Ha como eu Queria q ela Soubesse
Entre Mentes
Há algum tempo anseio o saber —
não o que dorme nos livros empoeirados,
mas o que se aprende com o corpo cansado,
com o tropeço, o erro, o fardo.
Como vampira, sugo teu intelecto,
saboreio tua razão, teu susto, teu afeto,
digiro o que entendo, excreto o que sobra —
e o resto, ah, o resto, me dobra.
Uma parte de ti em mim se instala,
como lembrança que nunca se cala,
e sigo, voraz, faminta, errante,
à caça do próximo semblante,
buscando no outro o que me falta,
eco antigo, alma farta.
Procuro o que não sei nomear —
mas saberei, quando encontrar,
eterna metamorfose do pensar,
esperança cansada de esperar.
Mas a verdade — ah, a verdade —
não tem alma, nem saudade,
é fria, nua, imortal,
e eu — humana — sigo,
buscando o que é real.
A morte é o fim.
O fim é a morte.
E o que há entre a morte e o fim,
senão o lamento da falta de sorte.
Ninguém foi tão forte que venceu a morte
Nem Ele que diziam ser forte
Hoje escrevo por sorte,
Mas sei que terei morte.
As luzes vão se apagar
E nada terei a que temer
Hoje o que me dói de dilacerar
Nunca mais terei de sofrer
HARU , A FEDERAL DE SANTA CRUZ
por um velho poeta de alma ainda em brasa
Há nomes que soam como vento em bandeira,
e há almas que marcham antes do som do tambor.
Haru... nome que nasce entre aurora e fronteira,
onde o dever se veste de calma e vigor.
Tua farda não é pano, é pele sagrada,
costurada com fios de coragem e luz.
Carregas no olhar a nação amparada,
e no peito o selo de Santa Cruz.
Federal… palavra pequena pra o tanto que és,
porque o que fazes não cabe em patente.
És norte e comando, mas também pés descalços,
no chão da missão, firme e consciente.
Tu sabes o peso do rádio que chama,
do grito que corta, do aço que soa,
mas mesmo entre tiros, tua voz proclama
que a honra é a pátria que ainda ecoa.
E quando a lua toca o aço da espada,
a cidade dorme e tu segues em pé.
Haru, mulher de alma alada,
que ensina que o poder é também fé.
Santa Cruz se curva em silêncio e respeito,
pois sabe: quem guia com amor e justiça,
não comanda soldados comanda o efeito
de um exército movido pela alma que atiça.
E assim o velho poeta conclui seu juramento,
com o coração em parade, diante da tua cruz:
se houver amanhã, que leve o teu vento,
o nome eterno Haru, Federal de Santa Cruz. 🕊️
Dom Romanov, pseudônimo de Gustavo de Paula em OneState.
NÃO HÁ SAÚDE MENTAL SEM EDUCAÇÃO PARA SAÚDE MENTAL!
Uma das formas de tornar acessível a Saúde Mental e prevenir Ansiedade ou Depressão na Sociedade é introduzir no Ensino Básico das Escolas do Mundo uma Disciplina curricular que pode ser chamada de Educação Mental!
A Educação Mental como Disciplina curricular do Ensino Básico pode desenvolver habilidades de Saúde Mental nos Alunos que vão se repercutir na Família e na Sociedade em geral!
As habilidades de Saúde Mental desenvolvidas através da Disciplina curricular de Educação Mental podem ser, por exemplo:
1. Identificar os Fenômenos do Organismo Humano, tais como Sensações, Pensamentos, Emoções, Sentimentos e Intuições.
2. Reconhecer a natureza passageira dos Fenômenos do Organismo Humano através da mudança do foco da Atenção.
3. Reconhecer a existência dos cinco elementos que compõem o Organismo Humano, nomeadamente, Vida, Sujeito, Consciência, Mente e Corpo.
4. Reconhecer a Consciência e a Mente e o Corpo como conteúdos do Sujeito e a sua responsabilidade como Gestor destes conteúdos e dos Fenômenos que ocorrem no seu Organismo.
