Homem e o Câncer de Próstata
Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...
acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.
Doces venenos
(1Evaristo)
Ontem eu vi o Homem-Aranha
Pintando as paredes de um edifício
No Brasil o político honesto (?) só ganha
Em cima de milhões de sacrifícios.
As palavras são doces venenos
Na boca de qualquer vulgar,
A justiça humana pesa no pequeno
Porque ao grande demora muito tocar.
Poemas são códigos sutis
(Mais poderosos que fuzis)
Levando gerações ao raciocinar
Que neste vasto incógnito país
A porta da prosperidade se abrirá,
Mas precisam muito estudar.
feradapoesia.blogspot.com
"O homem é o único animal capaz de moldar o próprio destino. Diante do abismo da existência, cabe a você decidir: será o espírito livre que emana a própria paz, ou a força caótica que manifesta o inferno na Terra?"
Bom que todos fossem certinhos, imaculados, mas é impossível para o homem. Devemos buscar tolerância, porém, existem erros que atravessam os limites do absurdo. O melhor é aceitar e perdoar, pois a vida segue, cada um tocando sua própria vida.
Muitas explicações, suposições, teorias... imaginando o início da vida. O homem busca incessante por respostas, como quem veio primeiro, se o ovo ou a galinha, porém esbarram em tantas contradições, pois a complexidade do micro e do macro, universos envolvidos numa teia infinita, onde a interligação entre o possível atinge uma minuscula parte que a ciência tenta, mas se enrolam em suas buscas intermináveis. Claro que uma grande evolução houve e vai continuar avançando, necessário a caminhada que a cada tempo se mostra algo que vai resolvendo problemas da humanidade paulatinamente. Mas a ganância pelo poder, levam muitos a uma corrida desenfreada e atropelam muitas vidas pelo caos das leis que são criadas para sufrágio da maioria que alimenta uma minoria. Não existe justiça para os grandes, que manipulam e fazem jorrar suor e sangue numa guerra interminável. Não bastassem as loucuras humanas, acarretadas pelos vícios e males que afloram cada vez mais perto do apocalipse, soprando as trombetas do juízo final.
A sabedoria do homem é vã para Deus, pois até Salomão, nos tropeços, sucumbiu à luxúria e ilusões do mundo. Deus não quer sacrifícios, Ele quer adoração para que sua boca pronuncie e reverbere caridade e um puro coração!
Todos temos um espinho na carne, algo que não desencarne pelo homem, mas Deus entende nosso interior, nos desvia do mal, e pela fé, mesmo com espinho, Jesus é o verdadeiro caminho!
SEU ÚNICO DEUS!
Antes da vida e dos tempos
que fiz para girar o mundo
daquilo que o homem pensa
mas quase nada entende.
Cientistas, estudiosos, religiosos
Debatem e se confrontam
com suas teorias e cálculos
até certa parte plausível
somente para determinar
aquilo que já é revelado.
Antes de tudo "EU SOU"
para mesmo confundir
e mesmo para desafiar.
A cruz e o sangue do calvário
bem antes do crucificado
para redenção dos pecados
e da obediência capaz
de toda transformação.
Antes da vida e dos tempos
venho afirmar novamente
que bem no fundo já sabem
que EU SOU O SEU ÚNICO E ETERNO DEUS!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
Frederico Figner foi um homem de biografia singular e incomum. Dotado de espírito empreendedor, venceu com dignidade a escorregadiça e perigosa prova da riqueza, sem perder a candura do crente nem a fé que transporta montanhas, mantendo-se distante de qualquer fanatismo religioso. Instruído em letras e línguas, jamais abandonou a humildade e a simplicidade no trato humano. Cultivava elevadas relações sociais ao mesmo tempo em que dedicava convivência amorosa aos infelizes e sofredores. Sua contribuição histórica ao Brasil foi notável, trazendo ao país o fonógrafo, o gramofone e o disco, tornando-se um dos grandes pioneiros da difusão sonora e cultural brasileira.
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A ONÇA, O URSO E O MORANGO.
Há uma profunda lição escondida nesta singela narrativa.
Um homem encontra-se suspenso entre dois perigos inevitáveis. Acima dele, um urso feroz ameaça sua vida. Abaixo, seis onças aguardam o instante de sua queda. Não existe saída fácil. Não existe segurança. Não existe garantia de sobrevivência.
E, no entanto, em meio ao terror, ele percebe um morango.
Um fruto simples.
Pequeno diante da imensidão dos problemas.
Insignificante diante da ameaça da morte.
Mas real.
