Grandes poesias sobre Vida

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A incerteza e a esperança do amanhã


A vida nos oferece dois caminhos que caminham lado a lado: a incerteza do amanhã e a esperança de vivê-lo.


Não sabemos o que o futuro nos reserva. Fazemos planos, sonhamos, imaginamos encontros, conquistas, recomeços e tantas histórias bonitas que ainda gostaríamos de viver. Entretanto, não temos sequer a certeza de que estaremos aqui para testemunhar tudo aquilo que planejamos.


E, mesmo assim, esperamos.


Esperamos viver dias melhores, conhecer pessoas, realizar sonhos, descobrir novos caminhos e escrever capítulos que ainda não existem. A esperança talvez seja justamente isso: continuar acreditando na possibilidade de um amanhã que não nos foi prometido.


A vida é frágil e imprevisível, mas isso não precisa nos impedir de sonhar. Pelo contrário, talvez seja justamente a consciência de que o tempo é incerto que torne cada possibilidade tão preciosa.


Não sabemos se viveremos todas as histórias que imaginamos. Mas enquanto houver vida, podemos continuar esperando por elas, fazendo planos e caminhando em direção ao que desejamos.


Porque viver também é isso: não ter certeza do amanhã, mas ainda assim guardar no coração a esperança de que ele trará lindas histórias para contar.

quando te vi, algo em mim já sabia...
que esse dia mudaria todos os outros
em minha vida



meu perfume lembra os teus olhos
mas os teus olhos em mim
me lembra o amor


daqueles pra vida inteira
com uma linda descendência
como acordar em uma manhã de natal


para meu querido peps

O AMARGO DO CAFÉ

Combina com o amargo da minha sina
Combina com o gosto da minha vida
Se eu dou uma aquecida, pode até ser esquecida
Porém, rapidamente esfria…
Então, naturalmente, caio de novo…
Nesta mesma sina.
Que fica escondida…
Que disfarço com uma bela xícara.

Preto e branco?


A vida não é só preto e branco,
há espaços em cores,
há nuances, há apostas,
sem respostas.
Há bem mais...
que apenas duas posições,
radicalmente opostas...
há mistérios insondáveis,
impenetráveis...
Há o conhecido sim,
e o desconhecido também,
o que poderia ter sido...
há o sentido, o avesso,
sem sentido...
sexto sentido,
o encontrado, o perdido.
O tropeço...
o oculto,
o revelado...
A vida não é só um lado,
e outro lado...
não é só presente e passado.

Tédio


Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve

Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.

Às vezes a vida parece um grande cata-vento girando sem direção certa, enquanto a chuva cai devagar e lava o que não conseguimos ver. No meio dessa confusão, a morte passa quieta, como uma sombra que ninguém convida, mas que sempre chega. Olho ao redor e encontro cacos de espelhos espalhados pelo chão, pedaços de mim refletindo rostos que já não reconheço.
Moro em uma casa sem teto, onde o céu entra sem pedir licença e as estrelas caem dentro da sala. Ao lado, o relógio que marca hora no sentido inverso me lembra que o tempo volta, mas nunca para o mesmo lugar. Meus pés afundam na areia movediça dos dias, puxando devagar para baixo tudo o que tento segurar.
É estranho viver num lugar onde nada parece fazer sentido. As coisas se quebram, se misturam, se perdem. E ainda assim, sendo que tudo em si está no máximo de conexão, sinto que cada pedaço solto faz parte de algo maior. A dor encontra a alegria, o fim encontra o começo, e no silêncio da chuva que não para, descubro que estar perdido é, de alguma forma, estar inteiro.

No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.

