Homenagem para meu Irmao de Sangue
Meu sonho é uma utopia que somente eu posso entender, a melhor forma de felicidade é aquela que se sonha, eu... longe de tudo, com meus pensamentos, até que eu morra no mar do esquecimento, onde eu nunca saí....
Se um vegano se incomodar com o que coloco em meu prato, ele tem uma causa muito bonita por trás disso. Se eu me incomodar com o que um vegano tem no prato, não há nada belo por trás disso.
Frases, textos e citações by Josy Maria
Para hoje
Que meu olhar esteja voltado para o que me agrega e fortalece, não para os que espreitam felizes os infortúnios alheios. Que eu saiba cuidar das prioridades de minha vida, e não perca tempo dando atenção ao que não faz diferença na construção de minha felicidade. Que eu fortaleça minha fé, e não apenas foque em minhas dores ou no motivo delas. Que eu busque a luz dada por Deus e que me é inerente, e não regrida em meus melhoramentos como pessoa. Que meu coração seja casa de bons sentimentos, e não retome apenas dores e mágoas. Que Deus esteja presente, como sempre, e que eu possa senti-lo em todas as situações.
Assim seja!
Josy Maria
Frases, textos e citações by Josy Maria
Para hoje
“Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e n’Ele confiarei.”
Salmo 91:2
É preciso acreditar nos cuidados de Deus em nossa vida. É preciso que a fé vá além das palavras, que seja verdadeira confiança e entrega. Deus opera, Ele age. Isso não nos isenta das lutas e dos sofrimentos, mas nos fortalece para atravessá-los inteiros e não nos deixa cair. E nos livra daquilo que não vem Dele. Não justifique sua fé ao mundo, apenas a Deus. Ele é o único que conhece o seu coração. Busque-O e peça sabedoria para cumprir a sua parte. Por mim, eu sei: mal nenhum chegará à minha tenda, e Ele me livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Confio, agradeço e sigo, na certeza da presença de Deus em minha vida, como meu escudo e meu broquel.
Assim seja.
Josy Maria 12/07/2025
Frases, textos e citações by Josy Maria
Oração de proteção para o dia
Senhor meu Deus, que a Tua luz me envolva agora e sempre. Que todo mal, do invisível ao visível, se desfaça antes de me tocar.
Que eu e os meus sejamos invisíveis a olhos maus, intenções ruins e sentimentos pesados. Que a Tua mão nos cubra e a Tua presença vá à frente, desarmando ciladas, desfazendo o que não vem de Ti. Maior é o Teu poder em nossa vida do que qualquer sombra que tente se aproximar.
A cada hora do dia, seja nosso escudo.
Do amanhecer ao anoitecer, seja nossa fortaleza.
Amém. Assim seja.
Josy Maria 02/07/2025
Sete plantas do meu canteiro.
Quem não ama o verbo plantar
E não vê plantas a poder amar,
É porque é louco ou nunca amou!
Amar plantas não é coisa de doidos
E doido é coisa que eu não sou!
A todas dei nome.
(... Caetana...)
Era perfeita! Em bruto, um diamante!
Mil jurados lhe bateram palmas de pé!
Só que o problema do “para sempre”
É ser coisa, que nunca o é.
(... Surya ...)
Olha-me, como se, em câmara lenta,
Pudesse com tal dócil e forte vontade
Dizer ao tempo: “aguenta, aguenta!”
Para um dia sermos unos, eternidade!
(... Laura ...)
Não há espigões, nós ou embaraços
Que mais amei e alguns lhe dei,
Porque outrora dos meus braços,
Foste errónea planta que plantei.
(... Débora ...)
De talo estranho e folhas doentes,
Busca-me chorosa, de hora a hora,
Como quem perde coisas frequentes
E depois de ser ralhada, chora!
(... Pilar ...)
Doce governanta a tempo inteiro,
Do cuidar e cantarolar certeiro
E talvez pela sua posição
Namoro-a um dia sim, e três não!
(... Renata ...)
De fraco porte, altiva e risonha,
Com um olhar seleto a vir de cima,
Como se não houvesse melhor rima
Que a minha poesia componha!
(... Leonor ...)
Verte um tal odor no meu canteiro,
Como se tudo fosse nada e ela veludo
Que supera todas as plantas no cheiro,
Querer, saber, beleza e talvez em tudo!
Rego-as amiúde, uma a uma,
Com o amor que pude e tenho,
Porque me dou a todas e a nenhuma
Dou o meu coração frio e estranho!
Rum caseiro!
Entrego-te nas mãos o meu jejum, enquanto despojo o teu.
E sem pudor algum, unos, viramos lobo e fingido cordeiro!
Bebo um vaso por inteiro e de seguida mais um!
O terceiro como o primeiro, soube a secura e bom rum!
Por entre runs arfados, acendo mais um cigarro
P’ra dar folga ao que não sei
Ser banal ou bizarro!
Trocamos de nomes, uns nobres, outros reles;
Fundem-se prosas, taras e peles;
Oh minha Deusa, dói-me tudo de te beber;
Tenho a boca seca de te saber de cor;
Os braços gritam queixosos, de te abrir o ventre a rombos de machado!
Bendito o néctar que dá calor e nevoeiro!
