Gosto do mal Feito
Todo mal que desejar para outras pessoas, que o capeta lhes dê em dobro, para você e seus familiares.
Estar mal-acompanhado é como segurar um cacto na mão. Viver com pessoas erradas é como estar numa sala cheia de quadros abstratos. É necessário o amor pra se sentir vivo. É necessário a importância pra se sentir presente.
O “eu” faz o bem; o mal costuma se esconder no “nós”. Não faça nada duvidoso usando o coletivo como desculpa.
Chegará o momento em que muitas pessoas irão se arrepender de ter me tratado mal. Acredite em mim, essa hora vai chegar.
Nem sempre perdoar
significa permanecer.
Cortar laços com quem te faz mal
não é frieza
é proteção.
Às vezes precisamos do distanciamento mínimo
para não ser feridos,
para não ser magoados de novo.
Tornando-se assim um instrumento sem vontade própria, o estúpido será capaz de todo o mal e, ao mesmo tempo, incapaz de reconhecer-se mau ou de reconhecer maldade em seus atos. Aqui está o perigo de um abuso diabólico. Como resultado, as pessoas serão destruídas para sempre.
Nos desdobramos, renunciamos, por quem mal nota o valor do gesto. Seja amor, família, ou profissão, a recompensa costuma ser o mesmo vazio.
O mal não é uma falha ocasional da humanidade, mas um traço indelével de sua essência, irreversível como o tempo.
Quando o coração, ferido pela distância, mal pode sussurrar um clamor, é a doce voz do Mestre que encontra a alma exausta, transformando o choro do deserto na festa indescritível do Seu redil.
As almas mal resolvidas são engenheiras do caos, sua missão silenciosa é que a sua paz seja o próximo campo de batalha da desordem delas.
Quando escrevo, coloco dentro das frases restos de noites mal dormidas, ossos de conversas, ossos de decisões que não deram certo. As palavras são coletores de destroços: reúnem, organizam, explicam, são a única arca que consigo construir contra o dilúvio diário.
A esperança, às vezes, é um fósforo mal aceso. Basta um sopro e ela some, mas volta a arder. Eu coleciono fósforos na caixa do costume. Quando a noite aperta, acendo como quem pede socorro. E a chama pequena faz todo o caminho parecer possível outra vez.
Há dias que parecem rascunhos mal colados. As frases saem tortas e os gestos, imprecisos. Reviro-os até que encontrem forma e razão. Algumas colagens funcionam, outras viram poesia de esquina. E a vida segue, improvisando imagens que valem.
