Hipopotamo com Alma de Anjo
O Ser Divino que Mora em Mim
No silêncio da alma, um eco desperta, um sussurro que dança entre sonho e vento. Não é palavra, nem verso, nem canto, mas pulsa vivo, ardente, sedento.
Ecoa suave no peito trêmulo, como rio que abraça sua própria nascente. Não há templo, altar, ou promessa, apenas o instante, puro, presente.
Choro e riso são sua canção, a voz que vibra no coração. No amor, na dor, na brisa esquecida, Deus se revela na própria vida.
Quem ouve, sente; quem sente, vê: Deus não se esconde, Ele também mora em você.
O inverno do mundo e a primavera da alma
Enquanto o inverno veste o mundo de silêncio e frio, a alma escolhe seu próprio caminho. Nem todas as estações seguem o calendário da natureza, pois dentro de nós, o florescer é eterno.
Lá fora, a neve cobre o chão, gelando passos, silenciando vozes, mas aqui dentro, um jardim desperta, tecendo cores em meio à escuridão.
Quando nos libertamos das amarras da matéria e tocamos a essência mais pura do nosso ser, uma primavera eclode, delicada e infinita, nutrida pela luz da consciência que nunca se apaga.
A primavera não espera calendários, nem pede permissão ao tempo cruel, nasce onde há esperança guardada, sob o véu do inverno, floresce fiel.
O inverno se instala, mas o que sussurra o coração sobre suas próprias estações?
A Luz Depois do Palco: A Jornada da Alma Livre
A vida, outrora uma tempestade de urgências e ilusões, agora se desenrola diante de mim como um palco iluminado pela verdade. Já não sou a personagem perdida em um roteiro preescrito, mas sim a espectadora lúcida, testemunhando a peça com olhos despertos.
As vozes ao redor, repletas de planos e esperanças, soam como crianças brincando de casinha, arquitetando futuros que, para mim, são apenas folhas ao vento: frágeis, passageiras. Descobri o grande segredo, atravessei o véu da existência e, ao fazê-lo, libertei minha alma das amarras da ilusão. Cada rosto, cada vínculo, cada emoção intensa que um dia me pareceu eterna revelou-se parte de uma trama efêmera, construída não para durar, mas para ensinar.
Agora, vivo de verdade. Não mais na correria desenfreada, nem na busca incessante por conquistas que evaporam como orvalho ao amanhecer. Vivo na serenidade que apenas quem vê o todo pode sentir. Olho sem urgência, sem desespero, sem medo. Já não lamento, pois compreendi que cada adeus é apenas uma transição, um retorno ao lar espiritual, uma dança entre mundos que sempre existiram.
A sensação é como os primeiros dias de férias depois de uma vida de trabalho árduo. Como o alívio de não precisar sair cedo no inverno. Como finalmente beijar aquele alguém que habitou minha ilusão durante anos. Como as gargalhadas das crianças correndo pelo parque, mãos pequenas segurando algodão-doce como se fosse um tesouro. Mas, ao contrário das emoções que passam, este estado de espírito não se desgasta, não perde o brilho, pois renasce a cada amanhecer. A cada noite, retorno ao meu verdadeiro lar, às cidades astrais, onde bebo da fonte genuína e, antes de regressar para mais um dia, visto o corpo que é apenas minha vestimenta temporária.
Então, sou apenas fé em forma de energia. Observo o mundo da matéria sem me perder nele, caminho como viajante consciente de que tudo se desenrola como deveria. A história se fecha, mas, desta vez, já não sou atriz coadjuvante: sou a criadora da minha própria narrativa.
Soltar para ser: o voo da alma começa no desapego
Tal como o desmame da criança, que aos poucos se afasta do colo e do leite, também a alma precisa aprender a abrir mão, de hábitos, de laços, de antigas rotinas que já não nutrem. No início, há silêncio e saudade. Dói. Aperta. A ausência pesa, como quem esqueceu o caminho de volta.
Mas então… o vazio floresce em espaço, e o espaço, em possibilidade. É ali que o novo murmura e cresce.
Aprendemos a seguir, mesmo sem mãos dadas. A rir sozinhos. A nos fazer companhia. E quanto mais distantes daquilo ou de quem parecia essencial, mais descobrimos a força da leveza.
Há quem seja como leite materno: essencial por um tempo, mas estorvo quando insiste além do ciclo. O amor de verdade também sabe partir, não por falta de afeto, mas por sabedoria. Por entender que, às vezes, ficar é impedir o outro de voar.
