Gosto de Pessoas

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“Certas pessoas não passam pela nossa vida.
Elas mudam a direção dela.”

Muitas pessoas desejam os frutos,
mas quase ninguém aceitaria as raízes,
as tempestades
e o tempo que foi necessário para florescer.

Quando as pessoas enxergam apenas o que está na superfície, elas criam rótulos. "Distraída", "avoada", "tonta", "louca". É muito mais fácil colocar uma etiqueta em alguém do que tentar entender a história inteira daquela pessoa. A maioria das pessoas adoram conclusões rápidas. Dá menos trabalho do que empatia.

Existem pessoas que passam a vida inteira estando presentes.

São aquelas que respondem, que ajudam, que escutam, que encontram tempo mesmo quando não têm tempo.

Muitas carregam o hábito de cuidar dos outros sem fazer contas, sem esperar recompensas, sem cobrar retorno.

Mas a vida costuma ensinar uma lição curiosa:

Nem sempre quem recebe cuidado sabe oferecer cuidado.

E então chegam os dias difíceis.

Dias em que essas pessoas também precisam de uma palavra, de uma presença, de uma resposta.

É nesses momentos que descobrem quem realmente caminhava ao seu lado e quem apenas se acostumou com aquilo que recebia.

Não se trata de ingratidão de todos. Nem de maldade.

Apenas uma verdade antiga: poucas pessoas conseguem oferecer aos outros a mesma dedicação que gostam de receber.

Talvez por isso algumas presenças silenciosas sejam tão raras.

E tão valiosas.

Eu transformo o que vivo em algo que alcança outras pessoas.

•Pessoas•


• Há pessoas que são euforia. Chegam e fazem tudo parecer maior, mais intenso, mais vivo.


•Há pessoas que são tempestades. Nunca passam despercebidas e sempre deixam algo transformado.


•Há pessoas que são fogo. Aquecem, iluminam... ou queimam.


•Há pessoas que são mar. Acalmam num dia, engolem no outro.


•Há pessoas que são primavera. Florescem até nos lugares mais secos.


•Há pessoas que são inverno. Silenciosas, frias por fora, profundas por dentro.


•Há pessoas que são faróis. Não caminham por você, mas mostram o caminho.


•Há pessoas que são labirintos. Quanto mais você tenta entendê-las, mais caminhos aparecem.


•Há pessoas que são euforia. Fazem o coração acelerar antes mesmo de dizer uma palavra.


•Há pessoas que são abrigo. Basta a presença delas para o mundo parecer menos pesado.

"Há pessoas que atravessam o mundo em busca de um lugar para existir. Eu percebi que o único lugar onde nunca fui abandonada foi dentro das palavras. É por isso que escrevo: porque a poesia acolhe até aquilo que a vida recusou."

Algumas pessoas falam pelas notas, pelas pausas, pelos silêncios que só a música sabe traduzir. Há quem converse olhando nos olhos. Ela conversa afinando a alma. Cada melodia é um pedaço do que sente, porque existem emoções grandes demais para caber em frases, mas perfeitas para morar em uma canção

O Turbilhão


Existe um vendaval morando em mim.


Ninguém o vê.
As pessoas enxergam o meu sorriso,
as minhas palavras,
os meus poemas.
Mas ninguém escuta o barulho dos destroços que carrego por dentro.


Há dias em que tudo o que eu quero
é ir embora.


Ir embora das expectativas,
das decepções,
das promessas quebradas,
das portas fechadas,
das pessoas que só lembram de mim quando precisam.


Quero ir embora da culpa que me veste,
do cansaço que me acorda,
das batalhas que ninguém imagina que luto.


Mas, no fundo,
não quero desaparecer.


Quero encontrar um lugar
onde eu possa respirar sem pedir desculpas por existir.


Quero voltar para mim.


Porque há muito tempo
venho morando na vida dos outros
e esquecendo de cuidar da minha.


Talvez esse turbilhão
não seja um fim.


Talvez seja a tempestade
arrancando tudo aquilo
que nunca foi abrigo.


E quando o vento passar,
se passar,
espero encontrar entre os escombros
a única pessoa
que nunca deveria ter abandonado:


eu.

As pessoas esquecem o quanto você foi importante para elas.


Esquecem das mãos que as levantaram quando ninguém mais estendeu as suas.
Esquecem das noites em que você permaneceu, enquanto tantos foram embora.
Esquecem dos conselhos, do cuidado, das renúncias e da presença.


A memória, muitas vezes, guarda o que machuca e apaga quem ajudou a curar.


Mas isso não diminui o valor do que você fez.


Quem age com verdade não precisa viver do reconhecimento alheio. O bem continua existindo, mesmo quando ninguém o enxerga. E quem esquece a importância de alguém revela mais sobre si do que sobre o valor de quem foi esquecido.


Nem toda ausência de reconhecimento significa falta de importância.
Às vezes, é apenas a incapacidade de algumas pessoas de reconhecer e honrar quem um dia foi essencial em suas vidas.

"Há pessoas interessadas no que você oferece e poucas interessadas no que você é."

Há pessoas que voltam iguais, mas nós já não as provamos com a mesma boca. O tempo muda o sabor de quase tudo.

Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento. Outras ficam como raízes. A sabedoria está em não insistir no que foi levado, mas em cuidar daquilo que escolheu permanecer.

"Há pessoas que vão embora levando apenas as malas. Outras esquecem um inverno inteiro pendurado no cabide da sala."

Eu sempre soube ficar.


Pelos outros.
Pela família.
Pelos amigos.
Pelas pessoas que estavam quebradas.
Pelas pessoas que não sabiam pedir ajuda.
Pelas pessoas que precisavam de alguém.


Mas ninguém me ensinou o que fazer quando sou eu quem está quebrada.
Talvez seja essa a grande descoberta:


Algumas pessoas gostam de você.
Algumas precisam de você.
Algumas dizem que amam você.
Mas poucas sabem permanecer quando você deixa de conseguir carregar o mundo nas costas.

Algumas pessoas não são feitas para ficar. São feitas para atravessar a nossa história, deixar alguma coisa em nós e seguir. E talvez aceitar isso seja uma das formas mais difíceis de entender que nem toda partida significa que o que vivemos foi menos verdadeiro.

“Algumas pessoas entram em nossa vida vestidas de amizade, apenas para nos ensinar que nem todo abraço é abrigo, nem toda presença é cuidado.”

Sou poeta e tenho uma obrigação: fazer as pessoas felizes.

As pessoas, geralmente, só não fazem o "mal" pelo medo das consequências — seja a consequência que acreditam ter após a morte ou a consequência que recebem em vida mesmo. Já outras pessoas são naturalmente boas por natureza, não fazem o mal, mesmo se houvesse a oportunidade. Então, é sempre bom rever o próprio caráter, a própria personalidade, as próprias intenções, o próprio ser, e desenvolver em si mesmo aquilo que você de fato é ou quer ser, mas não por medo de consequências, e sim por vontade, por coração, por si mesmo.

Tem pessoas que só fazem o "bem" por interesse — interesse de ser "privilegiado", de "receber", de "ganhar", de "conseguir" dos outros. E isso não é, interpretamente falando, uma pessoa "essencialmente boa", entre aspas, quando só se faz com esse objetivo, e sim uma "pessoa interesseira", fingindo ser boa ou mostrando ser interesseira mesmo. Ou seja, não desenvolveu naturalmente o sentimento puro, leve, doce, amoroso de ser. Não percebeu que, pra isso, não precisa da expectativa de receber algo em troca ou temer as consequências se não fizer, e que basta, essencialmente, seguir o próprio sentimento, deixar fluir naturalmente as intenções, enxergar os próprios comportamentos, respeitar a própria vibração pessoal sobre qualquer situação, parar de se controlar e apenas ser, indiferente dos atos. Pois a essência de si mesmo é fluxo, natural, espontâneo, se desenvolve assim, e não se controlando pra não ser.

Por exemplo, tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas têm a intenção de ajudar a levantar porque têm como objetivo ter algo em troca depois...

Tem pessoas que têm o ato de ajudar alguém a se levantar, mas a intenção era apenas ajudar a levantar, pois não têm como objetivo algo em troca...

Então, existe uma diferença entre uma pessoa "boa" e uma pessoa "interesseira", que só faz o "bem" por interesse.

A "boa" tem como intenção o ato do momento, e mesmo que receba algo em troca, a intenção era o ato, não a expectativa em receber.

A "interesseira" tem como intenção receber algo depois do ato, e se ela não recebe em troca, cobra, pressiona, joga na cara, abandona, larga, chantageia, diz que não fizeram por ela.

Não que eu esteja julgando ou definindo o que é "bom" ou o que é "ruim", o que é "interesseiro" ou o que "não é". Até porque, pessoas mudam. Às vezes, estão em um dia bom, às vezes, em um dia ruim. Não é uma regra, é uma análise do momento. Às vezes, a pessoa fez de coração agora e, daqui a cinco minutos, por interesse, no qual irá cobrar em seguida. Novamente repito: não é uma regra, é uma análise do momento. Apenas uma interpretação rasa de uma situação hipotética pra você discernir a diferença de quando alguém é e quando finge ser pra dizer que é. Pra você discernir a diferença de quando alguém fez por interesse e quando fez por vontade própria, por coração.

Às vezes, somos ruins; às vezes, bons; às vezes, interesseiros; às vezes, não. Porém, é bom ter o olhar aprimorado nas situações desses momentos, saber quem finge, saber quem é. Pois, quando nosso olhar é turvo, embaçado, cego, a gente acaba olhando apenas quem não era pra olhar, apenas porque a "aparência", as "miragens" vistas dos nossos olhares cegos aparentavam ser verdadeiras, boas de coração. E nisso, nos iludimos com quem não deveríamos, por ser fingimento, falso, e deixamos de ver quem era pra enxergar: os verdadeiros de bom coração.

E quem olha é o próprio sentimento, não a impressão dos olhos.

Pois os olhos têm o interesse de olhar o que aparenta ser.

O sentimento sente o que de fato é.

Observe nos detalhes e não no conteúdo das pessoas e saberá em quem confiar. Entre as coisas maravilhosas que Deus nos deu, está a percepção de perceber o que passa ao nosso redor e de saber conhecer as intenções das pessoas que convivem com a gente.