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Homenagem para meu Irmao de Sangue

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O avarento gasta mais no dia da sua morte do que gastou em dez anos de vida, e o seu herdeiro mais em dez meses do que ele na vida inteira.

Normalmente, são tão poucas as diferenças de homem para homem que não há motivo nenhum para sermos vaidosos.

Sem os males que contrastam os bens, não nos creríamos jamais felizes por maior que fosse nossa felicidade.

As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes.

Uma coisa não é justa porque é lei, mas deve ser lei porque é justa.

Aquele que perde a reputação pelos negócios, perde os negócios e a reputação.

É pelos defeitos que podemos governar os que nos amam.

É que a sabedoria é um trabalho, e sermos apenas sensatos custa muito, pois para se fazerem asneiras basta deixarmo-nos ir.

A ignorância, lidando muito, aproveita pouco: a inteligência, diminuindo o trabalho, aumenta o produto e o proveito.

O valor do casamento não está no fato de que adultos produzem crianças, mas em que crianças produzem adultos.

Não fazer nada, é ser vencido.

A religião supre o juízo e a razão que falta em muita gente.

Se as viagens simplesmente instruíssem os homens, os marinheiros seriam os mais instruídos.

Causam menos danos cem delinquentes do que um mau juiz.

Mudamos de paixões, mas não vivemos sem elas.

Um devoto é aquele que, sob um rei ateu, seria ateu.

O orgulho é o caminho do erro.

Paciência e nada de pressas fazem mais do que a força e a ira.

Sopra o vento
Segura-te borboleta!
Na pétala da flor.

Fábula: A Raposa e a Cegonha

A Raposa convidou a Cegonha para jantar e lhe serviu sopa em um prato raso.

-Você não está gostando de minha sopa? - Perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.

- Como posso gostar? - A Cegonha respondeu, vendo a Raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.

Dias depois foi a vez da cegonha convidar a Raposa para comer na beira da Lagoa, serviu então a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.

- Hummmm, deliciosa! - Exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo - Você não acha?

A Raposa não achava nada nem podia achar, pois seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado.

MORAL: às vezes recebemos na mesma moeda por tudo aquilo que fazemos.