Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Como Sou

Sou, como sou, poeta
Vivo numa linha reta
Num paralelo de mim.
Vou, como sou, sozinho
Um rio que não se encontra
Que faz a curva no estio
E se deságua na sombra.

E eu sou igual a outros
Atordoados, despertos.
Que vêem o céu refletido
E acham a lua perto.
Sou como uma saudade
Carícias na minha idade.
Eu gosto do pranto
De ver chorar.

"As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação."

É engraçado como a vida nos prega partidas

Como doi chorar por alguém que estando ao nosso lado, não está.

E quando paro para pensar em vc, para pensar na nossa vida, uma sensação gostosa, tal qual como uma satisfação, uma deliciosa paz, invade meu ser, e passo te amar com muito mais intensidade!

Às vezes o silêncio se desenha como prece. E ausência um jeito de presença. Afastar-se do perfeito é ver as coisas como elas realmente são: Imperfeições que cumprem ciclos para se transformar em algo melhor.

Como comparar os olhos de quem se ama?
Com o mar? Não... mesmo com toda sua beleza e imensidão
Não conseguiria competir com teu olhar
Com o céu? Não... mesmo no dia mais belo de sol
Não teria chances com você...
O sol se renderia ao brilho dos seus olhos,
E chegaria a noite, ahh noite... para poder brilhar
A lua me trouxe para você
Para que eu possa fechar seus olhos com um beijo de amor...

Ao mesmo tempo que quero me entregar, tenho medo. Medo de me magoar, medo de que você seja como os outros. Tenho medo de fazer tudo errado mais uma vez. Medo de que você quebre meu coração. Eu tenho muito medo de ter que ficar sozinha novamente.

As crianças são casulos e os adultos são borboletas. E nenhuma borboleta se lembra mais como era ser um casulo.

Como dizer que acredito no amanhã, se ao menos acredito sobreviver a essa noite?

Não tente brilhar no reflexo dos outros, pois Deus nos fez como estrelas para termos brilho próprio.

Anseios

Triste menina,

Teu olhar é como a obscuridade da noite
Um olhar tão calado,
Um olhar que oculta,

Parecem aprisionados... Levante-os!
Olhe em direção a mim!
Pois,
Quando admiras,
Passa a existir uma luz que rasga as trevas,
Dissipando tudo o que te aniquila.

Mas,
O que contém além da tua visão?

Se eu soubesse dos teus sentimentos,
Navegaria nesse oceano de águas tenebrosas,
Somente para compartilhar dos mesmos anseios.

Enquanto meus dias sopram gelados e minha vida segue como uma folha no outono, não sinto nem mesmo a fome de meu estômago, apenas a necessidade do sono.

"Mas como lutar contra esse amor que me enlouquece?"

Engulo suas vírgulas como quem bebe café frio.

Como adestrar a memória teimosa que insiste em associar o cheiro do perfume com o dele? Não é possível. As peculiaridades de cada um são únicas, são eternas. Não se pode esquecer. Não se pode lutar contra a vontade de resgatar o amor perdido, a ilusão da felicidade sem fim. Não se pode brecar o riso que invade os olhos úmidos quando falamos daquele que um dia prometeu felicidade e lealdade utopicamente eternas. É preciso aprender a conviver com as mãos soltas, com o olhar ausente, com a cadeira vazia, com o unitário. O amor não é eterno, só as saudades, só a assombração das lembranças. Isso permanece, até o fim, até o último dia, até o último suspiro. Convenhamos – vai-se o amado, fica-se o coração partido.

Quando ouço uma frase com a expressão ”como se não houvesse amanhã”, dita com ironia, questiono. Afinal, é loucura viver assim?
Há de fato um confortável amanhã? Impossível saber o que me reserva o “daqui a um minuto”. Uma das minha poucas convicções é que cada instante é sagrado.

A gente se força a acreditar que existe algum tipo de segurança na repetição, mas todos os esforços da experiência humana não conseguiram prever nada além de probabilidades.

Nada na história do pensamento, da expressão, religião ou mesmo da ciência se aproximou de entender o inexorável. Não há conforto aí! Tanto vale abandonar o conhecido e tentar o diferente.

A vida, nesse exato momento, é nossa única certeza.

Os acontecimentos parecem convidar a espremer de cada minuto o prazer da experiência de existir.

Eu não sei o que vai acontecer “depois”, mas mesmo surrada pelas meus medos e machucada pelos leões de todo dia, eu escolho acreditar na vida e na importância vital do meu papel social na verdade absoluta de que haverá um amanhã para alguém, mesmo que não seja eu.

O coração é como um pedaço de papel.
Se você não tem certeza do que vai escrever
é melhor escrever a lápis e bem fraco,
pois se acontecer de errar poderá apagar sem deixar marcas,
tal como o coração, se fores deixar pessoas o ocupa-lo
tenha cuidado,
elaz podem marca-lo de tal modo que nunca mais
se apagarão as marcas.
E depois quem sofre é você.

Algumas pessoas são como estrelas. Morrem, mas continuam brilhando.