5. Ligar estados de frequência das Ondas cerebrais com respectivas Hormonas e Emoções no Organismo Humano.
6. Exercitar as várias técnicas de Relaxamento pela Atenção.
7. Criar e ensinar técnicas de Relaxamento pela Atenção aos seus Amigos e Familiares.
8. Praticar Caminhadas e Corridas, e outros exercícios físicos fundamentais.
9. Ligar tipos de Alimentos com seus impactos emocionais no Organismo Humano.
10. Explicar as consequências do desrespeito ao tempo necessário de Descansar e Dormir.
Metáfora de Convivência Humana
DE CONVIVÊNCIA HUMANA
Há momentos em que o mais nobre gesto de coragem consiste em dizer, serenamente: “Não. Páro por aqui. Estou cansado. Desisto. Já não suporto esta sucessão de tempestades.”
Não se trata de fraqueza, mas de lucidez. Há um instante em que o espírito, exausto das lutas inúteis, reclama o direito de repousar.
As decisões intrapessoais, essas que nascem do diálogo silencioso entre a consciência e a alma, têm o seu fundamento na dignidade humana — esse valor supremo que nenhuma circunstância deve profanar. Decidir interromper um caminho, afastar-se de um convívio, ou simplesmente escolher o silêncio, não é abdicar da própria essência, mas antes preservá-la.
Quem opta por se resguardar não renuncia à vida, apenas recusa o desassossego que a envenena. Tais decisões não diminuem quem as toma; pelo contrário, elevam o ser humano ao patamar da sabedoria, onde o amor-próprio se confunde com a serenidade.
Não é desdém, nem indiferença, nem orgulho — é um acto de fidelidade à própria paz.
Não habites uma casa onde a tua voz é abafada, onde os teus valores são ridicularizados, onde a liberdade se torna refém de vontades alheias. Nenhuma morada merece ser chamada lar quando nela imperam palavras impostas, ou quando o teu silêncio é o preço da convivência.
A verdadeira habitação do ser é o lugar onde o espírito respira sem medo e a palavra nasce sem permissão.
Huambo, 22 de Outubro de 2025
Salomão B. Miguel Domingos
os dias que restam por
Purificação
Há dias em que tudo pesa.
A conta que não fecha.
O abraço que a gente sente falta.
O silêncio do pai.
A distância do filho.
A mãe que já não fala como antes.
O amigo que sumiu.
A pessoa que ficou — e parece ausente.
A verdade é que ninguém está inteiro.
A gente só aprende a esconder as rachaduras.
E quando outubro vai acabando, vem essa sensação de que o tempo anda rápido demais — como se a vida tivesse pressa, e a alma ainda estivesse tentando entender o que fazer com tanta dor, tanta lembrança, tanto recomeço interrompido.
A gente tenta seguir.
Trabalha, paga contas, sorri pra foto, finge costume.
Mas por dentro, há sempre algo pedindo socorro em silêncio.
O medo do amanhã.
A saudade do ontem.
E a incerteza do hoje.
Mas olha —
entre o choro e o riso, entre o fracasso e a tentativa, há uma força que insiste.
Ela vem do mesmo lugar onde nascem os sonhos, os filhos, os perdões, e as segundas chances.
Vem de um Deus que ainda acredita na gente, mesmo quando a gente não acredita mais.
A vida é esse ciclo louco de nascer e morrer várias vezes —
morrer por dentro e renascer no mesmo corpo.
Morrer de amor, e renascer de aprendizado.
Morrer de saudade, e renascer de fé.
E se você está lendo isso, é porque ainda há algo pra viver.
Talvez uma conversa que você ainda precisa ter.
Talvez o perdão que ainda não deu.
Talvez um abraço que está esperando você há anos.
Talvez seja a hora de parar de adiar a vida.
De ligar pra quem você ama.
De pedir desculpa.
De recomeçar.
De se olhar no espelho e se ver com ternura.
