Ha como eu Queria q ela Soubesse
"A inteligência artificial é limitada ao que passamos para ela; ela não substitui o professor que analisa o aluno emocionalmente."
(PERRONE FILHO, 2022)
Ela vive de mal humor,
Reclamando pra danar,
Parece um besouro, zum zum zum
Em todo canto a rondar.
Se o café esfria é motivo pra brigar,
Se o sol tá quente demais,
Já começa a resmungar.
Briga em qualquer situação,
Até com a televisão,
Se o vento sopra pro lado errado
Já vira confusão.
Mas no fundo a gente sabe,
Ela tem bom coração,
Só precisa de um carinho
Pra mudar a direção.
Pré-Refrão:
Cuidado minha gente, segura esse rojão,
Que ela já tá procurando
A vassoura no galpão!
Refrão:
A bruxa quer voar,
A bruxa quer voar,
Queima a vassoura gente
Que ela quer decolar!
A bruxa quer voar,
A bruxa quer voar,
Queima a vassoura gente
Ela quer decolar.
Se a panela queima o feijão,
Lá vem reclamação,
Se o sapato aperta o pé
É culpa da população.
Mas bota um forró animado
Pra ver a transformação,
A bruxa larga a braveza
Vai forrozar no salão.
"A IA não tem capacidade criativa; ela gera uma síntese do que já existe. A curadoria do conteúdo cabe sempre ao ser humano."
(PERRONE FILHO, 2022)
FLERTANDO COM A SOLIDÃO
Estou flertando com a solidão, ela voltou a me procurar depois de alguns anos, perguntou pra mim se a esqueci! Eu disse que não, mas não queria ver ela novamente, pois a última vez que estivemos juntos, eu não me reconhecia como o eu. Estava tão apaixonado por ela que cheguei a pensar num relacionamento sério e pra vida toda. Mas um dia ela voltou, se apresentou bonita e carinhosa novamente, falou verdades ao meu ouvidos, segurando minha mão ela foi franca comigo. Disse: Por que você se foi de mim? O que mudou em nosso relacionamento? Eu nunca desisti de vc.
Ela estava serena, mostrou seu colo, deixou eu chorar até molhar seu vestido. Então ela tocou meu rosto e sem falar nada, me disse, eu sabia que vc ia voltar pra mim...
" Um dia, ela desistiu da felicidade
Um dia, ela desistiu de amar
Um dia a felicidade bateu à sua porta
Era o amor pedindo para entrar."
Dentro de nós existe e reina uma mulher.
E ela reina por ser sua mãe, sua namorada, sua esposa, sua filha, sua neta, sua... por ser VOCÊ.
Mas essa mulher que reina, não é sua! Não é de ninguém que não seja dela mesma, pois a Mulher que se conhece e sabe o valor que tem, antes de ser de alguém, é preciso que seja dela também.
Aprendendo a se conhecer e sabendo de o seu valor.
A beleza dessa Mulher não está nas roupas que ela usa, na imagem que ela carrega, ou na maneira que penteia os cabelos. A beleza de uma mulher tem que ser vista a partir dos seus olhos, porque essa é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside.
A beleza de uma mulher está refletida na sua alma, no cuidado que ela, amorosamente, tem pelos outros.
Essa mulher extraordinária e fenomenal, acredita e vence todos os obstáculos. Essa mulher não é rainha ao acaso!
Espanta essa energia de tristeza de dentro de você descontrolada,ela limita sua vida,sem vida social,te deixando sentir um nada.
Será que vale a pena, se esforçar tanto pra fazer uma pessoa entender que ela pode chegar a vencer,se acreditar que as coisas que ela tenta pode acontecer?
Muito cuidado com pessoas que fingem gostar de você.
Não é porque ela faz aquela festa quando te vê, que significa que torce e vibra pelas suas conquistas.
Não confunda o olhar.
Os olhos brilhantes aparentes pode ser o olhar da serpente.
Se cuida,sei que é inteligente!
AMOR CLANDESTINO
Ela não tinha nenhum ídolo
e seu coração
tinha um habitante
clandestino...
Uma vontade ardente
de se render à
tentação,
desviar do
caminho...
Por pouco ela
não sucumbe ao delito
e provoca
o apocalipse!
Ela sempre teve
esse segredo oculto
- o eclipse!
Ela entorna
um copo de gim
sem saco
pra ouvir
a razão!
Ela só precisa mesmo
é de uma dose de coragem
pra cometer a contravenção!
Ela morde os lábios
pensa numas bobagens
e cola a boca
de batom
no espelho...
O que ela
menos precisa nesta hora
é de um bom conselho!
Ela cruza as pernas
tentando ser mais atrevida
e tudo o que
nunca foi na vida!
Se ela tivesse coragem
aquele momento seria ideal
para se perder a disciplina!
Mas ele era só um segredo
uma vontade que estava
escrita na palma
de sua mão...
Um desejo, uma viagem
- Obsessão!
Uma pólvora
adormecida
dentro do coração!
Ela chegou
Feito musa inspiradora,
um anjo na minha vida
com a intensidade de um vulcão
ela chegou com suas asas escondidas
ocupando todo espaço em meu coração
e na pureza de sua essência
leu o meu silêncio com sua sensibilidade
trouxe vida aos meus sonhos
e voamos juntos para a felicidade.
Não dá. Você tenta conversar com a pessoa pelo telefone e ela se dispersa o tempo todo. Assim fica até difícil.
A caminhada faz muito bem para o corpo, mas não ativa todos os músculos. Ela fortalece principalmente as pernas e melhora a saúde geral, porém não substitui exercícios de força para trabalhar o corpo inteiro.
