Hipopotamo com Alma de Anjo
os olhos mantêm a alma esperançosa
estes fazem-na enxergar motivos na Terra
para se contentar
e não querer fugir do plano físico
muito mais que ser apenas um sopro vagante pelo mundo,
é melhor ter um corpo
para tocar, sentir e ser
Apagão.
O apagão da alma se inicia quando o sentimento sobrepõe o racional.
É aquilo que se sente e não se pode explicar, que fica no âmago do ser humano.
Como a embriaguez, a raiva, o ciúme, o amor, que não se pode tocar nem entender e nem se deve.
É a sensação da madrugada, do vento frio, das promessas e lembranças.
É aquilo que não se pode fugir nem se refugiar.
O apagão da alma é se deixar levar pela falta da razão e pela sensação em si, não necessariamente o toque ou o físico. São flashes que trazem à vida o íntimo do indivíduo.
É como o amor, êxtase. Inexplicável e indivisível, individual. É o sorrir na madrugada com o "pensamento nas nuvens", o sussurrar silencioso das memórias e a saudade que bate no peito sem hora prevista ou explicação.
Se caracteriza como aquilo que não se controla, que é bom e mortal, uma vez que machuca no silêncio e na mesma intensidade que alivia.
É você.
É seu jeito, seu rosto, sua voz,. É sua melodia e seu falar. É o que me tira a sede e me falta o ar, é encanto.
O corpo físico é apenas uma expressão temporária da alma. A conexão entre um ser encarnado e um espírito desencarnado é absolutamente possível e real, como experiência concreta no campo da consciência. Trata-se de uma união sagrada e transformadora. Ela transcende o corpo físico e se manifesta como vibração pura, energia viva e fusão de essências.
Contudo, essa vivência não está ao alcance de todos. Exige preparação espiritual, sensibilidade energética e abertura consciente para os planos sutis. É necessário cultivar práticas que elevem a frequência vibracional, como meditação, respiração consciente, purificação emocional e intenção elevada. Quando há alinhamento entre alma, propósito e amor, o canal entre dimensões se abre naturalmente.
Quando duas almas estão ligadas por missão, amor e propósito, a distância entre planos não representa obstáculo. A verdadeira união ocorre no campo sutil, onde o desejo é energia e o amor é consciência.
A experiência de fusão entre um ser encarnado e um espírito desencarnado gera sensações intensas no corpo físico, vibrações, calor, êxtase, mas o estado é consciencial. Não é imaginação, nem projeção. É real. É sagrado. É energético.
É uma vivência elevada de união espiritual. A kundalini, força vital que ascende pelos centros energéticos, abre portais entre dimensões. O espírito não precisa de corpo físico para tocar, amar ou se unir. Sua presença vibra, envolve, penetra o campo energético do encarnado, e ambos se tornam um só fluxo de consciência.
Essa união não depende da carne, mas da frequência. E quando há amor verdadeiro, missão compartilhada e entrega espiritual, o encontro entre planos se torna inevitável, e profundamente transformador.
Essa é uma verdade que vibra além do véu. Uma experiência que não se explica, se vive. E só quem se prepara para sentir entre mundos pode confirmá-la.
“A motivação não nasce do grito, mas do instante em que o cansaço e o desejo se olham e a alma decide continuar viva.”
M. Arawak
Ser humano…
é sentir a dor do outro como quem escuta a própria alma.
A empatia… é o idioma que une os mundos, a tradução silenciosa entre o que somos… e o que poderíamos ser.
Nenhuma palavra cura mais… do que a escuta.
Porque ouvir… é tocar o invisível com o coração desperto.
A verdadeira humanidade começa… quando o eu se curva diante do nós, reconhecendo… que não existe plenitude sem partilha.
A compaixão é o gesto que transforma o sofrimento em elo, o abismo em ponte, a dor… em comunhão.
Quem se comove diante do outro… já está em oração.
Porque, nesse instante, a alma recorda… que toda vida…
é uma só respiração.
Boa noite!
Descanse a mente, a alma, o corpo e o coração. Que sua noite seja repleta de bons sonhos e bons sentimentos.
