Ha como eu Queria q ela Soubesse
Carta aos Romanos 3:12
«Todos se extraviaram, todos se corromperam. Não há quem faça o bem, não há
um sequer.»
Pai,
Estas palavras foram escritas na Bíblia há muito tempo sobre os judeus e os
gregos. Quererá o Pai dizer, nesta situação, que haverá um novo início?
Pai,
Que esse início seja breve, que o seu mundo venha, que os seus filhos se
arrependam, que a sua atitude nos ensine.
Pai,
Não nos olhe com desprezo, não nos olhe com desdém, pois só o Pai pode
ensinar-nos segundo a Palavra. Só o Pai pode transmitir-nos afeto, mesmo
enquanto pecadores.
Pai,
Que o Pai exulte sobre as almas, sobre o nosso ser, melhore as nossas atitudes e
torça pelas nossas melhores decisões.
Pai,
A nossa atitude é errada, mas o Pai está lá sempre para corrigir, para que
possamos ter momentos de reflexão e comungar consigo, pois necessitamos da
sua Palavra.
Pai,
Por fim, peço-lhe que olheis por aqueles que mais precisam, para que cresçam na
fé, no respeito, no exemplo e no ser para com os outros irmãos. Pois só assim
alcançaremos a paz de coração e viveremos em plena união enquanto irmãos em
Cristo.
Amém
Não há problema em gostar de dinheiro, salvo quando, o coloca acima da família, dos amigos e da própria vida. Precisamos do dinheiro, usemos o dinheiro, mas não deixemos ser dominados pelo amor ao dinheiro.
Os anos pesam com o passar dos dias. E não há maior pesar do que sentir a nostalgia. Renascer conforme o amanhecer e buscar um pouco de alegria, essa é nossa porção de mais valia.
Se muitas coisas te fazes chorar, busque qualquer coisa que possa te trazer boa energia. E quem sabe no amanhã, aconteçam coisas boas e façam com que você sorria.
Nem todo silêncio quer resposta.
Descansar não é desistir, é recarregar o humano.
Há dias em que sobreviver já é produção suficiente.
O corpo também pensa, só mais devagar.
Às vezes a melhor ideia é não ter nenhuma hoje.
(...) todas as árvores são sagradas,
e devem ser preservadas,
há toda uma troca de energias no contado com a força energética contida numa árvore,
quem nunca abraçou uma árvore, encostou sua cabeça sobre seu tronco, está perdendo o colo da mãe natureza.
(...) devemos pensar em enriquecer nossa flora, preservando.
Porque preservando a natureza estaremos preservando a nós próprios, in Orixas e Essencia Divina– by Cris)
Há dores que apertam o peito e fazem acreditar que a luz se apagou.
Mas quando o coração se abre, o sol nasce de dentro, e a vida floresce outra vez.
As mãos que nos levantam, visíveis ou invisíveis, lembram: nunca caminhamos sozinhos.
O Amor nos sustenta, transforma a dor em força e devolve o brilho da alma.
Respira… a luz já está em você e sempre esteve ❤️
A PONTE
William Contraponto
O que há no horizonte
É só uma miragem?
Onde está a ponte
Que deveria ser passagem?'
Trilhar o caminho e achar a travessia
Parece um teste de sabedoria.
Essa paz sentida na imensidão
Ela também nos apavora,
Traz à tona toda motivação
Que a fuga é da margem opressora.
Aquele lugar onde a crescente afonia
Tem como causa a hipocrisia.
Qualquer pessoa que ousa questionar
Povoa a sua própria vastidão ,
Até a tal ponte encontrar
E atingir o abrigo para a expressão.
Muito além daqueles antigos rabiscos
Que ensaiavam sobre sermos nós sem riscos.
Se faltar a coragem de atravessar
Que seja a esperança,
Existe uma música no ar
Nos inspirando segurança.
Após o passo em seguida
O recomeço, uma nova vida.
O que há no horizonte
Não é uma miragem,
Ela é a ponte
Que nos dá a passagem.
Trilhar o caminho e fazer a travessia
É a continuação mais necessária.
Há Outras Flores
Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.
Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.
Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.
Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.
William Contraponto
Há um silêncio que não cala — entre o sopro do mundo e a carne da dúvida, é lá que o ser se inventa.
Notas Sobre o Que Permanece
por Neno Marques
Há escritores que não precisam de grandes artifícios para mostrar a que vieram. Basta observar o modo como organizam uma ideia, como escolhem um termo em vez de outro, como evitam o excesso para chegar ao essencial. Esse tipo de escrita não exige decorações; exige atenção.
O que me interessa, nesses casos, não é o tema em si, mas a postura de quem escreve. Há autores que tratam a palavra como instrumento de trabalho, não como ornamento. Preferem a clareza ao espetáculo. Trabalham com precisão, mesmo quando o assunto é difícil ou desconfortável.
