Incessante
Um guerreiro de fé nunca desiste por que sua alma é forjada na perseverança e na busca incessante pela perfeição.
“A Busca incessante por algo nos faz esquecer e desvalorizar o que já temos e que lutamos pra obter.”
A Bússola Quebrada
Você sente? Esse ruído incessante, essa vibração no ar. É o eco de uma guerra fria que se recusa a morrer, um fantasma que assombra nossas conversas e congela nossas decisões. De um lado, o socialismo. Do outro, o capitalismo. Rótulos. Caixas. E nós, no meio, exaustos de uma batalha que não nos pertence.
Perguntamos "quem é melhor?", mas a pergunta já nasce errada. Enquanto as bandeiras são agitadas, a nossa verdadeira pátria, a "pátria educadora", adoece em silêncio. Nossas salas de aula se esvaziam de propósito, nossos jovens perdem o rumo, e nós continuamos a discutir o mapa, sem nunca dar o primeiro passo.
E se a resposta não estiver em nenhum dos lados?
Então, pare por um instante. Respire. Convido você a fazer um exercício: desvie o olhar das laterais. Ignore a direita, ignore a esquerda. Agora, olhe para a frente. Para o horizonte vasto de possibilidades que se abre quando abandonamos as velhas trincheiras. É lá que devemos procurar as respostas, não apontando o dedo, mas nos perguntando, com humildade: "Onde nós estamos errando? Será que estamos realmente pensando no outro?".
Algo dentro de nós está mudando. Conceitos que pareciam sólidos como rocha, como "moral" e "ética", hoje parecem se dissolver na maré do tempo. A nossa bússola interna parece ter perdido o norte. Clamamos por liberdade, um grito que ecoa em cada esquina, mas talvez estejamos confundindo liberdade com ausência de limites. Queremos ser livres, mas esquecemos que a liberdade floresce na responsabilidade.
É como entregar o leme de um navio a uma criança em meio à tempestade. Ela tem a liberdade de girá-lo para onde quiser, mas não tem a maturidade para entender as estrelas, as correntes, o destino. A liberdade sem sabedoria não é um voo, é uma queda.
Vemos a nobre ideia de uma sociedade que cuida de todos ser confundida com uma permissão para o caos. E vemos a força do capital, que poderia erguer nações, se tornar a ferramenta da ganância nas mãos de quem não tem o caráter para guiá-lo. O poder exige uma alma à sua altura, uma pessoa cuja sinceridade e responsabilidade sejam impecáveis.
Então, chega de olhar para o próprio reflexo. É hora de olhar em volta.
E aqui, a resposta se revela, não na filosofia, mas na pureza da matemática. Imagine a Direita (d) e a Esquerda (e) não como inimigos em uma linha reta, mas como duas forças que partem do mesmo ponto, formando a base de algo novo. Um ângulo reto. Uma fundação. O que acontece quando somamos suas potências? Pitágoras nos ensina:
Onde f é a Frente. O Foco. O Futuro.
A nossa jornada para frente não é a vitória de um lado, mas a resultante da união. É pegar a melhor qualidade de um e a melhor qualidade do outro. A disciplina e a inovação de um lado; a compaixão e o senso de comunidade do outro. Juntos, eles não se anulam. Eles se potencializam, criando um caminho muito mais longo e firme do que qualquer um poderia traçar sozinho.
Vamos parar de travar a guerra dos nossos avós e começar a construir o mundo dos nossos filhos. Juntando o que temos de melhor, para finalmente, e juntos, caminharmos para a Frente.
O Poema/Poesia, são uma forma de Busca Incessante da Liberdade. Aquela que vem do Sofrimento e do Desejo Incessante de Liberdade. Rolemberg.
'BUSCA-SE [II]...'
Busca-se incessantemente um eco, sentidos em quartos vazios. Perguntas que se repetem como dias frustrantes. Procuramos preencher o vazio com respostas provisórias, sentenças sem convites. Poetas pregando a paz na ‘rendição ao caos’. Farol que guie além do próprio nevoeiro...
São filósofos sussurrando paz nas conquistas, entrega no ‘ato de conter a respiração no precipício’. Eles falavam verdades. Sentimos que as respostas habitam a pausa no ventre. A ânsia por indagações nos cegam para o chão que pisamos, para a pedra que serve de assento, para a sombra que acolhe...
