Grandes Amigas
A amizade deve ser cultivada por todas as partes:
Enquanto um planta o outro rega as sementes.
Se um só trabalhar, poderá vir o cansaço, o desânimo e a morte do jardim.
Mas ainda haverá esperança: mesmo com a jardim abandonado, morto, se o terreno for bom e fértil, basta a iniciativa para um plantar, o outro regar e recomeçar!
Amigos em comum são pontes de equilíbrio em uma relação. Nos momentos difíceis, podem oferecer escuta, apoio e sensatez — seja para ajudar a permanecer, seja para compreender o momento de deixar partir.
Ter amigos em comum em uma relação é também construir uma rede de cuidado. São eles que, muitas vezes, ajudam a enxergar com equilíbrio os caminhos da despedida ou da permanência.
Amizade não é um cargo que se ocupa, é um cuidado que se exerce. Quem só aparece no ON e foge no OFF, nunca foi amigo.
A vida te revela quem são os verdadeiros amigos e todos que reconhecerão sua empatia e o seu altruísmo nos momentos que fostes crucial na existência deles, portanto, apenas preste atenção e a partir disso amplie sua visão.
A amizade não morre de uma hora para outra; ela apaga aos poucos quando um lado cansa de insistir em ser visto.
A amizade é semelhante a uma via de mão dupla, onde o fluxo vai e vem, quando essa dinâmica deixa de existir, a via perde o sentido e é desfeita para novas construções.
É muito fácil apontar o dedo para o fim de uma amizade quando você escolhe ignorar os passos que deu para chegar até lá. Algumas pessoas preferem perder um amigo incrível a ter que encarar o espelho e admitir que também erraram.
Diante desse cenário, o pior cego é aquele que chora pelo fim da amizade, mas se recusa a enxergar as próprias omissões que a sufocaram. Se você acha que não deveria perder um alguém pelo valor que ele tem, pela fraternidade que ele oferece e pela presença que te traz conforto, deveria pensar duas vezes e deixar a soberba de lado; enfrentar o próprio ego e ser o dono da sua consciência.
Afinal, uma amizade não desmorona sozinha; ela cede sob o peso dos erros que um lado cometeu e que o orgulho insistiu em não ver.
É uma situação dolorosa e, infelizmente, muito comum. Ver uma amizade querida desbotar porque a balança da iniciativa ficou pesada demais para um lado só deixa um misto de saudade com cansaço.
É triste tentar não se convencer e perceber que a nossa amizade não acabou por uma briga, mas sim pelo silêncio de quem cansou de procurar e de quem nunca fez questão de responder.
Existe uma crueldade sutil na amizade que arrefece sem brigas. Quando há um conflito, há uma demarcação clara: um fim, uma justificativa, uma ferida exposta que exige cicatrização. Mas quando o afeto simplesmente evapora, restamos nós, equilibrando o peso das memórias contra a leveza do desinteresse do outro.
É um processo confuso. Olhamos para trás e lembramos do carinho genuíno, das palavras de apoio, da presença que parecia inabalável. Aquilo existiu. Não foi uma mentira. O que torna tudo mais difícil de digerir é perceber que a mesma pessoa que um dia se importou profundamente, hoje escolhe a indiferença, o "tanto faz".
Aos poucos, as mensagens ignoradas, as respostas monossilábicas e as desculpas automáticas vão desenhando um novo cenário. A palavra "amigo" passa a soar como um eco antigo, um rótulo mantido apenas por conveniência ou nostalgia, mas desprovido de substância.
Aprender a recolher o próprio afeto e dar um passo atrás não é um ato de orgulho; é um ato de preservação. Afinal, a verdadeira amizade não exige reciprocidade matemática, mas exige, no mínimo, um porto seguro onde a nossa presença ainda faça alguma diferença.
É estranho até você responder a esse post. Mas os seus amigos vão ficar aqui, só observando, e não vão comentar nada.
O que realmente conta
Não são os desafios...
Que enfrento no caminho.
Mas sim, as amizades...
Que guardo no coração.
Rita Simões
Saiba, caro amigo,
que 99% do que cinge
teu espírito; do que harmoniza
e estimulatuas mais caras
competências, teu senso realizador,
permanecem intocáveis,sem uso...
Logo, não te subestimes
nem desanimes diante da vida:
floresça o que te falta
e viva!
... a vida
não é somente aquilo que
você vê. A vida, caro amigo, é muito mais aquilo que você não vê
e precisa, urgentemente,
compreender!
... Percebam,
meus amigos, como tudo
neste mundo se contorce preso
às incultas 'linhas tortas' — isso porque
as refinadas 'linhas retas', até aqui, não
obtiveram sequer um breve sopro de
acolhimento em nosso cardápio
existencial!
