Ha como eu Queria q ela Soubesse
Há uma forma silenciosa de culpa: possuir a possibilidade de fazer o bem e escolher, deliberadamente, não fazê-lo.
Há verdades que não precisam de censura para morrer: basta entregá-las a uma sociedade que desaprendeu a perguntar.
Há prisões construídas com grades e outras construídas com frases repetidas até que o prisioneiro já não reconheça sua própria voz.
Não fomos um daqueles amores cheios de encantos
Mas tudo bem, há flores que nascem só para enfeitar o campo
Foi só paixão, eu sei, mas foi intensa
Daquelas que acendem sem pedir licença
Forte brisa, que o vento levou
Um perfume que nunca ficou
Mas há beleza no que não persiste
Como o pôr do sol, que apenas existe
Palavras guardadas, um olhar sem fim
Fantasmas de um beijo que não teve um sim
Tua ausência não pesa em dor
Mas em traço sutil de um quase amor
Faltou só o tempo, ou talvez coragem
Mas sobrou poesia nessa passagem
Será ilusão ou um destino escrito?
Doce enigma em versos infinitos
O mistério dança no olhar ardente
Palavras não ditas, desejos latentes
Nem chegamos a ser memória
E tem dias que pesa, como se tivéssemos sido história
Por mais que isso possa caber a muitas histórias de um quase amor, um clichê
Não me importa, porque essa realmente eu fiz só pra você.
Existe, no Brasil, uma elite política e econômica que, há séculos, encontra maneiras de preservar privilégios e influência. Mudam os regimes, mudam os discursos, mudam os personagens — mas certas estruturas de poder permanecem.
O que mais me impressiona, porém, não é apenas quem ocupa o poder, mas quem acredita estar sendo representado por ele.
Vejo trabalhadores e pequenos empresários defendendo interesses que muitas vezes não são os seus, como se fizessem parte de uma elite à qual dificilmente terão acesso. Defendem privilégios imaginando que, um dia, poderão usufruí-los — enquanto os verdadeiros beneficiados continuam protegendo seus próprios interesses.
O problema não é alguém defender aquilo em que acredita. O problema é não perceber quem realmente ganha quando determinadas regras são mantidas.
Uma sociedade consciente não deveria perguntar apenas:
“De que lado você está?”
Deveria perguntar:
“Quem se beneficia com aquilo que estou defendendo?”
Porque, no fim, a maior força de qualquer sistema de privilégios não está apenas em quem os possui, mas também em quem, sem perceber, ajuda a preservá-los.
Talvez a verdadeira mudança comece quando deixarmos de escolher lados por identidade, paixão ou discurso — e começarmos a olhar para os interesses, os fatos e as consequências.
Bens materiais não são permanentes, pessoas se transformam em robôs, mas se esquecem que há muita dependência dos seres humanos, sem eles não há Inteligência Artificial que sobreviva.
A vida é feita de trocas.
Há os que trocam uma sardinha por um baiacu, mas, também há os que trocam uma sardinha por uma pescadinha.
Nada contra os peixes.
“Há dois tipos de pessoas, aquela que ao ler uma frase faz um livro e aquela que ao ler um livro não faz uma frase.”
“Poupe sua voz, há quem não queira escutar, há quem não vai mudar e há quem lhe ouça só porque você não para de falar.”
“Há em mim um garoto esperançoso que mesmo com lápis branco e preto pode imaginar desenhos coloridos.”
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