Genuíno
Amar o próximo não é fácil. Se o amor não for possível, cuidemos para que haja respeito, compaixão e caridade, que são, à sua maneira, expressões de amor.
Envelhecer
Uma verdade que não gostamos de assumir e nem sempre gostamos de encarar.
E é por isso que perdemos os objetivos de vida para assumir a cadeira de balanço, voltando ao antigo berço e ficamos a ver a vida passar, com olhos cansados vendo o horizonte, com saudades de si mesma e se pondo a definhar e a morrer antes.
Antes de um novo amanhecer, antes de um novo sonho, antes de ser mais tudo o que já se foi e que ainda é.
CORPO
O corpo da gente,
Igual a semente,
Germina, nasce, cresce,
Dá frutos que em terra cai.
E fertiliza a terra.
E vira imensa floresta .
Que novo fruto dá
Expande mundo afora e depois...
Se esvai.
A vida sempre dará mais do mesmo, conforme a vibração em que estamos sintonizados, se o resultado não nos atende, precisamos mudar nossa vibração.
Comecei no jornalismo com 16 anos, no primeiro ano do ensino médio. Era um misto de chargista, aprendiz de repórter e carregador de malas. Há quanto tempo pisei numa redação pela primeira vez? 45 anos? E ainda hoje, a cada manhã, renovo a opção que fiz na adolescência. Não consigo me imaginar em outra profissão. Acredito no jornalismo como uma ferramenta poderosa para melhorar a sociedade, ajudar as pessoas, denunciar trapaças, valorizar boas iniciativas, fortalecer a democracia. Com alegria, concluo que fiz a escolha certa. Sou grato à vida por ser jornalista.
A universidade é o paraíso das classes médias, o lugar por excelência de suas práticas, o terreno onde se articulam seus ideais. Duma maneira muito peculiar combina o fazer e o fazer de conta...
A UNIVERSIDADE EM RITMO DE BARBÁRIE
Só é possível o engajamento quando todos se sentem respeitados.
Para mim é impossível ficar engajado se me sentir desrespeitado...
As vezes precisamos explicar o óbvio pois a inteligência comum parece cada dia menor!
Conquistar é como conduzir, é preciso ter paciência para aprender, e foco para fazer o carro andar, e cautela para gozar longa vida.
Ninguém pediu, mas vou dar um conselho mesmo assim. Quando a alma estiver de mau jeito e o coração apertado, vá até a igrejinha de Nhô João de Camargo, deixe o ego lá fora, tome um pouco de água e faça uma oração. Seja qual for o problema, alguma coisa boa vai acontecer.
Quando começo a achar que não saí do lugar nesses anos todos, me consola pensar que o Sol se desloca ao redor do centro da Via Láctea a 720 mil km por hora, 17,2 milhões de km por dia, 6,3 bilhões de km por ano. Nunca nada é a mesma coisa, nem ninguém é o mesmo. E, definitivamente, não estamos no mesmo lugar. Quando você terminar de ler este texto, terá viajado cerca de 5.400 km neste assombroso carrossel de estrelas, desde o momento em que começou a ler.
As músicas de sucesso comercial, a programação da TV aberta aos domingos, a publicidade em geral, os programas do tipo "No limite", o conteúdo de certos portais supostamente noticiosos, entre outras formas de comunicação de massa, atestam para além de qualquer dúvida: não existe limite para a falta de criatividade humana.
Quem procura com negligência ajuda a esconder. Da mesma forma, quando o jornalista não se dispõe a apurar a notícia em todos os seus principais aspectos e desdobramentos, assume o risco de difundir informações parciais, distorcidas e até mentirosas. Notícia mal apurada, num sentido muito amplo, também é fake news.
A sabedoria, enquanto restrita ao plano racional, é um adorno vistoso e inútil, guardado numa caixinha dentro de uma gaveta. Aliás, há pouca sabedoria em acumular sabedoria, se não permitirmos que ela inunde os sentimentos e, sem hesitação, comande nossa atitude perante a vida e cada uma de nossas ações.
Sabemos quando alguém é grande de verdade quando os que estão à sua volta sentem-se grandes também. Diminuir os demais para sentir-se grande é coisa de gente pequena.
Tratar a todos com igualdade é extremamente injusto. Os mais vulneráveis merecem sempre especial atenção.
Ao longo da vida, por necessidade ou conveniência, interpretamos muitos papéis. E, não raras vezes, o papel mais difícil de interpretar é o de nós mesmos.
Conhecer-se a si mesmo, despir-se do ego e dos scripts impostos pela sociedade, não é fácil. Uma vez descoberta a própria essência, porém, ainda mais difícil é viver de acordo com ela, sem fazer concessões.
A vida é incapaz de corrigir os defeitos da educação familiar
A própria vida não pode produzir nenhuma mudança essencial.
Isto é psicologicamente compreensível, porque a vida trata com os produtos já acabados do ser humano, com seres que já têm seus pontos de vista definidos, que se esforçam, todos eles, para conseguir dominar seus iguais.
Exatamente ao contrário do que se possa pensar, a vida é o pior dos educadores. Ela não tem consideração por nós, não nos adverte, não nos ensina; limita-se a castigar-nos e a nos deixar morrer.
Não existe "se" quando o assunto é o passado. Inútil perder tempo imaginando como teria sido isto ou aquilo se algo tivesse ocorrido de outra maneira. A vida, sempre, é daqui para a frente, e daqui para a frente deve ser vivida.