Desapegar não é descartar. É reverenciar o abrigo sem confundi-lo com destino. É agradecer… e abrir a porta.
A Alma que Ousa: Caminhos Fora da Multidão
Se você realmente deseja compreender o quanto é resistente à mudança, analise a sua disposição em se desafiar a fazer aquilo que acredita ser necessário. Todos nós sabemos que precisamos mudar. A vida não se resume ao que nos é apresentado, ao que o sistema impõe ou às rotinas que seguimos automaticamente. Para alcançar resultados diferentes, é necessário agir de maneira diferente, não seguir o que todos fazem, mas ousar ir além.
Fala-se muito sobre outros planos, milagres, experiências intangíveis. Porém, na prática, isso raramente se manifesta. Por quê? Porque precisamos buscar além do que nossos olhos enxergam, além do que nos foi contado. Nossa alma carrega consigo um acordo espiritual, e os desafios são portas de acesso ao novo, ao desconhecido.
Sim, a ideia de transformação parece difícil. Mas quando damos o primeiro passo, geramos uma energia que abre o portal da alma. É então que a ajuda surge, suavizando o caminho e revelando pistas que só conseguimos perceber em silêncio, na quietude interior.
Você já parou para refletir sobre o que veio fazer na Terra? Mesmo que existam padrões, cada vida traz consigo uma particularidade única. Escutar a voz do silêncio, observando além da tela do celular, é essencial para perceber aquilo que o mundo nunca irá revelar. É na solitude que permitimos ao espírito nos direcionar através da intuição.
Se não sairmos do ruído do coletivo, nossa jornada será uma repetição de idas e vindas através da reencarnação, até compreendermos a lição. Não estamos aqui para nos distrair, mas sim para evoluir. Emancipar a alma e retornar ao nosso verdadeiro lar espiritual exige coragem, e esse caminho raramente é o mesmo que a multidão escolhe.
Canção da Alma
Viajo no tempo sem malas, sem chão,
cada vida é estação, cada corpo é canção.
Reencarnar é partir, regressar é lembrar,
um filme guardado que volta a passar.
No palco da vida, danço sem fim,
sou muitos, sou um, tudo mora em mim.
E quando a cortina se fecha devagar,
a alma descansa… só pra recomeçar.
A Busca de Deus na Essência da Alma
Ao contrário do que dizem, jamais encontraremos Deus olhando para o céu ou dentro de templos de pedra, guiados por outros seres humanos. Para encontrar Deus, precisamos silenciar e questionar, para que possamos realmente entender quem somos e o que viemos fazer aqui na Terra. A partir deste entendimento, teremos um sentimento jamais experimentado neste corpo físico.
A gratidão enche nosso coração de alegria a cada novo dia, trazendo a magia do querer mais, aprender, agradecer, amparar, melhorar! Nossa alma, conectada à essência, voltará nossos olhos para outros olhos, enxergando além da aparência e interpretando cada sentimento e intenção que há na alma, com calma e serenidade, sem a necessidade de palavras.
Querer ver Deus é para quem ainda não entendeu que Ele é um sentimento de amor que envolve causas, e não coisas. Deus está em tudo e em todos, ligados pela grande consciência divina; logo, quem não se envolve, não se desenvolve.
Maria de Jesus
Mensageira da fé
Alma nobre e pura
Razão em sua sabedoria
Inspirando com ternura
Amiga íntima de Jesus.
Determinada em sua missão
Espalhando amor e compreensão.
Jesus sempre a guiar
Em seus passos ela crê
Semeando fé e paz
Um exemplo a se seguir
Sorrindo, faz o bem florescer.
O Teatro da Existência: Reflexões de uma Alma Desperta
Na imensidão deste mundo, trilhei um caminho singular e solitário. Desde que comecei a explorar a profundidade da minha consciência por meio de projeções astrais e encontros com espíritos, minha confiança na humanidade se dissolveu como neblina ao sol. Em resposta, abracei uma vida alternativa, guiada por princípios de celibato, naturismo, meditação diária e serviços voluntários. Minha empatia transcende julgamentos; compreendendo a totalidade da vida, abandonei a necessidade de julgar os outros.
