Ha como eu Queria q ela Soubesse

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As pessoas são livres, todas elas.
Não há nada que as amarre, nem por força física, nem por nada.
Nem por sentimento alguém é preso sem vontade
Mas por vontade, todos são livres buscando prender-se em algo
E nesse algo, em alguém...

Quem se senta no fundo do poço para contemplar o céu, há de achá-lo pequeno.

BATER EM RETIRADA
16 de junho de 1998

Vocês namoram há um tempão. No começo era aquele grude, dia e noite juntos. Aí passou a novidade. A atração diminuiu. O programa passou a ser pizza e videocassete, a dobradinha letal. Apesar de tudo, continuavam numa boa. Até que um dia você encontra um ex-colega e ele parece muito mais moço que você. Bate saudade da turma. Você descobre que está totalmente desinformado sobre os bares que abriram na cidade. Começa a reparar na quantidade de gente bonita circulando pela noite. Sua namorada reage mal quando você elogia a nova cor do cabelo dela: "você deve estar brincando, há seis meses que eu estou ruiva". Sua sensação é a de estar voltando de um coma. Você estava morto e abriu os olhos. E terá que encarar a dura realidade: não está mais a fim desse lenga-lenga. Quer bater em retirada. Terminar o namoro. E vai ser hoje.

Levar um fora é cruel. Mexe profundamente com a nossa auto-estima. Aquele que deu o fora sempre sai vitorioso de cena, pois foi ele quem escolheu esse desfecho, ele é o juiz, enquanto o outro leva um cartão vermelho sem ao menos saber por quê. Por outro lado, dispensar alguém que ainda gosta da gente também não é tarefa fácil, a não ser que se tenha a sensibilidade de um desentupidor de pia.

Não é o caso do nosso convalescente do coma. Vai ser hoje, ele disse. Mas existe alguma maneira indolor de dar uma notícia dessas? Ele passa a tarde maquinando. Deixar esfriar e não atender mais os telefonemas é uma tática boa, mas demorada. Tem que ser hoje, ele encasquetou.

Cruzar na frente dela com outra garota. Cruel demais.

Mandar recado através de um amigo. Covarde demais.

Pedir um tempo. Cretino demais.

"Nosso amor subiu no telhado". Ela vai jogar uma garrafa na sua cabeça. Dizer que você sofre de uma doença terminal e não quer que ela sofra assistindo o seu fim. Dizer que seus pais acham você muito moço para se amarrar. Dizer que ela é boa demais pra você, merece um cara melhor. Dizer que você finalmente descobriu sua vocação: vai ser padre. Dizer que só agora deu-se conta que é gay. Tempo esgotado: são sete e meia, hora de bater o ponto na casa da sogra. Vai ser hoje.

Blim-blom. Entra, Augusto. A Rita não está mas deixou esse bilhete pra você. "Guto, não quero te magoar mas não tem outro jeito. Nosso namoro deu o que tinha que dar, foi bom enquanto durou. Somos jovens demais para nos acomodar, o mundo está chamando lá fora. É hora de conhecermos outras pessoas, inclusive a nós mesmos. Te cuida".

Foi mais fácil do que você pensava. Agora volte pra casa, tranque todas as portas e abra o gás.

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.

Poema Intencional

Há em cada substância a sua negativa
e a possibilidade de processo.

Processo inexorável a ir ao fim
meta a ser de pão e flores:

A rosa será uma outra rosa
e nós já não seremos

vejo nos olhos tristes
um filho possível

vejo na árvore antiga do parque,
uma cadeira, uma muleta, mas sobretudo um aríete

descubro na boca angustiada
o hino pronto e pesado:

é inevitável o acontecimento
mas procuro ser um elemento,

Carrego em mim a utilidade
sei que posso dar existência

e na minha total renúncia
utilizo-me para um bem maior:

tenho que colher a rosa
e transformá-la

tenho que possuir Maria
e dar-lhe um filho

tenho que transformar a árvore do parque
em cadeira, em muleta mas, sobretudo em aríete.

amar,
é o fruto mais forte de um seguro amor, e o iniciante principal de uma amizade.
há quem diga, que todos ama, pois se isso suspeitar
eu lhe adoro, porque adorar ninguém adora,
e adorar, é a mesma coisa que curtir, que gostar.

