Hoje a Felicidade Bate em minha Porta

Cerca de 186653 frases e pensamentos: Hoje a Felicidade Bate em minha Porta

Definir-me seria dar-me limites, e minha força não conhece nenhum.

Erasmo de Roterdã
ERASMUS, D. Elogio da Loucura. Porto Alegre: L&PM, 2013.

Minha dor e todos os problemas causados,
Não importa o quanto durem,
Eu acredito que há esperança,
Enterrada por debaixo de tudo...

Olhos da razão

Natureza glorificada...
Me traz a paz desejada...
Conectando minha essência...
A toda essa existência...

A fauna e flora
Deste lugar
Me faz imaginar
A onde a vida pode estar

Paisagem magnifica
Que desmistifica
Que nós, seres humanos
Somos o centro destes planos...

O céu noturno
Revela a imensidão
Para aqueles que enxergam
Com os olhos da razão...

Enxergando profundamente
A insignificância
Da raça humana
Com toda a sua petulância

Estar sozinha é tão bom que eu só te terei se você for mais doce que minha solidão.

Talvez esteja triste e cansado de deixar as pessoas entrarem e saírem da minha vida, fazendo assim com que eu me decepcione com elas, assim como nada é eterno e acaba, o amor quando não é sincero, é mal correspondido, se acaba.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
o eco da vida-liberdade.

Não me julgue pela minha aparência e nem mesmo pelas minhas palavras... Mas sim pelas minhas atitudes. Observe meus passos, calce meus sapatos, percorra minha estrada e enfrente minhas lutas, aí sim você vai poder dizer algo sobre mim!

Soneto

Tanta lágrima hei já, senhora minha,
Derramado dos olhos sofredores,
Que se foram com elas meus ardores
E ânsia de amar que de teus dons me vinha.

Todo o pranto chorei. Todo o que eu tinha,
caiu-me ao peito cheio de esplendores,
E em vez de aí formar terras melhores,
Tornou minha alma sáfara e maninha.

E foi tal o chorar por mim vertido,
E tais as dores, tantas as tristezas
Que me arrancou do peito vossa graça,

Que de muito perder, tudo hei perdido!
Não vejo mais surpresas nas surpresas
E nem chorar sei mais, por mor desgraça!

Mário de Andrade
ANDRADE, M. Poesias completas: Volume 2, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014

"Entre Hâna e Mâna, lá se foi minha barba..."


Significado: Um muçulmano tinha duas esposas, Hâna e Mâna, uma jovem, outra velha; a ambas demonstrava igual afeto. No entanto, por ciúmes, a velha arrancava-lhe, carinhosamente, os fios pretos da barba, e a jovem os fios brancos, até que por fim o pobre homem ficou sem barba...

Não subestime minha capacidade e não faça pouco caso da minha inteligência, pois o meu cinismo é o perigo que te causa medo.

O verde das águas,
O verde das plantas,
Esse é o lugar onde
Minha alma descansa.

A minha vida é como a noite, fria sombria, coberta por um nevoeiro. Onde as vezes posso ver a luz do luar no ceu por alguns instantes. É uma lua cheia, uma lua tão grande que as vezes acho que posso toca-la. Mais quando meus olhos brilham com o reflexo do seu brilho e minhas mão parece alcança-la, vem o nevoeiro e a esconde.
Voltando tornar a noite ainda mais fria e escura, e no meio dessa escuridão me bate um vazio, que me faz a notar que sou apenas um LOBO SOLITARIO, admirando a beleza de um luar, sem ao menos poder toca-la.
Esse vazio não me deixa triste ou alegre, pois meu destino talvez seja como a noite. Onde sempre haverá a luz de um luar e um nevoeiro para encobri-la.
Mais qual dos dois devo contemplar?
A luz de um luar que me faz sair da minha realidade?
ou o nevoeiro que me esconde a lua, para que possa manter meus olhares atento sobre a escuridão da noite?
A lua me paralisa, me fazendo sonhar e querer realizar coisa que talvez não seja capaz.
O nevoeiro me faz ficar atento, para que não me torne a caça de outras criaturas, e tambem para que eu possa atacar minhas presas com precisão sem que ela notem minha presença.
Assim sou eu, um lobo solitario,vagando pela escuridão de uma noite fria, procurando as vezes alcançar a lua, que me faz sonhar coisas talvez impossiveis para um simples LOBO, e tentando manter-se vivo em um lugar que apenas os mais fortes conseguem sobreviver.
Pois a vida é assim como uma noite fria e sombria, onde temos sonhos, mais temos que manter-se atento para tentar se manter vivo.
Sou mais um LOBO SOLITARIO, que as vezes precisa de sua alcateia, mais a maioria do tempo prefere vagar dela noite sozinho.

