Homem Palavra
E a eternidade começou, mas o homem não nasceu para ser eterno. Nascemos para morrer, para nos tornarmos matéria orgânica. Para nos tornarmos memórias e esquecimento no coração dos homens.
o homem que ramificou ser em solo fértil das paixões em amor... A malevolência é terra estéril: nela nada cria raízes duradouras, pois lhe falta a água do sentir e o calor do humano. Aprendi em teu jardim a ser seiva, a nascer do âmago das paixões — forças vivas que pedem chão aberto, terra generosa onde o florescer é destino. Como flor herdada, sigo inteiro. Permaneço fiel ao que me cuidou, mesmo quando o vento insiste em provar a firmeza. Sou testemunho de um amor fraternal que não se perde, arte cristalina como a Noite Estrelada sobre o Ródano: luz que ancora o espírito em meio ao caos mental, tranquilidade e companheirismo diante da imensidão do universo. Onde há sensibilidade, desejo e afeto humano, a vida se multiplica e se expande. Mas onde reina a vileza, apenas a aridez persiste. Como terra sem água, tudo endurece: sentimentos ressecam, gestos perdem calor, palavras tornam-se poeira. Nada germina sob o império do desprezo. A vileza rompe a circulação da vida, seca a empatia, empobrece o espírito e converte a convivência em deserto. Assim, quem brota das paixões escolhe o húmus do sentir, não a poeira do rancor. Sua morada é jardim que acolhe, rio que nutre e transforma, jamais o chão que nega a própria vida. Como Sol fez florecer seu surgimento em vida, sua luz em arte, te agradeço e te desejo Um Natal tão sublime quanto a sua Existencia. Quero lhe entregar esta carta como quem estende um jardim inteiro nas mãos. A “Minha Herança, uma flor a Ti” não é só música é semente. Obrigada por plantar em mim o que o tempo não leva: beleza, raiz e perfume, Que só a bela Arte pode exaurir Heranças que não cabem em cofres, apenas no peito. A sua veio em forma de canção, florindo o silêncio. Aceite esta carta como devolução simbólica do que você já me presenteou... (uma flor a Ti, que virou herança em mim)... Obrigado por Herança uma Flor... (Vinnicius Pinto)
O propósito é muito mais que uma realização do homem em Deus. É Deus manifestando seus Sonhos através do homem.
Na brevidade da vida, encontramos a chance de redenção. Enquanto o homem tem vida, tem a oportunidade de se arrepender e se reconciliar com Deus. A Igreja pode impor disciplina, mas é a alma que Deus julga.
JosivaldoLuz
"A religiosidade cria regras para controlar o homem; o Evangelho cria vida para libertá-lo."
-Dr. Diogo Sena
Enquanto o homem comum expressa suas certezas, o sábio se debruça sobre o silêncio para ouvir a sabedoria do mundo; já o tolo, perdido em palavras, se afana em discussões estéreis, pois é na escuta atenta que encontramos a verdadeira eloquência da alma.
“Melhor é o homem paciente do que o guerreiro; mais vale controlar o próprio espírito do que conquistar uma cidade.”
Autodomínio é uma victória maior do que qualquer conquista externa.
O bicho homem, consciente ou não, de seu egoísmo nato, trabalha a construção das suas virtudes por algum motivo narcísico, (vaidade, orgulho, medo, ou até mesmo sua busca por evolução) resultando sempre em progresso moral, quer seja lento ou acelerado. Os fins justificam os meios.
Carla Marques
Little Sage
2020
Depois daquele instante, compreendi que o passado não está atrás, e que a presença de um homem genial, pode persistir muito para além da sua vida, não como sombra, mas como semente.
O homem foi capaz de inventar a bomba atômica, mas nenhum rato no mundo criaria a própria ratoeira.
📝 RUPTURA: Poema do Homem Sensato e a Paixão
Eu sempre fui um homem sensato,
Linhas retas, razão, tudo no lugar.
Organizado e bom de lidar, era fato,
Pronto pra colheita de um futuro a planejar.
Precavido com a vida, para evitar o fardo,
Queria um futuro brilhante e controlado pra viver.
Cada dia, cada passo, meticulosamente guardado...
Até você aparecer.
Minha cabeça escolhia bem o que fazer,
Tinha o controle da minha vida no lugar.
Mas bastou seu sorriso... para tudo estremecer,
E o meu coração, subitamente, querer comandar.
Foi aí que a bússola girou, perdi o Norte,
E a minha vida virou de ponta-cabeça, inteira.
Eu troquei a armadura, o terno forte,
Pela tua camiseta, leve e passageira.
Eu que só olhava a cotação, o balanço,
Agora só leio os sinais da sua respiração.
Minha planilha de gastos, agora é teu descanso,
E o meu "tempo é dinheiro" virou tua canção.
Eu planejei a estrada, quilômetro a quilômetro,
E você, sem aviso, me fez mudar o mapa.
Trouxe o caos, a desordem, o ar atômico,
E me fez feliz, sem volta, sem etapa.
A minha razão, essa voz que insiste em ser dura,
Grita: "Para com essa loucura! Isso não tem cura!"
Mas de que adianta estar certo, no castelo de vidro,
Se a alma clama o seu nome, faminta, em desespero?
Eu não sei de onde vem essa força que me leva ao perigo,
Eu só sei que me faz bem, me perdi no seu abrigo.
E se eu tiver errado... que o universo me castigue,
Porque por você, de livre e espontânea vontade, eu me rendo e sigo!
É a Ruptura, o momento final!
A minha cabeça sabe o que é bom, o que é ideal,
Mas meu coração ignora a linha de chegada, o final.
Eu sou o descontrole, eu sou a emoção que se elevou!
Um homem que era sensato, e que por fim... enlouqueceu de amor!
Me apaixonei por quem a minha mente nunca sonhou em amar,
Rasguei o manual, joguei a razão no fundo do mar.
Só pra deitar do seu lado, neste abraço que me consome.
Pode me julgar, doutor... A paixão é meu novo nome.
Quantas mortes cabem em um homem?
Quantas vezes preciso
me congelar por dentro,
silenciar o sangue,
matar versões de mim
para que outra respire?
Há reinícios que não são começos,
são funerais discretos.
Enterros sem caixão,
onde sepulto nomes,
rostos, culpas e promessas quebradas.
Recomeçar não é viver:
é sobreviver ao próprio incêndio.
É virar cinza consciente,
sabendo que a chama não acabou —
apenas mudou de forma.
Toda vez que me mato por dentro,
algo em mim aprende a nascer.
E talvez o verdadeiro milagre
não seja recomeçar do zero,
mas continuar existindo
mesmo depois de tantas mortes.