Vivo na contramão de mim mesma, caminhando solitária em direção oposta à da multidão, buscando significado e conexão em um plano além do tangível. Meu percurso é solitário, mas enriquecido por uma compreensão profunda da existência e um compromisso inabalável com a essência verdadeira do ser. Quando estou fora do corpo, minha sensibilidade é extraordinária, ultrapassando os limites do imaginário.
Acredito que nós, seres humanos, envoltos na matéria densa do corpo, buscamos inconscientemente o prazer natural da alma. O mais mágico é que não preciso de nada, nem de ninguém, para alcançar essa sensação maravilhosa que envolve meu ser. Hoje, olho o mundo com compreensão e vejo as pessoas como crianças em corpos adultos, cegas e ingênuas. Por mais difíceis que sejam suas jornadas, são apenas desafios que vieram enfrentar neste mundo.
Agora, entendo a atitude de Jesus, que, apesar de ser maltratado e humilhado, ainda disse: "Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem." Antes, sentia raiva ao assistir ao filme da Paixão de Cristo, mas agora, com esse refinamento, consigo compreender e agir de maneira semelhante.
É extraordinário viver neste mundo com a mente conectada à quinta dimensão. Não me envolvo em problemas porque sei que tudo não passa de um teatro da existência, onde todos desempenham seus papéis de atores principais, coadjuvantes e antagonistas. E eu fico na plateia, bem acordada, observando os atores em seus personagens. Crianças adoráveis em corpos adultos, que não são maus, mesmo em suas piores atuações.
Assim, minha jornada solitária não é de solidão, mas de busca por compreensão e conexão mais profunda com a verdadeira essência do ser. Vivo em paz com a percepção de que todos estão em seu próprio caminho de aprendizado, e minha missão agora é continuar a busca pela transcendência e sabedoria, sem envolver, apenas fluir com a vida. Cada passo que dou, cada experiência que vivo, me aproxima mais do oceano da existência.
Embora sinta que não pertenço a este mundo, estou concluindo meu curso na escola da vida, preparando-me para retornar ao meu verdadeiro lar na imensidão do cosmo.
Sob um céu estrelado, em noite serena, Reside a busca por paz na alma pequena. Gritar "Haja paz!" ao vento ecoa, Mas em silêncio, a verdadeira paz se entoa.
Não é no mundo, em tumulto e clamor, Que a paz encontra seu real esplendor. A harmonia nasce, tímida, a florescer, Dentro de cada mente que aprender a ser.
Domar as tempestades que a mente cria, É a arte que nos leva à pura alegria. No controle do caos interno, então, Surgirá a paz, mais que uma mera ilusão.
Cada coração, sua batalha a travar, Nas profundezas do ser, a paz a buscar. Quando todos, enfim, aprenderem a lição, O mundo refletirá essa suave canção.
No Reflexo do Outro
Nas sombras da dor escondida, No vazio de mentiras guardadas, Reside a alma ferida, De solidão, traumas, desamparadas.
Se a injúria vem à tona, Olhe para o sofrimento oculto, No desprezo, há uma pessoa Cuja miséria é profundo tumulto.
Inveja é frustração disfarçada, A raiva é ferida não curada. Não se ofenda com o alheio mal, Corrija-se, como um ritual.
Nutra a alma, ao ego deixe de lado, Se precisar partir, vá sem rancor. O amor é chave, prece e recado, Deixe para trás toda dor.
Seja gentil, bondoso, como estrela-guia, Na jornada do coração, encontre paz, harmonia.
Liberdade da Alma
Em um mundo de máscaras e disfarces, Onde rostos se escondem em mil desenlaces, Escolho a verdade, brilho da essência, Viver sem pesos, com plena consciência.
Descarto armaduras, abandono mentiras, Revelo a face que o coração inspira. Deixo cair véus, despido de medo, Aceito meu ser, em silêncio quedo.
Nas sombras de outrem, não quero viver, Prefiro a luz que faz florescer. Transparente e livre, sem medo de ser, Abraço a vida, sem nada a temer.
Amigos sinceros, poucos, mas reais, Celebram comigo momentos vitais. Não há falsidade, só pura intenção, Caminhamos juntos, de coração.
Autenticidade, meu norte, meu guia, Caminho sereno, em paz, em harmonia. Desato os nós, liberto a emoção, Vivo a verdade, em plena expressão.
Ecos da Alma
No silêncio profundo da existência, A alma brilha em pura ressonância, Liberdade dança em suaves fragrâncias, Paz interior, uma eterna constância.