A leitura é um investimento silencioso: enquanto poucos percebem, ela constrói dentro de você uma riqueza que nem o tempo, nem as perdas, nem o mundo conseguem tirar.
A vida de uma mulher não é disputa
“Ele desferiu os tiros na frente da criança. Ela presenciou a mãe sendo quase morta, tornando esse crime ainda mais cruel.”
— Evelyn Lucy Alves da Luz, sobrevivente de tentativa de feminicídio
O feminicídio não é apenas um crime — é o reflexo de uma cultura que ainda normaliza possessividade, controle e violência. Cada mulher assassinada carrega sonhos interrompidos, histórias não contadas, afetos que jamais se realizarão. Cada ato de agressão é um lembrete silencioso de que a sociedade falha quando desrespeita a humanidade feminina.
Olho para trás e vejo histórias que ecoam até hoje: mulheres perseguidas nas caças às bruxas na Europa, escravizadas e abusadas nas Américas, violentadas nos horrores do Holocausto, e lutadoras como as sufragistas britânicas, presas e maltratadas por simplesmente querer existir em igualdade. E, ainda hoje, jovens vítimas de feminicídio em cidades que fingem não ver.
Nós, mulheres, precisamos nos enxergar e nos reconhecer nesse mundo que insiste em medir valor pelo poder que outros exercem sobre nós. Homens precisam olhar para si mesmos. Violência não surge do nada. Ela cresce em olhares que julgam, palavras que diminuem, comportamentos que confundem amor com posse. Ignorar isso é compactuar. Cada silêncio, cada justificativa, cada minimização alimenta padrões que podem levar à tragédia.
Como dizia a pedagoga e educadora Maria Montessori, “A primeira tarefa da educação é ajudar a vida a se desenvolver em todo o seu potencial”. Educar é, portanto, também confrontar nossas próprias sombras e reconhecer o que toleramos dentro de nós e na sociedade.
A psicologia nos ensina que comportamentos violentos muitas vezes nascem de traumas, inseguranças e padrões aprendidos desde cedo. A psicanálise aprofunda essa compreensão. Como afirmou Anna Freud, “O ego precisa aprender a distinguir entre desejo e realidade”, lembrando que reconhecer nossos impulsos, frustrações e desejos é essencial para não projetá-los no outro.
E como destacou Karen Horney, pioneira da psicanálise feminista:
“A cultura que reprime e desvaloriza o feminino cria conflitos internos que refletem violência no mundo exterior.”
Negar essas forças internas não as elimina; apenas transfere o conflito para fora, e quem sofre é sempre o mais vulnerável.
A biologia reforça essa perspectiva: somos seres sociais, moldados para empatia e cooperação. Como disse Jane Goodall, etóloga e bióloga:
“O cuidado, a observação e o respeito pelas relações sociais nos mostram o quanto a compaixão é essencial para a sobrevivência.”
A neurocientista May-Britt Moser, ganhadora do Nobel, lembra que nossos circuitos cerebrais estão profundamente conectados com o mundo ao nosso redor — um alicerce biológico da empatia que nos liga às outras pessoas e nos alerta sobre o impacto de nossos atos.
E a filósofa feminista Carol Gilligan nos desafia:
“A ética do cuidado amplia a compreensão humana, conectando responsabilidade e relação ao invés de dominação e divisão.”
O feminicídio não começa no ato final; ele nasce no cotidiano — na cultura que ensina homens a dominar, na indiferença que permite que pequenas agressões passem despercebidas, na normalização de atitudes que desrespeitam e diminuem mulheres. Cada escolha de respeito é um passo em direção à humanidade; cada escolha de silêncio é um passo para o crime.
A grandeza não está em dominar, mas em proteger.
Não está em justificar, mas em questionar.
Não está em controlar, mas em compreender.
O limite da humanidade não está na violência cometida, mas na complacência que permitimos.
O feminicídio não é um problema apenas das mulheres. É um problema de todos. Cada gesto de cuidado, cada ação consciente, cada palavra que ensina respeito é resistência. Cada indiferença é cumplicidade.
O ser humano se expande quando escolhe observar, escutar e respeitar.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando integra consciência, instinto e emoção.
Cada escolha que fazemos — silenciosa ou visível — constrói o mundo que teremos amanhã. Cada um de nós carrega a responsabilidade de agir antes que seja tarde. Respeito, cuidado e empatia não são apenas escolhas éticas; são expressão da nossa própria humanidade.
A vida de uma mulher é valiosa, e a responsabilidade de preservá-la é de todos nós. Não há justificativa, não há indiferença possível. O limite da humanidade é a empatia que deixamos de praticar.
E então percebemos — quando a rotina parece normal, quando o mundo finge não ouvir — que a verdadeira pergunta não é se agimos para proteger, mas quanto da nossa indiferença diária estamos dispostas a carregar sem perceber, e que talvez, um dia, o preço dessa inação seja inevitável.
O silêncio, que parecia tão confortável, se torna incômodo.
O olhar que desviamos, se torna pesado.
E a consciência, que evitamos confrontar, permanece ali, insistente e viva, lembrando que cada gesto ignorado tem consequências que não podemos mais apagar.
Verso final:
“Cada olhar que desviamos, cada silêncio que aceitamos, constrói um mundo que já carrega a dor que poderíamos ter impedido. A grandeza humana não está em dominar ou calar, mas em reconhecer, cuidar e agir — pois é nas escolhas diárias, pequenas e silenciosas, que se mede se seremos verdadeiramente humanos ou cúmplices da indiferença.”
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