Também noto que alguns textos ganham força não pelo que afirmam, mas pelo que recusam. Recusar fórmulas prontas, recusar expectativas externas, recusar aquilo que transformaria a obra em produto fácil. Essa recusa, quando coerente, se torna parte da identidade do autor.
Outro ponto importante é o compromisso com a própria voz. Não me refiro a originalidade forçada, mas a algo simples: escrever sem pedir permissão. Quem mantém esse compromisso costuma produzir obras mais consistentes, mesmo que passem despercebidas num primeiro momento.
Por fim, acredito que a relevância de um texto não depende de alcance, e sim de honestidade. Quando o autor sabe o que está fazendo — e por que está fazendo — o leitor percebe. Não precisa concordar, mas reconhece que ali há uma intenção sólida, não um improviso disfarçado.
É isso que, para mim, permanece.
Há um ruído constante no mundo.
Um zumbido de notificações, luzes piscando, vozes comprimidas em telas.
Chamamos isso de conexão.
Mas, quando o silêncio chega, percebemos — há algo que se perdeu entre um toque e outro.
Vivemos cercados de redes: sociais, neurais, digitais, afetivas.
Somos fios, dados, pulsos elétricos viajando por cabos invisíveis.
E, ainda assim, sentimos falta de algo que o Wi-Fi não alcança: o olhar demorado, o riso inteiro, o abraço que não depende de senha.
O perigo, talvez, não esteja nas redes — mas na mente que, sem perceber, se desconecta de si mesma enquanto acredita estar on-line.
Desaprendemos a estar sozinhos, e confundimos presença com visibilidade.
Somos uma multidão em silêncio, cada um falando com seu reflexo.
E, nesse espelho luminoso, o humano se desfoca.
Mas há quem perceba as rachaduras — professores, artistas, pensadores, sonhadores —
que ainda acreditam que pensar é um ato de resistência. Eles caminham entre as redes e tentam tecer novamente o fio do sentido. A reflexão é sobre eles — e sobre nós.
Sobre a mente que precisa se reconectar com aquilo que não se mede em bytes:
a empatia, a escuta, o amor, a presença.
Não é uma revolta contra a tecnologia, nem um lamento nostálgico.
É um convite à consciência.
A lembrar que a rede mais importante ainda é a que se forma entre mentes e corações vivos.
E, talvez, o primeiro passo para isso seja simplesmente pausar.
Respirar.
E se perguntar:
“Em que momento eu me desconectei de mim mesmo?”
FILHOS REVOLTADOS.
Há filhos que crescem sentindo um desconforto constante dentro da própria casa. Não é briga declarada, nem ódio explícito. É um incômodo silencioso que se transforma em distância. Eles culpam os pais pelo que não foram, pelo que não tiveram ou pelo que acreditam que mereciam ter sido. Carregam uma insatisfação permanente, como se algo essencial lhes tivesse sido roubado na infância.
Esses filhos raramente percebem o peso dessa postura. Tornam-se ásperos no trato, impacientes, mal-educados nas pequenas coisas. Respondem com ironia, com silêncio agressivo ou com desprezo disfarçado. Preferem a rua à casa, o sofá do amigo ao próprio quarto, a madrugada fora ao convívio familiar. E quando estão em casa, fecham-se. Trancam-se no quarto como quem ergue um muro para não ser alcançado.
Segundo Floyd, esse tipo de comportamento nasce quando o filho transforma os pais em culpados eternos. Ao fazer isso, ele entrega a própria vida emocional nas mãos do passado. Floyd afirma que, quando o adulto continua exigindo dos pais aquilo que já não pode mais ser dado, ele permanece preso a uma infância não resolvida. A revolta, nesses casos, funciona como uma defesa: é mais fácil acusar do que assumir a própria responsabilidade pela própria história.
O problema é que essa fuga constante cobra seu preço. A casa deixa de ser abrigo. Os pais envelhecem à distância. O diálogo se perde. E o filho, mesmo cercado de pessoas, continua carregando um vazio que nenhuma casa de amigo consegue preencher.
A minha dica, ou sugestão, é dura, mas necessária: esse tipo de filho precisa crescer emocionalmente. Precisa olhar para os pais como humanos falhos, não como deuses que falharam. Precisa parar de cobrar o que já passou e começar a construir o que ainda é possível. Conversar, estabelecer limites, buscar terapia, assumir escolhas. Enquanto a culpa estiver sempre no outro, a vida nunca estará, de fato, nas próprias mãos.
O que ninguém sabe?
Ninguém sabe que há anos penso em me matar.
Quem sabe assim eles parem de me julgar?
Se não fosse a minha fé, talvez já estaria lá.
Só de pensar que sem mim talvez finalmente felizes eles poderiam estar, não posso lutar. Muitas das vezes meus sentimentos vêm como facas afiadas.
Que tentam me parar, mas sei que meu Deus morreu para me salvar e esses pensamentos deixo para lá.
Por trás de um homem desinteressado, há sempre um homem desvelado. Por isso, moça, abra os olhos, pense em você, meu bem!
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