Ha como eu Queria q ela Soubesse
Verdadeiramente, não há beleza absoluta, mas a vida nos convida à maestria de recortar o horizonte e contemplar os detalhes que florescem nas oportunidades e na vida.
Ainda e cedo pra tentar...
Agora e tarde pra se arrepender...
Ainda ha tempo de se revelar
Nada nada vai agradar seu ego..
Nada vai apagar seu erro..
E ninguém tem nada a ver com isso ..
So voce e seu espelho.
O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
Cada um em seu castelo de sentir e ser,
Trancado na autonomia do próprio umbigo.
Não há mais acordo, nem o querer,
De buscar no outro um abrigo.
Nem a tela acesa, nem a mesa posta,
Fazem a alma se reencontrar.
O pensamento solitário é o que resta,
Nesse abismo imenso de não se falar.
A modernidade, com sua mão gelada,
Apagou o brilho da conversa franca.
A dúvida agora é voz isolada,
E o motivo fútil é o que nos estanca.
Ass Roseli Ribeiro
"Há um riso no rosto, um brilho fugaz,
Entre vozes e grupos, a saudade se faz.
Embora rodeado, o vazio é certeiro:
No meio da gente, o ser continua solteiro."
Roseli Ribeiro
O Mérito, a Propriedade e a Confusão dos Tempos Modernos
Há uma curiosa tendência do homem moderno de confundir conceitos distintos e depois declarar que encontrou uma contradição. Muitas vezes ele toma duas ideias diferentes, mistura-as em um mesmo recipiente e, quando o conteúdo se torna incoerente, culpa a realidade pela confusão que ele próprio produziu.
Entre essas confusões, poucas são tão frequentes quanto a que envolve mérito e propriedade.
O mérito é uma coisa. A propriedade é outra.
O mérito responde à pergunta: "Como alguém conquistou algo?"
A propriedade responde à pergunta: "De quem é esse algo?"
São perguntas diferentes, e exigir que uma responda à outra é tão absurdo quanto exigir que a certidão de nascimento substitua uma escritura de imóvel.
Quando um homem funda uma empresa, investe recursos próprios, assume riscos, trabalha durante anos sem garantia de sucesso e finalmente constrói um empreendimento próspero, existe uma justificativa meritória para sua riqueza. Seu patrimônio não surgiu do nada; foi resultado de decisões, sacrifícios e responsabilidades que outros não assumiram.
A riqueza, nesse caso, não é um acidente. É consequência.
Por isso, quando se pergunta por que o proprietário recebe mais que o funcionário, a resposta inicial é simples: porque não desempenharam o mesmo papel. Um criou a estrutura; o outro foi contratado por ela. Um assumiu o risco do fracasso; o outro aceitou um salário previamente definido. Um poderia perder tudo; o outro não.
Não há ofensa alguma nessa diferença. Pelo contrário, seria estranho se não existisse.
O homem que construiu uma ponte não é recompensado da mesma forma que aquele que apenas a atravessa.
Entretanto, surge um segundo problema. Após reconhecer o mérito do fundador, muitos passam a questionar a continuidade de sua propriedade. Perguntam por que ele continua recebendo lucros anos depois. Perguntam por que seus filhos podem herdar seus bens. Perguntam por que alguém pode controlar uma empresa mesmo sem participar de todas as suas operações diárias.
É aqui que ocorre a confusão.
Essas perguntas já não pertencem ao campo do mérito.
Pertencem ao campo da propriedade.
Uma vez que um bem foi legitimamente adquirido, a questão deixa de ser quanto mérito ele exigiu para ser conquistado. A questão passa a ser quem possui autoridade legítima sobre ele.
Um homem não deixa de ser dono de sua casa porque está viajando. Não deixa de ser dono de seu carro porque outra pessoa o dirige. Não deixa de ser dono de sua empresa porque contratou administradores.
A propriedade não é um salário. É um direito.
O proprietário não precisa justificar diariamente sua posse por meio de novas demonstrações de mérito. Se assim fosse, ninguém possuiria coisa alguma por muito tempo. O agricultor teria de provar todos os dias que merece sua terra. O escritor teria de provar continuamente que merece seus livros. O pai teria de justificar incessantemente a posse de sua própria residência.
A sociedade tornar-se-ia um tribunal permanente.
A objeção frequentemente retorna sob outra forma. Diz-se que o trabalhador produz valor e, portanto, deveria participar da propriedade da empresa.
Mas o trabalhador já participa da relação econômica segundo os termos que aceitou livremente. Seu contrato especifica salário, benefícios, direitos e deveres. Não existe engano oculto nessa troca. Ele não foi contratado como proprietário. Foi contratado como empregado.
Se deseja assumir riscos empresariais, buscar participação nos lucros, abrir um negócio próprio ou trabalhar sob modelos de remuneração variável, essas possibilidades existem. O mercado oferece inúmeras formas de associação econômica.
Mas não é razoável aceitar um contrato específico e depois reclamar que ele não era outro contrato.
A liberdade contratual perde o sentido quando uma das partes exige alterar retrospectivamente os termos que aceitou.
Há ainda uma verdade frequentemente esquecida: o esforço não garante sucesso.