Ao levar o morango à boca, ele experimenta algo extraordinário: a vida continua acontecendo naquele instante.
O urso não desapareceu.
As onças não fugiram.
O barranco continuou perigoso.
Mas o sabor do morango também era verdadeiro.
Assim é a existência humana.
Quase todos carregamos preocupações acerca do amanhã. Há contas a pagar, enfermidades a enfrentar, saudades que machucam, conflitos familiares, decepções afetivas, inseguranças e receios quanto ao futuro. O urso e as onças mudam de forma, mas estão sempre presentes.
Muitas vezes acreditamos que somente seremos felizes quando todos os problemas forem resolvidos.
Entretanto, a vida raramente nos oferece um período completamente livre de dificuldades.
Quando vencemos uma preocupação, surge outra.
Quando ultrapassamos uma prova, uma nova experiência nos convida ao crescimento.
Se condicionarmos nossa felicidade à ausência de desafios, talvez jamais a encontremos.
O morango representa aquilo que ainda existe de belo, mesmo quando tudo parece ameaçador.
Representa o sorriso de uma criança.
A voz de um amigo.
A chuva sobre a janela.
O abraço sincero.
A oração silenciosa.
Um livro inspirador.
A paz de uma consciência tranquila.
O perfume de uma flor.
O nascer do Sol.
Os pequenos milagres cotidianos que frequentemente ignoramos por estarmos excessivamente concentrados nos perigos.
Sob a ótica espiritual, essa história nos recorda que a vida não é feita apenas das provas que enfrentamos, mas também das bênçãos que recebemos durante a caminhada.
Quem aprende a perceber os morangos espalhados pelo caminho desenvolve gratidão.
E a gratidão não elimina as dificuldades, mas ilumina a maneira como as atravessamos.
Os desafios continuarão existindo.
Os ursos continuarão rugindo.
As onças continuarão esperando.
Mas também continuarão existindo morangos amadurecendo nos galhos da existência para aqueles que conservam a sensibilidade de percebê-los.
Não adie a alegria para um futuro incerto.
Não espere que tudo esteja perfeito.
Não aguarde a ausência das tempestades para contemplar o céu.
O melhor instante para viver, amar, agradecer e ser feliz é este que pulsa agora diante de você.
Olhe ao redor. Talvez o seu morango esteja mais próximo do que imagina. E a vida, silenciosamente, esteja convidando você a saboreá-lo.
CAPÍTULO IX
SÍNTESE DO SÉCULO XXI: O HOMEM MULTIDIMENSIONAL E O DESAFIO DO VAZIO EXISTENCIAL
O século XXI inaugurou uma condição inédita na história da humanidade. Nunca o ser humano acumulou tanto conhecimento científico, desenvolveu tecnologias tão sofisticadas, ampliou tanto sua expectativa de vida e estabeleceu redes globais de comunicação capazes de conectar bilhões de pessoas em tempo real. Entretanto, paradoxalmente, jamais se testemunhou um sentimento tão difundido de vazio interior, ansiedade, fragmentação psicológica e perda de significado.
Essa aparente contradição tornou-se um dos maiores objetos de estudo das ciências humanas contemporâneas. O progresso material mostrou-se incapaz de responder, por si só, às perguntas fundamentais da existência: Quem sou? Por que existo? Qual o propósito do sofrimento? O que significa viver uma vida plenamente humana?
A investigação realizada ao longo desta obra demonstra que essas perguntas acompanham a humanidade desde os primeiros sepultamentos ritualísticos do Paleolítico até os mais modernos laboratórios de neurociência. Mudaram-se as linguagens, os símbolos e os métodos de investigação, mas a inquietação permaneceu essencialmente a mesma.
Hoje compreendemos que o ser humano não pode ser reduzido a uma única dimensão explicativa.
A biologia revela nossa herança evolutiva e genética.
A neurociência investiga os mecanismos cerebrais da consciência.
A psicologia analisa emoções, personalidade e comportamento.
A antropologia demonstra que somos construídos também pela cultura.
A filosofia questiona os fundamentos da verdade, da liberdade e da ética.
As tradições religiosas procuram responder às questões sobre transcendência e significado.
Cada uma dessas perspectivas ilumina parte da realidade, mas nenhuma, isoladamente, consegue esgotar a complexidade da condição humana.
Essa percepção aproxima-se do pensamento do filósofo francês Edgar Morin, que defende a necessidade do pensamento complexo, segundo o qual compreender o homem exige integrar diferentes saberes sem reduzi-los uns aos outros. A realidade humana é simultaneamente biológica, psicológica, social, histórica, cultural, ética e simbólica.
