História Verdadeira

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Independentemente de quantos livros a pessoa leia, sempre existem muitos mais que ela não leu, o que é triste. Quem ama ler nunca tem tempo o bastante, mesmo que queira poder ler todas as boas histórias que existem no mundo.

Carsten Henn
O passeador de livros. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2022.
Inserida por pensador

Um dos meus maiores defeitos é pensar em desistir, não que é desistir fácil, mas que preciso saber se vale a pena ou não. Talvez por que não haja um porque continuar, quando não há uma razão concreta. “CONCRETISMO” está ai o erro, o vilão da história, as pessoas amam aquilo que enxergam e não o que sentem, amam matérias e não amam abstratos. Como o Vento, Deus e Amor. Há o Amor, tão fácil e complicado ao mesmo tempo. O que me faz pensar em desistir é a falta de amor e fé nas pessoas, no meu caminho tudo o que eu achar precioso, vou guardar no meu coração, talvez essa seja a solução...

Inserida por Biiig

Cara me explica, Como é que você vai deixar isso acontecer? Como é que consegue faze-la sofrer assim sem ao menos tentar amenizar POR COMPLETO a culpa? Sinceramente, atitude de homem não é começar a beber, criar barba, trabalhar e ganhar o "seu", NÃO. Atitude de homem é admitir o erro, aprender com o erro e saber qual o momento em que deve decidir o certo e o errado, as suas atitudes com ela agora, não irão melhorar em nada em seu futuro, Ela te ama, e você sabe disso, ela insiste em te falar sempre, ela aguenta tempestades, palavras, ofensas, mas ela nem devia ser tratada assim, não deixe ela te falar que está tudo muito mal entre vocês que o melhor caminho é terminar, NÃO! Sabe por quê? No final, Você irá chorar e ela irá sorrir. Pense.

Inserida por Biiig

⁠⁠Diário de Expedição
Equipe 3 PASSOS

Explorador: Felipe
Região: Sul
Nome da Região: Terra Efêmera
Dia: 1
Nível de Perigo: 4/5


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Registro nº 001

Após dias atravessando biomas diversos e enfrentando criaturas hostis, deparei-me com uma região até então desconhecida e absolutamente singular. À distância, percebi uma terra que parecia mudar de cor a cada olhar. As tonalidades vibravam e se transformavam de forma constante, provocando tontura e desorientação. Mesmo assim, mantive meu curso em sua direção.

Ao me aproximar, observei a presença de animais nas redondezas. Alguns se afastavam com visível receio, enquanto outros permaneciam imóveis, fitando o interior da área. Notei que, ao tentarem adentrar a região, começavam a tossir, apresentavam sinais de enfermidade e logo recuavam assustados. A atmosfera era estranha, quase hostil.

Sentei-me sobre a grama ainda verde e, enquanto registrava minhas observações, percebi que meu nariz começara a escorrer e que espirrava com frequência. Suspeito de um início de gripe leve. Mais preocupante, porém, foi notar que a terra colorida parecia estar se expandindo, como uma infecção. A grama ao meu redor, antes saudável, agora exibia manchas marrons.

Realizei um teste simples: posicionei uma pedra longa sobre o solo anômalo. Após alguns minutos, ao recolhê-la, notei que apresentava rachaduras e se partia com facilidade. Este solo parece possuir propriedades que adoecem seres vivos e fragilizam matéria inanimada.

Em conformidade com os princípios da Equipe 3 PASSOS, preparei-me para entrar na região. Antes disso, escondi meus equipamentos fora da área para evitar furtos. Nomeei este território de Terra Efêmera — um local onde tudo parece se desintegrar ou desaparecer, mas ainda preserva algum tipo de “vida”.

Adentrei a Terra Efêmera levando apenas meu caderno de campo. Ao pisar no solo, a tosse e os espirros se intensificaram. O clima revelou-se tão peculiar quanto o solo: o céu apresentava formações espirais e as nuvens giravam lentamente. O ar era seco, mas alternava entre zonas de frio e calor de maneira aleatória.

Ao avançar pela área, avistei a primeira forma de flora local: uma árvore com tronco oco no centro e folhas manchadas de marrom. Tentei extrair uma amostra do tronco, mas sua rigidez surpreendeu — era como se camuflasse sua verdadeira natureza. Mesmo após vários golpes, não consegui quebrar um fragmento.

Continuei meu caminho. A paisagem tornou-se mais densa, com o surgimento de outras árvores semelhantes, mas ainda sem sinais de vida animal. Após longa observação, encontrei uma nova espécie vegetal: uma flor que lembrava uma margarida, mas parecia fundida com um fungo do tipo Dama Velada, formando um “vestido” com as pétalas.

Pude concluir que esta terra abriga um ecossistema autônomo, possivelmente tóxico, que misturas estruturas vegetais e fúngicas para originar espécies únicas. Ao lado dessa flor híbrida, localizei um curso d’água. Aparentemente limpa, a água era transparente, porém possuía uma coloração escura sutil, quase imperceptível.

