Homenagem de Elogio ao Profissional

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Há verdades que é mais perigoso publicar do que foi difícil descobrir.

Os males que não são percebidos são os mais perigosos.

Muita luz deslumbra a vista, muita ciência confunde o entendimento.

A luxúria é como a avareza: aumenta a sua própria sede com a aquisição de tesouros.

A preguiça dificulta, a atividade tudo facilita.

A fé é a consolação dos miseráveis e o terror dos felizes.

Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.

A utilidade da virtude é de tal modo evidente que os maus a praticam por interesse.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

Viver é o meu trabalho e a minha arte.

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

O trabalho é amargo, mas os seus frutos são doces e aprazíveis.

Muitas pessoas se prezam de firmes e constantes que não são mais que teimosas e impertinentes.

A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Sempre vimos boas leis, que fizeram com que uma pequena república crescesse, transformarem-se depois num peso para ela, depois de grande.

É próprio das grandes almas desprezar grandezas e almejar mais o médio do que o muito.

Os lugares de chefia fazem maiores os grandes homens, e mais pequenos os homens pequenos.

O mundo, que não é causador de nenhum bem, é cúmplice de muitas infelicidades; depois, quando vê eclodir o mal que ele maternalmente chocou, renega-o e vinga-se.

As repúblicas acabam pelo luxo; as monarquias, pela pobreza.

A honra tem assim, as suas regras supremas, e a educação é obrigada a respeitá-las. Os princípios são que nos é sem dúvida permitido preocuparmo-nos com a fortuna, mas que nos é absolutamente proibido fazer o mesmo com a nossa vida.