Homem Elegante
No tempo certo, aparece uma prensa espiritual p esmagar a soberba do homem orgulhoso até torná-lo humilde.
A igreja está triste porque na carnalidade de ouvir a palavra do pregador "homem" esqueceu-se de cuidar do próprio templo - o corpo, buscando a Jesus Cristo.
O homem era duro como uma pedra, nada o comovia, olhava tudo com frieza, até que um dia, começou perder aquilo que mais gostava na vida, que mais se orgulhava, dos seus bens materiais. No limiar da miséria material, passou a não suportar as limitações que a vida impunha na vida daqueles que nada possui. Até que um dia, uma longa história do evangelho de Cristo, que nunca foi dada importância, voltou-se a sua memória, foi quando em prantos, toda a sua frieza, toda a sua arrogância caiu por terra, entendendo que Cristo era o único caminho à riqueza para encontrar paz, alegria e eternidade.
Enquanto Cristo anda sobre o coração do homem para salvar, muitos líderes religiosos pisam sobre a cabeça do homem para julgar.
Podemos viver em clima de festa por três pequenas coisas que agigantam a nobreza de um homem: FÉ, CARIDADE E DEUS.
O homem atua como um imortal para conquistar tudo o que deseja até perceber a hora de ir para sepultura.
O espelho foi uma das melhores invenções do homem para refletir a própria imagem o que tem costume de enxergar os defeitos dos outros.
Um homem no alto do púlpito... Dizia-se a voz do “espírito santo”. Uma multidão clamava em voz alta, "Glória a Deus... Glória a Deus!" À cada palavra que tocava os corações. À esquerda, com o semblante levantado. Uma vasta janela de vidro. Avistava um lindo céu azul. O olhar atravessava-a. E, as aves em sintonia faziam um grande espetáculo. "Aleluia! Aleluia!" Clamavam as vozes. A atenção ao culto se perdeu no espetáculo da natureza aberto ao vidro transparente. Na alma sentiu-se um encontro com Deus. O Grande Universo. "Que a paz permaneça no coração de todos vós."
Um dia serei algo
Nem que seja um derrotado
Um homem sozinho, isolado
Astuto, instável, inconsolado
Fora de si, louco, transtornado
Um verdadeiro desgraçado
Um dia serei algo
Nem que seja um defunto
Ou ainda um conjunto:
terra, lama, pó, rejunto.
As vezes eu até pergunto:
serei eu um consunto?
Um dia serei algo
Há quem diga um mineral
Absorvido por um animal
Internamente, parte visceral
Terei um destino cru e fecal
Serei um efeito colateral
Um dia serei algo
Nem que seja uma memória
Talvez eu entre para história
Triunfarei com a minha glória
Ou apenas, terei uma vida ilusória
Um fracasso, azarado, sem vitória
Um dia serei algo
Nem que seja um sonhador
Um memorável doutor,
Um senhor sem pudor
Ou apenas um desfavor
Para uma vida sem amor
Um dia serei algo
Nem que seja um destroçado
Há quem diga um milionário
Um grandioso empresário
Ou apenas um esfomeado
Em uma rua, desolado
Um dia serei algo
Nem que seja amigaço
Um super-man, homem de aço
Um beberrão, um bagaço.
Ou quem sabe Pablo Picasso
Ou apenas um palhaço
Um dia serei algo
Nem que seja um velho instável
Há quem diga um ditador inigualável
Populista, com caráter formidável
Ou apenas, um pobre velho deserdado
Sem afeto, simplesmente, abandonado.
Um dia serei algo
E assim, com caráter ferrenho
Com esforço, confiança e empenho
Digo a única certeza que tenho:
É que um dia serei algo.
"Agora estou eu, desamparado.
Meus pensamentos, aos poucos, me tornam um homem perturbado.
Me estrangulam os sentimentos que eu deveria ter estrangulado.
Lembro do teu sorriso, sinto o gosto do beijo, fico desesperado.
Eu devaneio e torturo-me com as memórias de momentos que, se eu pudesse, teria eternizado.
Agora, suas doces lembranças, me trazem um gosto amargo.
No fim, minha única certeza é; Eu sou o único culpado.
Por ter um coração parvo.
Por, com excesso de covardia, ter lhe abandonado.
Por com nós, um dia, ter sonhado.
Por com ávida intensidade, ter lhe amado.
E no fim, por nas juras de amor, ter acreditado.
Hoje mais do que nunca é certo; Meu coração é um lacaio..."
"Se maldito é o homem que confia em outro homem, então, o que é do homem, que confia em uma mulher?
Poço de desgosto, cacimba de medo, um todo de malmequer.
Não sei o que sou, tampouco, o que ela é.
Sei o que quero; não é o mesmo que ela quer.
Pedi clareza a Deus, mas como obter respostas, se ela é minha religião, se é a ela que professo minha fé?
Nesse jogo de faz de conta, eu faço as vontades dela, e ela, faz o que quer.
Fito seus lábios, em um último olhar de lamento, me despeço, inté.
Trêmulo, por abrir mão da metade do meu eu, mal posso ficar de pé.
Escalei a montanha da sua indiferença, vi que sua beleza era inalcançável, daquela já estou no sopé.
Amar você, é conduzir o veículo da solidão, pela estrada da loucura, a vida anda em marcha ré.
Ré deveria ser ela, por afogar em lágrimas o meu coração, nas suas idas e vindas, de maré.
Maldição minha, ter rogado por um amor nos seus olhos, minha Santa Sé.
Se maldito é o homem que confia em outro homem, então, o que será de mim, que confiou nas falácias de amor, de uma mulher?"
