Ha como eu Queria q ela Soubesse

Cerca de 468856 frases e pensamentos: Ha como eu Queria q ela Soubesse

Não desista!


Porque para toda tampa há uma laranja...
Não se trata de metades, mas de encontros de almas.
Não se trata de completar, mas de transbordar.

Inserida por AlessandraBenete

Não há dor maior do que arrancar na marra um amor do peito, um amor que só está ali para machucar e nada mais.

Inserida por AlessandraBenete

⁠Há na solitude o aconchego do amor próprio carregado de paz

Inserida por AlessandraBenete

⁠Há em toda santidade,
um demônio que não dorme.

Inserida por Andrade_de_Carlos_An

Há momentos que só nos basta observar e aceitar.

Inserida por Leobrabo

E se não entender, há outro caminho além da igreja para regressão, o Mundo Pagão da boêmia.

Inserida por tarsis_campos

Também há aquelas passagens da vida em que apenas algumas pessoas completam toda sua paisagem interior e quando tudo mais não é menos importante, mas a extensão da totalidade.

Inserida por paulo_sezio

Em harmonia há fluxo e os obstáculos são facilmente contornados.

Inserida por paulo_sezio

⁠Existe um propósito para que tudo que há, para tudo que é, e para tudo que vem, independente do que já aconteceu, está acontecendo e vai acontecer.

Inserida por rudimar_almeida

Não existe mudança e nem algo novo no ser humano, apenas há uma adaptação, quando se adapta a algo que já existe, nesse caso ele pertence ao seu grupo.

Inserida por joao_souza_9

⁠Enquanto a gente não se revolta, não há meio de o mundo dar outra volta.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Desde tenra idade que o som de um piano me encanta, seduz e acalma.
Há dias, num sonho, tive a revelação de tão gozosa predileção:

- Noutra vida, eu fui um homem de forja que batia ferozmente no ferro quente com o martelo em ritmo compassado na bigorna feita instrumento, como se estivesse a matraquear com os dedos calosos e inchados no suave teclado de um piano desafinado.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Não há sonho mais real que aquele que se sonha antes do próprio sonhar.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O VAGABUNDO DAS FOLHAS CAÍDAS

Ando perdido há tanto tempo
Na noite de um amarelo profundo,
Quase cego
Sem meu ego,
Que fará o do mundo.
Sou no tempo, um vagabundo
De olhar iracundo,
E de sonhos quase igual
Vestindo roupa de gente
Mas sempre nu,
Tão diferente
No ser e na mente
Infelizmente desigual.
Mundo, não leves a mal
A distorção dos sentidos
Porque há acessos proibidos
Nesta vida de mortal.
Desejo tanto ser esquecido
Por mim,
Mesmo sem ter ainda vivido
O meio do princípio do fim.

(Carlos De Castro, in Porto, 25-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A LATA DE SARDINHAS E OUTRA DE
CONSERVA DE FEIJÕES
Há dentro de mim
Muita fome de aprender
A ser
Independente!
E quando à outra fome física
Que leva à tísica
Me querem à força matar,
Eu lhes digo e redigo:
Mesmo seco de morrer
Hei de vos ver
Aqui ou lá, num sofrer
De arrepiar...
Ontem, já no hoje do amanhã
Alguém de outros me trouxeram
E ofereceram
Comida nova
Que fizeram
Quentinha a escaldar
Pelas alminhas,
Que a renova
E me disseram
A abraçar:
Come, é o fruto da nossa paixão!
E eu, depois no aido, engoli;
Mas pensei:
Benditos os que sabem que eu
Não posso viver só de sardinhas
E de feijões de lata!
Se não, morro pelo estômago meu
Na mais breve data...
(Depois, de ter o estômago "enganado" é que me lembrei dos sem-abrigo, mulheres e homens e crianças que as latas de sardinhas e outras de conservas de feijões são uma miragem e então chorei... chorei... por ser tão indiferente e injusto ao males do mundo.)

(Carlos De Castro, a tentar saber de onde vem a razão do lápis de censura do Pensador, in, 27-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

A MINHA CARTA A GARCIA

Neste corpo a quebrar, há sinais
De várias cores a assinalar
As etapas de uma vida de ais
E de outras mais coloridas de pintar
As telas rudes do meu mar.

De estrelas belas a brilhar
Sobre as negras ondas
Das marés longas
Deste viver sem ainda saber
Do vir, do estar e do que sou
Entre esferas de milhões por ter
Vergonha de ser
Incrédulo, sem primeiro ver.

Então, quero antes desaparecer
Entre as brumas
De espumas
Sem ler
O epitáfio já reservado:
"Aqui jaz um inconformado
Que da vida só leva um fado,
A sua carta a Garcia,
Na escura noite da luz do dia."

(Carlos De Castro, in Poesia Só e Chega, em 16-07-2022)
⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠SEPULTURA

Não há sepultura
para o corpo inerte.

Somente uma prisão
terráquea
onde se expia a vida
que já foi movimento,
num silêncio
e numa calma
comoventes.

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠OS OPRESSORES

Quando eles nos cortam a palavra:
Há quem grite ainda mais alto
Ao baixo e pesado,
Como voz de mulher contralto,
Em soprano com sobressalto
Declamado:
Ninguém nos destruirá a lavra!

Que não nos levem a mal
Os opressores mal caídos,
E outros assim como tal
Iletrados e falidos
Dum bem chamado: palavra!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Há quem meça os outros somente pelo lado da obesidade, esquecendo-se das qualidades nobres de cada um.
Eu, pelo contrário, meço essa gente pelo comprimento desmedido das suas línguas viperinas, pela largura desmesurada da sua asnice e pela altura doentia do seu coeficiente zero em sensatez.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

NOVOS TEMPOS VIRÃO

⁠Há tempos atrás dos tempos,
O vento sussurrou-me ao ouvido:

" O sol vai deixar de brilhar!
A lua, viúva, de negro vai ficar!
A chuva, disse-me, vai mirrar!
Eu, por mim, estou a esvaziar!
O céu, vai cair a arder,
No leito seco do mar!
As montanhas irão desmoronar!
Os prados verdes vão crestar!
As árvores, de podres, irão chorar!
Ouvir-se-ão estrondos de terrificar!
Ficarão inertes as aves e os peixes
Sem ar, sem água, a agonizar! "

Carrancudo, perguntei ao vento:
" Ouve lá, ó vento, então eu quero saber:
Porque razão me estás a meter
Tanto medo de arrepelação !?...
Assim sendo, diz-me para onde vou,
Ou então!?...

Aí, o vento mudou de ouvido e segredou-me:

Alguns como tu, ficarão
Na nova terra que há de brotar
Das cinzas da ressurreição,
Onde não haverá castigo nem metas,
Apenas um tempo novo
Onde habitará um nóvel povo,
No promissor mundo dos poetas! "

(Carlos de Castro, In Há Um Livro Por Escrever em 08-05-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro