Gostar de quem Mora longe
Escrevo baixinho, como quem teme revelar demais, mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir
que tudo em mim acaba se derramando um pouco.
Só queria qhe soubesse
Escrevo baixinho,
Como quem teme revelar demais,
mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir que tudo em mim acaba se derramando um pouco.
Gosto da calma que você
passa sem dizer palavra,
gosto do brilho discreto que
mora no teu rosto e desse
mistérioleve que te acompanha
como se você fosse feita
de poesia sem perceber.
Não sei se você sente,
mas quando penso em você o mundo fica mais gentil,
como se cada detalhe
encontrasse o lugar certo.
É uma paz bonita, daquelas raras.
Só queria que soubesse:
se existe algo que meu coração tem guardado com cuidado,
esse algo atende pelo teu nome.
Com afeto que cresce devagar,
— de alguém que encontrou em você um motivo doce pra sonhar.
O karma disse uma vez:
" "Você amará quem não te ama, por não ter valorizado quem te amou."
-Anônimo
Oito de setembro
Lembrei de ti
Lembrei de ti sem aviso,
como quem abre uma ferida antiga
e encontra nela ainda quente
o nome que nunca foi meu.
Te amei em silêncio, amor não devolvido,
fiz do olhar um abrigo e do sonho um lar.
Enquanto teu coração seguia outro rumo,
o meu ficava, esperando qualquer sinal.
Guardei teus gestos como quem guarda cartas
que nunca serão enviadas.
Sorri por fora, sangrei por dentro,
aprendi a te amar sem existir em ti.
Hoje lembro de ti sem pedir nada,
apenas com a saudade mansa de quem aceitou.
Amor não correspondido também é amor —
só dói mais, porque fica.
Avisem a minha amada...
Avisem a minha amada
como quem contempla
o céu ao amanhecer,
pois nela mora a calma do mundo
e o caos bonito que escolhi amar.
Seu sorriso é abrigo
quando tudo pesa,
seu olhar, um convite para ficar.
Entre silêncios e promessas mudas,
meu coração aprende a chamar
seu nome.
Se ela soubesse quantas vezes
vive em meus pensamentos sem pedir licença, veria que meu amor
é casa aberta, onde sempre haverá
luz acesa.
Avisem, sim,
a minha amada, mas saibam:
é comigo que ela habita.
Porque amar é permanecer,
mesmo quando o mundo tenta nos separar.
Desabafo
Cansei de tentar ser abrigo
pra quem nunca quis ficar.
Cansei de me moldar em silêncio
esperando que alguém decidisse me escolher não por esforço,
mas por vontade.
Desde cedo aprendi a sentir
que meu lugar era provisório.
Eu ficava, ajudava, sustentava —
e mesmo assim parecia sempre
fácil demais
me substituir,
me esquecer,
me deixar pra depois.
Por mais que eu mude,
por mais que eu entregue
versões melhores de mim,
algo insiste em dizer que nunca é suficiente.
Como se eu precisasse provar todos os dias que mereço permanecer
na vida de alguém.
Às vezes sonho com o dia
em que serei importante sem me gastar.
Em que o cuidado venha sem cobrança, em que amar não seja esforço, mas descanso.
Em que eu não precise ser mais
pra finalmente ser o bastante.
A insuficiência caminha comigo,
mesmo quando me cercam de palavras boas.
Ela sussurra que vão embora,
que vão cansar,
que vão partir —
e eu acabo acreditando mais nela
do que em quem tenta ficar.
Então eu paro.
Não porque deixei de sentir,
mas porque me cansei de
implorar presença.
Sigo vivendo entre pessoas,
fingindo que não me importo,
quando, no fundo,
me importar sempre foi
tudo que eu sou.
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
A mesa está exposta
A mesa está exposta,
o pão não pergunta quem vem,
o convite atravessa a noite
e chama quem ainda acredita.
Os primeiros recusaram,
tinham campos, horários e certezas,
mas o Reino não espera desculpas
nem se fecha por rejeição.
Então chegam os feridos da estrada,
os invisíveis, os que não foram chamados,
sentam-se sem títulos,
apenas com fome.
E ainda há lugar,
sempre haverá lugar,
porque a graça não se esgota
e a mesa não se recolhe.
Caso Encerrado
Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.
Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.
Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.
Cantarei o teu amor
Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome é primavera em minha boca, é brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
já se dizia inverno.
Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastará outra vez.
Teu olhar é farol em minhas tempestades,
é bússola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, até o silêncio floresce.
Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te é transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossível.
Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
Beija-me com teus beijos de amor,
como quem ensina o coração a respirar,
demora teus lábios no meu silêncio
até que toda ausência aprenda a ficar.
Beija-me com teus beijos de amor,
e que o mundo pause no meio do gesto,
que nossas dores se esqueçam do nome
e virem abrigo no calor do teu peito.
Beija-me com teus beijos de amor,
não como promessa, mas como verdade,
pois quando tua boca encontra a minha
até o tempo se rende à eternidade.
como quem encontra abrigo depois da tempestade,
teus lábios sabem meu nome antes mesmo de eu dizê-lo,
e no silêncio do toque, o mundo aprende a respirar outra vez.
Há quem diga “eu te amo”
só para preencher o próprio vazio,
confundindo ilusão com carinho —
e deixando quem acredita recolher os cacos sozinho.
Amor de História
Nos apaixonamos como quem descobre um manuscrito antigo,
com cuidado para não rasgar o tempo, folheando silêncios,
lendo sentimentos escritos à margem.
Teu olhar era linha do tempo,
me levando do agora ao sempre,
cada palavra tua uma data marcada
no calendário secreto do meu coração.
Havia batalhas internas, tratados não assinados, um amor vivendo entre capítulos proibidos, como se o destino pedisse notas de rodapé para explicar o que não podia ser vivido.
E mesmo sem final oficial,
nos tornamos fato histórico
um no outro:
um amor que não se apaga,
apenas muda de século dentro da memória.
O auto-Perdão
Ele incendiou o coração dela
como quem risca fósforo em noite de vento, e no clarão do erro,
queimou as próprias mãos
sem perceber que o fogo também volta.
Ela o perdoou como chuva mansa
caindo sobre terra rachada,
lavando as cinzas, oferecendo verde novo, acreditando que até solo ferido
pode voltar a florescer.
Mas dentro dele morava um espelho quebrado:
toda vez que se olhava, via o erro em cacos.
Mesmo com o céu limpo que ela oferecia, ele insistia em caminhar sob tempestade,
incapaz de se dar abrigo.
E assim,
ele naufragava em porto seguro.
Tinha perdão como farol aceso,
mas preferia a culpa como âncora.
Porque às vezes o amor salva —
mas o auto-perdão é quem ensina a voltar à superfície.
E mesmo em cinzas, o Brasil respira.
Porque nenhuma chama vence quem aprende com a dor.
Da bandeira que arde nasce um silêncio gritante:
ou mudamos a terra,
ou queimamos com ela,
em desamor.
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