Nos jardins secretos do ser, Onde a luz do espírito floresce, Gentileza se espalha ao amanhecer, A alma, em seu esplendor, agradece.
A felicidade verdadeira é sutil, Não grita, mas sussurra ao coração, Nos gestos simples, no amor gentil, Na beleza da pura contemplação.
Caminha a alma, livre, leve, Entre o céu azul e a terra calma, Em cada passo, um sonho se atreve, A manifestar a graça que acalma.
Elegância da Alma
Há uma elegância que não se veste, Que não se compra, não se empresta. É a luz que brilha do âmago, Uma chama suave e honesta.
Não precisa de ouro ou título, Nem do saber erudito. É o gesto puro e simples, Que faz do comum, bonito.
Nasce do íntimo ser, Do sorriso sincero, do olhar. Reflete nas ações diárias, No jeito de amar e de cuidar.
É a nobreza que não se mede, A riqueza que não se vê. Elegância da alma, uma dádiva, Que em cada um pode florescer.
Traduzo Através das Palavras o que a Alma Fala
Narrativo é quem conta a história, Com personagens e enredo, cria a memória. No descritivo, detalhes são a magia, Cada cena ganha vida com precisão e alegria.
Expositivo é claro, direto ao ponto, Informações e fatos, sem desaponto. Já o argumentativo quer convencer, Com argumentos fortes, faz você ceder.
No injuntivo, as instruções vêm à mão, Receitas e manuais, pura precisão. Dialogal traz a conversa animada, Em peças e entrevistas, a voz é destacada.
O poético é o mestre da emoção, Com versos e rimas, toca o coração. No publicitário, a persuasão é a arte, Vende ideias e produtos, em cada parte.
E assim, com cada tipo de texto a brincar, Exploramos as palavras, até o sol raiar. Vem você também jogar com as palavras, E traduzir o que a alma falar.
Perca-se na dança das frases e dos sonhos, Onde a imaginação não conhece limites nem donos. Em um reino de letras, onde a magia faz morada, Cada palavra é um feitiço, em cada jornada. Entre contos encantados e versos de estrelas, Descobrimos tesouros em palavras singelas. Que a magia das palavras nunca cesse de brilhar, Revelando o que a alma quer falar.
Uma Alma Nobre Confia sem Medo
A confiança é uma das virtudes mais preciosas nas relações humanas. Quando confiamos em alguém, estamos abrindo nossa alma, revelando nossas vulnerabilidades e acreditando que aquela pessoa honrará essa confiança. Contudo, há momentos em que essa confiança é traída, e isso pode nos fazer sentir ingênuos, tolos ou até mesmo envergonhados.
No entanto, é importante lembrar que a traição de confiança diz mais sobre quem a cometeu do que sobre quem foi enganado. Confiar em alguém é um sinal de coragem e abertura emocional. Se alguém se aproveitou dessa confiança, isso não diminui o valor da sua honestidade ou integridade. Pelo contrário, é um reflexo da nobreza de confiar e acreditar no melhor das pessoas.
A traição é um aprendizado doloroso, mas também uma oportunidade de crescimento. Ela nos ensina a sermos mais cuidadosos, a discernir melhor em quem depositamos nossa confiança. Porém, é crucial não permitir que uma decepção nos torne amargos ou desconfiados de todos ao nosso redor. A chave está em encontrar o equilíbrio entre confiar e proteger-se.
No fim, a verdadeira força está em reconhecer que confiar em alguém é um ato de coragem, e ser enganado não faz de você tolo, mas alguém que escolheu acreditar na bondade do outro. Cultivar a capacidade de confiar, mesmo após uma traição, é um testemunho da resiliência do espírito humano.
A Morte do Ego e a Libertação da Alma
Nossa missão terrena é transcender o ego que nos aprisiona ao mundo material e representar a natureza divina na Terra. Para representar Deus, é necessário desenvolver as cinco virtudes básicas do ser humano: desapego, humildade, natureza cooperativa, espírito inspirador e alma gentil.
A palavra "ego" tem origem no latim e significa "eu", identidade pessoal, como um ser separado dos outros e do mundo. O sufixo "-ista" é comum em palavras que descrevem uma pessoa com uma característica particular. Logo, "egoísta" se refere a alguém que só pensa em si mesmo.
O ego é como um animal; ele não pode ser educado, apenas adestrado, ou seja, uma preparação breve para uma habilidade específica. A educação é um processo mais abrangente que envolve o desenvolvimento intelectual, moral e social de uma pessoa. Uma pessoa egoísta, em situações diferentes do seu treinamento, pode agir de forma inesperada, podendo atacar para se defender ou até mesmo fugir para se preservar.