Não ouvimos o chamado. Essa urgência frenética de decifrar o que não tem cifra, de nomear o que já possui um nome, gera tormentos. Achamos que a 'procura' é a própria âncora, aclaridade morando na hesitação. Não vamos ficar parados no meio do caminho, sem destinos...
Deixemos que a tarde invada sem pedir licença. Sintamos o peso do mundo descansando nos ombros, e não iremos carregá-los sozinhos. Oferecemos o 'não' a quem pede certezas. Verdades habitando os intervalos, as frestas, os fios soltos da trama. Que, sejamos atordoados pelos próprios pensamentos, insistindo em tecer narrativas onde só há espanto, rastreios...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Eu na minha juventude, em busca incessante de me encontrar entre os passos dos acordes musicais e as vibrações das emoções do meu eu. Um caminho de auto-descoberta e expressão.
A música como guia, os sentimentos como mapa. Eu navegava pelas ondas do som e da alma. Procurando entender quem eu era. E encontrar meu lugar no mundo.
Mundo de belíssimo som e vibrações no meu coração. Onde a melodia se torna emoção. E cada nota é um pedaço de mim. Que se revela na harmonia do som.
Se me encontro nas vibrações da música, me realizo.
Ansiedade em Verso,
A cada esquina da mente, dançam sombras incessantes,
A ansiedade, sutil, tece seus fios de inquietação.
É um labirinto íntimo, sem jardim, sem findar,
Onde o pensamento se perde em constante aflição.
O coração bate descompassado, respiração ofegante,
Cada instante, um mar revolto, turbilhão interno.
Na ânsia de um não ter querer, sincero.
A vida, peça onde sou figurante,
Interpretando o papel da busca pelo eterno.
Há dias em que o sol não aquece, apenas brilha,
E as noites são abismos de silêncio e dor.
A alma cansada, curva-se, vacila,
Na esperança de um alívio, um gesto de amor.
Mas, na tormenta, encontro força oculta,
Nos versos que escrevo, busco compreensão.
Na luta contra a maré, a alma exulta,
Descobrindo na poesia, a chave da libertação.
Assim, navego nas águas do ser, profundo,
Entre medos e sonhos, perda e ganho.
Na jornada de viver, só neste mundo,
Tentando, dia após dia, encontrar meu tamanho.
O tempo é como um rio incessante, fluindo sem cessar, levando consigo nossas memórias, nossas experiências, nossos momentos. É ele quem dita o ritmo da vida, marcando o passo dos dias, das estações, das eras.
Às vezes, o tempo parece voar, como se estivéssemos em uma montanha-russa, mal tendo tempo para respirar. Outras vezes, ele parece arrastar-se, como se cada segundo fosse uma eternidade.
Mas, independentemente de como o percebemos, o tempo é um mestre implacável. Ele nos ensina a valorizar cada instante, cada sorriso, cada lágrima. Ele nos lembra da efemeridade da vida e da importância de vivermos plenamente, aproveitando cada momento como se fosse o último.
A verdadeira riqueza não se encontra na busca incessante pelas opiniões e padrões alheios, mas sim em viver em harmonia com os princípios divinos e a ordem natural estabelecida por Deus. Devemos buscar a satisfação e o contentamento em Deus, e não nas efêmeras opiniões humanas, para encontrar a verdadeira riqueza e paz
A ausência de Deus na vida é o vácuo que nos leva a lutar incessantemente, buscando em coisas efêmeras o que só Ele pode prover. Somente em comunhão com Deus encontramos a verdadeira paz e propósito, pois Ele é a fonte de toda a força e sabedoria
A busca
Há uma procura incessante na vida humana.
Um desejo de encontrar o inexistente,
para preencher o inexplicável.
Uma busca de se ter o que não se pode comprar,
para suprir o que não se sabe explicar.
Trabalha se muito para poder descansar,
num futuro distante,
que não se sabe se chegará.
Eu prefiro viver o presente,
este sabor diferente de se provar.
E já me dou por contente,
se amanhã ao sol nascente eu puder despertar.
Autor Cícero Marcos
O relógio preguiçoso, com as pernas cruzadas, sussurrava seu tic-tac incessante, ecoando na vastidão da solidão. Eu me afogava na última dose amarga da cachaça, entregue ao vazio do pensamento, sem desejo de agir.