Falar da minha vida e me julgar sem me conhecer é muito fácil o difícil é aguentar com um sorriso no rosto e calada todas as dores e sofrimentos que já passei.

Ando feliz da vida. Cansada demais, mas feliz. Eu estou aqui pra ser feliz. Pra viver a minha vida. Pra conhecer o mundo e as pessoas. Não quero perder tempo. Tenho pressa. Tenho fome de afeto. Sede de carinho. Vontade de fazer. E viver. Mesmo que nem todos os dias tenham céu azul.

Minha saúde não é de ferro
Mas meus nervos são de aço

Talvez eu fume para amenizar minha ansiedade, para aguçar minha terrível tristeza, para fazer meu brônquios saltarem de agonia, para matar-me aos poucos ou simplesmente porque não tenho motivos aparentemente bons o suficientes que me façam parar.

O lado mais sombrio da minha alma, e mais visível do que o lado claro.

Entre Luzes e Sombras: Minha Jornada Fotográfica

Desde o primeiro clique, aprendi que fotografar vai além de registrar imagens – é eternizar sentimentos e momentos que me definem. Cada fotografia guarda uma memória, uma emoção, um capítulo da minha história. Em meio a desafios e pausas forçadas, encontrei na arte de capturar o mundo um refúgio e um caminho para me reencontrar.

Minha trajetória se desenrola em contrastes intensos: as luzes que iluminam os instantes de beleza e as sombras que, mesmo dolorosas, me ensinaram a valorizar cada recomeço. Em cada rua, cada rosto, e sobretudo em cada canto de Indiaroba, vejo a riqueza de uma cultura que me inspira e me molda. Essa conexão com minhas raízes transforma o ato de fotografar em uma celebração da vida – uma homenagem às tradições, à memória e à identidade que carrego.

Mesmo quando a exaustão e a insegurança ameaçaram silenciar minha voz, eu me recusei a deixar o sonho morrer. Em meio ao silêncio e à luta interna, minhas palavras e imagens se tornaram a prova viva de que, mesmo na solidão, há uma força que me impulsiona a continuar. Cada página deste portfólio é um testemunho do meu esforço, da minha resiliência e da vontade de deixar minha marca no tempo.

Aqui, reúno não apenas fotografias, mas a essência de cada momento vivido – um registro que, espero, fale por mim mesmo quando eu não estiver mais aqui. Este é o meu legado, a narrativa de uma jornada feita de luzes, sombras e, sobretudo, de autenticidade.

⁠A Fragilidade da Confiança: Quando Ser Ouvida Se Torna Uma Nova Dor

Quebrar minha confiança depois que me abri, depois que confiei a você minhas dores mais profundas, é mais do que uma decepção — é me fazer reviver tudo o que lutei para superar. Quando falei dos meus medos, das minhas cicatrizes, quando me permiti ser vulnerável, eu estava entregando uma parte frágil de mim, acreditando que seria acolhida, não exposta.

Trair essa confiança não é só uma falha, é uma ferida reaberta. É me fazer sentir, mais uma vez, que segurança é apenas uma ilusão, que o cuidado que esperei encontrar era apenas um reflexo distorcido. Quando alguém rompe essa confiança, não é só no outro que deixo de acreditar — começo a duvidar de mim mesma, da minha capacidade de confiar, de me entregar sem medo.

Reconstruir essa confiança parece impossível. Não porque não queira, mas porque o medo grita mais alto. Porque uma vez que sou ferida por quem prometeu me proteger, tudo o que resta é a sensação de estar, mais uma vez, desprotegida no mundo.

⁠A Solidão da Minha Solitude

Há um vazio que me visita sem pedir,
mesmo quando tudo parece estar em paz.
É a ausência que mora no peito
quando escolho estar só,
mas não deixo de desejar companhia.

Minha solitude tem nome,
tem gosto de café frio e cama arrumada demais.
É minha, mas às vezes pesa.
Não grita, mas se impõe com um silêncio
que fala de mim mais do que mil palavras.

É escolha… mas também falta.
É liberdade… mas também espera.
Porque há dias em que o silêncio me acolhe,
e outros em que ele me abandona.

Queria às vezes dividir o pôr do sol,
contar as estrelas com alguém que ficasse.
Alguém que entendesse
que até quem gosta do próprio espaço
anseia, vez ou outra, por um colo.

E nessa dança entre o querer e o suportar,
vou existindo: inteira, mas com vazios.
Solta, mas sonhando com um laço.
Sozinha, mas querendo ser achada.