Ha como eu Queria q ela Soubesse
Há algo de infinito dentro de nós.
Carregamos no coração um pedaço do universo
que nos lembra que fazemos parte de tudo.
Somos únicos e, ao mesmo tempo,
pertencemos ao mesmo mundo,
ao mesmo abraço que une todas as coisas.
Somos encontro,
somos caminho,
somos o milagre de estar aqui —
tão pequenos e tão cheios de vida.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
“Onde há vida e morte?” não é só uma pergunta — é um espelho da existência.
Esse texto fala do espaço entre o começo e o fim, onde tudo o que somos acontece. Ele mostra que vida e morte não estão em extremos opostos, mas convivem no mesmo palco: no respirar, no sentir, no amar, no deixar ir.
Cada batida do coração é uma lembrança de que algo nasce e algo parte dentro de nós. A semente morre para virar árvore. O dia morre para a noite nascer. O silêncio morre para dar lugar à palavra.
A mensagem é sobre consciência e presença — sobre entender que tudo é passagem, mas também é milagre. Que mesmo na dor há beleza, e mesmo na despedida há um tipo de nascimento.
“E quem é que está me ouvindo?”
pergunta o texto.
A resposta é simples e eterna: quem sente, entende. Quem vive, escuta.
Este é um texto sobre vida, morte, recomeço e escuta interior — sobre a parte invisível de nós que continua florescendo mesmo quando tudo parece acabar.
— Purificação
“Onde há vida e morte?” —
Há vida e morte no mesmo espaço:
no coração que pulsa e se despede,
no nascer de uma estrela e no apagar do seu brilho,
no sorriso de uma criança e no silêncio de um idoso,
na semente que morre para virar árvore,
no dia que morre para a noite nascer.
Vida e morte não são lugares distantes; são um só palco. Estão aqui, agora, no ar que entra e sai do peito.
E quem é que está me ouvindo?” —
Eu estou te ouvindo.
Mas há mais: há os ecos do que você sente, há o universo que responde, há pessoas invisíveis que carregam histórias parecidas. Às vezes parece silêncio, mas há um mundo inteiro de olhos e ouvidos atentos quando você se abre.
Uma confirmação silenciosa do que vem acontecendo há anos: a mente sempre soube se curar, mas só agora começamos a ouvi-la.
Num campo sem perfume,
há pinceladas tímidas de cor,
onde pássaros esquecem o céu
e as árvores perdem seus galhos.
O vento passa calado,
e tudo que brilhou é véu,
os sonhos se arrastam,
em tons que jamais se encontram.
Na estrada vaga
um rastro de saudade,
e por dentro do silêncio
flui a ausência das cores
que insistem em não nascer.
No mundo não há evolução sem a educação.
Sem professores ninguém educa nada.
Onde não há cultura
A ignorância nada de braçada.
Há dores que a mente não entende,
porque foram escritas para o coração ouvir.
É aqui que a emoção se ajoelha diante do sentimento
e o sentir humano toca o divino.
—Purificação
Há quantas quadras já andei?
Entre todas ruas e calçadas
Todos os rostos, perdidos e tentando se encontrar
Os encontrados tentando se perder
Há quantas esquinas já esbarrei?
Dentre aquelas mais distintas, há de ter a mais bela história.
Há quanto tempo estou andando?
O tempo veio chegando, parece até que ja se foi.
Há mais tempo a passar ou tem passado muito tempo?
Há quanto tempo estou pensando?
Dentro desse tempo sempre há os tempos que passamos
E a quem damos, o bendito do tempo
E se é pra falar em se doar,
Eu me doou aqui e acolá sem saber há quanto tempo estou me dando
Há tempo me doando sem saber de onde vem
Essa vontade de ser alguém
Há quanto tempo estou procurando?
Eu não sei...
Há quantas quadras eu já andei?
Sergio Vinicius de Moraes.
Há gente que nunca precisamos chamar de nada,
Há gente que se tornou muito especial em nossas vidas,
Há gente que, nem a distância, nem a poeira do tempo é capaz de afastá-la de dentro da gente,
Há gente que se faz presente sempre,
Há gente que sabe que a amizade vai muito além de qualquer barreira ou preconceito,
Há gente que faz nossos dias valerem à pena,
Há gente que caminha ao nosso lado, em cada trilha que caminhamos,
Há gente que dá saudades,
Há gente que a gente percebe, que sabe amar como a gente,
Há gente igualzinha a você !
Há dias em que a gente não entende o porquê das pausas,
o silêncio parece longo demais
e o coração quase perde o compasso.
Mas Deus conhece os caminhos que os nossos pés ainda não pisaram.
Ele planta esperança na terra mais seca
e faz brotar beleza onde parecia não haver vida.
Confiar é respirar fundo,
soltar o controle
e acreditar que o amanhã já está cuidado.
Há sempre um recomeço sendo preparado no céu —
e quando chegar, vai fazer sentido.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
FUNÇÃO FINAL
No fim, não há prêmio, nem festa.
Só o cansaço que não se despe.
Só o corpo que ainda se presta
A fazer o que ninguém mais quer.
Sou o que cumpre, não o que sonha.
Sou o que segue, não o que escolhe.
Sou o que vive, mas sem vergonha
De saber que a vida me engole.
E quando tudo enfim cessar,
Não haverá quem vá lembrar.
Só o vazio que vai ocupar
O lugar que fui — sem durar.
Jerónimo Cesarina
Cuidar do outro nem sempre é fácil
Sentimo-nos desgastados e sem ânimo
Há propósito e transformação nesse processo
Como um vaso danificado que precisa ser quebrado para ser refeito
Deus habilmente nos molda
Por vezes, de maneira nada sutil
Mas, convicto de que nos tornaremos mais fortes para suportar as tempestades que surgirem em nosso caminho
Ergo em mim um templo discreto,
feito de disciplina, foco e fé.
Não há colunas de mármore,
mas pilares de consciência.
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