Um homem pode trabalhar arduamente e fracassar.
Outro pode trabalhar arduamente e prosperar.
As circunstâncias existem. O acaso existe. As crises existem.
Reconhecer isso, porém, não destrói o princípio do mérito.
Pelo contrário.
Se o sucesso fosse garantido, o mérito teria pouco valor. O mérito existe justamente porque alguém escolhe agir sem garantias.
O navegador é admirável porque o mar oferece tempestades.
O empreendedor é admirável porque o fracasso é possível.
O estudante é admirável porque a aprovação não é automática.
O mérito não promete resultados inevitáveis. Promete apenas a possibilidade de alcançá-los.
E essa possibilidade é uma das maiores forças de uma sociedade livre.
Quando um homem pobre se torna rico por meio de trabalho, estudo, disciplina ou empreendedorismo, não se prova que todos alcançarão o mesmo resultado. Prova-se algo mais importante: que a ascensão é possível.
E uma sociedade na qual a ascensão é possível é radicalmente diferente de uma sociedade na qual ela é proibida.
Por fim, toda a controvérsia parece retornar a uma única pergunta.
A propriedade privada é legítima?
Se a resposta for não, então nenhuma quantidade de esforço, risco ou sacrifício justificará sua existência.
Se a resposta for sim, então o proprietário possui o direito de conservar, administrar, vender ou transmitir aquilo que lhe pertence.
Nesse ponto, o debate deixa de ser econômico.
Torna-se moral.
E talvez esta seja a questão fundamental de toda a disputa: não se trata de decidir quem merece mais, mas de decidir se o homem tem o direito de chamar alguma coisa de sua.
Há religiões em que se espera por um milagre,
e outras em que se reza por poderes sobrenaturais,
e até religiões em que se implora por sucesso nos negócios.
Mas a religião de Buda é uma religião em que se busca
orientar a sociedade e servir às pessoas.
A aspiração ao caminho de Buda significa
amar todo o universo assim como os pais amam seus filhos.
Nos dias de chuva, há sempre um olhar perdido à janela. A vida, lá fora, segue seu ritmo cinzento, mas, por dentro, o silêncio é a única voz. E o momento em que a alma chora sem fazer barulho, e a chuva apenas lava o que já está quebrado.
Há dores que não fazem barulho,
mas reorganizam a alma inteira no escuro,
ensinando o coração a continuar mesmo ferido,
porque certas quedas não vêm para destruir,
vêm para mostrar a força que ainda não se conhecia.
Há silêncios tão profundos,
que por trás deles a alma trava batalhas invisíveis,
e enquanto o mundo enxerga apenas distância,
existem corações implorando por um pouco de permanência,
porque às vezes ser visto já impede a queda.
Há sorrisos que iluminam o rosto,
mas servem apenas para não escurecer o olhar diante dos outros,
porque nem toda alegria é presença de paz,
às vezes é só a maquiagem silenciosa de um coração cansado,
tentando não desabar em público.
Há maior batalha não é entre o bem é o mal,
entre a luz é as trevas,
mais sim; entre o conhecimento é a ignorância!
Onde D'us é D'us não há religião. Há Luz. Há Amor. Há Verdade. Há Adoração. Há Comunhão Universal. Há tudo Nele e Ele em tudo.
Pois Nele foram criadas todas as coisas. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Nele Tudo Subsiste. De modo que Nele nos movemos, existimos e respiramos. Sim, Ele é o Pai de todos, está em todos e opera por meio de todos. Nada existe fora Dele. Tudo é Nele. Mas Ele não é a nenhuma coisa .Como poderia D'us ser Flamengo, ou Santos, ou Corinthians, ou Botafogo, ou Palmeiras?
Ora, o reducionismo é tão patético quanto o que acima usei para ilustrar o ridículo do deus de Religião.
É tão gracinha quanto dizer que deus é brasileiro.
Sou um humano que é filho do Eterno.
Nele, que não torce por time religioso nenhum, para a mais profunda tristeza religiosa de alguns, mas para nossa alegria do Caminho aberto a todos.
Todos os dias, ao navegar pelas redes sociais, topamos com colegas que não vemos há muito tempo, porém agora estão nas seções de obituários. Nessa hora, percebemos quantas ocasiões deixamos passar para buscá-los e relembrar os bons momentos que vivemos juntos. Essa reflexão fará com que alteremos algo na nossa atitude, ou tudo continuará como antes?
SONETO DAS PESSOAS
Há quem carregue o sol no próprio olhar;
Mesmo vivendo dias de tormenta;
Há quem transforme o simples caminhar
Na mais bonita forma de ser lenta.
Pessoas são jardins em movimento,
Mistério que ninguém pode medir;
Algumas passam como leve vento,
Outras permanecem sem partir.
Por trás de cada rosto há uma história,
Uma batalha oculta e silenciosa,
Uma lágrima guardada na memória.
Por isso a bondade é sempre valiosa:
Quem espalha amor constrói sua vitória
Na alma de uma vida generosa.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Há uma dor que é pleonasmo,
intangível, impalpável.
Uma dor que dilacera, que usurpa, plorifera.
Há uma dor invisível, indivisível.
Que subtrai, subtrai, traindo.
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