Observações Finais do Dia 1:

A Terra Efêmera possui propriedades mutáveis e potencialmente infecciosas.

Espécies animais evitam contato direto com a região.

Plantas e fungos parecem fundidos, formando novas espécies.

O solo compromete tanto organismos vivos quanto matéria inerte.

O clima é instável, com anomalias térmicas e visuais.

A expansão da terra contaminada sugere comportamento viral.


Ação seguinte: estabelecer acampamento seguro fora da zona afetada e planejar retorno com equipamentos de análise.
Status de saúde: sintomas gripais leves.
Equipamentos: deixados em segurança fora da área.
Caderno de bordo: mantido comigo durante toda a exploração.

Inserida por Sosvak

⁠Certos portais não precisam de senha apenas de curiosidade de um espírito que busca. Aquele que lê com o coração, descobre mundos que nem mesmo os sonhos ousaram tocar.

Até o próximo insight.

Inserida por BRUNAKATORI

As fases da vida

Hoje eu parei para pensar um pouco sobre as fases da vida e entendi que cada fase vivida nos traz um grande aprendizado. Nas melhores fases, a vida nos proporciona momentos incríveis ao lado de muitas pessoas que pensamos serem nossos amigos; alguns de fato são bons amigos. Na fase ruim, entendemos que nem todos permaneceram ao nosso lado. A fase ruim seleciona aqueles que são verdadeiros e nos apresenta pessoas que levaremos para a vida toda.

Essas pessoas entraram na nossa vida quando não tínhamos nada a oferecer e, mesmo assim, decidiram ficar e acreditar que era possível mudar a situação. Essas pessoas que permaneceram devem ser levadas para o resto da vida. Porque quem fica quando você não tem nada a oferecer está ali por você e não pelo que você pode proporcionar. Quando a fase ruim passar — porque tudo passa — essas são as pessoas que devem se sentar à sua mesa e comemorar suas vitórias.

Inserida por Lerianopereirah

⁠Em um pântano longe, vivia um ogro
A todos temido, grande e gordo
Chamava atenção sua cor colossal
Verde como grama, diferente afinal
O seu coração era como uma cebola
Com muitas camadas, não se via parte boa
Um dia apareceu um burro falante
Animado e tagarela, não se calava um instante!
Então com o ogro, uma amizade criou
Entre as diferenças prevaleceu o amor
Até que a dupla, uma missão embarcou
Ir atrás da princesa que o rei ordenou
Chegando na torre, uma ponte suspensa
O burro temeu e chorou por dispensa
O pior os aguardava dentro da torre
Um dragão feroz que ao ver se-corre
Muito valente, o ogro encarou
E a bela princesa ele resgatou
Mas o dragão, contou uma boa
Se apaixonou pelo burro, pois era Dragoa!
Com muito esforço
A fera foi presa
A princesa liberta
E o burro em defesa
Chegando ao Palácio
Descobriu-se um segredo inteiro
A noite de um jeito
De dia de outro
Assim sera a regra até o beijo do amor verdadeiro
Ao Palácio chegar, seu noivo conheceu
Mas a todos chocou quando o sol desapareceu
Causou-lhes espanto
Pois ogra ela era
O rei ordenou que prendessem a fera
Ao som das portas, o ogro entrou
Buscando conquistar, seu verdadeiro amor
O beijo entre os dois a maldição quebrou
Então sua forma, a princesa tomou
Ao fim das contas
Beleza não importa
Quando temos ao lado
Quem a gente gosta.

Inserida por Souz4stefani

⁠O alienado é aquele cuja racionalidade se limita na internalização da informação oriunda da única fonte que ele enxerga como verdadeira.

Inserida por joseni_caminha

⁠A memória não se restringe apenas àquilo que lembramos, mas a tudo aquilo que o tempo nos permitiu preservar como legado. Ela nem sempre nasce do afeto, do consenso, como afirma Halbwachs, mas das relações de poder que atribuem a memória novos significados. Já a história, que figura no tempo como antítese da memória, sujeita-se à vontade de quem a seleciona, de quem a escreve. Assim, nessa relação dialógica entre a memória e a história, cabe ao espírito inquieto do pesquisador penetrar os silêncios, questionar os vestígios e avaliar tudo aquilo que a história legitimou como digno de permanecer em arquivos, bibliotecas e museus nacionais.

Inserida por aline_drummond

O frio e a paisagem.

⁠Entre névoas e neblinas que dançam no frio, e um vento que conta segredos ao léu, há um pedaço do mundo perdido, um sul europeu sob o céu fronteiriço.

Ponta Porã e Pedro Juan, irmãs, separadas apenas por linha imaginária e discreta, misturam-se línguas, misturam-se danças, e as vozes do tempo ecoam inquietas.

Vieram tropeiros, vieram guerreiros, os guaranis, os espanhóis distantes, os portugueses bandeirantes, gaúchos e correntinos sonharam, nesta terra de vida vibrante.