Reflexões de uma sexta à noite
É tão interessante como as coisas acontecem, como o tempo passa rápido demais, como a gente diz coisas que na hora fazem muito sentido e depois de alguns anos já não valem de nada, como conhecemos pessoas e nos afastamos de pessoas, como sentimos coisas e esquecemos coisas. É tão interessante olhar as fotos e pensar em quanto tempo já se passou desde aquela foto, comparar uma foto com a outra e ver como você mesmo mudou e não percebeu. É tão esquisito ver as coisas que passaram e que tanto significaram e significam até hoje, ou simplesmente significaram muito e hoje não significa mais nada.
As vezes pensamos em coisas que podem acontecer, em coisas que queremos que aconteçam, mas somos seres muito irracionais para sabermos que tudo o que estamos planejando não vai sair desta forma tão planejada e desejada, que tudo que queremos vai nos chegar da forma diferente como imaginamos. Então o que fazer? Então o que pensar? Simplesmente não pensar seria a resposta, mas que ser que não pensa? Então fazer seria a resposta mais adequada; fazer tudo aquilo que tiver vontade e não se preocupar com o que os outros vão dizer, ou fazer aquilo que se tem vontade preocupando-se com sua imagem, porque isso depende dos princípios de cada um e, sem absolutamente nenhuma crítica, pensando no que vão dizer ou não, fazer o aquilo que te torna feliz, da maneira que se é feliz, com certeza, é a resposta mais adequada.
Mas falar de respostas adequadas não é fácil para uma pessoa de 17 anos, que é metade menina e metade mulher, dependendo de qual metade escolhem ver. Não é fácil por, simplesmente, ainda não ter achado as respostas de que precisava, simplesmente pelo fato de minhas posições na sociedade entrarem em confronto com as minhas vontades e anseios. E são esses confrontos que me trazem perguntas sem respostas, das quais não citarei, mas que me deixam muito confusa em meio ao mundo que vivo. Então porque cometer a hipocrisia de falar sobre respostas adequadas a vida, quando eu mesma não sei quais são, quando eu mesma já fiz o que não quis, já quis o que não fiz. Eis então uma suposta resposta a esta indagação: somos todos, pessoas hipócritas, umas mais intensas que as outras, claro, mas no meu mundo de opiniões e sugestões formadas ou não formadas somos todos hipócritas, nem que seja em 1% do que somos.
Falar do que somos e pensamos também é complicado. O que realmente pensamos e fazemos dentro de nós mesmos e para nós mesmos nos dizem quem somos, mas não dizem aonde iremos. Com certeza porque opiniões são mudadas todos os dias. Então se o que realmente eu sou me faz feliz, estarei bem comigo mesma, porém, isso não quer dizer que o que eu sou é comum para a sociedade, não quer dizer, também, que o que eu sou é um ser humano correto, também não quer dizer que o que eu sou é um exemplo, porque o que sou corresponde a uma menina (ou mulher, como quiser chamar) que ora sabe se portar, ora não sabe nem o que é comportamento, ora é romântica, ora é traiçoeira, ora pensa no que está dizendo, ora é superficial, ora pensa como humanista, ora pensa como capitão, corresponde a apenas mais uma pessoa no mundo, que não faz a diferença nesse grandioso globo, que cismam em chamar de pequeno, mas que talvez um dia faça, ou não. O que sou corresponde, na verdade, a uma pequena partícula de uma grande coisa chamada sociedade, coisa tal que nunca entenderemos, simplesmente pelo fato de sociedade não ser uma e sim, milhares de pessoas e, pessoas são diferentes, completamente, o que não nos permite entender uma sociedade como um todo, mas sim, um a um.
Então falar de dúvidas, com certeza, é uma grande complicação para tal insignificância do meu ser já que, muitas vezes, me sinto como se eu mesma fosse a incerteza. A incerteza, ou a dúvida, é algo que nos confunde por inteiro, pelo simples fato de não sabermos do nosso amanhã, somos pequenos seres que fazem suposições do que vai ou não acontecer após abrirmos os olhos pela manhã e, as vezes, nossas suposições são tão óbvias pelas nossas rotinas, mas sempre há algo em um dia que não houve no outro, sempre há uma nova escolha a ser tomada, e isso não podemos planejar, seja esse algo simples ou não. Então porque planejar? Responder isso não seria provável, já que não faço idéia de como funciona esses seres que chamam de pessoas.
Falar de rotinas seria a coisa mais hipócrita que eu faria. O que eu poderia dizer além dos clichês, que todos já conhecem, como “rotina é um algo chato” ou, também, “ninguém gosta de rotinas”. Apesar de clichês, são verdades. Porém, quem é que não segue uma rotina para sua própria sobrevivência? Até diria que muita gente gosta sim de suas rotinas, mas por esses clichês, e um denominado senso comum, muitas dessas pessoas fazem que não gostam.
Falar de escolhas talvez seja mais comum do que nos parece, mas são elas que nos dizem onde chegaremos, escolhas erradas talvez nos levem a lugares errados, mas existe um talvez. O talvez de no fim tudo dar certo. Talvez escolhas não possam se denominar entre certas e erradas, já que um dia a escolha errada e um caminho errado, possam nos trazer coisas que nos digam verdades e certezas, caminhos errados podem levar aos certos e com isso podem levar a mais um grau de experiência em uma jornada grande, mas que passa sem que haja a nossa percepção. Escolhas fazem, constantemente, parte de nossas vidas, erradas ou não, elas vão nos levar exatamente onde deveríamos ir.
Então, talvez eu tenha escrito só mais um texto com sentido ou não, porque, na verdade eu não sei se eu mesma faço algum sentido. Enfim, talvez seja apenas mais um texto de uma adolescente ou talvez seja superior a isso, apesar de achar que os graus de superioridade e de inferioridade não fazem parte desse mundo em que vivemos.