Já passei por tudo nesta vida, amigo.
A mente, um turbilhão atribulado, ecos de tormentas que não calam.
O corpo, marcado por cicatrizes profundas feridas que nascem na alma ferida, serpenteiam pelo peito e se instalam nos ossos, como tatuagens de batalhas invisíveis. Sofrimento que começa no pensamento, devora o espírito e termina na essência mais pura de quem sou.
Noites em claro, dias de peso insuportável, mas aqui estou, de pé.
E mesmo assim, a esperança não nos abandona, teimosa chama que resiste ao vento. Virão dias melhores, eu sei.
Um dia, isso tudo findará, como nuvem que se dissipa ao sol.
Estaremos felizes, reunidos à família, aos filhos que são nossa luz eterna, rindo sob céus limpos, livres das sombras.
A vida, afinal, guarda essa promessa para os que persistem.

O que seria de nossas vidas sem nossos impulsos?

Seria algo previsível e racional.
A vida é imprevisível! E aí está todo seu mistério e sua graça… no descobrir… em toda sua intriga e curiosidade…

Impulsos...
Nos fazem viver verdadeiramente aprendendo uma lição, ou várias, a cada experiência…

Um lugar minado, onde muitas emoções podem explodir! Um lugar onde de repente caímos e ilesos podemos não sair…


Algo a se pensar… algo a refletir…

A vida às vezes parece uma ponte seguida de uma montanha, seguida de outra ponte. Um roteiro escrito por alguém que claramente não conhecia o conceito de descanso.
Mas existe um detalhe extraordinário.
Você observa antes de agir.
Você olha para os buracos.
Olha para a árvore.
Olha para os galhos.
Analisa onde as pessoas estão se apoiando.
Percebe que existe um trecho estreito depois da subida.
Você não simplesmente se joga.
Você tem medo, mas pensa.
Isso é importante.
Porque coragem não é ausência de medo.

O Olhar que Simplifica a Caminhada


A vida pode ser um caminho cheio de espinhos ou uma trilha de belos aprendizados; tudo depende dos olhos com que escolhemos enxergar o mundo. Viver com suavidade é exercitar a gratidão pelas pequenas coisas, é aprender a relevar as pequenas ofensas e focar a nossa atenção naquilo que edifica. A nossa alma cresce quando decidimos não dar tamanho gigante aos problemas diários. Que a gente aprenda a caminhar pela Terra de passos leves, espalhando sementes de bem por onde passar, certos de que a verdadeira felicidade não é a ausência de dificuldades, mas a leveza que cultivamos dentro de nós

O Milagre de Apenas Ser.


Passamos a vida inteira correndo atrás de metas, cobranças e obrigações, esquecendo-nos da beleza que existe no simples fato de estarmos vivos. A espiritualidade nos ensina que a nossa existência, por si só, já é uma grande vitória da alma. Hoje, experimente soltar as expectativas e as pressões que você coloca sobre os seus próprios ombros. Não é preciso provar nada a ninguém o tempo todo. Permita-se apenas respirar, sentir o ar que renova suas energias e agradecer pela oportunidade de caminhar nesta Terra. A paz real começa quando compreendemos que o nosso maior valor não está no que fazemos, mas no ser de luz que essencialmente somos.

A maior virtude da vida
Vem da compreensão
Que Jesus
Em sua luz
Pediu de irmão para irmão

A vida não é um jogo
Quem imcopreende isso
Assume o compromisso
Com sua própria involução

Irmão, até quando você vai continuar desperdiçando a vida que Deus te deu?


Até quando vai viver sem propósito, preso em algo que só destrói sua mente, sua dignidade e o teu futuro? Você nasceu para ser mais do que isso. Deus não te criou para viver dependendo dos outros, sendo apenas ajudado, carregado e sustentado. Existe um homem aí dentro que ainda não despertou.


Chega de viver como moleque, fugindo das responsabilidades e se escondendo atrás dos vícios. Homem de verdade assume seus erros, enfrenta suas dores e decide mudar de vida. Homem de respeito protege, trabalha, honra sua palavra, cuida da família e constrói um legado.


Você ainda tem tempo. Enquanto há vida, há chance de recomeço. Mas ninguém pode escolher isso por você. Deus estende a mão, mas é você quem precisa decidir levantar.