O mate aquece, o tereré refresca, bebida que cruza as eras e laços, um ritual sem começo ou fim, que une estradas, povos que cresceram entre os ervais da região.

O frio borda a paisagem em prata, mistura emblemática sob o verde dos campos e matas a névoa esconde o que o tempo deixou, lamentos perdidos no vento antigo, memórias que a alma soprou.

Mas há calor nos rostos, nas mãos, na fronteira que nunca se encerra, onde o passado caminha presente, escrito nos traços desta terra.

Inserida por coord_orlando

⁠Que, ao respirar fundo frente a uma adversidade, possamos nos lembrar que quem nos deu o sopro de vida já escreveu a história toda e, no final, tudo o que é de melhor já aconteceu.

Inserida por SILVIAIOP

⁠“Quem tem raiz não teme o tempo; quem tem voz não aceita o silêncio.”

Inserida por dinhainocente

⁠“Raízes que o tempo não apaga, voz que o silêncio não cala, memória que insiste e resiste.”

Inserida por dinhainocente

⁠A Lenda dos Ipês das Três Cores. O mito antigo das tribos da fronteira de Ponta Porã.

Há muitas eras, quando os deuses ainda caminhavam entre os homens e os ventos sussurravam segredos às árvores, três tribos habitavam as colinas e vales da região onde hoje repousa Ponta Porã.

Cada tribo era protegida por um ipê: o Ipê Roxo dos guerreiros do Crepúsculo, o Ipê Amarelo dos filhos do Sol e o Ipê Branco — ainda não nascido — destinado aos que trariam a paz.

Os guerreiros do Ipê Roxo, liderados por Karay, eram conhecidos por sua bravura e lealdade. Os filhos do Ipê Amarelo, comandados por Yandira, eram sábios e espirituais, filhos da luz e da terra.

Apesar da proximidade, as tribos viviam em eterna rivalidade, separadas por ódios antigos e sangues derramados.

Mas o destino brinca com os corações. Em meio à tensão das fronteiras, Karay, o filho do chefe roxo, e Yandira, a filha da líder amarela, encontraram-se à beira de um rio sagrado, onde as folhas dos ipês flutuavam como bençãos. E ali, entre flores e silêncios, nasceu um amor proibido.

Eles se encontraram às escondidas, entre raízes ancestrais dos ipês, sob a luz das estrelas. Planejavam unir as tribos, sonhavam com um futuro de paz.

Mas o destino, moldado por inveja e medo, trouxe traição: Torai, um guerreiro ambicioso da tribo roxa, descobriu o segredo e, sedento por guerra e poder, revelou aos anciões.

A batalha foi inevitável. Tribo contra tribo, sangue contra sangue. Karay lutou não por território, mas por amor e por uma nova era.

Quando Yandira caiu ferida pelos próprios irmãos, Karay lançou um grito que calou os ventos. Ele a levou ao coração da floresta sagrada, onde ipês não floresciam havia séculos.

Lá, ele deitou seu corpo ao lado dela, selando sua dor com lágrimas de coragem. No amanhecer, quando o sol tocou o solo, do chão onde o amor morreu e a honra viveu, nasceu uma nova árvore — branca como a luz pura, com flores que carregavam a essência dos dois.

O Ipê Branco.

As tribos silenciaram diante do milagre. As armas foram abaixadas. Os anciões, comovidos, declararam o fim das guerras. E todos passaram a honrar o Ipê Branco como símbolo de redenção, coragem, sacrifício e paz.

Dizem que, até hoje, quando os três ipês florescem juntos — o roxo, o amarelo e o branco — é sinal de que o amor e a honra ainda podem vencer a guerra e a vingança.

E assim vive a lenda dos Ipês das Três Cores, contada à sombra das árvores que viram nascer heróis e deuses.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Resgatar a memória coletiva é um ato político que educa, valoriza identidades e denuncia as estruturas econômicas excludentes.

Inserida por yhuldsbueno

⁠A memória é o alicerce invisível de uma comunidade; quem a esquece, constrói o futuro em terreno instável.

Inserida por yhuldsbueno

⁠"O mistério não está na lenda. Está no que escolhemos acreditar dela."

Inserida por pedro_filipe_ramiro

⁠Nem todo dia será fácil, mas todo dia pode ser abençoado.
Você é mais forte do que imagina.
Sua história está sendo cuidada por um Amor que não falha.
E mesmo quando nada muda por fora, algo já começa a renascer por dentro...
(Jorge Tolim)

Inserida por jorge_tolim

É necessário um razoável letramento filosófico, sociológico, econômico e político, e também sofisticação cognitiva, para compreender a real dimensão da desgraça petista para o Brasil

Inserida por aulercoelho

⁠Por muito tempo fugi da realidade lendo ou imaginando jornadas heroicas para mim e isso me ajudou a ver o mundo real melhor a cada dia, hoje busco parar de viver no imaginário e viver no real, tirando o melhor das histórias que li e buscando ser como as histórias foram para mim um guia aos demais.

Inserida por Rosario