Hoje o Tempo Voa Amor
É tão triste o dia de hoje.. pois procurar entender muitas coisas que nem sempre a resposta é significativa, quando ela se torna irrelevante para o nosso coração. Um amor que se vai , uma tristeza de não estar em qualquer lugar aonde poderia ser feliz pois nem o vento te agrada ou qualquer harmonia e sensação de algo que nos dá prazer a não ser ter a dor só pra você e guardar pra você e tenta se conforma com o silêncio de quase boa parte da sua vida um falso tá "tudo bem" ou um "não que isso vai passar" do que adianta clamar uma tristeza se nada mais te faz sentindo de querer compreensão mas sempre pensar que é melhor um fim esperado do que um fim causado ou o famoso fim covarde, a felicidade não é eterna.
Algumas das pessoas que hoje estão no corredor da morte poderiam não estar lá se os tribunais não tivessem sido lenientes com elas enquanto eram rés primárias.
Hoje é mais um dia para cumprirmos um pedacinho da nossa jornada de vida na terra e concluirmos mais um capítulo no livro chamado 'vida'. Gratidão, senhor pela saúde, pelo pão, pela família por tudo que nos dá. Seja feita a sua vontade, abençoa os nossos caminhos, amém!
Houve uma época em que eu acreditava que sorri apesar de tudo era minha maior qualidade. Hoje eu sei que aceitar as minhas lágrimas e superar os meus conflitos é mais importante do que fingir felicidade.
Parabéns para a alma mais linda, doce e gentil que já conheci. Que você seja muito feliz hoje e todos os dias, e que o nosso amor ultrapasse a barreira de qualquer existência.
BALÕES NO CÉU
Dizem por aí que amigo deve-se guardar a sete chaves e realmente hoje tenho a certeza de que quem inventou essa frase não tinha dúvidas do que dizia.
Vou contar-lhes uma história, um pedaço da minha vida itinerante.
Janeiro de 1994, período de clima instável, ora chove, ora sol, ora nenhum dos dois. Até poderia chama-lo de bipolar.
Conheci uma menina de olhos grandes e negros, como uma jabuticaba. Uma morena de cabelos jogados nos ombros, levemente queimados pelo sol e bagunçados pelo vento.
Uma pessoa de alma lavada, espírito livre. Dizia-se dona do próprio nariz.
Me encantei pelo seu sorriso tímido e ao mesmo tempo avassalador.
Me intrometi e me apresentei como o Viajante.
Ela empolgada como se houvesse ganhado na loteria, disse que havia ganhado um amigo para a vida toda.
Não entendi aquela empolgação, mas fiquei feliz pelo desfecho daquela apresentação.
Triste, ao mesmo tempo, por saber que logo partiria à minha vida de nômade e deixaria aquele encanto para trás.
Ao decorrer do dia, andando pela cidade amontoada de gente e carros, coisa que um viajante como eu está acostumado a ver, a moça dos cabelos esvoaçante puxou-me pelo braço apressadamente me levando em direção a um lugar cheio de árvores, quase pouco visitado por pessoas, porque por animais era habitado.
Perguntei-lhe o porque estava me levando tão apressadamente para aquele local, ela ofegante me disse para ter paciência por que ela queria me mostrar algo diferente.
Curioso e com um sorriso no canto da boca, segui, sendo praticamente arrastado rua adentro.
Sentamos na grama ela tirou de sua bolsa algumas unidades de sacos de balões coloridos, tipo bexigas. Dei uma gargalhada sem graça e lhe perguntei o porque daquilo. Ela empolgada com a situação começou a enchê-los e na pausa de uma respiração me disse que ela iria me ensinar a colorir o céu.
Não querendo deixa-la chateada pela minha maneira de ver aquilo como algo tão bobo, a ajudei a encher os balões, amarrando- os a minha mochila para não voar.
Depois de todos cheios, ela pegou em minhas mãos, olhando firmes em meus olhos, me disse que para onde eu fosse, todos os dias ao entardecer, olhasse para o céu e lembrasse que momentos inesperados poderiam colorir meu céu.
Continuei sem entender aquele espírito livre. E fiquei imaginando o que ela queria me dizer com aquelas palavras.
