Ilusão Imbecil
"Ele veio em passos leves,
feito vento sorrateiro,
e olhei sem entender
para a rua, para o chão
vasculhei o mundo inteiro!
Eram passos, eram rastros,
Era o amor, minha paixão?
Era sim, mas ai que pena!
Não parou, passou voando
Nas asas da ilusão."
Lori Damm (Contos, Crônicas & Poesia)
"Eu nunca iludi homem nenhum!
Nunca deu tempo, eu me iludia primeiro."
☆Haredita Angel - 22.10.18-16.54
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
A rede social é como uma vitrine mostrando perfeição no manequim mas quando nos vestimos na maioria das vezes não nos cai bem.
Jamais compare as tribulações passageiras de um servo fiel com a aparência de prosperidade de quem pratica o mal.
Além de sermos protagonistas das nossas próprias histórias, com lutas, derrotas e conquistas, compartilhamos um palco comum onde todos têm a mesma relevância.
Cada pessoa vive em sua mini versão de mundo personalizado e acredita que sua vida merece mais atenção do que a dos outros.
Não se torture correndo atrás de ilusões pois a maior perfeição é rapidamente destruída pela realidade dos homens.
A polarização é um veneno fabricado por políticos para criar soldados que odeiam seus irmãos em troca da ilusão de estarem salvando o mundo.
As redes sociais não nos fornecem escolhas; elas nos direcionam para caminhos que decidem que queremos seguir.
A diferença entre desejo e conquista está na velocidade da ação; o querer é confortável e ilusório, enquanto a necessidade é urgente e não espera.
Capacidade e caráter nada têm a ver com aparência; Alguns parecem grandes, mas são vazios, enquanto muitos, subestimados, carregam virtudes ocultas em seu interior.
Felicidade é a liberdade que vem ao finalmente descobrir, entender e aceitar que, no fundo, cada pessoa está realmente interessada apenas na própria história.
O pior vício é o da vaidade, pois ele sequestra o seu cérebro para te persuadir a fazer tudo o que for necessário em busca de recompensas para um ego que nunca se satisfaz.
A verdade é a maior inimiga dos ignorantes, pois se apoia no raciocínio sobre fatos, não nas ilusões criadas por desejos humanos.
Toda falsa liberdade e toda mentira sutil são portas que se abrem para armadilhas que fazem o cristão cair.
Entre o medo de errar e a obsessão de parecer perfeito, o silêncio se torna o refúgio perpétuo que aprisiona os verdadeiros.
Quem você é? Você é o que é, ou faz de tudo para ser o que deseja que os outros pensem que você seja?
