Hipocrisia William Shakespeare Amor
Quem sou eu para escrever o que escrevo?
Escrevo há vinte anos. Para jornais, para sites, para quem quiser ler.
Há quinze anos, vivenciei a prática: atuei em associações culturais, comunitárias, presidi grêmio estudantil, estive em movimentos sociais — inclusive na luta LGBT — e comuniquei, com voz firme, em rádio comunitária.
Trago na pele e na palavra a marca das experiências políticas e ideológicas que atravessam minha existência desde sempre.
Tenho 38 anos de vida. E esta é, talvez, minha maior formação.
Sou inquieto. Busco, pesquiso, observo, anoto.
Gosto do que é difícil de compreender — não por vaidade, mas por necessidade. Porque há beleza no que exige mais da mente e do sentir.
Não temo a sombra: ela é natural.
Não fujo do vazio ou do silêncio: convivo com eles. E sei que são territórios que só os corajosos atravessam sem desviar os olhos do espelho.
O que escrevo nasce disso tudo.
Da coragem de pensar.
Do risco de sentir.
Da ousadia de encarar o que muitos evitam.
As Palavras do Mestre Jesus muitas vezes são pesadas, mas cumpridas, trazem leveza incomparável ao coração.
Pobre daquele que acha, que ama ou amou o suficiente, a ponto de, para com as pessoas amadas, sentir-se "com seu dever cumprido".
Amar é oferecer do melhor que temos e somos, conscientes de que jamais teremos ou seremos o suficiente.
O grande líder é aquele que abre mão do reconhecimento de seus liderados, fazendo com que eles se sintam verdadeiramente como os grandes vencedores.
De todos os momentos que já vivi, este é o melhor e não poderia deixar de sê-lo, pois está aqui ao meu alcance.
"Do passado, seja qual for ele devemos resgatar e difundir, especialmente em nossas mentes, somente as coisas boas.
Quanto ao resto tomemos como lição de vida e não como "lição para permear toda a nossa vida!"
"Quem insiste em resgatar os males que lhe fez o passado, jamais viverá um presente em paz."