Em todas as coisas em que não há mão do homen, ali está a magnitude de Deus

Há certos sentimentos que são impossíveis de mostrar em palavras, que são impossíveis de se passar para o papel, este é muito mais do que o amor, é muito mais do que a palavra mais bela deste mundo. E só eu sei e sinto por você.

Quando a gente ama, não importa a aparência, não importa o dinheiro, e sim, o que se há dentro de cada um.

As vezes as prioridades podem nos levar há cegueira.

Há momentos em que o silencio deve predominar. Pois as vezes calados, nós ja falamos muito.

Há os amigos de verdade e os sociais. Os de verdade, nos defendem e os defendemos. Os sociais são os que falam mal da gente. E a gente, deles.

Se tudo está certo mesmo assim
A incerteza existe
Se existe a pureza mesmo assim
Há falta da inocência
Se existe alegria mesmo assim
Alguém sempre chora
Se existe a esperança muita gente não espera...

Você pode me fazer sorrir
E não há mais nada a acrescentar
Hoje vivo sem nenhum vazio
Agora tudo tanto faz
Se minha paciência longe vai
Posso ouvir um "fica um pouco mais"
E o eco que sua voz produz
Me dá mais motivos pra estar (tão bem)

Há momentos que o silêncio de um olhar é melhor do que uma avalanche de palavras insignificantes.

Há tempos que faço valer as minhas vontades e não deixo nada para depois.
Amanhã pode ser muito tarde.

Não há nada mais complexo que a simplicidade do óbvio.

Há quem diga que “o que passou, passou”, e que “quem vive de passado é museu”. Uma pessoa, em sã consciência, não teria essa filosofia egoísta e solitária. Nada seria como é, se não fosse o que passou. Cada tropeço, cada pessoa, cada marca fixada na memória serve de alicerce para a construção de uma pessoa. Não damos o verdadeiro valor às coisas que julgamos desnecessárias. Não pensamos que tudo na vida é necessário. Estranhos, conhecidos, família, amigos.
Indiscutivelmente necessários.
Indubitavelmente preciosos.

NEM TUDO QUE BRILHA É SOL

Há dia em que acordamos com os primeiros raios de sol brilhando na janela, os pássaros em um bailado de sons, orvalho brilhando entre as flores. E na solidão do meu carro, em meus próprios pensamentos, entre um semáforo e outro, a espera por um verde brilhante, e por um instante em um desvio de pensamentos, crianças dançando entre os carros, pés descalços, fuligens do asfalto, cabelos embaraçados, rostos miúdos, crianças malabaristas do asfalto, com os olhos brilhando a espera da moeda.

Moeda!

Moeda brilhante que a índia com seu filhinho mendigam na esquina, um indiozinho de pele vermelha, mãos pequenas a espera de algo,

O que!

Nem ele sabe, ah se soubesse que á quinhentos anos sua família já fora dona desta terra chamada Brasil.

Ah, se ele soubesse!

O que o homem fez com o homem, escravizou, matou em nome da fé, tomaram sua vida, seu rio, seu peixe, sua dignidade, em troca de desculpa, lhe ofertou uma homenagem “O dia do Índio”.

Ah! Indiozinho o que fizeram com você, fica ai a espera do brilho da moeda. Moeda que o velho sentado em seu orgulho, cabelos brancos, rugas que lhe revelam a idade, olhos que passam olhos que não querem enxergar, ouvidos que não querem ouvir. Velho, anônimo ao olhar alheio, quantas coisas viveu, quantas coisas estes olhos cansados enxergaram, quantas histórias tem para contar, quantas moedas para levantar-lhe.

Moeda que a mãe tenta ganhar, com seu carrinho de doce, para o leite comprar, e seu filho sustentar.

Leite!

Leite, que os homens com suas fardas azuis autoritárias não a deixam ganhar, com os olhos brilhando, uma lagrima eu vi rolar.

Ah! Mãe como queria te ajudar, mas acovardando-me em meu mundo, de semáforo em semáforo em meus próprios pensamentos.

O brilho do sol vai dando lugar ao brilho da lua, os pássaros fazendo seu último bailado, e eu, no conforto do meu lar, a espera do sol voltar, para minha janela brilhar.

Não há começo, nem fim. Deve-se plantar amor infinito, e sempre com um pé na necessidade de existir o mal. Nem amor puro é saudável. E é isso que faz a existência ser interminável: a busca do equilíbrio.