História dos Sentimentos
LOBO FERIDO 18-09-2025 (12h50 – 13h09)
Na história de um zé ninguém,
Uma cena grotesca se repete,
Traição vinda de alguém,
Pune um lobo da estepe,
Lobos são fieis e leais,
Humanos, tolos, lançam a própria história fora por cinco minutos de prazer,
Se desvencilham de seus ideais, reais, incondicionais,
E se esquecem da promessa sincera, de não fazer o seu amor sofrer,
Sou lobo, sou fogo, sou fantasia de amores perdidos,
Num mundo de caçadores, predadores sexuais, seres fingidos,
Levam a caça, abatem o caráter, violam a silhueta do corpo,
Sujam, destroem, destroçam até não restar nenhum osso,
Quem é a fera afinal de contas?
Quem pode maltratar um animal, um animal humano?
Merece perdão? Merece conhecer as verdes ondas?
Em um mar de selva, um campo de flores profano,
Se o teu corpo fosse meu, seu eu fosse esse monstro ditador,
Não me permitiria usufruir da sua presença por mais nem um segundo,
Pois o lobo em mim, é livre, e reconhece a liberdade de um trovador,
Eu já não considero o seu corpo, o mais profundo,
Lobos se sujam, se sujam de sangue, de lama, de mel,
Lobos morrem ao ficarem solitários, desistem, caminham para o precipício,
Homens se sujam de vaidade, de orgulho, de fel,
Homens destroem a sua história, apagam toda a beleza do início,
Se eu for homem, esquecerei que um dia eu amei,
Se eu for lobo, irei ferir quem eu amei,
Não quero ser lobo, não quero ser homem,
Quero a paz dos animais que dormem.
Um povo que não conhece sua história perdeu sua identidade. Não sabe de onde veio, consequentemente nunca saberá para onde vai.
Em toda história da humanidade, o mundo sempre acabou para que outro mundo nascesse. E quem vive, já não sabe quando seu mundo acaba, meu amor!
O silêncio que quase virou amor.
É estranho como, às vezes, a história mais intensa que vivemos é justamente aquela que nunca
aconteceu. Sete meses podem parecer pouco para o mundo, mas quando o coração decide criar raízes
em alguém, o tempo ganha um peso diferente. Foram dias, semanas, quase uma vida inteira de
olhares que diziam tudo o que a boca nunca teve coragem de admitir.
Havia algo ali. Não sei se era destino, ilusão ou só a necessidade de acreditar que alguém
finalmente enxergava aquilo que eu tentava esconder. Toda vez que nossos olhares se cruzavam, algo
dentro de mim se ajeitava, como se o universo desse uma pausa só para que eu pudesse sentir aquele
segundo. E como era profundo… Era quase um diálogo silencioso, uma troca de almas que,
ironicamente, nunca chegou a virar palavra. Mas o silêncio, por mais poético que pareça, também
machuca. Porque ele cresce. Ele ocupa espaço. Ele pesa. E com o tempo, percebi que estava sozinha
numa história que escrevi inteira sem nem que você segurasse a caneta. Meu coração te escolheu, e
você… Você nem percebeu que havia sido escolhido.
Sete meses sustentando um sentimento que nunca se permitiu existir fora do meu peito. Sete
meses de esperança tímida, de idealizações bobas, de perguntas que nunca nem saíram da minha
boca. E no fim, o que restou foi a certeza madura, e dolorosa, de que olhares não são promessas. E
que às vezes a gente se apaixona não pela pessoa em si, mas pela versão que nasce dentro da nossa
imaginação. Ainda assim, não me arrependo. Porque aqueles olhares, por mais breves ou ilusórios
que tenham sido, me deram uma coragem que eu não sabia ter: a de sentir profundamente. A de
desejar intensamente. A de ser vulnerável sem testemunhas.
E isso, por si só, já foi amor o suficiente. Mesmo que só meu.
Ser negro no Brasil é carregar história e resistência em cada passo.