À meia-noite, o sino distante da igreja no alto da montanha rompeu o silêncio, convocando-me para a realidade. Soube então que era hora de me banhar nas águas do esquecimento e entregar-me ao sono.
Despeço-me, envolto no manto escuro do medo que abraça a noite.
A luta é incessante e o maior inimigo é este, o próprio corpo. Este pede como quem manda e nós, aquilo que existe para além do corpo, quando preocupados com a vida em sociedade, em comunhão, sofremos, sofremos por recusar o pagamento à obediência, porque recusamos prazer.
A vida é uma caminhada constante. Uma luta incessante. Haverá obstáculos pelo caminho.
Sempre haverá uma nova montanha. E nem sempre é possível remover. É necessário escalar.
Vozes dizem que você não vai conseguir. Que você é pequeno e os sonhos que está sonhando são grandes. Que não vai alcançar.
Lutas abatem você.
Talvez você perca o ânimo e a sua fé fique abalada. Você fica perdido. Sem direção.
Não desista. Continue em frente. Continue tentando.
E Não pare de caminhar.
Complete a sua jornada
"Essa felicidade que pulsa de modo incessante dentro de mim, nada mais é que meu AMOR PRÓPRIO sussurrando: Você é demais, MEU BEM!"
-Aline Lopes
O mundo gira. Incessante, implacável, ele segue seu curso mesmo quando tudo parece desmoronar ao nosso redor. Nas horas mais escuras, quando a tempestade rugia com toda sua fúria, é fácil esquecer que o céu azul ainda existe lá em cima, escondido pelas nuvens negras.
Mas a verdade é simples: nenhuma tempestade dura para sempre. Ela vem para lavar, para purificar, para nos lembrar da nossa própria força. E quando finalmente passa — porque sempre passa — algo mágico acontece.
O sol aparece.
Não timidamente, mas em toda a sua glória dourada, banhando o mundo com luz renovada. As gotas de chuva restantes brilham como diamantes dispersos. O ar cheira a esperança. E nós, que sobrevivemos, emergimos diferentes: mais resilientes, mais gratos, mais vivos.
Então, quando a vida escurecer, lembre-se: você é mais forte do que a tempestade. O giro do mundo não para, e o seu momento de luz está chegando. Aguente firme. Respire fundo. O sol sempre volta para quem espera com fé.
Sempre.
Na profundidade de um silêncio sereno, surge uma fonte de sabedoria,
Fluindo incessante, como rio de luz, em busca de verdades etéreas.
Indagações profundas ecoam no vento, perguntando sobre a vida,
E a fonte, sábia e paciente, responde com serenidade e graça.
"O que é a vida?", pergunta uma alma inquieta,
E a fonte murmura, com voz de veludo e mistério:
"A vida é o compasso do tempo no vasto cosmos,
É a dança do acaso e da intenção, entrelaçando destinos."
"De onde viemos?", indaga um espírito curioso,
E a fonte responde, com a calma da eternidade:
"Viemos das estrelas, do pó do infinito,
Semeados pela vontade divina, crescemos como árvores cósmicas."
"Qual o propósito do nosso ser?", questiona o buscador incansável,
E a fonte, sábia como sempre, revela:
"Nosso propósito é descobrir a luz oculta dentro de nós,
Transformar o conhecimento em sabedoria, e a sabedoria em amor."
"Por que sofremos?", sussurra uma voz em meio às lágrimas,
E a fonte responde, como mãe acolhedora:
"O sofrimento é a forja onde se tempera a alma,
É o fogo que purifica e transforma, revelando a essência verdadeira."
A fonte de sabedoria, eterna e imutável,
Reflete as estrelas em suas águas claras,
Cada resposta, um reflexo de verdades antigas,
Cada pergunta, um passo na jornada da alma.
Ao final, a alma compreende que a fonte não está fora,
Mas dentro de cada ser, em cada coração que busca.
A sabedoria é a viagem e o destino, a pergunta e a resposta,
É a chama eterna que ilumina o caminho do autoconhecimento.
E assim, no silêncio da noite, sob o manto das estrelas,
A fonte continua a fluir, incessante e luminosa,
Guiando os buscadores, os curiosos, os aflitos,
Para a verdade suprema: o encontro consigo mesmo.