Desamarramos os balões e soltamos um a um, junto ao vento gelado, gradativamente colorindo o céu.
Por fim, juntei as minhas coisas, dei-lhe um abraço apertado e fui embora, rumo às novas caminhadas que ainda meus pés não haviam alcançados.
Mesmo ao passar dos dias, me lembrava daquela pessoa diferente de alma lavada, tentando entender o porque daquele momento que ela tanto insistiu para alguém como eu, desconhecido, vivenciar.
Em um dia desses, quando finalmente tive a oportunidade de poder lavar minhas roupas sujas e desgastadas pelo uso, passando a mão nos bolsos da minha calça achei um papel com um nome e um número de telefone, e adivinhem... Era da moça dos olhos negros!
Apressadamente, corri ao comércio a beira da estrada e pedi uma ficha telefônica. Fui ao orelhão e liguei para aquele número incansavelmente até a ligação cair na caixa de mensagens. Chateado, voltei a lavar minhas roupas imaginando que ela havia me passado o número errado.
Coisa de 40 minutos, o dono do recinto apareceu ao meu lado com respiração afoita dizendo-me que havia alguém na linha retornando a minha ligação.
Fui correndo atender, achando ouvir a doce voz da menina de espírito livre e para o meu espanto era um homem. Achei estranho e achei que era engano, mas o mesmo se apresentou como pai da moça.
Perguntei dela e ele me contou, que a menina sofria de uma doença grave, não tinha amigos, nem animais. Deprimida, se rendeu a doença
e havia morrido no mesmo mês em que parti.
Naquele momento eu entendi, o porque da tal empolgação que a moça havia tido quando me apresentei.
Aprendi que para se ter um amigo não importava como, nem quando, muito menos onde. Mas sim os momentos registrados por ele.
Hoje eu me tirei para dançar… Era forró pé de serra…
Rodopiei por toda a sala de estar, por deliciosos minutos.
Dancei toda playlist e queria mais. Muito mais.
Terminar fui ler Clarice, Quintana e Fernando.
Terminando o dia com algumas taças de vinho.
De repente comecei a sorrir…
Estava feliz, mesmo estando sozinha.
sempre me perguntei se as pessoas não percebiam que eu estava triste hoje eu vejo que elas percebiam, só não se importavam.
Busque fazer o seu e ajudar quem estiver caído no seu caminho, quem você levanta hoje, amanhã estará fazendo o mesmo por outro que foi encontrado na mesma situação.
O sol fecha por hoje sua cortina. Misteriosa a noite se prostra num olhar, o véu negro da noite cai, a terra se veste de escuridão. Mergulhei na noite escura senti o medo brotar, as vezes parece que a noite está dentro de mim e uma escuridão que parece não ter fim. A noite é passageira, bem sei mas a escuridão interna pode demorar um pouco mais , depois da ilusão do nosso amor, o que restou foi apenas os espinhos da flor. Enfrentei a escuridão seguindo em frente. Invisíveis são as correntes que me prendem a um tempo que não existe mais. Meu corpo não se move, meus olhos escureçam e minha alma; eu não sei se sobe ou desce. Me sinto a flutuar. Meu coração parou ! Minha amiga lua começou a surgir tímida e acanhada diante de tantas nuvens negras me sussurou baixinho perca-se, meu amigo pois é perdido que você encontra novos caminhos. Boa noite.
Um dia vou olhar em seus olhos e os meus não brilharão mais, um dia...
Hoje ainda preciso fugir desse olhar!
NÃO MORRERÁS MOREIRA
Hoje, há paz no inferno, tristeza na terra, e alegria no céu.
Nesse dia, Deus e o diabo estão no céu, com guarda-chuvas de frevo, com a banheira da música brasileira, todos de bem, nada de mal, alguém acabou com essa guerra e, não
foi com brisa ou vendaval, foi com a chegada de Moraes Moreira na mansão celestial.
(Deus e o Diabo na Terra
Sem guarda-chuva, sem bandeira, bem ou mal
Ninguém destrói essa guerra
Plantando brisa e colhendo vendaval...( Santa Fé- Moraes Moreira) )
Toda alegria ou dores que temos hoje, são o *preço* das nossas escolhas. Não
Existem predestinação de escolhas e sim das
Consequências delas....