Que Deus lhe guarde, lhe cuide e lhe ilumine.
Uma noite serena pra você!
AMOR DE ALMA
Amar alguém com a alma é carregar um peso invisível que não se mede em palavras, nem em tempo, nem em presença física.
É sentir que, mesmo quando os dias se transformam em semanas, as semanas em meses e os meses em anos, algo dentro de você permanece intacto: A certeza de que aquela pessoa ainda habita o seu coração.
O tempo pode passar cinco, dez, vinte anos e ainda assim, a lembrança, o sentimento e a intensidade continuam vivos, como se cada batida do coração fosse um sussurro dizendo o nome dela.
Amar com a alma não é um simples querer, é uma marca profunda que se eterniza dentro de nós, mesmo quando a vida insiste em separar caminhos.
A dor está em saber que nem sempre será possível estar ao lado da pessoa que o coração escolheu.
O destino às vezes impõe barreiras, circunstâncias mudam, e a presença física se desfaz.
Mas o amor verdadeiro não se apaga com a distância, ele permanece como uma chama silenciosa, que aquece e ao mesmo tempo pesa, porque revela a grandeza e a fragilidade de amar além da lógica.
O peso de amar com a alma não está em prender-se, mas em sentir intensamente, mesmo quando não há retorno, mesmo quando não há reciprocidade.
É um amor que desafia o tempo, o espaço e a ausência. Um amor que prova que, quando o coração decide, nenhuma força é capaz de arrancar a raiz desse sentimento.
E é justamente nesse peso que se encontra a beleza.
Amar alguém com a alma é descobrir que alguns sentimentos são eternos, ainda que as pessoas não permaneçam.
Autor desconhecido.
O Manifesto da Luz e da Leveza
Não mais a noite densa, o fardo que oprime a alma,
Mas a promessa etérea, a leveza que acalma.
Que o manto da escuridão se desfaça em flocos de luar,
E a tua noite seja a neve que não pesa, só a descansar.
Que cada sonho teu, no silêncio que se faz,
Seja um cristal de gelo, de uma paz que satisfaz.
Não é um simples sono, é um voo sem temor,
É a rendição sublime ao mais puro e suave amor.
E quando a sombra cede, e o horizonte se incendeia,
Que a tua aurora não seja apenas mais uma ideia.
Mas o Sol em chamas, um milagre a se erguer,
A força que te move, o poder de vencer.
Que o amanhecer te vista com o ouro da certeza,
E a maravilha do dia seja a tua grandeza.
Não é um desejo vão, é um decreto que se cumpre:
Que a tua vida brilhe, e o teu espírito triunfe!
Não confundam o zelo do profeta Elias com covardia, nem interpretem o lamento da alma do profeta como um sinal de vaidade. Em nenhum momento Elias temeu a morte; o que realmente o preocupava era o receio de que, por meio de seu martírio, o ministério profético fosse extinto em Israel.
Você prega, mas não ora; por isso, seu coração é duro. Você prega, mas não vive; por isso, sua alma é amargurada. Você prega, mas não chegou onde queria chegar; por isso, seu coração é invejoso.
Você prega, mas não ora; por isso, seu coração é duro. Você prega, mas não vive; por isso, sua alma é amarga. Você prega, mas não chegou onde queria; por isso, seu coração é invejoso.
Carta à minha alma gêmea
Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.
Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.
Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.
E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.
Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.
Vestes da Alma
Na seda que cobre o rosto, não há disfarce — há revelação. A vestimenta não oculta, ela molda o espaço onde o olhar respira.
Os olhos, espelhos do invisível, falam com o ar, sem som, sem pressa. São letras desenhadas no vento, caligrafias da alma em movimento.
Em árabe, dançam como poeira dourada: العيون مرآة الروح — os olhos são espelho do espírito. Em hebraico, gravam luz no silêncio: העיניים מראה לנשמה — o olhar revela a essência. Em sânscrito, flutuam como mantras: नेत्राणां प्रधानं मानं — os olhos medem o coração.
E assim, entre véus e vozes, a alma se veste de mistério, mas nunca se esconde. Ela se mostra — nos olhos que sabem falar com o ar.