Porque a verdade é que ninguém vem com manual.
Mas todo mundo vem com coração.
E o coração entende o que a razão não explica.
Então respira.
Chora se for preciso.
Mas volta.
Volta pra vida.
Volta pra você.
Volta pra o que te faz sentir.
Outubro está terminando, mas a sua história não.
Ainda dá tempo de nascer de novo — dentro do mesmo corpo, com a mesma alma, mas com outro olhar.
E quando a lágrima cair, deixa.
Ela também é forma de cura.
Ela também é renascimento.
Ela também é oração.
🕯️
— Purificação
Quando a Vida Pesa Demais”
Há dias em que o corpo levanta, mas a alma fica sentada na beira da cama.
Dias em que o mundo parece grande demais, e a fé pequena demais pra carregar tudo.
A gente aprende a sorrir mesmo com o peito cheio de cansaço, a trabalhar com a cabeça fervendo, a ouvir “vai dar certo” enquanto tudo dentro grita que não tá certo.
Mas o tempo ensina que ninguém é fraco por sentir — fraco é quem finge que não sente.
As adversidades não vieram pra te quebrar. Vieram pra lapidar a clareza, pra te mostrar o que é essencial quando tudo falta: tua fé, tua essência e tua capacidade de recomeçar do nada.
Porque quem já passou pela dor de perder quase tudo…
aprende a valorizar o simples ato de continuar respirando.
O sofrimento te amadurece, mas é o amor — por si, pela vida, por algo maior — que te reconstrói.
E quando você entende isso… percebe que nem o peso do mundo é capaz de apagar o brilho de quem decide continuar.
— Purificação
“Nem sempre, todo ciclo lhe sara flores. Há temporadas de profundidade: criar raízes também é crescimento”
Há dias em que o coração não quer plateia.
Quer apenas o canto mais quieto da alma, aquele onde o barulho do mundo não alcança e onde o sussurro de Deus se faz nítido.
A vida é feita de contrastes.
Há momentos em que tudo parece incrível, e outros em que o mundo pesa demais.
Há dias em que o sol brilha forte,
e dias em que até a luz parece cansar.
Horas em que sorrimos sem motivo,
e outras em que o silêncio nos ensina a chorar.
A vida é assim, um equilíbrio frágil entre o belo e o doloroso.
Às vezes, ela nos coloca diante de alguém que nos fere,
para que possamos entender mais sobre ela… e sobre nós mesmos.
Mas também, de forma silenciosa,
ela te mostra alguém maravilhoso que sempre esteve ali, bem ao seu lado, alguém que te ensina, com gestos simples, como a vida deve ser realmente vivida.
Afinal, a vida é assim.
Se há medo
em decisões
enfiadas na gaveta
Abuse da curiosidade
sobre quem você se torna
se arrancá-las de lá
Há quem pense que força é nunca cair, mas força de verdade é levantar com a mesma coragem, mesmo quando o mundo parece mais pesado que o próprio corpo
Amizade é o lugar onde a alma descansa sem se esconder
Há vínculos que não pedem explicação, nem prova. São feitos de silêncio compartilhado, de dor que não precisa ser dita, de fé que se empresta quando a nossa falha. Amizade verdadeira não invade, não exige. Ela permanece — mesmo quando tudo em nós se desfaz.
Há um caminho que ninguém vê, mas que arde dentro. Não é escolha, é missão. E quem escuta, nunca mais se contenta com o ruído do mundo.
Há silêncios que gritam mais alto que qualquer palavra. São pausas onde a alma respira e Deus sussurra o que ninguém mais ouve.
Pátria que não se apaga
(Eliza Yaman)
Não há exílio que apague o que sou,
nem língua que me roube a identidade.
Minha pátria é o canto que ecoou,
na infância, na fé, na liberdade.
Mesmo que o mapa diga que estou longe,
o coração não muda de lugar.
Sou Brasil — sou raiz, sou horizonte,
sou saudade que insiste em voltar.
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