Grandes Amigas
Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)
AMOR GENUÍNO
O amor quando é oriundo da amizade se solidifica e torna-se incomensurável. Diferentemente daquela coisa voraz que provoca arrepios, calafrios e tantos desejos. A rotina atrelada ao um novo fascínio deturpa a conduta do ser. Toda aquela paixão embriagante, todo aquele romantismo se transforma em um verdadeiro marasmo!
Associar a amizade ao princípio ativo da sensação do bem estar, é de um obscurantismo monstruoso. Não existe amizade quando o objeto desejado, é alvo em comum. Isso independe da forma de governo, ou do sistema econômico, faz parte do ser, é intrínseco de cada um.
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O principal fundamento da amizade é o egoísmo. Parece contraditório, mas quando se refere ao oportunista, a relação tende a ser evasiva.
De resto, o melhor amigo de um ser vivo: É o mesmo ser!
O ciúme na amizade é uma chama silenciosa, diferente do ciúme amoroso, mas igualmente intensa. Ele nasce quando o coração teme perder espaço, quando a presença de outro amigo parece ameaçar o lugar que acreditávamos ser único. É como uma sombra que se insinua entre risadas e confidências, transformando a leveza da amizade em uma disputa invisível.
Na amizade, o ciúme é o desejo de exclusividade, a vontade de ser o porto seguro, o primeiro chamado, o abraço preferido. É a criança interior que ainda quer ser escolhida sempre, que teme ser deixada de lado. Mas, ao mesmo tempo, é um reflexo da insegurança: não é o amigo que nos falta, mas a confiança em nós mesmos que se fragiliza.
Esse ciúme pode corroer laços, transformar companheirismo em competição, e fazer da amizade uma prisão em vez de liberdade. Porém, quando reconhecido, ele se torna um espelho: mostra nossas carências, revela o quanto precisamos aprender a dividir, a aceitar que o amor e o afeto não se esgotam, mas se multiplicam.
Amadurecer na amizade é compreender que não há hierarquia no afeto, que cada vínculo é único e insubstituível. É confiar que a presença do outro não diminui a nossa, mas amplia o círculo de cuidado e pertencimento. O verdadeiro amigo não se mede pela exclusividade, mas pela constância: aquele que permanece, mesmo quando o mundo se abre em muitas direções.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.
Se for para ter amizade com um falso cristão,
ou seja, com aquele que vai a igreja,
mas fala da vida alheia, fique sozinho(a)
evitando assim, ser castigado(a) junto
com o falso(a) cristão!
Volta pra cá
Eu sei que errei, as palavras doream. O silêncio cresceu mais a amizade não morreu. Volta pra cá, sem medo, sem pressa Quero teu risos de volta, e te dá meu ombro outra vez.
Amizade não é um cargo que se ocupa, é um cuidado que se exerce. Quem só aparece no ON e foge no OFF, nunca foi amigo.
Toda a palavra tem
o dever de trazer
a paz e a verdade,
todo o poeta é
amigo da verdade,
cada verso aqui é
para o General,
uma tropa e nossa
América Latina.
Recordo sempre
para que da tua
memória não
seja esquecida
a grave injustiça:
há pouco mais
de três floradas
da flor nacional,
o General foi preso
numa reunião
totalmente pacífica.
Notícias deixaram
a cabeça confundida,
a audiência foi adiada,
Justiça atrasada
não é e nunca será
a verdadeira Justiça
Muita gente ignora
a paz e a reconciliação
com quem pensa diferente,
a bondade precisa
de gente de boa vontade.
E sem acesso ao devido
e justo processo legal:
continua preso
injustamente o General.
Mesmo tendo boas amizades, evite de depender delas todo o tempo para realizar seus objetivos e ter autonomia financeira.
Blue é amigo inseparável de Alice,às vezes demasiado chato, outras vezes alegre e “bonzinho”. Sempre aparece nas madrugadas silenciosas. Blue é falante até demais; Alice talvez esteja atravessando a fase folicular e, por isso, acompanha o ritmo com mais disposição e humor, sentindo-se bem comunicativa. Já sabe que há dia e hora para terminar, mas escreveu uma página bem azul neste domingo. Blue deu um sorriso safado e partiu. Alice espera revê-lo e que esteja tão radiante quanto hoje!
Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.
Certa vez em um momento marcante, abençoado, dentro de um passado recente, valoroso, uma amizade muito imponente, um tesouro de Deus na terra, do tipo que não se encontra com facilidade entre um guerreiro persistente e uma jovem bela e talentosa, que compartilhavam da mesma fé e do apreço sincero pela música.
Eles não se viam com tanta frequência, até tiveram seus caminhos afastados, entretanto, um continuou sendo uma grande bênção na vida do outro, boas conversas, sábios conselhos, várias risadas, gratos e inesquecíveis momentos, talvez também, algumas lágrimas de sofrimentos e de felicidades, um vívido entrosamento.
Num dia imprevisível, aquele guerreiro depois de lutar bravamente e de uma maneira sábia, em certo ponto, uma luta silenciosa, por não querer preocupar aqueles que amava, inclusive, a sua amiga talentosa, encerrou seu bom combate, pois aprouve a Deus tê-lo por perto, lá no céu, prova da sua grandiosa Bondade.
Muito provavelmente, um choro triste inevitável começou a chover dos olhos dela, entretanto, eu creio que o conforto do Senhor foi a seu encontro de imediato, considerando, que não desconfia do seu imenso Amor, nem do seu distinto discernimento, além do fato do seu precioso amigo ter sido forte e corajoso até o seu último momento.
Parte dele continuará com ela, presente no seu coração e nos seus pensamentos, gosto de imaginar que em certas ocasiões, tocada pela saudade, estará louvando, expressando o dom da sua musicalidade através de algumas teclas ou do seu lindo canto, então, sentirá que ele está próximo como se tivesse descido dos céus para vê-la se apresentando.
As amizades se eternizam em risadas, conselhos, lágrimas compartilhadas, abraços silenciosos e no pesar com carinho. O cuidado por alguém, mesmo à distância ou com o tempo desconhecido, mostra que o amor não precisa de um momento certo para começar e que, quando verdadeiro, nunca terá fim.
A pior rejeição não vem de estranhos, nem de amigos ou amores perdidos… ela nasce de dentro de nós, quando nos negamos, nos censuramos e nos afastamos do que poderíamos ser.
Nos doamos, nos sacrificamos, amores, empresas, amigos, entregamos partes inteiras de nós a quem raramente as merece. Muda o cenário, mas a indiferença tem sempre o mesmo rosto.
As lágrimas, rios que secaram. As dores, que foram companhias, morreram de velhice. Muitas amizades nasceram e delas só restaram lembranças... Mas eu, em meio a tudo isso, não mudo: sou ainda aquele menino assustado, caído nas pedras frias, nas águas turbulentas. Permaneço o garoto que não consegue subir sozinho o pedregal.
A solidão às vezes vem com voz de amigo. Sento-me com ela à mesa e aprendo a ouvir. Ela me conta segredos que o mundo esqueceu de me dizer. Quando me despeço, sinto que cresci um centímetro por dentro. É estranho, mas a solidão tem lições que a alegria não ensina.
