Hoje o Tempo Voa Amor

Cerca de 364912 frases e pensamentos: Hoje o Tempo Voa Amor

- O tempo é fluido por aqui – disse o demônio.

Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou outro pudessem ser.
A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.
– Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou.
O demônio era magro como uma vara e estava nu. Ele tinha muitas cicatrizes, parecia ter sido esfolado em algum momento num passado distante. Não tinha orelhas nem genitais. Os seus lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram olhos de demônio: tinham visto demais e ido muito longe, e frente ao seu olhar ele se sentiu menor que uma mosca.
– O que acontece agora? – ele perguntou.
– Agora – disse o demônio com uma voz que não demonstrava sofrimento nem deleite, somente uma horripilante e neutra resignação – você será torturado.
– Por quanto tempo?
O demônio balançou a cabeça e não respondeu. Ele percorreu lentamente a parede, examinando um a um os instrumentos ali pendurados. Na outra extremidade, perto da porta fechada, havia um açoite feito de arame farpado. O demônio o apanhou com uma de suas mãos de três dedos e o carregou com reverência até o outro lado da sala. Pôs as pontas de arame sobre o braseiro e observou enquanto se aqueciam.
– Isso é desumano.
– Sim.
As pontas do açoite ganharam um baço brilho alaranjado.
– No futuro, você vai sentir saudade desse momento.
– Você é um mentiroso.
– Não – respondeu o demônio. – A próxima parte é ainda pior – explicou pouco antes de descer o açoite.
As pontas do açoite atingiram nas costas do homem com um estalo e um chiado, rasgando as roupas caras. Elas queimavam, cortavam e estraçalhavam tudo o que tocavam. Não pela última vez naquele lugar, ele gritou.
Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes da sala, e com o tempo, ele iria experimentar cada um deles.
Por fim, a Filha do Lazareno, que ele acabou conhecendo intimamente, foi limpa e recolocada na parede na ducentésima décima primeira posição. Nesse momento, por entre os lábios rachados, ele soluçou:
– E agora?
– Agora começa a dor de verdade – informou o demônio.
E começou mesmo.
Cada coisa que ele fizera, que teria sido melhor não ter feito. Cada mentira que ele contara – a si mesmo ou aos outros. Cada pequena mágoa, e todas as grandes mágoas. Cada uma dessas coisas foi arrancada dele, detalhe por detalhe, centímetro por centímetro. O demônio descascava a crosta do esquecimento, tirava tudo até sobrar somente a verdade, e isso doía mais que qualquer outra coisa.
– Conte o que você pensou quando a viu indo embora – exigiu o demônio.
– Pensei que meu coração ia se partir.
– Não, não pensou – contestou o demônio, sem ódio. Dirigiu seu olhar sem expressão para o homem, que se viu forçado a desviar os olhos.
– Pensei: agora ela nunca vai ficar sabendo que eu dormia com a irmã dela.
O demônio desconstruiu a vida do homem, momento por momento, um instante medonho após o outro. Isso levou cem anos ou talvez mil – eles tinham todo o tempo do universo naquela sala cinzenta. Lá pelo final, ele percebeu que o demônio tinha razão. Aquilo era pior que a tortura física.
Mas acabou.
Só que, quando acabou, começou de novo. E com uma consciência de si mesmo que ele não tinha da primeira vez, o que de certa forma tornava tudo ainda pior.
Agora, enquanto falava, se odiava. Não havia mentiras nem evasivas, nem espaço para nada que não fosse dor e ressentimento.
Ele falava. Não chorava mais. E, quando terminou, mil anos depois, rezou para que o demônio fosse até a parede e pegasse a faca de escalpelar, ou o sufocador, ou a morsa.
– De novo – ordenou o demônio.
Ele começou a gritar. Gritou durante muito tempo.
– De novo – ordenou o demônio quando ele se calou, como se nada houvesse sido dito até então.
Era como descascar uma cebola. Dessa vez, ao repassar sua vida, ele aprendeu sobre as consequências. Percebeu os resultados das coisas que fizera; notou que estava cego quando tomou certas atitudes; tomou conhecimento das maneiras como infligira mágoas ao mundo; dos danos que causara a pessoas que mais conhecera, encontrara ou vira. Foi a lição mais difícil até aquele momento.
– De novo – ordenou o demônio, mil anos depois.
Ele agachou no chão, ao lado do braseiro, balançando o corpo de leve, com os olhos fechados, e contou a história de sua vida, revivendo-a enquanto contava, do nascimento até a morte, sem mudar nada, sem omitir nada, enfrentando tudo. Abriu seu coração.
Quando acabou, ficou sentado ali, de olhos fechados, esperando que a voz dissesse: “de novo”. Porém, nada foi dito. Ele abriu os olhos.
Lentamente, ficou de pé. Estava sozinho.
Na outra ponta da sala havia uma porta, que, enquanto ele olhava, se abriu.
Um homem entrou. Havia terror em seu rosto, e também arrogância e orgulho. O homem, que usava roupas caras, deu alguns passos hesitantes pela sala e parou.
Ao ver o homem, ele entendeu.