Quando o ego é dominado, os desejos e impulsos do corpo físico são silenciados, permitindo que a alma se liberte para viver em sua nobre natureza. Para dominar o ego que nos representa no mundo como animais, precisamos ter força para romper as amarras do sistema, desapegando dos vícios e hábitos mundanos que jamais nos permitirão viver com tranquilidade e equilíbrio.
O ego é uma prisão mental que nos mantém hipnotizados por desejos, medos e expectativas. O desapego nos permite ter a habilidade de observar, enxergar e aceitar as coisas como elas são, sem se deixar levar por reações impulsivas. Com a mente serena, conectamo-nos à Fonte Criadora e recebemos orientação de uma mentoria celestial.
Um representante de Deus jamais coloca interesses pessoais à frente dos princípios. Temos a capacidade de nos colocar no lugar do outro e, independentemente de qualquer situação, ser verdadeiros e transparentes. Tratamos todos de forma equitativa e sem preconceitos, enfrentamos desafios e medos com determinação, cumprimos nossas obrigações e assumimos as consequências de nossas ações. Valorizamos e honramos a dignidade de todos os seres, nos colocando no lugar do irmão e fazendo por ele exatamente o que gostaríamos que nos fosse feito. Assim, jamais erramos, uma vez que todos querem o melhor para si mesmos.
Cada indivíduo, através de seus próprios esforços e méritos, busca retornar ao estado original de unidade e plenitude. O caminho entre o início e o fim é árduo e cheio de desafios, descendo primeiro para depois subir em espiral, numa jornada contínua rumo ao topo. No entanto, é ao enfrentar esses desafios e ao procurar um propósito maior que encontramos a verdadeira evolução e redenção, transcendendo as limitações da existência para alcançar a unidade e a plenitude.
Quando deixamos os títulos de lado, o que realmente resta é a verdade da alma.
Eu já não sou a mesma pessoa que você conheceu. Não partilho mais das crenças que um dia compartilhamos. Já não utilizo os medicamentos que juntos usamos.
Agora habito a profundidade do meu ser, vivendo em mim mesma, além das fronteiras de um mundo onde é preciso ver para acreditar.
Posso enxergar sem olhar, sentir sem tocar, amar sem conhecer e saber quem é você sem que precise me dizer.
E na vastidão do meu próprio ser, encontrei a paz e a serenidade que tanto buscava. Cada passo em direção à minha essência me leva à liberdade. E assim, sigo em paz, conhecendo a verdade do meu ser, sentindo-me completa e em harmonia com o universo.
Caminho da Alma
Amor puro e verdadeiro, em serena melodia, Beleza que transcende, a vida a celebrar, Nos leva ao divino, à paz em harmonia, Onde corações se encontram no mesmo altar.
Sejamos nós, canais de luz e graça, Com o amor divino a nos guiar, A sabedoria que o tempo não desfaz, E o poder que nos ajuda a caminhar.
Que possamos servir com altruísmo e fé, Com mãos e corações sempre a doar, Pois na bondade pura, encontramos o que é, A verdadeira essência de amar.
O Jogo da Vida e os Desafios para as Transformações da Alma
Aqui na Terra, você está em um jogo, e se não der o primeiro passo, a vida tomará a iniciativa. As regras de como jogar estão em seu coração, não na visão.
A cada nova fase, uma transformação ocorrerá, libertando-se da matéria e emancipando sua alma. Por isso, é de extrema importância prestar muita atenção: existe em sua alma uma programação que muda a cada estação, e o enigma reside no seu desejo de entender.
O que você mais teme na vida será o seu maior desafio, e é preciso enfrentá-lo para aprender. Haverá muitas distrações, mas a inspiração estará em todos os lugares por onde você passar.
Se vacilar, você se desviará da missão, e o desespero levará você a repetir uma fase inteira. Esforce-se ao máximo, pois a vida não é uma brincadeira. A vitória está reservada para quem está disposto a enfrentar os desafios. Em cada nova fase vencida, o jogo lhe concederá uma bonificação de privilégio em melhor posição.
Viver de verdade é trazer a beleza da doce teoria para a prática do sentir, ver, escutar, enfim, ser testemunha de tudo aquilo que se pensa, fala ou escreve.