Ao mesmo tempo, Viktor Frankl advertia que o maior sofrimento moderno não decorre necessariamente da pobreza material, mas da ausência de sentido. A prosperidade tecnológica não elimina o vazio existencial quando a vida perde seu significado.
Carl Gustav Jung observou que muitos conflitos psíquicos surgem precisamente porque o indivíduo rompeu o diálogo com sua própria interioridade. A integração entre consciência e inconsciente torna-se condição para uma personalidade equilibrada.
Martin Heidegger descreveu o homem como um ser lançado no mundo, inevitavelmente confrontado com sua finitude. A consciência da morte, longe de destruir a existência, pode torná-la mais autêntica.
Albert Camus reconheceu o absurdo da existência, mas respondeu a ele através da coragem da revolta consciente, encontrando dignidade precisamente na recusa ao desespero.
Esses pensadores, embora pertencentes a tradições distintas, convergem num ponto essencial: a vida humana exige participação consciente na construção do próprio significado.
As pesquisas contemporâneas em psicologia positiva, especialmente as desenvolvidas por Martin Seligman, demonstram que felicidade duradoura não depende exclusivamente do prazer imediato, mas do cultivo de propósito, relações significativas, virtudes morais, engajamento e realização.
Do mesmo modo, estudos em neurociência indicam que o cérebro permanece plástico durante praticamente toda a vida, confirmando que o desenvolvimento humano não termina na juventude. Aprender, amar, criar e refletir continuam remodelando a própria arquitetura cerebral.
Sob essa perspectiva, identidade deixa de ser uma condição fixa para tornar-se um processo contínuo de construção.
O homem é, simultaneamente, herança e projeto.
Recebe uma constituição biológica, mas constrói uma personalidade.
Herda uma cultura, mas também pode transformá-la.
Recebe limitações, porém desenvolve possibilidades.
Essa compreensão dissolve antigos reducionismos.
Não somos apenas genes.
Não somos apenas cérebro.
Não somos apenas ambiente.
Não somos apenas cultura.
Somos o encontro dinâmico entre todas essas dimensões.
A verdadeira maturidade talvez consista exatamente na capacidade de integrar essas múltiplas realidades sem negar nenhuma delas.
A ciência oferece instrumentos extraordinários para compreender o funcionamento da vida.
A filosofia ensina a pensar criticamente.
A psicologia auxilia na compreensão da subjetividade.
A ética orienta nossas escolhas.
A espiritualidade, quando vivida de maneira racional e livre do fanatismo, pode ampliar o horizonte do significado existencial.
Nenhuma dessas áreas deve substituir completamente as demais.
Elas dialogam.
Complementam-se.
Corrigem-se mutuamente.
Talvez seja justamente essa a grande característica intelectual do século XXI: abandonar respostas únicas para acolher uma compreensão integrada da experiência humana.
A maior conquista não consiste apenas em acumular informações, mas em transformá-las em sabedoria prática.
Conhecer o universo é extraordinário.
Conhecer a si mesmo continua sendo a aventura mais difícil.
Ao final desta longa caminhada histórica, compreende-se que a pergunta "Quem somos?" permanece aberta não porque tenha fracassado, mas porque faz parte da própria estrutura da consciência humana.
Enquanto existir curiosidade, haverá filosofia.
Enquanto existir sofrimento, haverá psicologia.
Enquanto existir mistério, haverá espiritualidade.
Enquanto existir humanidade, continuará viva a busca pelo conhecimento de si mesmo.
Talvez essa seja a maior descoberta de toda esta investigação: o ser humano não encontra sua grandeza nas respostas definitivas, mas na coragem permanente de continuar perguntando.
Essa conclusão encerra organicamente os capítulos anteriores e reforça a tese central defendida por Marcelo Caetano Monteiro: a natureza humana é multidimensional, e sua compreensão exige o diálogo permanente entre ciência, filosofia, psicologia, história, cultura e espiritualidade, sempre guiado pela razão crítica, pelo autoconhecimento e pela responsabilidade ética.
Perseverança:
“Não é o talento que conduz o homem à grandeza, mas a perseverança que o obriga a não retroceder.”
“Os tempos de regeneração não começam quando a Terra muda de forma. Começam quando o homem finalmente percebe que nenhuma grandeza material consegue preencher a fome silenciosa da alma.”
"O homem caminha sob o impulso de uma vontade profunda e inquieta. Mas quando por um instante ele se detém diante da dor do outro algo em seu interior se aquieta como um jardim tocado pelo vento da tarde."