- O tempo é fluido por aqui – disse ao recém-chegado.

Não importa quanto tempo passe, o seu efeito sobre mim não muda.

É curioso que com a passagem do tempo, aprendemos a ter paciência. Quanto menos tempo de vida nos resta, maior é a nossa capacidade de esperar.

INFÂNCIA

Gostaria de voltar no tempo
para de roda brincar
de pião girar
a ingenuidade cultivar
dores, só das quedas
os abraços recebidos
os sonhos vividos
a inocência nos olhos
os poderes e quereres
poderiam ser tirados ali
de um pé de manga, de laranja
de um brincar no riacho
as corridas pra se alcançar uma bola
ah, meu tempo de infância, de criança.

O progresso acontece quando você perde mais tempo se incomodando com as coisas ruins do que se acomodando com as coisas boas.

Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras...

Não é fácil esquecer alguém que marcou nossa vida. Isso é com o tempo, o tempo não cura a dor de ter perdido a pessoa ou dela ter ido embora, mas ameniza.

Eu não corro, eu não me escondo, eu não peço um tempo.

Quando estamos amando na vida, o tempo passa muito rápido, mas quando não estamos amando, o tempo é suficiente para encontrarmos alguém especial na vida e começarmos a amar!

Desabafo de segunda (em um sábado)
Tem coisas que a gente só entende depois de muito tempo, e então olhamos pro céu e agradecemos a Deus por não ter dado certo, e nos desculpamos pelas inúmeras vezes que o culpamos por acontecimentos que não saíram de acordo com o que havíamos desejado ou planejado.
Um dia no futuro, ou mesmo hoje vamos olhar com perspicácia para o passado e entender que aquelas malditas frases feitas que circulam por redes sociais ou sites de busca eram mesmo verdade e vamos concordar que O que muitas vezes pensamos que era para nosso bem Deus tinha certeza que não era, então vamos ser capazes ou Não de ser humildes para reconhecer a tolice em ter acreditado em nossa própria ignorância.
O tempo é um amigo verdadeiro e imperfeito, as vezes ele traz dores mas sempre as recompensa com felicidades, basta termos paciência. É estranho olhar pra trás e ver que algo que você jurou que um dia te faria feliz hoje te causa um sentimento sem nome, é uma sensação que varia entra os extremos do alivio e da pena. De vez em quando faz bem dar uma remexida no passado pra ter a certeza que hoje vivemos apenas o presente, embora tudo tenha valido a pena.
Tudo passa, mas o aprendizado fica! Felicidade é agora...

Você fala o tempo todo, mas não diz nada.

"Cada regresso teu fazia-me acreditar que afinal nunca te tinhas ido embora, que o tempo é a coisas mais relativa do mundo e que não é a distância que afasta as pessoas quando nasceram para se encontrar."

Você que me deixa assim, namorando o vento, paquerando as horas, e rastejando pro tempo.

Com o tempo torna-se clara à distinção entre o falso e o verdadeiro...

Reflexão do Dia

Cada coisa no seu tempo...
(Eclesiastes 3)

Como é difícil esperar pelo tempo de Deus, ainda que a Palavra nos fale que há um tempo para cada coisa debaixo dos céus. Que há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Aqui dentro, no nosso coração, existirá sempre uma incompreensão, uma resistência em compreender e aceitar. Por isso, quero elevar meus pensamentos a Deus nessa manhã e pedir com todas as minhas forças que Ele me ensine a esperar por esse tempo, que Ele me dê paciência e sabedoria para compreender os propósitos Dele para a minha vida e sobretudo que Ele abra minha mente e meus olhos para que eu possa ver, aceitar, compreender as boas-novas.

Os opostos se atraem, mas não por muito tempo.
Os motivos que os atraem são os mesmos que os distânciam - as diferenças.

Espera que o corte é fundo, mas com o tempo regenera.

Encontrei homens que não sabiam como beijar. Sempre achei tempo para ensiná-los.

Eu gosto dela e ela já gostou de mim, a gente só não é bom em gostar ao mesmo tempo. Isso só aconteceu uma vez e foi sem querer.

O tempo perguntou pro tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo pra dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.