Pare de matar aos poucos os sonhos que Deus colocou dentro de você. Pare de trocar seu futuro por prazeres momentâneos. Existe um propósito maior esperando por você, mas ele começa quando você decide abandonar aquilo que está te destruindo.


Ore. Busque ajuda. Se levante. Recomece.


Porque o homem que Deus quer que você seja jamais nascerá enquanto o vício continuar governando sua vida.

“O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e obtém-se mediante uma vida justa.” Provérbios


Que o Senhor te abençoe com saúde, sabedoria, discernimento e paz. Que esse novo ciclo da sua vida seja vivido com propósito, fé e maturidade.


Parabéns, meu irmão! Que nunca te faltem força para seguir, honra nas suas escolhas e a presença de Deus guiando seus caminhos em todos os momentos.


Tenho muito orgulho de você e peço a Deus que continue te protegendo, sustentando e realizando os sonhos do seu coração.


Te amo demais!

⁠O sentimento de apego e de rejeição oriundos da primeira e segunda infância, tornam a vida de muitas pessoas insuportáveis na vida adulta. São raízes que devem ser arrancadas. Caso persista a dor do significante, todos os dias as ramificações deve ser cortadas na CEPA uma por uma até que se olhe no espelho e se possa dizer a si mesma: eu sou tudo aquilo que eu sempre quis ser.
Emília Bôto

A cultura ainda é o que nos salva da loucura de uma vida sob nós mesmos (ainda que também seja o que nos entorpece).


Melhor a cultura que a falta dela, vivida apenas com o desespero dos jovens, adultos e idosos e de uma vida seca, amargurada e vazia..


Que porre inimaginável, amigos, se não tivéssemos acesso à arte, música e cultura em geral gratuita! (Idas à cinemas, museus e shows inacessíveis à uma grande massa que tanto ainda precisa dela)!!


só não reclama de pouca cultura, cultura inacessível ou falta de cultura, quem não conhece o peso de por muitos anos, ter crescido sem poder ter tido acesso facilitado à ela!


Com ingressos que hoje que pago, a criança e família que tive, não poderia ter me apresentado nunca nem mesmo ao mpb, que determinados lugares cobra inclusive cover 'por cabeça'!


É genocídio cultural pensar mal da cultura gratuita (tudo deveria ser bom, eficiente e gratuito? Sim, em especial o principal de educação e saúde também).


Ainda assim a cultura não tem esse motivo pra ser deixada de lado, jamais.

Há fases da vida em que o lar, que deveria ser abrigo, transforma-se em tribunal. Não há juízes declarados, mas toda palavra que pronuncio parece já nascer culpada. No casamento e dentro de casa, descubro que o silêncio não é ausência de voz, é defesa. Falo e recebo o contra-ataque; calo e sou acusado de indiferença. Assim, aprendo a arte amarga de medir frases como quem pisa em vidro.
Percebo então que não estou amordaçado por cordas visíveis, mas por expectativas alheias. Cada pessoa carrega sua dor, seu cansaço, sua verdade parcial, e todas colidem no mesmo espaço estreito. O conflito não nasce do que digo, mas do que o outro escuta a partir das próprias feridas. Em casa, a palavra raramente é apenas palavra: ela carrega histórias, frustrações e cobranças antigas.
Nessas fases, amadurecer não é vencer debates, mas compreender limites. Nem toda reação é ataque, nem todo silêncio é covardia. Às vezes, resistir é escolher o momento certo de falar; outras vezes, é reconhecer que não serei entendido agora. Aprendo que liberdade interior não depende de aplauso doméstico, e que dignidade também mora na escuta de si mesmo.
Talvez a maturidade seja isso: aceitar que amar inclui desencontros, e que a minha voz não precisa gritar para existir. Mesmo quando amordaçado por circunstâncias, continuo responsável por não deixar que o silêncio me transforme em alguém que não sou.