Beija bem, é doce mel beijoqueiro!
Não tenho em mim, poro que não chore, nem cigarro que chegue ao fim!
Acendes-me uma fogueira que me quer cortejar,
Aquecer ou talvez amar...
Mas a chama vai fraca, assim como a força do nosso enredo
Que joguei ao lume…
Fico tonto, de tanto olhar o céu, revoado de anjos e demónios!
Uns, querem-me enviuvar, outros casar!
Pergunto aos primeiros:
De que vale amar
Se quase ninguém o sabe fazer?
Talvez a minha sina não seja essa,
Talvez seja só procurar!
Era o que havia:
Amor bastardo, um cinzeiro, lume e rum caseiro!
Bebemos tudo...
O que havia p’ra amar!
O beijo que não te dei...
Por mais que tente
Emudecer o meu trovar,
O meu brado só sente
Vontade de te beijar!
Porque me apaixonei
Pelo que vou roubar:
O beijo que não dei.
Ah, mas vou dar!...
Ovelha branca...
Ovelha que pastas a meu lado…
Estou grato pelos encontrões, pelas pisadas e safanões que me destes…
Vêm de negras ovelhas
Ou de lobos traiçoeiros, disfarçados de carneiros e armados com tesouras!
Tesouras que cortam e ensinam...
São as melhores professoras, as facas e tesouras!
Cortam lã e agasalho, mas dão calo e sabedoria pra tosquiar o que escurece:
As cinzentas ou negras, as que não dão leite ao pastor nem aconchego à ovelha do lado…
E aprendi...
A dar leite como o pastor ensinou e fugir da faca que o lobo espetou...
Sou ovelha com lã de aço, cascos refinados, lábios mais calados…
Quero pastar em campos de altos muros,
Onde lobos ficam de fora, tesouras não cortam e facas não espetam...
Sou ovelha solitária…
Sangro onde as bandarilhas dos lobos toureiros espetaram...
Mas não morri, renasci...
Esperando pela ovelha branca
Para lhe apontar o melhor pasto…
Até este acabar...
O meu amor é verde!
Uma bela flor em negro vaso...
É em todas as cores ver só uma;
É ser salvo, por quem nos afunda;
É o tanto, que sabe a tão pouco;
É o demónio em paz e o anjo louco;
É a angustia em protesto;
É o doce ser amargo e indegesto;
É o perto que fica demorado;
É ser maquinista desgovernado;
É o riso tremido;
É gritar sem ser ouvido;
É não ter asas e voar;
É ver mas também é cegar;
É ficar tolo e ajoelhado,
Não saber o que é certo ou errado;
É o coração que fica refém
Da rosa que vai e do beijo que vem;
É por vontade ser acorrentado;
É ser verde e aprisionado
Ao universo que quer juntar,
Até quem já tinha deixado...
De acreditar!
Nesta calçada da prosa aqui digo,
Sentindo frio, sede e dor constante,
Que verde é o meu castigo...
E é por tudo isto que doravante,
No meu universo profano,
O meu amor é marciano...
Talvez verde e com antenas...
... como eu...
Pobre passarinho
Vem devagar, de mansinho,
Em doces pezinhos de lã.
Sorrindo sobre o meu ninho,
Traz-me no bico o passarinho
Uma linda romã!
Com tal engodo, a avezinha
Fustiga-me sem piedade,
E deixo a minha casinha
À sua nova rainha
Por minha ingenuidade!
Da rosa não vi o espinho,
Nem romã, nem maldade,
E no entanto o pobrezinho
Não sou eu, é o passarinho
Que não tem dignidade!
O meu jardim
Borboleta,
que em tão negro jardim queres entrar,
que me queres trazer flores ou espinhos,
não tragas
e não entres...
Fica à porta, espreita o que está à tua frente.
Consegues ver, porque lá dentro estão velas.
As acesas, rezam por amores acabados,
as apagadas, por calvários que nunca foram amores.
Diante dos teus olhos
estão mármores frios e negros.
Se reparares com atenção,
em cima desses mármores, estão fotografias.
São fotografias de pessoas,
a quem aos meus filhos direi, que eram amigos,
porque foi com eles
que passei os melhores anos da minha vida.
À tua direita, a terra é estéril.
As flores que vês, vestidas de negro, não são flores!
São de pedra.
Ali jazem fracassos
em forma de mágoas, mentiras, traições e abandonos.
À esquerda, ervas daninhas.
Coroas de flores, por tudo o que foi em vão,
por sorrisos e lágrimas, alegrias e tristezas,
noites inesquecíveis, noites de espera agoniante,
cartas e fotografias que se queimaram,
ouro que se vendeu, bens que se perderam,
recomeços extasiantes, tropeços estúpidos
e sonhos que não se tornaram realidade.
Ao fundo, está um pedaço de terra.
Só tem uma linda flor.
Só tenho essa.
É para a trocar pelo resto da minha vida,
por companheirismo, amor e amizade,
tudo junto!
Por tudo isto, borboleta,
se vieres só de passagem,
não abras a porta do meu jardim!
Mas se vieres para ficar,
se estrelas e constelações quiseres enfrentar,
se tratares o meu jardim como eu tratarei o teu,
entra, porque estive a vida inteira à tua espera!
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