂșblica e a exploração sensacionalista.
â Como filho das matas, conhecia os perigos da regiĂŁo. Os aspectos imensurĂĄveis da fauna e da flora AmazĂŽnica jĂĄ nĂŁo o espantavam. Seu maior temor era o bicho homem! Numa noite fria, em meio Ă s ĂĄguas do Rio Negro, enquanto transportavam em sua canoa algumas mercadorias para Manaus, ouve-se um estampido seguido do chacoalhar das ĂĄguas em meio Ă escuridĂŁo da noite. Mundico havia sido alvejado por um aviador que requeria o seu devido pagamento. Leonor Ă© levado cativo para uma casa aviadora e posteriormente negociado como mercadoria com um seringalista. Havia se passado mais de trinta anos quando conheci Leonor, que me relatou sua histĂłria. Trabalhou por muitos anos sem salĂĄrio, desde criança, para que pudesse sanar a dĂvida do pai morto.
â Meus caros formadores de opiniĂŁo, que tal expormos em nossas telas algo mais compassivo, terno e expressivamente culto? Ă vista disso, se a vida imita a arte, a delicadeza da arte sempre estarĂĄ predisposta a moldar a rudeza da vida!â
â NĂłs, nosso eu intolerante, temos nos prendido Ă ilusĂŁo de que todos precisam ser de acordo com os nossos padrĂ”es, formas, crenças, modos. Agimos, inconsequentemente, como se fĂŽssemos superiores, com posturas defensivas, morais, demasiadas crĂticas... O resultado de tudo isso? Ajudamos a colocar comida na mesa dos jornalistas sensacionalistas. NĂŁo pense que sou antidemocrĂĄtico e estou criticando o trabalho jornalĂstico. Pelo contrĂĄrio, quĂŁo importante Ă© para a nossa sociedade o trabalho periodista. Todavia, me refiro ao sensacionalismo que explora o lado deplorĂĄvel da raça humana. O trĂĄgico pelo trĂĄgico; o caos pelo caos; o intolerante pelo intolerante.
â Certa vez, dois jovens estudantes estavam caminhando, conversando, fluindo em risos, enquanto um sujeito que vinha em direção contrĂĄria pensa que os dois colegiais riam dele. O indivĂduo saca uma arma e tira a vida dos dois, expressando, tacitamente, a marca da intolerĂąncia.
â O mercado da intolerĂąncia tem colocado comida na mesa de muitos jornalistas sensacionalistas. Pensam: "Isso Ă© notĂcia! Isso Ă© vendĂĄvel!", entĂŁo tiram o maior proveito "profissionalmente" sardĂŽnico da indiscrição alheia.
â NĂŁo Ă© difĂcil nos depararmos com atitudes intolerantes no dia a dia. Basta caminharmos pelo trĂąnsito abarrotado de Manaus, para ser mais preciso. Ou quem sabe tentar encarar o horĂĄrio de pico da grande SĂŁo Paulo. NĂŁo demorarĂĄ a ouvirmos o espetĂĄculo da orquestra de buzinas soando em nossos ouvidos. Um verdadeiro frenesi!