É nascer em um país que se diz seu, mas te trata como estrangeiro na própria terra.
É sentir na pele que somos engrenagem de um sistema que lucra com nossa invisibilidade.
O Brasil tem a maior população negra fora da África, mas ainda nos querem massa de manobra,
trabalhadores sem dignidade, cidadãos sem liberdade, sobreviventes de uma escravidão que mudou de rosto, mas não de essência.
A escravidão de hoje não tem correntes visíveis — mas tem salários injustos, violência, preconceito e portas fechadas.
Nosso sangue é resistência; nossa voz é luta.
Ser negro não é erro, é história; não é pecado, é força; não é invisível, é essência.
—Purificação
Não existe hora certa para se iniciar nova história. Não precisa ser pela manhã, no início do ano ou na segunda-feira. Ela simplesmente começa quando você decidir escrevê-la.
A hora certa
Antes de tocar no assunto do título eu quero contar uma história para vocês, acredito que muitos viveram essa situação ou conhecem alguém que já viveu. Você é criança ou adolescente, as aulas estão para começar e você compra um caderno, um caderno bonito de algum personagem ou tema que você aprecia.
Ao abrir o caderno se depara com uma folha cheia de adesivos, adesivos bonitos dos mais variados tamanhos e formas, mas, curiosamente não usa nenhum de imediato, ainda vai esperar o momento certo para usar.
Dias se passam, semanas e até meses e nenhum adesivo foi usado, a hora certa nunca chegou, a situação ideal nunca se apresentou. O ano letivo termina e você não usou um único adesivo, ou se usou foram poucos.
Você já deve ter se tocado que esse papo não é sobre cadernos ou adesivos, mas sobre a mania que temos de esperar o momento certo para fazer algo que queremos muito, seja uma viagem, um curso na faculdade ou uma grande outra decisão na nossa vida, o momento ideal nunca chegará. Não adianta esperar que os planetas se alinhem, os astros, as estrelas, o momento certo não existe. Sabendo disso apenas comece, as coisas irão se desdobrar, a situação vai se modificar e você faz o que deveria ter feito mesmo sendo o “momento errado”.
Cada história é uma oportunidade para ensinar às crianças o melhor de si mesmas. Quero inspirar famílias a desligarem-se dos ecrãs e a criarem memórias que durem para sempre.
Não abaixo a cabeça para ninguém. A história é minha.
Eu levanto do chão, do caixão, do que tentaram me enterrar.
Cada queda que me jogaram é combustível para a minha força.
Quem torceu contra vai engolir o próprio espanto.
Não há pressa, não há dó, não há perdão — só a minha verdade.
Eu existo, eu comando, eu destruo qualquer expectativa que tentou me definir.
O mundo pode gritar, pode tentar esmagar, mas eu sigo vivo, imbatível, meu tranco ninguém segura.
— Purificação
Não abaixo a cabeça. A história é minha.
O mundo pode virar contra mim, mas eu seguro o tranco, porque ninguém pode roubar o que já está gravado no meu peito.
Ninguém consegue bater em alguém para sempre.
E quando um morto levanta, o velório acaba.
Eu saio do caixão, eu cancelo o luto.
Quem apostou na minha queda vai ter que assistir meu recomeço.
Levanto. Respiro. E escrevo minha própria história.
— Purificação
Não abaixo a cabeça. A história é minha.
Eu levanto. Cancelo o luto.
Quem torceu contra vai se espantar.
Cada passo é meu. Cada queda me fortalece.
O mundo tenta, mas não me para.
Eu escrevo, eu comando, eu existo.
— Purificação
Não abaixo a cabeça.
A história é minha — eu reescrevo o final.
Saio do caixão; o velório tá cancelado.
Quem torceu contra vai engolir o espanto.
Levanto. Respiro. Existo — implacável.
— Purificação
"Minhas palavras não produzem apenas sons ou melodias. Produzem história e eternidade. Minhas palavras, termino dizendo, não são sintéticas. Minhas palavras são minha honra, meus valores e meu legado."
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